23/02/2026
A propósito desta época carnavalesca e das máscaras que usamos no dia-a-dia, observemos os vários tipos de máscaras existem: as que usamos no dia-a-dia, normalmente, não são mais do que soluções de sobrevivência, de regulação emocional e estratégias de vinculação.
Podemos usar diferentes máscaras em diferentes contextos ou tipos de relações. E o problema não é existirem máscaras, é quando se tornam identidade e mecanismo defensivo constante.
As máscaras não são defesas contra os outros, são defesas contra estados internos intoleráveis. Retirá-las pode ser um trabalho terapêutico com o intuito de aumentar a capacidade de sentir sem desorganizar. A terapia não destrói, ou não deve de destruir, máscaras. Torna-as opcionais ou, pelo menos, conscientes.
Há umas que são mais típicas nas mulheres, como a boazinha ou a vítima, por exemplo, enquanto que há outras que podem aparecer mais nos homens, como o invulnerável, o engraçadinho ou o arrogante. Mas todas podem aparecer em qualquer dos sexos, consoante cada um se apresenta, quais as suas feridas e necessidades.
Há contudo uma tendência nas mulheres a assumirem máscaras tipicamente mais masculinas - as mulheres super autónomas e funcionais, invulneráveis ou hiperindependentes como forma de evitamento do sentimento de fraqueza ou vulnerabilidade.
Quais destas usas? Conheces pessoas que se enquadrariam nalgumas destas máscaras?