14/04/2026
Há pensamentos que não pedem licença — simplesmente existem, fluem e revelam partes de nós que nem sempre mostramos.
Há uns anos escrevi um texto que provocou surpresa e até algum desconforto. Talvez porque a liberdade de pensar, sentir e dizer nem sempre é fácil de acolher — nem em nós, nem nos outros. “Relato de uns pensamentos na boca de um cérebro” foi, no fundo, um exercício de autenticidade: dar voz ao que muitas vezes é silenciado.
Na psicologia, sabemos que reprimir pensamentos não os faz desaparecer — apenas os torna mais intensos e persistentes. A verdadeira liberdade começa quando conseguimos observar o que pensamos sem julgamento, criando espaço para compreender em vez de esconder.
Neste mês em que celebramos a liberdade, deixo esta reflexão: ser livre também é permitir-se pensar, sentir e existir com verdade.