24/01/2026
... » RUTURA DO GRANDE PEITORAL NO ATLETA «
O músculo grande peitoral, ou mais especif**amente o seu tendão e as fibras musculares adjacentes, pode rasgar-se e soltar-se na totalidade ou parcialmente, da sua inserção no úmero.
A ruptura/separação da inserção umeral do grande peitoral, foi descrita pela primeira vez por Patissier em 1822 em Paris, seguido posteriormente por Letenneur em 1861.
É uma lesão muito infrequente e ocorre quase que exclusivamente em homens, com idades entre 20 e os 40 anos e o seu desencadeamento resulta de uma contracção excêntrica, súbita e muito violenta deste músculo.
De longe, o desporto mais frequentemente associado a esta lesão é o halterofilismo, quer no arranque quer no arremesso. Outros desportos associados são a luta livre, o esqui aquático e o rugby.
Embora as rupturas seja raras, esta lesão tornou-se mais prevalente nos últimos 30 anos, à medida que o número de atletas amadores e profissionais tem aumentado.
O seu diagnóstico é efectuado, obviamente pela avaliação clínica e funcional e confirmado pela ecografia e mais especif**amente, pela ressonância magnética.
A generalidade destas rupturas no tendão do grande peitoral, deve ser tratada em princípio cirurgicamente, especialmente em doentes muito activos e particularmente com um envolvimento desportivo ou em actividades de carácter físico, assim como laborais de elevada solicitação, nos membros superiores.
Idealmente o seu tratamento cirúrgico, deve ser efectuado nas primeiras 48 a 72 horas, pois que após as três primeiras semanas, a reparação torna-se mais difícil e menos consistente.
Desde que uma reparação cirúrgica seja efectuada precocemente, os seus resultados são inegávelmente muito superiores e muito particularmente em comparação com um tratamento cirúrgico adiado ou até conservador.
A técnica cirúrgica mais comum, é efectuada sob anestesia geral e consubstancia-se na refixação do tendão do grande peitoral no úmero, por “cirurgia aberta”, com recurso a dispositivos específicos, v.g., botões corticais (Pec Button Arthrex).
No pós-operatório há necessidade de se recorrer a uma imobilização parcial com um braçal, por um período de seis semanas.
Só após este período e em termos médios, se podem iniciar as actividades de recuperação do arco de circundução e após 10 a 12 semanas, para fortalecimento muscular.
Em geral, os treinos de musculação são retomados apenas por volta dos 4 meses após a cirurgia reconstrutiva.
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