Ajudo mulheres a se reencontrarem, após a maternidade, através da Psicoterapia. Mãe de 4 tesouros.
31/12/2025
Todos os dias eu quero ser melhor.
Para retribuir todas as bênçãos.
Para ser colo para a minha família.
Para focar no que é realmente importante.
Não necessariamente fácil, mas importante.
As coisas realmente importantes geralmente não são fáceis.
Não é fácil ter um relacionamento saudável, dá muito trabalho.
E é o trabalho que vale mais a pena.
Não é fácil ter calma com os nossos filhos, dar-lhes palavras amorosas quando estamos cansados e desregulados e no entanto é a maior prenda que lhes podemos dar.
Não é fácil fazer psicoterapia, cuidar das nossas feridas, mudar padrões...
Não é fácil mas vale tanto a pena!
Foi um bom ano!
As minhas pessoas têm saúde, tenho o trabalho mais bonito do mundo e vivo num sítio com Paz.
Em 2026 seria tão bom conseguirmos construir mais a Paz como humanidade 🙏🏼
E Tudo começa com a nossa Paz Interior.
É o meu desejo para Todos: Paz Interior ✨
28/12/2025
Acordar antes do sol porque alguém chama, levantar um corpo pesado de sono e sonhos interrompidos, preparar pequenos-almoços que não serão comidos, limpar mesas antes e depois, limpar mãos pegajosas, limpar lágrimas sem saber de onde vieram, vestir camisolas do avesso, desvestir camisolas imediatamente a seguir, procurar sapatos debaixo da cama, dentro do sofá, em lugares metafísicos, negociar mais cinco minutos, depois mais dois, depois mais um, carregar mochilas gigantes, segurar mãos em passadeiras, ouvir histórias intermináveis com detalhes inúteis mas essenciais, responder a perguntas que não têm resposta, inventar respostas para não destruir o espanto, dobrar roupas que nunca ficam dobradas, apanhar brinquedos espalhados, cozinhar refeições rejeitadas com convicção científica, insistir em legumes, limpar pratos quase intactos, insistir no banho, negociar a temperatura da água, lavar cabelos em choro ritual, secar corpos que não param quietos, cortar unhas mínimas, tratar feridas imaginárias, consolar quedas dramáticas, ler a mesma história até decorar cada vírgula, apagar luzes, deixar portas entreabertas, verificar se respiram, voltar a verificar, sorrir mesmo exausto, agradecer mesmo cansado, agradecer por estar ali.
Amo tanto esta vida. Não quero romantizar o cansaço; quero reconhecê-lo como prova de presença. Cada gesto diário contém uma variação mínima, um detalhe novo, um olhar que cresce, uma palavra que amadurece. Quem vive à espera do extraordinário perde o essencial.
Amo o previsível. O previsível é espantoso. Saber o que vem a seguir, contar com o dia seguinte, é o luxo supremo. Quando estive fechado num hospital com o meu filho, só sonhava com isto: a banalidade absoluta, uma manhã igual à anterior, uma rotina chata e tão bonita. Amar um filho é perceber que a felicidade é uma prática. Não é um pico; é uma luz acesa todas as noites. Não me venham dizer que estou a abdicar de mim. Não estou. Não sou menos eu porque já não faço o que fazia antes de ter filhos. Sou mais. Não faço isto por dever, nem por sacrifício, nem por virtude. Faço-o porque me faz feliz.
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O HOSPITAL DE ALFACES
Disponível em todos os hipermercados e livrarias
12/12/2025
Nos últimos dois anos, chatbots de inteligência artificial têm sido associados a pelo menos uma dezena de mortes de adolescentes e jovens adultos, após reforçarem ideias de auto-lesão ou suicídio em momentos de grande fragilidade emocional.
Isto mostra que muitos jovens estão a usar a IA como “confidente” e que a resposta da tecnologia nem sempre é segura.
⚠️ Os riscos são reais: conteúdos inadequados, reforço de pensamentos negativos, influência emocional e ausência de sensibilidade humana.
🚨 Pais: não deixemos a IA educar, apoiar emocionalmente ou acompanhar os nossos filhos sozinha!
A tecnologia pode ajudar, mas não substitui presença, vínculo e proteção.
✔️ Acompanhar o que eles usam e com quem “falam” online
✔️ Conversar sobre emoções e estados de espírito
✔️ Ensinar literacia digital e emocional
✔️ Criar limites claros de tempo, acesso e privacidade
✔️ Ao reparar em mudanças de comportamento, procurar apoio profissional imediatamente.
Vamos proteger as nossas crianças e jovens!
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25/11/2025
21/11/2025
Hoje tive a oportunidade de participar no III Seminário sobre Saúde e Bem-Estar no Trabalho – “Ambientes de Trabalho que Inspiram”, onde apresentei uma palestra sobre conciliação família-trabalho — um tema cada vez mais urgente e necessário nos dias que correm.
Cuidar do nosso sistema nervoso não é um luxo — é uma necessidade básica.
Quando vivemos entre múltiplas exigências, responsabilidades familiares, pressões profissionais e a necessidade de estar presentes para quem amamos, o corpo e o humor acaba por sinalizar o desequilíbrio. É por isso que o autocuidado deixa de ser opcional e se torna uma prática essencial para restaurar estabilidade, clareza e bem-estar.
Falámos sobre como pequenas ações diárias como respirar com consciência, reconhecer limites, pedir apoio, pausar sem culpa — ajudam a regular o sistema nervoso e a viver esta conciliação com mais saúde, presença e humanidade.
Foi muito bonito perceber o quanto esta mensagem ressoou na sala.
Agradeço profundamente a presença, a escuta e a abertura de cada pessoa.
E um agradecimento especial à Direção Regional de Educação pelo convite e pela confiança.
É inspirador ver que estamos, juntos, a construir ambientes de trabalho mais humanos, conscientes e sustentáveis, onde família, saúde e profissão podem coexistir com maior equilíbrio. 🤍✨
03/11/2025
Isto tudo ❤️
— Às cinco, Pedro?
— Não posso, vou buscar o meu filho.
— Mas é só uma hora.
— É. E é a melhor hora da minha vida.
Estamos com as ideias todas trocadas. Acontece muitas vezes. Convidam-me para um evento à semana. O horário impede-me de ir buscar o Benjamim à escola. Explico isso. Pergunto se não pode ser num horário diferente, mais ao começo da tarde. Explico porquê. A resposta é um sorriso, um desvalorizar do motivo. Se eu dissesse que tinha uma reunião não haveria esta reacção. Como se uma reunião fosse mais importante do que ir buscar o meu filho à escola. Estamos com as ideias todas trocadas. Não olhamos para a rotina como o maior milagre. Não olhamos para aqueles momentos em que esperamos um filho à saída da escola como os mais importantes da nossa existência. São. São esses.
A vida não é um escritório. O que não cabe numa agenda é tratado como irrelevante, fala-se de produtividade como se fosse uma virtude absoluta. A ternura e o amor são interrupções. A lentidão é suspeita. Um pai que quer ir buscar o filho é um homem que não sabe gerir o tempo. Vejo ao contrário: a rotina é o único milagre que nos resta. A previsibilidade dos gestos, a repetição dos dias, o reencontro à saída das aulas, o aplauso eufórico no final do escorrega. Estamos com as ideias todas trocadas. Estamos perdidos. Ser pai não tem de exigir justificação. Transformámos o amor num contratempo. Damos-lhe o nome de maturidade. Acho que o apocalipse já aconteceu. Chamamos-lhe eficiência.
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O HOSPITAL DE ALFACES
Disponível em todos os hipermercados e livrarias
31/10/2025
Tornar-se mãe é uma das maiores transformações da vida.
É alegria mas também medo.
É amor mas também dúvidas.
É sentir-se plena e, ao mesmo tempo, profundamente vulnerável.
Muitas mulheres acreditam que “deviam saber” lidar com tudo isto — mas ninguém nos prepara verdadeiramente para a avalanche de emoções, para a mudança na identidade, para o impacto no corpo, no casal, na vida.
Foi a partir dessa escuta, das histórias de tantas mulheres que nos procuram em busca de acolhimento, que nasceu o programa Ninho - Preparação emocional para o nascimento e pós-parto", totalmente online.
Um espaço seguro e humano, criado por psicólogas e especialistas, onde cada grávida pode ser ouvida, apoiada e acompanhada nesta transição.
Aqui, preparamos não só o nascimento do bebé, mas também o renascimento da mulher que se torna mãe. Porque acreditamos que cuidar da Menina que já fomos, da Mulher que ainda somos, e da Mãe que está a nascer é a chave para viver esta jornada com mais equilíbrio, confiança e serenidade.
Partilha com as tuas amigas que vão ser mães.
O link de inscrição está na bio e começamos a primeira edição em breve.
Estamos juntas ❤️
25/10/2025
Precisamos de olhar para além do óbvio.
Não basta acompanhar as mulheres grávidas do ponto de vista fisiológico. Necessitamos vuida da componente emocional.
28/05/2025
A culpa apareceu hoje?
Às vezes basta um olhar ou um comentário e ela instala-se sem pedir licença.
Outras vezes vem de dentro, num pensamento rápido que te diz que não fizeste o suficiente.
Para muitas mães, a culpa é presença constante.
Aparece quando não tens paciência.
Quando trabalhas e não estás.
Quando estás e sentes que não estás como gostavas.
Quando querias ter feito diferente.
Mas quero dizer-te uma coisa com todo o carinho:
A culpa não define quem tu és.
Ela não apaga tudo o que fazes com tanto amor.
E mais: sentir culpa nem sempre quer dizer que fizeste algo errado.
Às vezes, é só sinal de que te importas. Que amas. Que estás a dar o teu melhor, mesmo quando te sentes a falhar.
Hoje, se a culpa te visitou...
Acolhe-te com ternura.
Respira fundo.
Diz a ti mesma: “Estou a aprender. Estou a crescer. Estou aqui.”
E lembra-te: amanhã é um novo dia.
Se a culpa te visitou hoje, deixa um ❤️🩹 nos comentários. Vamos juntas.
22/05/2025
Estás a dar tanto de ti… que te esqueceste de ti?
A maternidade pode ser avassaladora, e muitas vezes só nos apercebemos do quanto estamos exaustas quando o corpo e as emoções já estão a gritar.
Estes 5 sinais não são falhas.
São pedidos de ajuda.
São lembretes de que tu também precisas de colo.
De pausa.
De reconexão contigo mesma.
Não és egoísta por cuidar de ti. És responsável.
Por ti. Pelos teus filhos. Pelas tuas relações.
Faz sentido?
Partilha com outra mãe que também precisa de ler isto ❤️
Vamos juntas.
. Já é tempo de cuidares de ti?
22/05/2025
Dá que pensar esta curta metragem feita por jovens madeirenses. Uma visão diferente e perspicaz sobre o bullying.
Que mensagem retiras deste vídeo?
20/05/2025
Já te sentiste a explodir por dentro…
mesmo quando ninguém te pediu “nada de especial"?
Estás a preparar o jantar, a responder mentalmente a mensagens por responder, a lembrar-te que tens de marcar aquela consulta…
E ainda a pensar que o lanche de amanhã tem de ser diferente, porque na escola pediram fruta.
A cabeça não para.
O corpo até pode estar parado, mas por dentro…
há uma lista infinita a passar em segundo plano.
Isto tem um nome: carga mental.
Não se vê.
Não se reconhece.
Mas pesa. E muito.
Porque não é só o fazer.
É o lembrar-se de fazer, o garantir que vai ser feito, o antecipar o que ninguém mais antecipou.
E esse trabalho constante, invisível, que nunca termina… cansa a alma.
E o pior? Muitas vezes tu própria duvidas se tens “razão” para te sentires tão cansada.
Porque afinal “estás em casa”, ou “não trabalhas tanto assim”, ou “só tens um filho”…
Mas a verdade é que o teu cansaço é legítimo.
Tu estás a segurar o mundo de alguém — e muitas vezes de toda a casa — com as tuas mãos.
E isso merece nome, respeito e partilha.
Não és fraca. Estás exausta.
E não estás sozinha.
Se fez sentido deixa um 🫂 nos comentários.
Endereço
EStrada Monumental, Edifício Monumental, Clínica Do Amparo Funchal 9000-250
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Na busca pelo meu Propósito de Vida, há 19 anos atrás apaixonei-me pela Psicologia...
Mudei-me para Lisboa e no ISPA deu-se o início de uma relação intensa com muitas descobertas e transformações pessoais, alegrias, algumas dores, muitas partilhas, outros tantos questionamentos, crescimento e bastantes avanços e recuos como todos os namoros têm.
O casamento com a Profissão deu-se há 13 anos quando concluí a Licenciatura em Psicologia Clínica e aí começou outra fase da relação, mais madura, da qual nasceu a Especialização em Psicoterapia.
Durante este tempo tive o privilégio de trabalhar em vários contextos diferentes: hospitalar, comunitário, judicial, escolar, organizacional e clínico tanto numa vertente de cariz social como privada. Trabalhei com adultos, crianças, adolescentes e famílias… Todas essas experiências tiveram em comum o fortalecer do sentimento da minha missão de ajudar os outros a serem mais felizes.
Há 6 anos fui mãe pela primeira vez e tive o privilégio de o ser mais duas vezes entretanto. A minha visão ficou ampliada bem como o meu coração e as minhas dores (!) Ser mãe tem tanto de maravilhoso como de assustador e intenso. E é algo vivido muitas vezes de forma solitária. Pude compreender as outras mulheres que são mães de uma forma mais profunda, com maior compaixão e a vontade de me dedicar a ajudar estes seres tão especiais foi crescendo exponencialmente. Percebi pelas mães com quem intervi que existem factores comuns à maioria delas: Falta de tempo, sobrecarga de tarefas relacionadas com a casa, com os filhos e com a família alargada, baixo merecimento, frustração por não se colocar em primeiro lugar e não fazer coisas que lhe dão prazer, medo de não ser boa mãe e acima de tudo uma grande culpabilidade - culpa por perder a paciência com os filhos, por não ser a mãe que acha que devia ser, por não passar tempo suficiente com os filhos, por estar com os filhos porque devia estar a trabalhar, culpa quando está no trabalho porque não está com os filhos...enfim, muita culpa!
Hoje o que é que eu faço?
Ajudo mulheres, que são mães ou que querem se tornar mães, a resgatar o seu amor próprio e a fazer as pazes com o seu passado para que sejam mais equilibradas, mais felizes e para que vivam a maternidade de uma forma positiva e plena.
Sou Psicóloga Psicoterapeuta.
E é o trabalho mais bonito do Mundo!
Formação:
Psicóloga Clínica e da Saúde pelo Instituto Superior de Psicologia Aplicada desde 2007
Especialista em Psicoterapia e Membro Efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses.
Certificada em Coaching Psicológico pela Academia do Psicólogo, Brasil.
Formadora na área da Psicologia e Comportamento a crianças, adolescentes e adultos desde 2008