Domingos Gomes & Associado, lda

Domingos Gomes & Associado, lda Gabinete de Psicologia com serviços de Consulta Psicológica de Crianças, Jovens e Adultos

A sociedade actual movimenta-se a um ritmo alucinante e sabendo que a maturidade psicológica dos indivíduos é um factor importante no sucesso e realização pessoal e profissional, esse investimento deve passar inevitavelmente pela promoção no desenvolvimento dos indivíduos e grupos, no sentido de promover competências para lidar com a constante mudança. A sua missão é a promoção do desenvolvimento

pessoal dos indivíduos e dos grupos. A estratégia para o conseguir passa pela prestação de serviços no âmbito da intervenção psicológica, que se traduz no desenvolvimento, implementação e avaliação de programas de intervenção psicológica, individual ou em grupo, sob a forma de trabalho directo ou indirecto (consultadoria), com finalidades de tipo remediativo, preventivo ou desenvolvimental. A procura da inovação na concepção dos serviços, na qualidade na sua prestação e na proximidade às pessoas são as directrizes deste projecto.

O olhar que muda tudo.Tudo o que vivemos depende do nosso olhar sobre aquilo que nos acontece, os acontecimentos, as pes...
10/05/2026

O olhar que muda tudo.

Tudo o que vivemos depende do nosso olhar sobre aquilo que nos acontece, os acontecimentos, as pessoas, sobre tudo o que nos rodeia. Mas atenção que não podemos confundir o “olhar” com a percepção dos olhos físicos, pois esta, como é limitada, condiciona negativamente o nosso discernimento.
Aquilo onde colocamos o nosso olhar, a nossa atenção, é o que criamos na nossa vida. Se nos focamos nos conflitos, nos medos, nas guerras, nas catástrofes, alimentamos isso em nós e, pior ainda, acabamos a atraí-las para nós. Da mesma forma se a nossa atenção se foca na beleza da natureza, na bondade das pessoas, na criatividade e nos pequenos milagres do quotidiano, é isso que construímos para o nosso mundo e os fazemos crescer.
Se nos concentramos na paz criamos um pouco mais de paz, mas se nos concentrarmos no conflito criamos um pouco mais de guerra no mundo. Simples. E o mundo não precisa de guerra, já tem tanta.
O real é como é. Ponto. A consciência de o saber como é e, apesar de tudo, saber a que a forma com o vivemos é algo nosso, é “olhar” o mundo numa perspectiva nova que engloba tudo, que ao mesmo tempo que nos coloca no centro nos dissolve pelos convins do universo. Agora com que humanidade queremos ver o mundo, queremos ver o outro? Pelo lado do mal ou do bem que ela leva dentro? “Olhar” pelo lado do mal é fácil, basta não fazer nada e deixar-se guiar apenas pelas necessidades e instintos básicos. “Olhar” pelo lado do bem exige mais de nós, exige que coloquemos o Amor em tudo o que fazemos e vê-lo reflectido em tudo o que nos rodeia.
Nesse sentido, despertar não deixa de ser uma mudança de olhar sobre tudo, é um olhar da consciência, é um olhar que se sabe criador, é um olhar que nos faz unos com a Vida. É saber que tudo o que acontece connosco e à nossa volta é visto numa perspectiva que lhes dá um sentido que espelha a essência mais profunda e que tudo devolve a nós próprios.
Se mudarmos o olhar sobre a Vida é a nossa vida que muda. O que nos incomoda deixa de ser um irritante e passa a ser um convite para ir um pouco mais além no conhecimento de nós mesmos, seres no mundo, naquilo que precisa ser visto, ser cuidado, ser amado. É perceber, enfim, que fomos feitos para responder positivamente ao que nos faz sentir e ser felizes, da mesma forma que fomos feitos para ultrapassar as dificuldades e desenvolver uma inteligência que nos permita continuar a desfrutar de cada experiência, de cada momento de nós mesmos com o mundo.
O que sei é que com consciência, esperança e amor podemos percorrer um caminho na procura da felicidade, ensaiar uma e outra vez como alcançá-la e aprender a confiar na Vida.

Bom dia a todos!

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A força verdadeira ou a capacidade de vencer as nossas fraquezas Força, na definição da física, é um qualquer agente ext...
21/04/2026

A força verdadeira ou a capacidade de vencer as nossas fraquezas

Força, na definição da física, é um qualquer agente externo que modif**a o movimento de um corpo livre ou causa deformação num corpo fixo. Força é também uma expressão a que se recorre muitas vezes para dar alento às pessoas, apelando a algo no seu interior que a faça aguentar a adversidade ou mudar de rumo. Em momentos de crise diz-se “é preciso ser forte”, em alturas de desafios é comum ouvir “força aí”.
A força é uma característica muito importante para os seres humanos. Ajuda-nos a sobreviver em condições extremamente difíceis e é fundamental para vencer os obstáculos e alcançarmos os nossos objectivos.
Mas que força é esta? Sinceramente não parece que seja aquela que impõe a vontade de uns sobre os outros, que cria distância entre as pessoas e cujo efeito é meramente temporário.
A verdadeira força é aquela que nos torna capazes de vencer as nossas fraquezas, é aquela que sabe cuidar da nossa fragilidade e da dos outros.
Ser forte não é esmagar os outros no peso das nossas certezas e ambições.
Ser forte é sermos capazes da compreensão, da compaixão e da bondade num mundo que não o é. É acolher o outro, a dúvida, o vazio, o silêncio e continuar a avançar, apesar de tudo, sem ceder ao desânimo, à amargura e à raiva.
A verdadeira força é invisível, vem lá do fundo da alma de cada um e revela-se nos gestos simples, nos olhares bondosos e na paciência dos dias.
O que sei é que com consciência, esperança e amor temos a força para vencer medos e mudar em nós o que precisa ser mudado.

Bom dia a todos!

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Pensar exige coragem, exige aceitar o desconforto, exige tolerar a ambiguidade e manter a curiosidade. Evitar a reflexão...
20/04/2026

Pensar exige coragem, exige aceitar o desconforto, exige tolerar a ambiguidade e manter a curiosidade.

Evitar a reflexão e procurar a facilidade cognitiva é um mecanismo de defesa que visa economizar energia. Um cérebro que julga, simplif**a, que tem certezas e respostas imediatas é um cérebro preguiçoso.
Vivemos num mundo que pensa rápido, mas muitas vezes mal. Navegamos pelas redes sociais, julgamos, decidimos sem pensar. Procuramos ter razão no lugar de compreender. Este conforto psicológico que advém de tudo simplif**ar alimenta a preguiça mental que nos impele a ver o mundo a preto e branco, a rejeitar a complexidade e a fugir à diversidade.
O cérebro humano não foi concebido para a verdade, mas para a sobrevivência. Ele procura atingir os seus objectivos com o menor gasto de energia. A economia de recursos também é válida para conservar os recursos cognitivos. Como pensar, duvidar e questionar exigem muita energia, o cérebro, na lógica da economia da natureza, cria atalhos mentais, como as distorções, os enviesamentos, as dissonâncias cognitivas, as generalizações, que permitem julgamentos instantâneos, mas à custa da precisão e da verdade. Esta forma de processar a informação leva o cérebro a confundir velocidade com clareza, certeza com verdade.
Esta forma rígida e simplista de pensar o real ataca diretamente não só a verdade dos factos, mas a inteligência emocional, isto é, a capacidade de compreender antes de condenar, de ouvir antes de reagir, de sentir antes de controlar. E quanto mais a mente se acomoda à facilidade mental, mais o coração se torna insensível, porque se vai tornando incapaz de ler as muitas e diversas tonalidades da realidade. Presa a um modo de pensar rígido e limitado que simplif**a a realidade a pessoa não consegue lidar com a complexidade do mundo que a rodeia criando as condições para um desencontro com o real que, com certeza no que respeita à relação com os outros, irá gerar tensão, ansiedade, conflitos interpessoais e prejuízos funcionais.
Pensar exige coragem, exige aceitar o desconforto, exige tolerar a ambiguidade e manter a curiosidade. Pensar exige a consciência de que se sabe pouco, que a realidade é complexa, fluida e paradoxal e que o real nos escapa permanentemente. O verdadeiro trabalho interior começa quando se deixa de procurar a simplicidade e se aceita a complexidade do mundo, dos outros e de si próprio. Não é tanto uma questão de inteligência, mas de consciência e esforço.
Um cérebro preguiçoso não é mau, está simplesmente em modo de sobrevivência animal, onde é necessário reagir rápido perante o perigo. O que se pede hoje é que a mente seja capaz de questionar as suas próprias certezas e aprender a pensar numa sociedade que se tornou demasiado fluída. Reeducar a mente é aprender a pensar lentamente num mundo que corre demasiado depressa; é recusar o reflexo do preto e branco e escolher os cinzentos; é escutar antes de agir; é sentir antes de responder; e, acima de tudo, é uma prática não uma revelação.

O que sei é que com consciência, esperança e amor é possível pensar, e pensar bem.

Bom dia a todos!

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Ultrapassar a depressão é possível se mudamos alguns hábitosSuperar uma depressão requer mais do que vontade, é preciso ...
12/04/2026

Ultrapassar a depressão é possível se mudamos alguns hábitos

Superar uma depressão requer mais do que vontade, é preciso também identif**ar diferentes ferramentas, aprender aquelas que não possuímos e capacitarmo-nos para as saber utilizar. Quando nos encontramos face a uma situação destas é importante fazer várias coisas, entre elas consultar um(a) psicólogo(a), para que nos ajude a sair da situação em que nos encontramos para voltarmos a sentirmo-nos bem connosco e com os outros. A ajuda deste profissional assume diferentes formas. Em primeiro lugar ele confirmará se se trata ou não duma depressão aquilo que experienciamos. Depois poderá encaminhar para uma outra especialidade se for necessária uma terapêutica, farmacológica por exemplo. Finalmente estabelecerá um plano de acção ou tratamento adaptado ao paciente e o acompanhará na sua implementação. No processo, que é uma autêntica aventura a dois, é deveras importante ter consciência que se sabe quando se começa e se acaba quando a pessoa atinge um novo equilíbrio e que lhe permite voltar a sorrir e a olhar o futuro com confiança.

Sabemos que a depressão não é um estado particularmente proactivo, mas nesta fase é importantíssimo mudar de hábitos ou adquirir outros novos e mantê-los o tempo necessário para que possam produzir efeitos. Não é tarefa fácil, pois a pessoa deprimida tende a adquirir hábitos que alimentam a doença. Um deles é o isolamento. A pessoa doente não quer ver ninguém, pois tudo a irrita, e tudo o que antes dava prazer e motivava, agora não lhe suscita qualquer interesse. O seu desejo é só um: f**ar no seu canto escuro sem nada que a incomode. É certo que num contexto de depressão, um tempo e espaço de isolamento pode ser bom em certos casos, mas só se for em doses muito curtas. O isolamento pode ser necessário, mas não é uma solução.

Com o passar do tempo é necessário romper com hábitos mais melancólicos para se sair da depressão. Ultrapassamos a depressão quando começamos a fazer o contrário do que ela nos impõe. Fazer simplesmente. Dar passos que mostrem que, apesar de tudo, continuamos vivos. O que custa é o primeiro passo, uma vez ele dado o que vem a seguir é mais fácil e os seguintes até se podem tornar agradáveis. É uma das formas para se expulsar o desânimo e a tristeza que invadem a nossa alma.

A depressão ultrapassa-se quando começamos a introduzir hábitos diferentes ou recuperar aqueles que apreciávamos e que, entretanto, abandonamos. O difícil é o começo, pois o estado depressivo esgota a energia da pessoa e para começar é preciso um esforço de vontade. Para qualquer coisa parece que não há forças para a conseguir fazer, mas é importante fazê-lo. Sair e estar com os amigos, fazer um pouco de exercício, cuidar um pouco mais de si próprio, são coisas muito simples, mas que se espera que nos façam experienciar momentos em que nos sintamos bem. O acumular desses momentos bons retira espaço e tempo aos pensamentos negativos e possibilita a introdução de outros.

Estas são algumas das coisas que se podem fazer, mas há coisas. Por exemplo, sendo que uma das características da depressão é a tendência à introspecção, porque não aproveitar para nos conhecermos melhor e procurar alinhar emoções, sentimentos e pensamentos? A depressão surge, em boa parte das vezes, porque o nosso interior está desalinhado que e a doença não é mais do que um alerta da nossa mente profunda para fazermos algo diferente das nossas vidas no sentido de nos aproximarmos daquilo que é a nossa essência. Nesse sentido, talvez este seja o momento para reflectir seriamente sobre as razões que levaram a este estado, sobre as nossas emoções e sentimentos, sobre os nossos comportamentos, no fundo, sobre o sentido das nossas vidas.

No processo de introspecção a escrita pode ser uma ajuda valiosa no sentido em que permite uma descarga emocional que é registada e com o tempo possibilita ver a agitação emocional da nossa alma. Permite voltar sobre as palavras que utilizamos para descobrir o que, e como, estamos a fazer e dessa forma f**armos mais conscientes da situação em que nos encontramos. Sendo uma coisa só nossa permite que exprimamos coisas que não somos capazes de partilhar com os outros, mas que precisam de ser exprimidas, precisam de voz para que não se tornem emocionalmente tóxicas. É certo que no início é difícil encarar a folha em branco e pensar como escrever algo sobre o que sentimos pode ser terapêutico. Mas é terapêutico. Escrever implica pensar antes, organizar as ideias, escrevê-las, comparar a sua concretização material com e passado algum tempo reler o que se escreveu. Desfolhar o diário e voltar a sentir e reviver as coisas, mas agora de forma diferente, ajuda a sair do processo depressivo na direcção da cura. Se deixarmos acontecer o dia chegará em que os nossos escritos serão apenas um testemunho do nosso passado com ensinamentos quanto ao futuro.

O caminho será duro e longo e às vezes até podemos recuar um pouco, mas com consciência, esperança e amor é sempre possível voltar a sentir a confiança em nós e na vida.

Bom dia a todos!

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Precisamos de esperança para viver a vida, sem ela f**amos no escuro, f**amos sem nada.A verdade é que existem momentos ...
11/03/2026

Precisamos de esperança para viver a vida, sem ela f**amos no escuro, f**amos sem nada.

A verdade é que existem momentos em não dá para aguentar e parece que nascemos apenas para sofrer. Os problemas aparecem uns atrás dos outros deixando-nos sem espaço sequer para levantar a cabeça e respirar. Não podemos parar o tempo para pôr a nossa vida em ordem e depois recomeçar. E quando, às vezes, pensamos que o pior já passou e que entramos numa fase mais tranquila eis que somos novamente chicoteamos pela má fortuna e atirados novamente para o chão, despertando para a dura realidade da vida e da certeza que nada é garantido. Atirados uma e outra vez ao chão, precisamos de forças que nos mantenham vivos. Nessas alturas talvez mais do que a resiliência faz-nos falta a esperança, essa crença emocional de que algo bom está à nossa espera, senão hoje, talvez amanhã ou depois, mesmo quando tudo à nossa volta indica o contrário.
E sempre que surge um problema no nosso caminho não podemos parar, o tempo não deixa, é preciso resolvê-lo ou ultrapassá-lo, na certeza que outros problemas vão surgir. É necessário continuar o caminho, pois mais cedo ou mais tarde, vamos perceber que a vida continua a seguir o seu rumo apesar da nossa “ausência” ou desespero. Não há como escapar, pelo que o melhor mesmo, é aceitar a realidade como ela é e, apesar disso, decidir viver enfrentando os nossos problemas e assumindo a nossa liberdade e responsabilidade como construtores das nossas vidas, com fracassos, desilusões, doenças, choros e desespero, mas também sucessos, conquistas e alegria.
Nunca iremos entender o porquê de tudo o que nos acontece, pois somos seres finitos a tentar compreender a infinitude da vida. Mas a realidade é que estamos na vida como ela é feita de contrastes e paradoxos, de leveza e dureza, de calor e frio, de tudo e de nada. Somos actores não convidados duma peça sem ensaio e com um fim incerto.
O que sei é que com consciência, esperança e amor, se consegue fazer da dor ou do desespero a energia para transformar a pedra no caminho num impulso para realizar os nossos sonhos.

Bom dia a todos!

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Antes de tentar mudar alguém é preciso estar atento a uma coisa bem simples, mas que muitos evitam: a mudança em si próp...
07/03/2026

Antes de tentar mudar alguém é preciso estar atento a uma coisa bem simples, mas que muitos evitam: a mudança em si próprio.

Quantas vezes já nos dissemos que vamos mudar qualquer coisa e acabamos por não o fazer. Quantas vezes prometemos a nós próprios tomar uma decisão, romper com uma relação, deixar uma situação, lançar num projecto, cuidar de nós e não o conseguimos. Com certeza que muitas e a grande maioria delas acabou em nada.
E no entanto, desastrosos connosco mesmo, achamos que podemos mudar os outros. Mudar a sua forma de amar, de pensar, de olhar a vida. Vemos o que eles poderiam ser e o seu potencial e acreditamos que se formos suficientemente pacientes e persistentes, suficientemente presentes e compreensivos, suficientemente cuidadores e estimulantes, alguma coisa boa vai acabar por acontecer e a mudança ocorrerá com toda a certeza. Somos assim, crescidos com laivos dum pensamento infantil, que se revela fonte de grande frustração. E não só, pois às vezes, e sobretudo com aqueles que nos são mais próximos e queridos, ao encarar o outro como um projecto nosso colocamos a nossa vida em suspenso porque fazemos do outro condição do nosso próprio movimento de mudança. E enquanto o outro não muda podemos f**ar imóveis, presos no ardil que inconscientemente montamos. Justif**amos a nossa imobilidade com um estamos à espera, que não é o bom momento, que tudo vai correr melhor mais à frente. E sem nos darmos conta os dias e os anos passam e a energia esgota-se. A certa altura damo-nos conta disto e f**amos com a sensação que demos muito e recebemos muito pouco. Que afinal não terá valido a pena.
Mudar não é algo abstrato. É algo de concreto que toca em todo o nosso ser, do corpo à alma. Quando procuramos mesmo mudar é bom estar consciente que no processo vamos tocar em partes de nós que aprenderam a viver assim. As aprendizagens que fizemos e que hoje nos impedem de ser felizes começaram por ser uma forma de nos proteger e que f**am enraizadas no nosso ser. Mudá-las ou desfazermo-nos delas exige consciência, coragem, trabalho e disciplina. É por isso que as pessoas não mudam quando querem, mudam quando sentem que continuar na mesma se torna mais penoso do que mudar.
Não se muda porque alguém nos diz que é necessário. Mudamos quando nos cansamos de andar às voltas e nos sentimos arrastar para um sofrimento sem fim; quando sentimos que não podemos continuar a mentir a nós próprios, quanto tomamos consciência que temos de cuidar de nós. É sempre assim, e é por isso que tentar provocar este clique nos outros é esgotante e frustrante. Mudar os outros é debatemo-nos com algo que não depende de nós, que no processo de chegar ao outro, de analisar, de esperar, de tolerar, acabamos por nos ajustar aos bloqueios do outro, a alinhar a nossa vida em função dos limites do outro. Podemos chamar a isso amor, mas muitas vezes não passa duma maneira de não olhar para o que em nós nos assusta e precisa de ser mudado. É mais fácil focarmo-nos nos problemas dos outros do que nos confrontarmos com as nossas escolhas.
A ironia disto tudo é que são tantas as vezes que queremos que o outro encontre a coragem para dar o passo para a mudança quando nós nos mantemos numa situação que já não nos convém e hesitamos em dar o nosso passo em frente.

O que sei disto tudo, é que com consciência, esperança e amor é possível mudar, ou melhor, é possível despertar e crescer.

Bom dia a todos!

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Procrastinar o estudo ou uma das mil faces da ansiedade nos jovens estudantes (texto de Lúcia Gomes)Hoje em dia cada vez...
16/02/2026

Procrastinar o estudo ou uma das mil faces da ansiedade nos jovens estudantes (texto de Lúcia Gomes)

Hoje em dia cada vez mais os jovens estudantes sofrem de ansiedade, empurrados pela necessidade de alcançar o “sucesso” na vida debatem-se com muitas questões: “E se não entrar para um bom curso ou uma boa universidade? Será que vou fazer dinheiro suficiente nesta área? É tudo tão competitivo...Tenho de melhorar o meu currículo. Como vou fazer para me sustentar na universidade? Eu não quero sofrer dificuldades financeiras no futuro!” Estas, e outras preocupações deste tipo, ocupam muito espaço nas mentes dos jovens portugueses, que se deparam com um futuro incerto face ao estado da sociedade e do mundo. Lidar com a pressão para não errar, de dar o seu melhor em tudo, exige um grande esforço à mente do jovem estudante, que se torna muito maior quando no processo, e na procura de se defender do julgamento dos outros, se intrometem metas irrealistas que geram crenças parasitas de perfeccionismo. Com o avançar do processo, em função da rigidez do pensamento associado, do aparecimento de emoções como a culpa e a vergonha, o jovem perfeccionista torna-se num “alvo fácil” de distúrbios de saúde mental, como a depressão e o burnout.

Mas o que é o perfecionismo? Este ocorre quando, face à ansiedade diária de ser e dar o melhor em tudo, de seguir um padrão altamente rigoroso exigente, a mente f**a presa e congela as ações. O bloqueio, a par da fuga, faz parte duma ansiedade em excesso, algo animal em natureza. O cérebro humano, especialmente um que ainda se encontra na sua fase de desenvolvimento como o de um(a) jovem, não dificuldade em lidar com tanta pressão. Como dito em «NÃO É LOUCURA, É ANSIEDADE», de Sophie Seromenho: «Quando a ansiedade vivenciada é excessiva para a situação, (…) ou mesmo quando surge sem qualquer desencadeante, acaba por invocar a incapacidade de resposta e sintomatologia desagradável e disfuncional para a pessoa («fugir de uma situação, por exemplo»).» Neste caso, o do estudo, em vez de começar a estudar, o jovem procrastina na tomada de uma decisão que leve à ação, tudo por causa dum excesso de ansiedade que leva ao perfecionismo, que em torno semeia várias dúvidas na mente: “E se eu fizer tudo direitinho e mesmo assim não conseguir? Para que é que estudei então?” Muitas vezes, estas dúvidas são válidas, tendo em conta que ainda constam uma das possibilidades da vida, e é isto que aterroriza a mente de um(a) jovem.

Os jovens estão sobrecarregados, carregam os seus sonhos, os dos que os rodeiam e a pressão de atingir sucesso nos estudos nos seus ombros. Às vezes sentem tanto essa pressão que congelam a tomada de decisões e deixam de controlar a situação. É uma resposta do cérebro animal do ser humano face a um dilema tão importante, a do seu futuro. É normal o jovem estudante ter dúvidas e muitas questões existenciais para as quais terá de encontrar a sua resposta. No caminho a rede de apoio, família e amigos, está lá para ajudar, assim como os psicólogos ou outros profissionais de saúde estão lá para ouvirem as dúvidas que permeiam a mente do jovem e incitarem a busca de respostas.

Bom dia a todos!

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Nunca é demasiado tarde para fazer novas escolhas, para mudar, para crescer. Pensamos pouco e por conveniência esquecemo...
07/02/2026

Nunca é demasiado tarde para fazer novas escolhas, para mudar, para crescer.

Pensamos pouco e por conveniência esquecemos muito. Esquecemos, por exemplo, que nos foi dado o dom de poder escolher.
Como seria bom se nos lembrássemos mais vezes que temos sempre a possibilidade de recomeçar. De lembrar que o que fizemos ontem, a semana passada, o mês passado ou mesmo o ano passado, apesar de ser nosso, continua em aberto e hoje pode ser reescrito. Cada momento oferece-nos uma nova oportunidade de apresentarmos uma melhor versão de nós mesmos.
Não é propriamente o que nos acontece, os enganos que sofremos, os erros que cometemos, que determina o que somos. É mais o que fazemos acontecer com aquilo que nos acontece, o sentido que damos às contingências da vida. O processo não é propriamente fácil, porque o nosso ego insiste, muitas vezes, em se agarrar áquilo que o fez sofrer, desenvolvendo sentimentos maus ou simplesmente parasitas, que absorvem a nossa energia e se tornam pesados fardos que nos consomem a tranquilidade e o ânimo; porque teima em não largar velhas e inadequadas crenças; porque o novo o assusta e não confia suficientemente em si para o abraçar.
Talvez se nos deixássemos de focar no que nos foi tirado, na dor que nos fizeram passar e nos focássemos na oportunidade que nos é dada todos os dias de aprender, poderíamos praticar o que vamos aprendendo a cada nova etapa das nossas vidas, abrindo-nos a novas experiências que nos fazem sentir mais confiantes na vida e mais conscientes da pessoa que somos. Como seria bom se nos lembrássemos que nunca é demasiado tarde para fazer novas escolhas, mudar de perspectiva, começar novos projectos, correr riscos ou simplesmente tentar ser feliz.

E sim, com consciências, esperança e amor é sempre possível construir um futuro melhor.

Bom dia a todos!

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Para aprender a criança tem de errar: uma criança que se engana e aprende com isso tende a tornar-se num adulto confiant...
05/02/2026

Para aprender a criança tem de errar: uma criança que se engana e aprende com isso tende a tornar-se num adulto confiante.
(tema duma reunião com pais numa escola)

Errar é inevitável e aprender com o erro é fundamental para toda a aprendizagem. A correcção do erro permite favorecer a autonomia e a confiança em si próprio.
O processo, apesar da sua complexidade, é simples de entender. Por exemplo, ao aprender a marcha a criança cai antes de caminhar ou correr. Durante o processo ela vai testar o seu equilíbrio ganhando confiança, muitas vezes graças a um apoio estável, que largando arrisca cair, mas com vontade e encorajamento, ela levanta-se, reajusta a posição do seu corpo e tenta novamente. Reforçada esta competência melhorará na estabilidade e vai continuar a tentar ir mais além. O esquema de aprendizagem repete-se: a criança recomeça, lembra-se de como se colocar na posição de partida (de pé sem apoio) e reajusta a sua posição para poder avançar com uma perna sem perder o equilíbrio. E depois não tardará a correr pela casa.
O esquema é idêntico para todas as aprendizagens: experimentação, erro e correcção. Signif**a isto que deixar a criança experimentar, errar e corrigir permite-lhe aprender e dar um sentido à sua experiência. A execução repetida duma tarefa exige uma aprendizagem estimula as suas zonas cerebrais correspondentes e activa os neurónios necessários à acção. Os sucessos encorajam e permitem ganhar confiança e favorecem a autonomia, que é tanto mais importante se ele vem da correção de um erro da própria criança. Peguemos no caso da alimentação. Quando uma criança aprende a comer com a colher, primeiro vai experimentar e f**ar insatisfeita pois não vai conseguir encontrar a sua boca. Vai deixar cair a colher por entre os seus dedos. Na refeição seguinte ensaia novamente, mas agora é o conteúdo da colher que cai quando já encontrou a boca. E de ensaio em ensaio vai melhorando a sua técnica e depois de alguns ensaios e encorajamentos vai conseguir chegar com a colher à boca e sentir-se satisfeita com o que conseguiu. Durante o processo o sistema nervoso retém a informação do que foi accionado para chegar a este nível de satisfação, que repete na refeição seguinte. Repetir a tarefa permite reforçar as sinapses envolvidas e, consequentemente, a aprendizagem. Num processo em que o adulto intervém a cada etapa a fixação das conexões nervosas necessárias à aprendizagem em causa será mais lenta e menos valorizada pela criança. Com as sucessivas intervenções do adulto a mensagem neurológica não encontrará tão facilmente o seu caminho na próxima experimentação.

Aprendemos com os erros devido à plasticidade do nosso cérebro, que constantemente se adapta e se ajusta. O sistema nervoso comanda os movimentos, descodif**a as mensagens sensoriais e permite a memória, o pensamento, a linguagem. É composto de milhões de neurónios presentes desde o nascimento. Estas células com a experiência, as tentativas e ensaios, vão-se conectar entre elas e permitir a troca de informação no organismo garantindo o seu funcionamento. Com o tempo e o uso as conexões vão-se reforçando, organizando e compondo a estrutura cerebral. Em resposta aos estímulos externos os neurónios conectam-se e formam uma rede sináptica suficientemente rica e funcional para que a criança possa aceder às aprendizagens possíveis no seu ambiente. A experimentação, errada ou correcta, permite o desenvolvimento e a consolidação das sinapses no cérebro da criança, num processo de estruturação cerebral, onde, seguidamente, assentará a função da exploração. Daí a importância de a criança testar, tocar e errar, voltar a repetir.
No processo o adulto pode ter uma vontade enorme de guiar a criança na execução duma tarefa, mas é importante lembrar que o erro, ou melhor, a correção do erro, é o que permite à criança experimentar, reajustar e construir sinapses sólidas para a função em causa. Para os pais não é propriamente fácil deixar o seu filho errar, mas tal postura faz todo o sentido se os pais se comprometem a estar presentes para ajudar a criança a corrigir-se e a acompanhá-la na descoberta das soluções possíveis. Uma presença que valorize e valide as conquistas da criança, de preferência evitando os julgamentos.
Resumindo errar pode trazer grandes benefícios, pois quando encarados com a atitude certa permitem que a criança ganhe confiança em si mesma, que compreenda e aprenda que face a uma dificuldade ela é capaz de encontrar soluções de forma autónoma e que a maior parte dos erros pode ser corrigida. É dessa forma que ela ganha disponibilidade e vontade para explorar o mundo que a rodeia, dando asas à sua criatividade, aprendendo a fazer coisas novas.

E com consciência, esperança e amor pode sempre contruir um futuro melhor.

Bom dia a todos!

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A importância do silêncio para nos fazermos ouvir.A palavra é essencial ao ser humano, pode ser fundadora e mesmo salvad...
27/01/2026

A importância do silêncio para nos fazermos ouvir.

A palavra é essencial ao ser humano, pode ser fundadora e mesmo salvadora, mas, por vezes, a discussão torna-se num falatório e vira um diálogo de surdos.
A sociedade actual, com a palavra a surgir de todo o lado, está em falta cruel de silêncio. Falamos todos muito, o que é formidável, mas falamos de mais e de tudo ao ponto de nos fazermos ouvir, ao ponto de não nos entendermos e aí o silêncio torna-se importante, porque é uma das chaves para nos fazermos escutar.
O gosto do falar, o gosto da palavra não exclui o silêncio. Pelo contrário, manusear o silêncio desacelerando o ritmo, aceitando não dizer tudo, torna a palavra mais audível, mais influente. O silêncio quando é uma escolha é muito saudável no mundo democrático e nas nossas trocas quotidianas.
Cientes ou não, o silêncio impõe-se em permanência, seja para respirar, para deixar o outro respirar, para permitir que o outro tome a palavra e o seu lugar e permitindo a escuta concretiza uma forma de respeito pelo outro.
Criar silêncios não é coisa fácil na nossa vida quotidiana, onde somos expostos a todo o tipo de dispositivos e de estímulos. Mas como precisamos do silêncio interior para olhar o outro com mais atenção, para nos darmos tempo para compreender a complexidade e subtileza do que nos rodeia, para escutarmos o nosso interior, para darmos espaço á criatividade.
Se é verdade que nunca comunicamos tanto como hoje, também é verdade que comunicamos mal e por vezes não chegamos a nos fazer compreender. Paradoxalmente acabamos a dialogar pouco e a produzir monólogos.
Se tem que ser assim? Não, não tem! Podemos sempre fazer diferente e com consciência, esperança e amor é possível construir um futuro melhor.

Bom dia a todos!

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