16/03/2026
Passei os últimos dias num congresso internacional dedicado à relação entre alimentação e microbiota intestinal.
Foram dias intensos, com muitas sessões, novos dados, revisões de evidência e discussões interessantes sobre aquilo que realmente sabemos, mas também sobre aquilo que ainda estamos a aprender. Foi também uma oportunidade de ouvir investigadores e profissionais cujo trabalho acompanho há vários anos.
Deixo neste carrossel algumas das ideias que foram discutidas e que podem ajudar a compreender melhor a relação entre alimentação e saúde intestinal.
Nem todas são ideias totalmente “novas”, mas muitas foram apresentadas com novos dados, novas perspetivas e implicações relevantes para a prática clínica.
Entre elas:
📍a ideia de que mais fibra não é necessariamente melhor para todos
📍o papel consistente do padrão mediterrânico
📍os limites das dietas demasiado restritivas
📍a importância de compreender que nem todos os intestinos irritáveis são iguais
📍e o facto de que, muitas vezes, a história clínica continua a ser uma das ferramentas mais valiosas que temos
🔎 Talvez a palavra mais repetida ao longo do congresso tenha sido PERSONALIZAÇÃO.
Porque na prática clínica percebemos isso todos os dias: o que funciona muito bem para uma pessoa pode não funcionar para outra.
E é precisamente por isso que as estratégias nutricionais precisam de ser pensadas com contexto, rigor e acompanhamento adequado.
Naturalmente, estes são apenas alguns dos temas que foram discutidos. O congresso abordou muitos outros tópicos relevantes: desde o potencial do transplante de microbiota f***l até à relação entre microbiota intestinal e cancro. Aqui partilho apenas algumas das mensagens que considero mais importantes dentro dos temas que costumo abordar por aqui.
Se tens interesse em saúde intestinal, microbiota ou nutrição clínica, espero que este resumo te seja útil.
E se alguma destas ideias te surpreendeu, conta-me nos comentários! 👇🏻