21/01/2026
A minha forma de compreender a vida é através de imagens.
É assim que a informação se organiza dentro de mim e se transforma em aprendizagem.
Quando observo uma imagem simbólica, não fico apenas na observação.
A partir dela, retiro uma mensagem pessoal, algo que se assenta em mim e me ajuda a compreender o momento que estou a viver.
Foi assim com a rocha no meio do mar bravo.
Dentro de nós também existem tempestades.
Caos interno, emoções intensas, fases em que tudo parece revolto.
A imagem da rocha ajudou-me a compreender algo essencial:
não se trata de fugir do caos,
mas de permanecer inteiro dentro dele.
Quando atravessamos as nossas tempestades e, em vez de lutar, vamos para o centro,
para o olho da tempestade,
há um instante de calma.
Nesse espaço, tornamo-nos observadores.
É nessa observação silenciosa que algo se revela.
Não a dor apenas,
mas a mensagem essencial daquela experiência.
A aprendizagem espiritual que aquela tempestade veio trazer.
Quando essa compreensão desce e se instala no corpo, algo muda profundamente.
Nasce a gratidão e AMOR.
E a gratidão é o grande catalisador da transformação.
Ela expande, integra, alquimiza.
Não porque tudo foi fácil,
mas porque tudo foi vivido por inteiro.
Quando aprendemos a abraçar todas as experiências,
o caos e a calmaria,
com presença e gratidão,
a vida deixa de ser luta
e transforma-se em caminho.
Ser "rocha".
Ir ao centro.
Acolher a aprendizagem.
E agradecer.
🌊🪨
(Inspirado no mar de São Roque do Pico)
Com amor e gratidão,
Tânia Cardoso