19/01/2026
https://www.sibace.pt/comunicados/que-vergonha-senhores-banqueiros/?fbclid=IwY2xjawPbGrFleHRuA2FlbQIxMQBzcnRjBmFwcF9pZBAyMjIwMzkxNzg4MjAwODkyAAEe2RTBYnDn9pB7XyQrgTeSHeJ3NQABESggJauR5qUZGghhRrw16HOJkxz5TNY_aem_jBCVRI7otJ94gWCvnIGYHw
Que vergonha, senhores banqueiros!
Em mais uma reunião negocial de revisão salarial no âmbito do ACT, a banca voltou
a mostrar a sua arrogância e desprezo pelos trabalhadores, ao subir a sua proposta
de aumento de 1,5% para 1,8%. Apesar dos lucros fabulosos, acena com migalhas.
O processo negocial de revisão do ACT do Setor Bancário prosseguiu no dia 15 de janeiro, com a
discussão dos aumentos salariais para 2026.
MAIS, SBN e SBC voltaram a constatar o profundo desprezo da banca pelos seus trabalhadores,
aqueles que diariamente constroem os lucros formidáveis e recorrentes que apresentam.
Apesar de um contexto económico amplamente favorável ao setor bancário, marcado por resultados
milionários, a postura dos patrões mantém-se arrogante, insensível e desfasada da realidade vivida
pelos bancários.
Abertura
Os Sindicatos da UGT apresentaram uma proposta inicial de aumento salarial de 5,7% – valor
perfeitamente justificado face ao custo de vida e à riqueza criada no setor, além de ser
percentualmente igual ao crescimento do SMN.
E embora a proposta sindical seja bastante razoável, sobretudo num dos setores de atividade melhor
posicionado da economia nacional, estes Sindicatos baixaram a sua reivindicação para 4,6%, tendo
como referencial o acordo assinado em sede de Concertação Social. Uma posição assumida como
um claro sinal de responsabilidade e abertura negocial.
Migalhas
Em resposta, os banqueiros limitaram-se a um movimento de aproximação irrisório: passaram de
1,5% para 1,8%, quando a inflação prevista se situa nos 2,3% (sem ter em linha de conta o custo da
habitação).
Isto significa, na prática, e mais uma vez, continuar a empobrecer os trabalhadores bancários,
impondo perdas reais de poder de compra.
Sem qualquer vergonha nem sentido de responsabilidade social, à mesa negocial a banca “oferece
migalhas”, indignas de quem gera diariamente os lucros da banca. A sua proposta não acompanha
a inflação, não reconhece o esforço dos trabalhadores e não reflete a realidade económica do setor.
Ganância
Os Sindicatos da UGT não aceitarão que os bancários continuem a pagar a fatura da ganância
patronal. Exigem aumentos salariais justos, respeito e valorização do trabalho.
Se a banca insiste em fechar os olhos à realidade, assume também a responsabilidade pelo
agravamento do conflito laboral e pela deterioração da qualidade de vida de milhares de bancários
e suas famílias.
Mas não espere que os Sindicatos fiquem de braços cruzados!
Em mais uma reunião negocial de revisão salarial no âmbito do ACT, a banca voltou a mostrar a sua arrogância e desprezo pelos trabalhadores, ao subir a sua proposta de aumento de 1,5% para 1,8%. Apesar dos lucros fabulosos, acena com migalhas. O processo negocial de revisão do ACT do Setor Banc...