01/05/2026
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» VISCOSSUPLEMENTAÇÃO DO JOELHO COM ARTROSE «
A artrose do joelho ou mais propriamente, a “ doença da cartilagem “, quer seja na sua forma idiopática, quer seja na sua forma secundária, é uma das doenças mais frequentes na espécie humana.
A “ doença da cartilagem “ afecta uma grande parte da nossa população depois dos 40 anos, embora nesta idade só em alguns casos (4% a 7%), atinja gravidade suficiente para determinar sintomatologia e conduzir a incapacidade funcional com algum significado.
No inicio desta afecção e determinada por vários factores (na sua patofisiologia está a libertação de enzimas proteoliticos intracelulares, como as colagenases, as metaloproteinases e as agrecanases), começa por ocorrer uma deterioração da cartilagem, com perda da sua regularidade e elasticidade e consequente diminuição da sua eficácia, o que progressivamente contribui para a sua degradação adicional, com o uso diário da vida de relação e ou os traumatismos frequentes.
Na evolução da artrose do joelho, para além do envolvimento particular da cartilagem, há também uma degradação progressiva nos outros tecidos que compõem a articulação, em especial na sinovial, conduzindo à instalação progressiva de dor, deformação e limitação do movimento.
Todas as articulações podem ser envolvidas na artrose. Contudo os joelhos são de longe, talvez as mais penalizadas.
Embora não haja cura para a artrose do joelho, já que ainda não existem protocolos terapêuticos que permitam definitivamente parar ou inverter a “ doença da cartilagem do joelho“, é no entanto possível diminuir a dor e a rigidez articulares, bem como melhorar a mobilidade e a sua capacidade funcional.
TERAPÊUTICA
Para o tratamento de carácter conservador da artrose do joelho, temos disponíveis alguns medicamentos, bem como procedimentos terapêuticos, capazes de aliviar os sintomas e minimizar a perda evolutiva da função.
De entre os medicamentos, os analgésicos são em muitas situações, suficientes para garantir um alívio eficaz no tempo e geralmente são bem tolerados. Os anti-inflamatórios não esteroides, também são com frequência adequados, embora acarretem riscos maiores do que os analgésicos, em particular para o aparelho digestivo.
Dos designados procedimentos terapêuticos, a injecção de produtos com efeito terapêutico, quer fora quer dentro da articulação, têm-se revelado bastante eficazes.
VISCOSSUPLEMENTAÇÃO
A administração intra-articular de ácido hialurónico (AH) - hialuronano - exógeno (sintético), numa articulação com sinovial como o joelho, com o intuito de restaurar o normal ambiente reológico da sua cartilagem e as propriedades viscoelásticas do seu líquido sinovial, designa-se por viscossuplementação e é um dos procedimentos que actualmente e em determinadas fases evolutivas da “ doença da cartilagem “, proporciona resultados muito favoráveis.
ÁCIDO HIALURÓNICO
O ácido hialurónico (AH) é um polissacárido linear, formado por unidades dissacáridas contendo N-acetil-D: glucosamina e ácido glucurónico.
Tem um elevado peso molecular, na ordem dos milhões de Daltons e apresenta propriedades viscoelásticas que são influenciadas pelas suas características poliméricas e polielectroliticas.
O AH está presente em quase todos os tecidos e fluidos biológicos humanos.
O ácido hialurónico é um dos principais componentes da matriz extracelular da cartilagem, das camadas superficiais da sinovial e também está presente, em elevadas concentrações, no líquido sinovial.
As propriedades viscoelásticas do AH, proporcionam funções protectoras ao líquido sinovial, como a lubrificação e absorção do choque.
O AH promove a absorção do choque durante os movimentos rápidos da articulação (corrida e salto) e a lubrificação, durante os movimentos lentos (marcha).
No joelho a quantidade total de AH é estimada entre 4 a 8 mg.
Para utilização em tratamentos médicos intra-articulares, o AH é produzido quer a partir da crista de galináceos (nestas preparações podem surgir reacções de carácter alérgico, pelo que já está praticamente abandonado), quer por técnicas de biotecnologia.
As formas mais comuns de ácido hialurónico para uso clínico, são o Hylan G-F 20 e o Hialuronato de sódio (o mais utilizado).
O mecanismo de acção do AH administrado intra-articular é ainda desconhecido. In vitro, inibe a produção de ácido araquidónico e de interleucina –1, modulando o processo inflamatório.
A semi-vida do AH exógeno administrado intra-articularmente, é reduzida e muito provavelmente devido ao contínuo turnover do líquido sinovial.
Esta semi-vida estende-se desde as 17 horas, até aos 1,5 dias, dependendo a mesma do tipo da preparação utilizada. No entanto o seu efeito terapêutico pode prolongar-se por alguns meses.
A administração intra-articular do AH de 1ª e 2ª geração, tem descritas algumas reacções adversas, tais como: eritema, dor articular, tumefacção articular, prurido, caimbras, sinovite aguda.
Reacção severa assemelhando-se a sinovite séptica, pode ocorrer na razão de uma, em cada 500 aplicações intra-articulares.
O AH de tecnologia NASHA isenta-se destas complicações.
A viscossuplementação, é sempre adaptada a cada caso particular e de acordo com a fase evolutiva da doença articular, da natureza dos sintomas, da idade do doente e do seu envolvimento com as actividades diárias da vida de relação e de trabalho.
Normalmente há conveniência na realização de um a dois ciclos de três injecções intra-articulares anualmente.
A solicitação de marcação de consulta para esta nossa unidade, pode ser efectuada para o centro de reserva de consultas, pela linha - 239 780 281(custo de uma chamada para a rede fixa nacional) - de 2ª a 6ª feira, no período das 15 horas às 18 horas ou para o email - olympica@mail.telepac.pt .
ARTROVISCOS - COIMBRA . ALCOBAÇA . LOUROSA/VILA DA FEIRA . VISEU
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