22/04/2026
Todos nos lembramos de crescermos com alguém a fazer-nos esta pergunta. Na verdade, vivemos durante a infância e adolescência atormentados ou em sonho, com esta ideia de virmos a ser alguma coisa, sendo que essa coisa passa quase sempre por uma profissão. E este é o princípio da história em que achamos que aquilo que vamos ser se irá resumir aquilo que vamos fazer profissionalmente. Quero ser médico, bombeiro, apresentadora de televisão, astronauta, cabeleireiro e tanto mais fazem-nos desde sempre sentir que só vamos conseguir existir quando tivermos uma profissão. Fora disso, ou não existimos ou somos o que menos nos define e importa. E acredito que é precisamente o contrário! Talvez esta ideia, tão social e inconsciente nos ajude a perceber a quantidade de burnout e esgotamentos que espelham a saúde mental ou a ausência dela, porque vivemos só para trabalhar, e uma sociedade, país e mundo que parece crescer fora de valores de órbita social, sem respeito, empatia e amor. Sim, o nosso papel profissional é muito importante e uma parte central do que somos e na nossa contribuição. Mas somos e seremos sempre muito mais, sendo que o mundo precisa mesmo é de Boas Pessoas, que possam ser depois Bons Profissionais!
Não somos só a nossa profissão, somos muito mais, somos pessoas em sociedade, construtores de comunidades, empresas, serviços, bairros, países e nações, onde todos somos importantes para reerguer um mundo ao contrário, triste, isolado, em guerra e em desrespeito constante pela diversidade, pelo sofrimento, e pela dignidade humana…
Diana