Domingos Gomes & Associado, lda

Domingos Gomes & Associado, lda Gabinete de Psicologia com serviços de Consulta Psicológica de Crianças, Jovens e Adultos

A sociedade actual movimenta-se a um ritmo alucinante e sabendo que a maturidade psicológica dos indivíduos é um factor importante no sucesso e realização pessoal e profissional, esse investimento deve passar inevitavelmente pela promoção no desenvolvimento dos indivíduos e grupos, no sentido de promover competências para lidar com a constante mudança. A sua missão é a promoção do desenvolvimento pessoal dos indivíduos e dos grupos. A estratégia para o conseguir passa pela prestação de serviços no âmbito da intervenção psicológica, que se traduz no desenvolvimento, implementação e avaliação de programas de intervenção psicológica, individual ou em grupo, sob a forma de trabalho directo ou indirecto (consultadoria), com finalidades de tipo remediativo, preventivo ou desenvolvimental. A procura da inovação na concepção dos serviços, na qualidade na sua prestação e na proximidade às pessoas são as directrizes deste projecto.

A importância do silêncio para nos fazermos ouvir.A palavra é essencial ao ser humano, pode ser fundadora e mesmo salvad...
27/01/2026

A importância do silêncio para nos fazermos ouvir.

A palavra é essencial ao ser humano, pode ser fundadora e mesmo salvadora, mas, por vezes, a discussão torna-se num falatório e vira um diálogo de surdos.
A sociedade actual, com a palavra a surgir de todo o lado, está em falta cruel de silêncio. Falamos todos muito, o que é formidável, mas falamos de mais e de tudo ao ponto de nos fazermos ouvir, ao ponto de não nos entendermos e aí o silêncio torna-se importante, porque é uma das chaves para nos fazermos escutar.
O gosto do falar, o gosto da palavra não exclui o silêncio. Pelo contrário, manusear o silêncio desacelerando o ritmo, aceitando não dizer tudo, torna a palavra mais audível, mais influente. O silêncio quando é uma escolha é muito saudável no mundo democrático e nas nossas trocas quotidianas.
Cientes ou não, o silêncio impõe-se em permanência, seja para respirar, para deixar o outro respirar, para permitir que o outro tome a palavra e o seu lugar e permitindo a escuta concretiza uma forma de respeito pelo outro.
Criar silêncios não é coisa fácil na nossa vida quotidiana, onde somos expostos a todo o tipo de dispositivos e de estímulos. Mas como precisamos do silêncio interior para olhar o outro com mais atenção, para nos darmos tempo para compreender a complexidade e subtileza do que nos rodeia, para escutarmos o nosso interior, para darmos espaço á criatividade.
Se é verdade que nunca comunicamos tanto como hoje, também é verdade que comunicamos mal e por vezes não chegamos a nos fazer compreender. Paradoxalmente acabamos a dialogar pouco e a produzir monólogos.
Se tem que ser assim? Não, não tem! Podemos sempre fazer diferente e com consciência, esperança e amor é possível construir um futuro melhor.

Bom dia a todos!

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Que futuro queremos ter? Eis uma pergunta não assim tão óbvia.Um dos maiores erros do ser humano é não questionar o que ...
23/01/2026

Que futuro queremos ter? Eis uma pergunta não assim tão óbvia.

Um dos maiores erros do ser humano é não questionar o que parece evidente e, em consequência, não reflectir sobre o que é importante. De facto, há questões que nos parecem tão óbvias que achamos simplesmente que não vale a pena perder tempo a pensar nelas.
Que futuro queremos ter, é uma dessas questões. Sendo uma pergunta que formulamos muito aos jovens, esquecemos que o futuro que queremos ter é algo que convém questionar em qualquer idade. Não apenas porque as nossas expectativas se devem adaptar às diferentes circunstâncias que a nossa vida atravessa, mas também porque o futuro é construído com as decisões que tomamos hoje.
Às vezes vivemos o dia-a-dia tão acelerados e pressionados que não conseguimos erguer a cabeça para olhar o horizonte e poder apreciar não só por onde vamos, mas aonde queremos chegar. A correria e os compromissos do quotidiano transformam-se numa armadilha, trabalhamos excessivamente, gastamos toda a nossa energia numa obstinada ideia de superação de nós próprios e de tudo o que se nos aparece e quando nos apercebemos, encontramo-nos num lugar muito diferente do que tínhamos imaginado e não sentimos aquele sentimento de satisfação que era suposto sentir. Por vezes, o choque entre as expectativas e a realidade é tão forte que da desilusão inicial se desenvolve um sentimento de falta de sentido, de um vazio existencial que simplesmente nos tira a capacidade de nos ligarmos aos outros e de sentir o que nos rodeia.
A cada dia, a cada instante temos a oportunidade de tomar decisões que determinarão que ficamos vítimas das circunstâncias ou se agimos com dignidade. Sendo no presente que construímos o nosso futuro, talvez que fosse boa ideia parar de vez em quando e tentarmos responder á questão: que futuro queremos ter?
O que sei é que com consciência, esperança e amor é sempre possível contruir um futuro melhor.

Bom dia a todos!
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O valor da nossa palavra ou como tratamos isso a que chamamos respeito.Inventar desculpas para não cumprir com a palavra...
15/01/2026

O valor da nossa palavra ou como tratamos isso a que chamamos respeito.

Inventar desculpas para não cumprir com a palavra dada pode evitar algumas disputas imediatas, mas é uma estratégia que com o tempo acaba por fazer de nós pessoas de pouca confiança.
“Confio nela, é uma pessoa de confiança”. Já quase não se ouvem declarações deste tipo, tão comuns noutros tempos. Estamos num tempo em que muitas pessoas pautam os seus relacionamentos com desculpas, pequenas mentiras e meias verdades. Num tempo que não dá muito tempo para parar e pensar, as relações absorvem a cultura do facilitismo, do relativismo e indiferença.
Comete-se muitas vezes o erro de dizer o que os outros esperam de nós sem nos perguntarmos a nós próprios se temos condições de assumir as consequências das nossas promessas. Acaba-se por normalizar uma prática em que as palavras nem sempre são acompanhadas das respectivas acções, perdendo valor e esvaziando-se do seu elemento socializador. Agindo assim talvez se evitem alguns conflitos imediatos, mas com isso fere-se a integridade como pessoas e com o tempo cria-se uma imagem de pessoas pouco responsáveis, não confiáveis e pouco integras.
Sucumbimos à pressão de dizer “sim” a coisas para as quais não temos verdadeira intenção de as fazer, aceitamos desafios que sabemos de antemão que podemos e devemos ignorar ou falamos com suposta autoridade de qualquer coisa que não conhecemos. Como pessoas tentamos, de alguma forma, ser boas, generosas e dignas de confiança e talvez até que na maior parte das situações não se tem a intenção deliberada de não cumprir, mentir, de enganar ou de prejudicar alguém. Mas então porque acabamos a cair neste tipo de comportamentos? Muitas das vezes tal é reflexo das nossas próprias lacunas, como:
O medo do conflito
Às vezes deixa-se cair as promessas feitas e a palavra dada por insegurança, falta afirmação de si próprio. Deseja-se agradar e cair nas graças das pessoas que são queridas e quando elas pedem um favor é natural essa vontade em corresponder, mesmo quando se sente pouca vontade para o fazer ou se sente desconforto com o que é pedido. Nessas situações temos o direito de recusar. No entanto, quando a pessoa se sente insegura e pouco confiante em si própria acaba por dizer muitas vezes “Sim” apenas com o intuito de ganhar tempo para encontrar uma boa desculpa. De certa forma evita o desconforto da rejeição do pedido do outro e talvez escape à discussão que se teria seguido se o outro levasse a mal a recusa. Mas, convenhamos, faltar à palavra não diz coisa boa de nós.
Falta de humildade
Noutras ocasiões, só para manter uma imagem, aceitam-se compromissos que se sabem que não são para cumprir. É grande a tentação de aceitar um projecto importante, mas quando se tem consciência que não se reúne condições para o realizar, a coisa mais honesta a fazer é não aceitar. Talvez que no imediato isso possa parecer pouco inteligente, mas faz-se prova de honestidade e integridade. É com isso que se alimenta a confiança e a integridade que os outros apreciam. E outros trabalhos surgirão.
Indiferença
Por vezes é pura indiferença. As pessoas comprometem-se com vontade, mas chegada a hora não resistem a planos mais interessantes. Deixa-se o outro “pendurado” e muitas vezes o avisar. F**a a imagem de alguém em quem não se pode confiar.

E custa assim muito ser uma pessoa de palavra?
Por acaso até custa, mas o valor da palavra, da nossa palavra, não deveria sequer ser questão. Se por uma ou outra razão não somos suficientemente assertivos para declinar algumas propostas com respeito, então trabalhemos a assertividade e, por arrasto, melhoremos a nossa auto-estima e a consciência dos nossos limites sem nos sentirmos inferiores por causa disso.
Não é grave não querer fazer certas coisas, não é grave não poder fazer tudo o que nos pedem, mas não cumprir com o acordado, mentir, em claro desrespeito pelo outro, isso sim já é grave. A integridade pratica-se quando damos a nossa palavra e nos esforçamos para a cumprir.
Com consciência, esperança e amor é possível construir um futuro melhor.
Bom dia a todos!
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Escolhendo o caminho. Ao longo da nossa vida quantas vezes fomos interrompidos ou importunados por acontecimentos, algun...
23/12/2025

Escolhendo o caminho.

Ao longo da nossa vida quantas vezes fomos interrompidos ou importunados por acontecimentos, alguns fora do nosso controle, que geraram muita frustração e mesmo raiva dentro de nós? Quantas vezes nos decepcionamos por coisas ou desejos que não se realizaram como idealizamos? Quantas relações tomaram direcções que não prevíamos que nos empurraram para fora da nossa zona de conforto? Quantas vezes a incerteza no trabalho ou material nos surpreendeu? Quantas vezes a doença ou as preocupações de saúde nos apareceram quando estávamos na melhor fase das nossas vidas?

Provavelmente muitas vezes e, no entanto, tudo isto faz parte do nosso caminho e por isso é que não existem duas pessoas iguais. É esse caminho, com pedras, com certeza, que somos convidados a fazer, a viver e a experienciar. E quando buscamos o sentido das coisas se apresentarem assim, encontramos sempre algo para se aprender, para se perdoar, para tomar consciência ou simplesmente para desfrutar da vida mais intensamente. No final damo-nos conta que tudo serve para aprender a melhor nos amarmos neste papel de humanos a experienciar a humanidade em nós e nos outros.

Nem sempre é fácil, nem agradável, nem extraordinário. Mas é o nosso caminho que podemos escolher fazer na alegria e na esperança ou na resistência. Podemos escolher aprender a ser feliz na felicidade e alegria dos outros, e não no conflito e maldade entre os homens. Podemos a cada dia, a cada momento, escolher ver a beleza do nosso caminho e aí semear a alegria, o amor ou a paz, independentemente de quem por lá passa. Se conseguirmos encontrar esse espaço dentro de nós para esse sentimento natural, talvez que os fardos desta vida se possam sentir mais leves, mais suportáveis e o caminho possa ser feito sem medo, permitindo espalhar bondade a alegria.,

E sim, cada caminho é diferente, mas todos levam ao mesmo sítio: ao Amor. Ao amor de si, do outro, da Vida, de tudo. E sim, com consciência, esperança e amor é possível fazer de nós bons caminhantes.

Bom dia a todos!

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Competição ou cooperação: o que se deve ensinar às crianças?  O que se deve ensinar às crianças: o valor da competição p...
01/12/2025

Competição ou cooperação: o que se deve ensinar às crianças?

O que se deve ensinar às crianças: o valor da competição para atingir os seus objectivos ou competências da cooperação e do trabalho em equipa?
Numa sociedade altamente competitiva só aqueles que vêm a vida como um desafio constante estão motivados para o sucesso e normalmente conseguem-no. Num quadro social onde as oportunidades são cada vez mais escassas existe uma obrigação escondida que empurra para a competição constante e desenfreada, visível no tipo de educação que muitas famílias escolhem. Colocar os filhos em actividades onde a competição é uma constante, faz parte deste tipo da educação, pois ninguém nega os benefícios da prática de um desporto para uma criança. Contudo, hoje o que vê é os pais a incitar os seus filhos a preocuparem-se acima de tudo em ganhar, a atingirem o sucesso nas actividades, mas ao fazê-lo de forma exacerbada acabam a fomentar o stress e a ansiedade nas crianças. Os valores como a cooperação ou o trabalho em equipa ou o simples prazer da actividade física não são considerados importantes, quando o que importa é ganhar. Quando assim acontece esquecemos o básico, pois o que conta para uma criança pequena é fazer amigos, brincar e descobrir o mundo, e pervertemos o sentido da actividade pois tendemos a valorizamos a criança apenas por aquilo que consegue atingir e não por aquilo que ela é.
Por outro lado, a cooperação é um pilar essencial para a manutenção da nossa civilização. Sem ela, a evolução enquanto humanos não teria sido possível. Sabemos que ajudar e partilhar são práticas que enviam ao nosso bem-estar comum, mas o desconforto e a acumulação não deixam de ser algo que nos define. E, no entanto, as crianças chegam ao mundo por natureza cooperativas. Estudos mostram que sensivelmente a partir dos 14 meses de vida as crianças já mostram comportamentos colaborativos, de suporte e de laço social. Os actos de reciprocidade entre crianças são constantes nas creches e visíveis desde a primeira infância. Quer isto dizer que aos poucos, a sociedade, os pais e as dinâmicas sociais condicionam as crianças. Por elas, se têm oportunidade de escolher entre rivalizar ou cooperar por norma seguem a segunda, mas a educação empurra-os a maior parte das vezes no outro sentido

Mas então que devemos ensinar: rivalizar ou cooperar?
A verdade é que as duas esferas são igualmente decisivas. Educar numa sã competitividade na qual a criança aprende a esforçar-se por um objectivo é lícito e positivo. No entanto, o problema é quando a competitividade está desprovida de empatia e conduz à agressividade.
É bom ter competências adequadas para ser competitivo e é igualmente necessário aprender a ser cooperativo e solidário. Uma realidade não deve estar em contradição com a outra. Mas enquanto sociedade sobrevalorizamos a competitividade e com ela nós exaltamos aqueles que ganham e desprezamos aqueles que perdem, aqueles que não conseguem, aqueles que deixamos por sua conta.

O que sei é que com consciência, esperança e amor é sempre possível encontrar um equilíbrio harmonioso.

Bom dia a todos!
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Quantas vezes nos olhamos no espelho e vemos a nossa cara despida de alma.Quando por uma qualquer razão esta vida aceler...
27/11/2025

Quantas vezes nos olhamos no espelho e vemos a nossa cara despida de alma.

Quando por uma qualquer razão esta vida acelerada que levamos nos dá um pouco de tempo para olharmos para dentro de nós, damo-nos conta das imensas máscaras que levamos e logo uma pergunta emerge de forma angustiante e desesperante: quem somos realmente? Quem é esse eu? É aquilo onde queremos assentar e construir uma identidade pessoal e única, ou o que as pessoas e o mundo fazem com que ele seja? E será que afirmar a autenticidade da pessoa exige considerar que a sociedade é criadora de problemas de autenticidade? Não vivemos nós em comunidade?
São questões de resposta complexa. O que sabemos é que cada um de nós tem dentro de si duas vozes: uma que murmura a verdade nua e crua e outra que deforma a realidade para a tornar mais suportável.
Já experimentaram ficar completamente em silêncio, escutando os pensamentos a fluírem livremente? Para alguns é uma experiência aterrorizante. Os seres humanos, ou melhor, a grande maioria deles, não suportam olhar-se de frente e por isso enchem as suas vidas de barulho, de trabalho, de conversas vazias, de dr**as, de compras, enchem-se de tudo o que os ajude a escapar à pergunta que os persegue sempre: quem sou eu? Porque estou aqui? Qual é o sentido da minha vida?
Procuramos sem cessar a resposta a estas questões. Mas talvez que a resposta não seja procurar, mas antes deixar de fugir e aprender a fluir.
E quem sabe se com consciência, esperança e amor não se consegue uma boa resposta.

Bom dia a todos!

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Pais que invalidam as emoções dos filhos. Na educação, como noutras áreas da vida, muitas das coisas boas e fundamentais...
08/11/2025

Pais que invalidam as emoções dos filhos.
Na educação, como noutras áreas da vida, muitas das coisas boas e fundamentais nada têm a ver com a questão material. Crescer num seio familiar onde os pais transmitem segurança, afecto e validação aos seus filhos é do melhor que pode acontecer aos mais pequenos, pela felicidade que lhes proporcionam e pela promoção da sua saúde mental. Crianças com uma vinculação segura sentem-se livres para explorar, brincar e expressar os seus sentimentos, justamente porque confiam no apoio e acolhimento dos pais. Damos por adquirido que este vínculo emocional é naturalmente alimentado pelos pais e, no entanto, muito pais não têm a sensibilidade para atender às necessidades da criança estabelecendo uma relação de vinculação com a criança que poderá ser disfuncional e vir a trazer problemas futuros nas suas relações com os outros, consigo mesma e na regulação das suas emoções.

Fazer crer a uma criança que uma boa parte das suas necessidades são erradas ou defeituosas é gerar uma fonte de ansiedade e angústia, que irá debilitar a sua auto-estima e deformar o sentido de identidade. A invalidação emocional acontece sempre que alguém rejeita, minimiza ou manipula os sentimentos. Reconhecer as necessidades, as emoções e os sentimentos das crianças sem as julgar ou criticar favorece o seu crescimento psico-emocional e a sua identidade, pois é assim que eles se sentem compreendidas e valorizadas, da mesma forma que quando os pais invalidam as emoções e sentimentos, contribuem para um crescimento psico-emocional dado a múltiplas perturbações mentais. Como se produz este tipo de mecanismo de invalidação parental?

Pela punição: incutindo o medo.
As crianças são crianças e não adultos, exprimem as suas necessidades através de comportamentos, como mostrar-se assustada ou ansiosa, mostrar-se inquieta, com “dores de barriga” ou chamar a atenção, que, se não forem compreendidos e atendidos, podem levar facilmente ao esgotamento dos pais. Se não se compreende o que está por detrás desses comportamentos, tende-se a invalidá-los, a negligenciá-los e a recusar dar a resposta mais adequada a cada situação. Muitos pais por falta de tempo ou por falta de sensibilidade, rapidamente passam de um registo de incompreensão para a punição, seja gritando, o mais das vezes, ou mesmo chegando à palmada. A educação baseada no medo e na dor física, no lugar de acalmar e tranquilizar, apenas gera incompreensão, ansiedade e culpabilidade.

Pela minimização: o que a criança sente não é importante.
Minimizar é o recurso mais utilizado pelos pais para invalidar as emoções dos filhos. Acontece sempre que o adulto rejeita ou subestima a emoção sentida pela criança, sem explorar aquilo que a motiva. Uma frase ou comentário do género “isso não é nada”, “não te preocupes porque é só um brinquedo”, “não estejas triste, há coisas mais sérias na vida”, são formas de esvaziar as experiências psico-emocionais da criança, retirando a importância que a criança lhes atribui, fazendo-lhe crer que as suas emoções e problemas não são importantes.

O “gaslighting” emocional da criança
Esta prática parental consiste a modificar conscientemente o que a criança sente como forma de adquirir poder sobre ela. Assim, as emoções não são apenas invalidadas, mas também deformadas fazendo crer à criança que alguma coisa não está bem com ela, ou que aquilo que lhe acontece ou de que tem necessidade, não é bem aquilo, mas outra coisa qualquer. Frases do género “O que se passa é que és muito sensível e frágil”, “Tu não tens fome, simplesmente tens sono”, “tu não te encolerizas, estás só aborrecido”, “Cala-te, não sabes o que é estar mal, és só uma criança mimada”, ilustram bem esta estratégia do gasligthing.

O exposto acima apenas nos lembra a que ponto é decisivo para o harmonioso desenvolvimento das crianças, a adequada orientação dos pais sempre que os seus filhos se expressam emocionalmente, o que, se estiverem bem atentos vão reparar que acontece muitas vezes, fruto das muitas experiências porque passam no dia-a-dia. Educar uma criança não é tarefa fácil, mas com consciência, esperança e amor é possível construir uma infância assente numa relação transmita segurança essencial para desenvolver uma personalidade saudável, com a confiança necessária para enfrentar os desafios da vida.

Bom dia a todos!

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Como se livrar de um narcisista perversoAs relações não são fáceis e algumas são mesmo muito complicadas. A relação com ...
25/10/2025

Como se livrar de um narcisista perverso
As relações não são fáceis e algumas são mesmo muito complicadas. A relação com uma pessoa narcísica faz parte destas últimas. E se a relação é difícil a separação revela-se um processo ainda mais custoso. Contudo, com a ajuda de uma boa rede de apoio, família e amigos, e apoio profissional, é possível romper com esta relação e libertar-se do abuso psicológico.

O narcisista perverso, além de excelente manipular, acaba por manifestar comportamentos egoístas, sádicos e destrutivos com o objectivo de exercer controle total com os seus próximos. Com o tempo estes tornam-se vítimas e reféns duma teia que tende a normalizar a violência emocional, psicológica e mesmo a física. Não é justo, não é saudável, nem razoável, permanecer numa relação tóxica que apenas desgasta e causa sofrimento. Contudo, separar-se dum narcisista perverso enquanto ainda se gosta dele, enquanto os sentimentos ainda são muito ambivalentes, é um processo complexo, delicado e doloroso. No entanto, com ajuda da rede de apoio e conselhos apropriados, pode-se sempre quebrar esquemas abusivos e canalizar a energia necessária para dizer: “BASTA!”

Deixamos aqui algumas sugestões para um roteiro de libertação pessoal.

1º Reconhecer que está a ser manipulado(a)
No início da relação o narcisista perverso parece perfeito: é atencioso, sedutor, carinhoso. Com o tempo a máscara vai caindo e vai mostrando o ser por detrás da máscara: alguém com uma enorme necessidade de afirmar o seu ego em detrimento dos sentimentos ou bem-estar do outro; alguém cujo intuito é tecer uma teia de manipulação, recorrendo à violência emocional (e outras) se necessário; alguém que aprisiona o outro e o torna sua vítima. Identificar se o seu companheiro(a) é um narcisista perverso é a primeira etapa para sair desta dinâmica destrutiva.

2º Não espere que ele, ou ela, mude
Quando se ama um(a) narcisista perverso é fácil cair na armadilha que se o amar-mos o suficientemente ele(a) acabará por mudar, acabará por reconhecer o nosso valor e acabará com os comportamentos abusivos e violentos. Infelizmente isso não é assim. As pessoas não mudam só porque gostamos muito delas. E quanto mais se espera desta relação mais difícil se torna quebrar as correntes do apego, pelo que é essencial tomar a decisão de parar com a relação o mais rapidamente possível.

3º Procurar ajuda profissional
Não é nada fácil colocar um ponto final numa relação amorosa e mais ainda com um narcisista perverso. Mesmo quando a vítima reconhece o mal e o sofrimento que tal relação lhe trás, o apego, a esperança duma mudança e a manipulação constante lançam dúvidas e incitam a dar passos atrás. O acompanhamento psicológico e uma eficaz rede de apoio podem aportar um pouco mais de clareza, de confiança e de segurança na decisão.

4º Sinalizar o abuso
Os estudos mostram que uma pessoa que mantém uma relação abusiva com um narcisista perverso nunca se recompõe totalmente, mesmo após muitos anos de separação. Assim sendo, se os abusos e as agressões fazem parte do quotidiano da relação não se deve hesitar em sinalizar a situação às autoridades para sua própria protecção. É uma forma de mostrar ao abusador que há limites, que estes já foram atingidos e que não se quer mais viver no medo e na ameaça.

5º Planear a saída e reconstruir a vida
Quando existem crianças, obrigações profissionais partilhadas ou uma dependência económica, separar-se duma pessoa com este tipo de comportamento não se faz nem rápida, nem facilmente. Nestas situações o importante é tomar consciência da realidade onde se está, parar para pensar e encontrar a sua autonomia. Uma vez tomada a decisão de acabar com a relação é de todo aconselhável cortar o contacto, todo e qualquer tipo de contacto. Não responder aos telefonemas, às mensagens e não aceitar explicações. O importante é concentrar esforços no controlo da sua vida e focar-se nas coisas que lhe dão alegria. Sentir-se triste ou despedaçada é normal. A pessoa precisa de tempo para curar as feridas, voltar a definir objectivos mais harmoniosos com a sua natureza para voltar a assumir o controlo da sua vida.

Ser vítima dum narcisista perverso é uma experiência que deixa muitas vezes feridas emocionais, afecta a auto-estima e a confiança em si próprio. Mas com consciência, esperança e amor, é sempre possível mudar: livrar-se do laço tóxico, tomar consciência do seu valor pessoal e aprender, de facto, que no amor não cabe o fazer mal.

Bom dia a todos!

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Perder-se a querer salvar o outro.Uma pergunta: Quantos de nós se reconhecem neste título? Quantas vezes nos sentimos pe...
21/08/2025

Perder-se a querer salvar o outro.

Uma pergunta: Quantos de nós se reconhecem neste título? Quantas vezes nos sentimos perdidos a querer salvar o outro? Quantas vezes colocamos em risco as nossas relações, a nossa integridade, o nosso bem-estar, a tentar mostrar ao outro como deveria ser agir diferente, a tentar demovê-lo das suas escolhas, acreditando pretensiosamente saber melhor aquilo de que ele precisa?
Movidos pela vontade de ajudar, queremos evitar que o outro sofra, queremos que ele não se engane, acreditando, no fundo, que a nossa verdade é melhor que a sua, que a nossa análise é mais inteligente, que a nossa intuição é mais forte.
Vivemos tempos propícios a clivagens em várias dimensões da sociedade, na família, nos grupos, às vezes só porque cada uma das partes está convencida que tem de salvar a outra. Acontece que muitas vezes, tentar teimosamente salvar o outro significa afirmar que a Vida não sabe o que faz, e que muito menos o sabe o outro. Significa não ter confiança na Vida e não ter confiança no outro. Significa acreditar-se superior ao outro.
Insistir em tentar salvar o outro, mudar o mundo, evitar o sofrimento do outro, é viver no engano, pois não há ninguém para salvar, não há mundo para mudar nem sofrimento a evitar. Talvez que esta postura apenas sirva para lidar com uma qualquer ferida narcísica, fugindo do que em nós nos dói. Evitamos olhar para nós próprios e projectamos nos outros aquilo de que temos necessidade. No lugar de cuidar do que em nós precisa de cuidado focamos toda a nossa atenção e investimos toda a nossa energia nos males do mundo. Por estranho que pareça, ajudar os outros é mais fácil do que cuidar de si mesmo, pois evita olhar de frente com aquilo que não gostamos em nós, daquilo que nos dói, do que precisa ser trabalhado. Fugimos do nosso próprio sofrimento, fugimos do que precisamos, acreditando inconscientemente que salvando os outros nos permite acumular pontos que evitarão a nossa própria introspecção e salvamento. Nesse sentido, antes de tentar ajudar vale a pena perguntar a si mesmo: quero mesmo ajudar, ou estou apenas a tentar uma forma de me sentir bem? Sou capaz de me colocar, verdadeiramente, no lugar do outro? Ajudar o outro é bom e nobre desde que haja a consciência que ninguém pode salvar ninguém e ninguém pode mudar o mundo. Apesar da responsabilidade do que vivemos não depender só de nós, cada um tem um papel activo. O mesmo acontece com todos e inclusivamente com aquele que se pretende salvar. O sofrimento de um pode ser útil para aprender uma lição importante, para se livrar duma falsa crença, para passar a uma outra fase. Por muito que nos custe o mundo precisa duma certa dose de caos para encontrar a ordem e a luz. Nessas alturas é preciso lembrar que a Vida tem uma Sabedoria que escapa ao nosso entendimento e que não se deixa capturar nos nossos esquemas de pensamento.
É preciso confiar na Vida, com a consciência que ninguém pode obrigar o outro a mudar o que quer que seja, mesmo que o nosso ego se sinta frustrado por saber que os outros estão a fazer uma má escolha ou que precisam que se faça algo por eles. Querer agir em seu lugar é fútil e infinitamente pretensioso, mas trabalhar o nosso interior e colocar-nos ao serviço da Vida com humildade e Amor é o melhor que podemos fazer para nos ajudarmos uns aos outros e contribuir para, de alguma forma, construirmos um mundo melhor.
E com consciência, esperança e amor é sempre possível ajudar e construir um futuro melhor.

Bom dia a todos!

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Parentalidade fragilizada.O conceito de parentalidade é novo no campo das ciências humanas. O seu aparecimento traduz um...
29/07/2025

Parentalidade fragilizada.
O conceito de parentalidade é novo no campo das ciências humanas. O seu aparecimento traduz uma preocupação centrada sobre algo que antes não suscitava debate. É certo que os pais e mães sempre se defrontaram com dificuldades no seu papel, mas o olhar sobre estas dificuldades não era muito problemático, sendo que tudo pareceria fluir com naturalidade. Hoje não é assim. De facto, perante as dificuldades de se ser pai ou mãe a tendência é surgirem logo um conjunto de interrogações, de dúvidas, de sentimentos de culpabilidade, de vergonha e, às vezes, de exaustão. Neste texto exploraremos o que, na nossa sociedade, mais desorganiza a parentalidade, fragilizando-a.
A parentalidade é uma tarefa para a vida e, seguramente, uma das mais importantes da vida adulta. Se bem preparada, ela resulta do desejo consciente de duas pessoas em fazer crescer e desenvolver um pequeno ser humano, tendo em conta os seus valores, características e necessidades. No fundo, é fazer crescer um ser com intencionalidade. Contudo, por desvio ou desvarios vários resultantes do ritmo alucinante a que vivemos, é cada vez mais raro pararmos para refletir sobre como desejamos ser enquanto pais e mães e, isso, pode ter um impacto mais negativo do que positivo na educação e desenvolvimento das nossas crianças.
Muito para além de assegurar os cuidados de saúde e segurança, a parentalidade (desempenhada pelos pais ou outros cuidadores) deverá proporcionar uma vinculação segura para que seja possível um desenvolvimento físico e psicológico harmonioso. Mas nesta esfera temos de contar com o que é consciente e intencionalmente trazido para o processo e com o que entra em ação de forma inconsciente, variáveis de ordem pessoal, familiar e social, imaginárias, simbólicas e concretas.
Desta forma, a parentalidade assenta em três registos:
(o resto do texto pode ser lido no blogue webcuco)

Bom dia a todos!

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Dizer que esta vida é um mar de rosas, além de tontice, é mentir.Dizer que esta vida é um vale de lágrimas, além de asne...
20/06/2025

Dizer que esta vida é um mar de rosas, além de tontice, é mentir.
Dizer que esta vida é um vale de lágrimas, além de asneira, é mentir.
Então que podemos nós dizer?
Talvez possamos dizer que, apesar de sabermos da dureza, violência e dos horrores desta vida, nunca deixaremos de procurar as maravilhas que nela existem. Talvez que isso, mais do que o responder às mil pequenas ralações da sobrevivência diária, seja, de facto, o que dá o verdadeiro sentido à vida dos homens e das mulheres desse mundo.
E sim com consciência, esperança e amor é possível construir um futuro melhor, porque temos dentro de nós uma faculdade contemplativa capaz de moldar a pessoa que cada um de nós se transforma.

Bom dia a todos!

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