24/04/2026
Hoje dediquei uma parte do tempo a trasplantar plantas que tenho em casa. As que entretanto já cresceram estavam a precisar de um vaso maior para poderem continuar a a crescer sem espartilhos, e pensei em plantar todas os vasos de coentros, salsa, cebolinho e órgãos num vaso rentangular onde todas pudessem crescer juntas em comunidade.
Usei as mãos sem luvas ao pegar na terra, ao pegar na planta cheia de raizes e senti-me me bem.
Há toda uma ciência que adoro saber sobre fenómenos naturais, e sabia o quão saudável é tocar na terra. Por exemplo, em média 1 gr de terra saudável ( 1 colher de chá) pode ter mais microorganismos do que humanos na terra. Entre bactérias, fungos, protozoários, virus e outros pequenos seres.
Todos entendem que é saudável esta exposição à natureza e a toda a sua biodiversidade. O contacto do sistema imunitário com microorganismos benignos, sejam eles terra, plantas, animais, árvores garante um maior protecção imunitária. O que significa que a nossa pele é uma porta de entrada para esta invasão benigna.
Mas independente da prespetiva cientifica, há um impacto importante, positivo no nosso bem estar. Sempre que cuido das minhas plantas, estou a interagir com uma comunidade de seres vivos. Há uma sensação de familiaridade quando toco nas plantas, rego, borrifo, mudo a terra. Faço parte dessa comunidade apesar de ter uma forma humana, ter uma cognição diferente e uma série de atividades diferentes.
Estamos cada vez mais como espécie a afastarmo -nos do que é vivo e rodearmo-nos de que é "morto". Blocos de cimento e betão que constituem uma casa, estradas, carros, motas, computadores, telemóveis...são "espécies mortas", e passamos demasiado tempo entre e dentro delas. E cada vez que nos rodeamos destes elementos em demasia, provavelmente estamos igualmente a distanciarmo-nos da vida.
Hoje interagi com milhões de microorganismos vivos, e sinto me maravilhosamente feliz por estar viva