Centro Social Paroquial de Gondar

Centro Social Paroquial de Gondar Centro de Dia
Serviço de Apoio Domiciliário

28/07/2021

Agradecimento
No dia celebrativo do dia dos Avós, recebemos da Associação de Matraquilhos de Pedome a oferta de bolos de carne e sardinha para o lanche dos nossos utentes.
Agradecemos não só a oferta mas também a simpatia e alegria com que sempre nos recebem. O nosso obrigado!

A todos os nossos utentes, familiares, voluntários, amigos e comunidade desejamos Boas Festas, com esperança num novo an...
15/12/2020

A todos os nossos utentes, familiares, voluntários, amigos e comunidade desejamos Boas Festas, com esperança num novo ano melhor para todos!

MemóriasDecorria o fim do ano 2019 e surgiram as primeiras noticias, muito vagas, de um tal vírus vindo da China, dizia ...
01/09/2020

Memórias
Decorria o fim do ano 2019 e surgiram as primeiras noticias, muito vagas, de um tal vírus vindo da China, dizia a comunicação social, vírus esse com nome COVID-19.
Tão longe, pensamos nós. Não chegará cá. Não imaginamos que estávamos perante uma guerra sem armas e que ninguém a faria parar. Espalhou-se pelo mundo, sem que os governantes pudessem evitar. Chega o mês de Março e eis que também o vírus ao nosso país. Governantes do nosso país puseram mãos à obra e tomaram medidas nunca vistas. Seguiram-se encerramentos de comércio, escolas, aeroportos e os centros de dia, como o nosso. Parou o país. Visitas proibidas aos idosos, isolamento social, tão chocante e estranho para nós.
Todos os dias chegavam números assustadores de vitimas, enquanto tínhamos muitos profissionais de saúde numa luta infernal contra o ma***to vírus, e mesmo assim, quantas vidas se escaparam das suas mãos? Vieram os meses de Abril, Maio e Junho e já por essa altura a curva da pandemia atingia o seu pico. Máscaras, distanciamento social, higienização dos espaços já faziam parte do nosso dia a dia. Para nós, no Centro de Dia, os dias passavam devagar, sem expetativas de abertura, complicado para todas as colaboradoras. A nova realidade levou-nos a passar os dias com o sentimento de dever não cumprido. Com o serviço de apoio domiciliário conseguimos acompanhar e tranquilizar os nossos utentes, tentando nos adaptar a uma nova realidade, nunca vivida por ninguém.
No mês de Agosto é finalmente anunciada a abertura dos Centros de Dia, sorrisos no rosto, começa a preparação para receber os nossos utentes, medidas tomadas...triste pelo dever de distanciamento entre cadeiras e mesas, mas necessário para os recebermos em segurança.
Dia 31 de Agosto, dia decisivo para nós, é dia de abertura do nosso Centro de Dia. Nós por cá vamos receber os nossos utentes com alegria, muita fé e esperança de nunca mais encerrar. Boa sorte para todos!

Colaboradora L. S.

Seja feliz, você merece

A importância da respiraçãoComeçamos a vida com uma primeira inspiração e terminamos a nossa jornada aqui com uma última...
18/08/2020

A importância da respiração

Começamos a vida com uma primeira inspiração e terminamos a nossa jornada aqui com uma última expiração. Não há nada mais natural, respirar. Respiramos cerca de 25 000 vezes por dia e nas culturas chinesa, indiana e nas tradições budistas, a respiração era, e é, parte integrante da medicina. Há manuscritos antigos chineses datados de cerca de 400 AC com instruções detalhadas sobre como respirar da forma que nos traz mais benefícios e como condiciona a nossa saúde física e mental.

Assumimos que respirar é algo passivo e inconsciente porque nunca pensamos nesse aspeto, mas a forma como o fazemos influencia todo o funcionamento do nosso corpo, a nossa saúde e o bem-estar.

Há muitas maneiras diferentes de respirar, e cada maneira vai ter um efeito diferente no corpo. Regra geral temos uma respiração muito superficial e rápida, quase como se fosse o mínimo para podermos sobreviver. Mas segundo James Nestor, autor do livro Breath (ainda sem tradução em português) todos nós deveríamos respirar mais lentamente, de forma profunda e sempre pelo nariz. Idealmente, 5 segundos na inspiração e 5 segundos na expiração, que dá 5 ciclos respiratórios por minuto. Este livro, inteiramente dedicado à respiração, fala de como respirar corretamente melhora todo o nosso estado de saúde, físico como mental, e pode mesmo aumentar a longevidade.

De entre os muitos benefícios de respirar melhor, temos:

1 - redução do stress e ansiedade
2 - diminuição da tensão arterial
3 - melhoria da qualidade de sono
4 - aumento da concentração e clareza de pensamento e raciocínio
5 - melhoria da performance desportiva

Não custa nada, só tem de se lembrar e ao longo do dia ir fazendo respirações mais lentas e profundas (aplicar a regra dos 5 segundos na inspiração e expiração), sempre que possível pelo nariz. Se não conseguir a princípio, é normal, não se preocupe. Comece com 3 segundos e vá aumentando à medida que se for sentindo mais confortável.

Experimente, é muito simples e os benefícios são inúmeros. Vai ver que todo o corpo relaxa, há uma sensação de bem-estar muito grande e pode prolongar os anos de vida.

Bibliografia - Breath, the new science of a lost art, James Nestor (Respiração, a nova ciência de uma arte perdida)

Seja feliz, você merece

Novos desafiosHoje as famílias com idosos vivem um novo desafio. Antes do início dapandemia as respostas sociais já não ...
27/07/2020

Novos desafios

Hoje as famílias com idosos vivem um novo desafio. Antes do início da
pandemia as respostas sociais já não eram suficientes, em capacidade nem em tipo de serviços que prestavam para corresponder às necessidades de apoio às famílias. Agora são ainda mais insuficientes.

Com o encerramento do Centro de Dia e a lotação máxima atingida em Lares e Serviço de Apoio Domiciliário, os familiares desesperam por ajuda. Têm a cargo idosos dependentes mental e fisicamente, que não podem f**ar sozinhos em suas casas durante todo o dia. Os seus familiares vivem o dilema de não os poderem deixar sozinhos mas também de não poderem deixar os seus
empregos, porque deles depende a sua subsistência.

Quando procuram resposta particular, um serviço pago a alguém disponível para cuidar do seu parente dependente, geralmente é muito difícil encontrar quem aceite a proposta de trabalho.

Parece assim, que instituições, famílias e comunidade estão perante um importante desafio: como apoiar os idosos da nossa comunidade?

A urgência em apoiar famílias e seus idosos precipita-se, já que o desgaste emocional, psicológico e físico é cada vez mais visível. Como consequência
poderá conduzir à depressão, deterioração da condição mental e física do idoso, a comportamentos autodestrutivos, rutura de laços familiares, entre outras consequências.

É essencial o apoio da comunidade e intervenção das instituições na minimização destes efeitos colaterais, muitas vezes invisíveis.

Seja feliz, você merece

Sobre a morteA morte é uma coisa natural. Todos vamos morrer e todas as pessoas que conhecemos vão morrer. No entanto, e...
14/07/2020

Sobre a morte

A morte é uma coisa natural. Todos vamos morrer e todas as pessoas que conhecemos vão morrer. No entanto, este assunto é desconfortável e evitado por muitos.

Parece que banimos a morte do ciclo de vida, mas não falar nem pensar na morte não é saudável.

No livro "Viver da morte", Rita Canas Mendes diz que "A morte em si não é propriamente um tabu. Sabemos que morrem pessoas todos os dias (...). Já a morte em nós é um assunto muito diferente. Essa ideia tornou-se quase impensável. Culturalmente, a morte passou a ser uma aberração, como se a ordem natural das coisas não incluísse a desordem natural da despedida."

Tudo tem um começo, um meio e um fim. É assim que a natureza se desenvolve e é assim também com a vida, e o fim não deveria ser visto como algo de errado. Negar a mortalidade faz com que este acontecimento seja tão chocante, por vezes até revoltante.

É claro que quando alguém morre há sempre a saudade e a habituação às novas rotinas sem uma pessoa que provavelmente esteve presente muito tempo, mas fazer esta transição de forma mais consciente permite-nos processar o luto e a dor mais facilmente.

Este vai ser sempre um dos acontecimentos mais difíceis de ultrapassar, mesmo para quem se sente preparado. Mas se se normalizar a morte, o trauma e o sofrimento que estão associados podem ser suavizados.

Aceitar a morte, a nossa própria e a dos outros, é aceitar a própria vida. Sabemos que tudo muda, que a nossa natureza é cíclica, e por isso mesmo é mais fácil dar valor ao que realmente importa e não desperdiçar num um momento da nossa existência que é tão preciosa.

Seja feliz, você merece

Isolamento dos Idosos Em tempo de pandemia, os idosos são o grupo societal mais frágil e de maior risco. Muitas vezes vi...
29/06/2020

Isolamento dos Idosos

Em tempo de pandemia, os idosos são o grupo societal mais frágil e de maior risco. Muitas vezes vivem em confinamento e precisam de mais proteção.

Antes da pandemia os idosos mais dependentes e com problemas de saúde mental e física relacionavam-se de forma restrita, com um núcleo constituído pelo familiar ou familiares cuidadores, um ou outro amigo vizinho e, para quem frequentava o Centro de Dia, com os seus pares. Agora, a sua interação social reduz-se ao núcleo familiar.

Para quem vive sozinho, então o impacto da pandemia é avassalador. Uns passarão dias sem falar com ninguém, outros, que recebem apoio domiciliário, terão a visita curta e diária de colaboradores das Instituições. Não têm com quem falar quando querem e precisam, restando muito tempo para a solidão se instalar.

Sabe-se que uma boa rede de relações sociais com familiares, amigos e comunidade funciona como proteção ao nosso bem-estar ao longo da vida, contribuindo para nos manter mais felizes e saudáveis. Inevitavelmente, os idosos mais dependentes e com vários problemas de saúde têm mais tendência ao isolamento. São vítimas fáceis da solidão e o seu estado de saúde cognitivo, emocional e físico pode-se agravar rapidamente.

São de louvar as várias iniciativas da comunidade promovidas por Instituições, Associações, Grupos de Escuteiros, entre outras, que procuram acompanhar e apoiar os idosos na satisfação das suas necessidades básicas da vida diária, resolução de problemas e aconselhamento de forma responsável e criativa.

E em específico no caso do isolamento têm um papel fundamental pela companhia que fazem, pelas palavras de apoio que às vezes podem animar o resto do dia e pelo contacto humano que é, e sempre será imensamente importante para todos.

Seja feliz, você merece

EnvelhecerEnvelhecer, é muitas vezes visto com alguma tristeza e apreensão. Surge o medo da deterioração física e mental...
15/06/2020

Envelhecer

Envelhecer, é muitas vezes visto com alguma tristeza e apreensão. Surge o medo da deterioração física e mental, do aparecimento de rugas, cabelos brancos, dores de reumatismo, perda de mobilidade e de memória, entre outros.

Mas o passar dos anos traz-nos muitas coisas boas. Só o tempo nos dá experiência de vida e consegue pôr em perspetiva todos os acontecimentos que vão passando por nós. Só o tempo nos ensina a dar valor ao que realmente importa, e que tudo se desenrola em ciclos. Às vezes temos fases boas, outras vezes aparecem grandes desafios, mas tudo passa.

Mais importante do que a idade em si, é a atitude que temos. Manter uma mentalidade jovem, fresca e aberta vai fazer toda a diferença.

Porque não continuar a sonhar e fazer planos mesmo quando se tem 70, 80 ou 90 anos? Muitas vezes há a tendência de estagnar a partir de uma certa idade, mas isso é apenas uma ideia preconcebida. Ter um objetivo dá-nos força, ânimo e entusiasmo para o alcançar, seja qual for a nossa idade. Não pense que já não vale a pena, se é um desejo ou um sonho que tem, vale sempre a pena.

Em vez de fazer a lista de todas as dores que sente e problemas de saúde, porque não falar de tudo o que está bem? Pense em todas as coisas boas que lhe aconteceram e em tudo o que a sua vida tem de positivo.

Continuar a crescer à medida que os anos passam é uma escolha que podemos e devemos fazer. Faz parte da vida, a idade vai avançar para todos, mas ter uma atitude e perspetiva positivas, é crucial. Trás tranquilidade, gratidão e paz.

Seja feliz, você merece

Verdade no trabalho Em tempo de crise, como vivemos atualmente, as circunstâncias de vida mudam para todos enquanto comu...
25/05/2020

Verdade no trabalho

Em tempo de crise, como vivemos atualmente, as circunstâncias de vida mudam para todos enquanto comunidade. Parece surgir uma oportunidade de nos vermos e nos revelarmos.
Se estivermos disponíveis, poderemos nos aproximar do que é verdade para nós próprios e vivermos de acordo com essa verdade. Estaremos mais próximos do que é a nossa essência e mais capazes de a concretizar.

É interessante, esperançoso e admirável verif**ar que, quando as pessoas vivem a sua verdade o seu desempenho profissional é um reflexo. No seu local de trabalho reconhecem o valor das suas tarefas e efeito na vida das pessoas que cuidam diariamente, são pessoas que não abdicam do seu brio profissional.

São agentes mobilizadores de um grupo, elementos inspiradores para outros, pessoas que se envolvem na resolução de problemas, responsáveis e
questionam frequentemente a sua conduta. Colocam questões e dúvidas perante o grupo de trabalho, norteiam a sua ação segundo os seus princípios e pensando em todos enquanto grupo, e são permeáveis a mudanças de atitudes. Tudo porque sentem que devem cumprir o que consideram ser seu dever e não estão disponíveis para serem menos.

Trabalhar com verdade é conseguir envolver-se, é trabalhar em equipa, é colocar-se ao dispor e dar utilidade ao melhor que temos em nós. Trabalhar com verdade permite-nos ganhar confiança, criar laços de amizade, crescer profissional e pessoalmente.

"A vida é curta demais para ser pequena."

Benjamin Disraeli

Seja feliz, você merece

Os nossos ancestrais e todos aqueles que viveram antes de nós, deixaram a sua marca aqui. Tudo o que foi construído e co...
11/05/2020

Os nossos ancestrais e todos aqueles que viveram antes de nós, deixaram a sua marca aqui. Tudo o que foi construído e conquistado por eles, chegou até nós como uma herança. Direitos conquistados, estradas construídas, conhecimento acumulado, sabores e saberes que passaram de geração em geração.

Também eles tiveram alturas difíceis, se calhar muito mais do que nós. Sobreviveram a pragas, pobreza, emigraram à procura de uma vida melhor, combateram em guerras.

Antigamente os ensinamentos e sabedoria dos mais velhos, eram passados aos mais novos oralmente, através de histórias contadas e partilhadas. Hoje em dia perdeu-se um pouco essa tradição, mas os nossos antepassados vão sempre fazer parte de quem somos.

Está em nós a força que eles precisaram para ultrapassar desafios, a persistência, paciência, engenho, criatividade, esperança, humor.

Estamos numa fase de grandes incertezas, medo e, para alguns, grandes dificuldades. Mas também isto vai passar.

Muitas vezes os mais velhos sentem-se esquecidos e desvalorizados. Falem com eles, perguntem-lhes como se sentem, se precisam de alguma coisa. Peçam-lhes para vos contar histórias, histórias caricatas e divertidas, às vezes de situações que foram bem difíceis na altura mas que com o tempo podem ser contadas com leveza e humor.

Os mais velhos são os nossos ansiãos. Esta palavra até parece desatualizada, quase ninguém a usa, mas há uma sabedoria que só vem com a idade e a experiência de vida. Vamos valorizá-los!

Seja feliz, você merece.

Voluntária Sofia Leite

Saúde Integrativa, Meditação

Antes da pandemia atual, parecia termos o nosso caminho de vida planeado, limitado por circunstâncias reais ou criadas p...
27/04/2020

Antes da pandemia atual, parecia termos o nosso caminho de vida planeado, limitado por circunstâncias reais ou criadas pela nossa mente, mas orientado em determinado sentido. De repente, as margens desse caminho que serviam de bússola desapareceram. Não sabendo como agir perante um conjunto de mudanças que surgiram repentinamente nas nossas vidas, surge a necessidade de reinventarmos um novo caminho e novos objetivos de vida que dêem sentido à nossa existência.

O mesmo parece ocorrer na nossa vida profissional. Uma das missões (senão a única) de uma instituição de solidariedade social é promover a melhoria das condições de vida dos seus utentes. Perante o contexto de pandemia em que, a nossa capacidade de intervenção parece estar mais limitada do que nunca, enquanto profissionais da área social, surgem questões:

1 - face à suspensão de alguns serviços que prestávamos, o que poderemos fazer para os substituir?

2 - o que poderemos fazer para minimizar o impacto negativo da pandemia na vida dos nossos utentes?

3 - o que esperam utentes e familiares da instituição, neste contexto?

4 - nós profissionais estaremos a adoptar todas as medidas necessárias?

5 - enquanto equipa profissional, o que poderemos fazer para nos mantermos motivados e capazes?

6 - estaremos a cumprir a nossa missão por completo, de forma plena?

Conforme os dias vão passando, vamos construindo um novo caminho...vamos reajustando os serviços a prestar, descobrindo novas tarefas úteis ao bem estar dos utentes e seguindo as orientações das autoridades de saúde.

Fazemos questões e ouvimos utentes e familiares, tendo especial cuidado em detetar comportamentos que se possam revelar de risco para a saúde de todos. Mantemos sempre a comunicação e uma atenção permanente entre colegas de trabalho, partilhando dúvidas, sentimentos e ideias.

Uma atitude calma, atenta, ponderada, recetiva, confiante e solidária permitirá perceber o que será mais acertado fazer. Dizendo sim aos desafios que nos vão surgindo no dia a dia, queremos acreditar que continuamos a fazer o melhor para cumprir com a nossa missão.

Seja feliz, você merece.

Hoje e sempre, dar valor a todas as pequenas coisasTodos já sabemos isso mas no dia a dia, acabamos por tomar muitas coi...
13/04/2020

Hoje e sempre, dar valor a todas as pequenas coisas

Todos já sabemos isso mas no dia a dia, acabamos por tomar muitas coisas como garantidas e não lhes dar o devido valor.
Acho que já aconteceu a todos, só dar valor a algo quando o perdemos.

É um lugar comum dizer que devemos praticar a gratidão sempre, porque na verdade com a correria das rotinas diárias esquecemos esse grande pormenor num instante. Mas agora que estamos mais por casa, sem tantas tarefas, é uma ótima altura para implementar esta pequena prática. Todos os dias, agradecer. É tão simples.

Quando nos treinamos para apreciar as pequenas coisas, acabamos que sentir e reconhecer que afinal não são assim tão pequenas, elas são o mais importante.

Agradecer o ar que respiramos.
Agradecer ter casa e água quente.
Agradecer toda a variedade e abundância de comida que temos.
Agradecer às pessoas que fazem parte da nossa vida - família, amigos e colegas de trabalho com quem passamos tantas horas.
Agradecer ter saúde.
Agradecer o nosso sistema de saúde e a todos os profissionais dedicados que tanto se têm esforçado.
Agradecer viver neste país que é pacífico e em que a maioria das pessoas são simpáticas e prestáveis.
Agradecer todos os desafios que ultrapassamos e nos tornaram mais fortes...

e a lista não tem fim.

Que tal escolher pelo menos 3 coisas por dia para agradecer? Com o tempo acaba por se tornar uma prática e fazer parte da nossa rotina.
Querem partilhar aqui 1 coisa pela qual estão gratos?

E também tem outra vantagem, enquanto dizemos obrigada criamos um sentimento positivo, e esquecemos o medo e a incerteza que estão tão presentes nesta fase.

"Cada dia, pensa assim que acordas: Hoje, estou contente por ter acordado, estou vivo. A minha vida é preciosa. Não a vou desperdiçar, vou usar todas as minhas energias para me melhorar como pessoa, expandir o meu coração e alcançar a paz para que possa beneficiar os outros. Vou ter bons pensamentos em relação a todas as pessoas, não me vou zangar nem criticar ninguém. Vou ajudar os outros o máximo que eu conseguir." Dalai Lama

Seja feliz, você merece.

30/03/2020

Os idosos no tempo que corre

Os idosos que estão em casa, sozinhos ou acompanhados, têm por vezes dificuldade em compreender porque não devem sair. Cada um com os seus problemas de saúde e receios, custa aceitar a necessidade do distanciamento físico com os outros e porque é que agora são precisos tantos cuidados na higiene pessoal e doméstica. Não sabem bem como agir, afinal estamos a combater um inimigo invisível, tal como dizem os media. E se mesmo para os mais novos é difícil mudar hábitos, então para os idosos a tarefa é hercúlea.

Durante o apoio ao domicilio que fazemos, sentimos necessidade de lembrar e esclarecer os idosos sobre o motivo do encerramento do Centro de Dia, a importância de manter os cuidados necessários e de ocupar o tempo dentro de casa.
Apesar das recomendações constantes das colaboradoras e familiares, sabemos que alguns idosos quebram as regras, o que é compreensível. Cabe aos mais jovens e à família ajudar e lembrar as orientações dadas pela Direção Geral de Saúde.

É muito importante para os idosos manter uma alimentação saudável, a sua higiene pessoal, tomar a medicação a horas, ocupar o seu tempo com atividades de lazer e sempre que possível caminhar um pouco em casa. Faz toda a diferença também ter alguém com quem conversar diariamente, desabafar sobre tudo o que sentem, em especial as suas dúvidas e preocupações.
Por experiência sabemos que quando estas necessidades da vida diária não são satisfeitas, a saúde (física, mental e emocional) se começa a degradar progressivamente.

Provavelmente, nunca o acompanhamento e atenção familiar foram tão precisos como agora. Se não puder ser presencial e fisicamente, o telefone é uma ajuda preciosa.

Temos tentando colaborar no âmbito do apoio domiciliário com os seguintes serviços: refeições, higiene pessoal, administração de medicação, compras, acesso a cuidados de saúde, partilha de informação, envio de atividades de lazer, apoio emocional e cumprimento das orientações dadas pela autoridade de saúde.

Esperamos que em conjunto, instituição, família e comunidade, possamos contribuir para que os idosos ultrapassem este período da
melhor forma e que no final as consequências do isolamento tenham sido minimizadas ao máximo.

Todos juntos é sempre mais fácil, e esta fase também há-de passar.

Em tempos incertos, manter a calma.Quando tudo é incerto é normal haver medo. Medo do que pode acontecer e medo de tempo...
17/03/2020

Em tempos incertos, manter a calma.

Quando tudo é incerto é normal haver medo. Medo do que pode acontecer e medo de tempos difíceis. Mas durante toda a história da humanidade existiram crises que acabaram por mudar o rumo da nossa evolução.

Quando estamos perante grandes desafios, somos obrigados a adaptarmo-nos, a mudar de hábitos e a procurar soluções. Não temos escolha senão trabalhar a nossa coragem, a paciência e a persistência, aquelas capacidades e qualidades só usamos em alturas como esta.

Mas sem dúvida que manter a calma é uma das coisas mais importantes.

Parar uns momentos.
Estar em stress extremo, para além de deixar o nosso corpo em sofrimento, não nos deixa pensar nem ver com clareza.

Respirar lenta e profundamente.
Conseguir manter alguma ordem no meio do caos, é como ser um farol numa tempestade, e vai ajudar os outros a encontrarem um porto seguro.

Olhar para a Natureza, seja uma montanha, uma árvore ou uma flor num vaso.
Para relembrar que podemos e devemos acreditar, que estamos seguros, que tudo passa e que melhores dias virão. Ter esperança sempre.

Em especial em tempos incertos, devemos trabalhar a paz interna porque nos ajuda a controlar o medo, para que não seja o medo a controlar-nos. E acaba por surgir também uma força que às vezes nem sabíamos que tínhamos, mas estava ali, latente à espera de ser precisa.

O ser humano é cheio de surpresas, basta prestar atenção, e nem imaginamos as capacidades que temos.

02/03/2020

O valor de Ser, mesmo quando achamos que já não somos úteis

Desde cedo passam-nos a ideia de que só temos valor pelo que fazemos, pelo que conseguimos conquistar e pelo que temos. Somos importantes enquanto somos úteis e
somos capazes de desempenhar tarefas que beneficiem alguém ou um grupo. Não é por acaso
que a passagem para a reforma é vivida por muitas pessoas com dificuldade.

Os idosos com quem convivemos, frequentemente manifestam no seu discurso a ideia de que, não sendo capazes de realizar importantes tarefas, incluindo tratar das suas
necessidades básicas, não são úteis para ninguém e para agravar ainda requerem ajuda,
parecendo assim penalizar duplamente quem os acompanha.

É interessante verif**ar que esse tipo de discurso está mais presente no s**o feminino, o que não é por acaso se pensarmos no papel da mulher na nossa sociedade, quase sempre associado ao cuidar, servir a família, abdicando muitas vezes da sua vontade, interesses e autonomia enquanto pessoa e mulher.

Por vezes, tende-se a desvalorizar o papel do idoso enquanto familiar que já não pode cozinhar
para a família, fazer limpezas, ajudar com os netos, e que financeiramente não se sente seguro para ajudar a família porque a sua condição de saúde agravou-se e em consequência as despesas aumentaram.

Pensamos ser importante dizer aos nossos utentes que a sua importância na vida das pessoas
que os rodeiam é uma constante mas a forma como se contribui varia ao longo da vida. Estes idosos dependentes poderão dar-nos o que mais precisamos, afeto, palavras de apoio,
conselhos decisivos, ensinamentos, a história da nossa família. Todos temos algo a ensinar ao
outro.

“Ninguém é tão grande que não possa aprender, nem tão pequeno que não possa ensinar.” Dr. Tran Viet Dzung

Nós temos valor sempre, mesmo quando a idade avança e f**amos mais dependentes. Em essência, é o direito à vida enquanto ser humano que é o bem mais precioso que temos, e está presente em nós desde que o nascimento até à morte, durante toda a vida.
Seja feliz, você merece

Uma gazela está muito calmamente a comer num campo na Natureza, de vez em quando levanta a cabeça, sente o vento e camin...
17/02/2020

Uma gazela está muito calmamente a comer num campo na Natureza, de vez em quando levanta a cabeça, sente o vento e caminha mais um pouco para continuar a comer.
A alguns metros de distância, está um leão escondido a observar até que surja a altura ideal para atacar. Quando o momento chega, o leão salta e começa a correr atrás da gazela, mas ela foge a toda a velocidade para salvar a sua vida. Com sorte, consegue escapar e o leão desiste. Passados alguns minutos, a gazela está novamente tranquila a procurar erva ou arbustos para comer.
Os animais têm esta capacidade, de reagir a situações de extremo stress ou perigo mas depois voltam a um estado perfeitamente tranquilo quando a ameaça já não está presente.
Nós humanos já é outra história. Após uma situação de stress ou medo, não conseguimos desligar. Vamos recriar o que se passou vezes sem conta, até à exaustão. Deixamos que o acontecimento vá ganhando proporções que na realidade não tem, vai deixando marcas, cicatrizes, traumas e ganha espaço dentro de nós.
Não sabemos desligar e voltar ao presente.
Os níveis de ansiedade e stress nunca foram tão elevados e muitas pessoas nem sabem porque é que se sentem assim. Não era bom ter outra vez o instinto de reagir quando é preciso mas depois voltar a um estado de relaxamento, segurança e tranquilidade?
Quanto mais cedo conseguirmos largar o passado, menos marcas vai deixar. Estar em modo de sobrevivência constantemente, causa problemas de saúde (insónias, contraturas, gastrites, tonturas, hipertensão, ... ) não é o nosso estado natural por isso cria desarmonia no corpo. Além disso perdemos clareza mental e a nossa visão da realidade f**a deturpada.
Não é preciso recriar o passado. Por que não largar o que já aconteceu para que o momento presente possa ser fresco e novo, e não apenas uma repetição do que passou? Para quê tanta preocupação com o que pode ou não vir a acontecer? Se eventualmente alguma coisa grave se passar, somos crescidos e lidamos com a situação.
Viver no momento presente é quase um cliché mas pode-nos dar mais paz, leveza e alegria.
Mesmo que este conceito faça sentido é natural que não consigamos pôr em prática de um momento para o outro. Temos que dar tempo, deixar marinar, prestar atenção, ganhar novos hábitos, rotinas e rituais. Foram muito anos, talvez décadas a agir de uma determinada maneira mas é sempre possível mudar.
A lição da gazela e doutros animais é bem simples, não é preciso estar sempre em estado de ansiedade ou preocupação.
Reagimos quando é preciso mas depois desligamos, e conseguimos voltar ao aqui e agora a qualquer momento.
Respirar fundo e voltar ao presente, neste momento onde não há passado nem futuro, mas onde existe tudo em potencial, e há paz e serenidade.
Seja feliz, você merece.
Dra. Sofia Leite (voluntária C.S.P.Gondar)

VoluntariadoO trabalho voluntário é enriquecedor para quem ajuda e para quem é ajudado. Ovoluntário oferece parte do tem...
03/02/2020

Voluntariado

O trabalho voluntário é enriquecedor para quem ajuda e para quem é ajudado. O
voluntário oferece parte do tempo que lhe foi dado pela vida e usa-o a favor de alguém ou de
alguma Instituição porque acredita que é o seu dever e porque tem o desejo de contribuir para um
mundo melhor.

O tempo vai passando e o voluntário vai percebendo que o seu contributo
para com o outro é reciproco, o voluntário torna-se agente ativo na mudança do mundo dos
outros e do seu próprio mundo.

O voluntário cria laços sociais importantes para o seu crescimento pessoal. Aprende a realizar
determinadas tarefas, adquire conhecimentos técnicos e cultura geral, aprende sobre a vida, sobre
pessoas e um pouco mais sobre si próprio.

O trabalho voluntário é uma troca que beneficia todos.

Os mais cépticos poderão questionar, trabalhar de graça para quê? Pelos motivos referidos antes
e muitos mais. Dar o nosso tempo sem que precisemos que nos paguem por isso signif**a
liberdade, e consciência de que o mais importante na vida não tem preço.

A colaboração de voluntários numa Instituição de Solidariedade Social enriquece todas as
pessoas que dela fazem parte. Várias são as tarefas nas quais podem colaborar, mas parece-nos
que as atividades que beneficiam diretamente os utentes são prioritárias.

Sugerimos que os voluntários realizem atividades com os utentes, realçando a ideia de que não é requisito ter
determinada formação ou qualquer conhecimento especifico. O voluntário que venha conversar
com os utentes é tão válido e importante como o voluntário que aplique uma atividade
elaborada. Precisamos de tudo o que os possa fazer mais felizes.

Apenas fazemos a salvaguarda de que, como para todos os profissionais, é essencial que
voluntários estejam bem emocionalmente para que tenham disponibilidade para dar o seu melhor.
É também importante cumprir horários e ser assíduo na sua atividade voluntária, pois espera-se que o voluntário seja responsável e cumpridor.

Queremos por fim, homenagear com toda a admiração e carinho os voluntários que contribuíram e contribuem para
o bem-estar dos nossos utentes, incluindo voluntárias que foram antes nossas colaboradoras.
Muito obrigado.

Seja feliz, você merece.

Pedir ajuda. Parece tão simples mas é tão difícil para algumas (muitas) pessoas.Desde cedo somos ensinados a ser fortes ...
20/01/2020

Pedir ajuda. Parece tão simples mas é tão difícil para algumas (muitas) pessoas.

Desde cedo somos ensinados a ser fortes e produtivos, e cultiva-se o individualismo e a independência. É fácil esquecermo-nos que precisamos uns dos outros, mas saber reconhecer quando estamos a precisar de apoio é muito importante.

Pedir ajuda é visto como se fosse uma fraqueza e também há aquela ideia de que não queremos incomodar ou ser uma fardo para ninguém. Mas apesar de nos sentirmos vulneráveis, saber pedir e receber ajuda é só sinal de que somos humanos.

Todos somos necessários, com papéis e funções diferentes, somos como um ecossistema.

É por isso que vivemos em sociedade, porque precisamos de socializar e porque uns ajudam os outros, ninguém é auto suficiente sempre.

Não é preciso chegar a um estado de exaustão ou esgotamento para finalmente dizer que precisamos de ajuda. Porque não estender a mão antes de chegarmos a um limite? Deveria ser algo natural, hoje recebemos ajuda, amanhã ajudamos nós alguém, como um ciclo. Nunca o benefício é só para uma das partes, quem ajuda também se sente útil e realizado.

Neste contexto em específico, os idosos irão precisar de ajuda nalgum momento.

Pode ser a nível:

Físico e de locomoção - quando há dificuldade em se vestir, tomar banho, cozinhar, …
Logístico - ir às compras, ao médico, ao banco, tratar de papéis de finanças, segurança social, …
Mental - problemas de memória, dificuldade em executar determinadas tarefas
Emocional - aceitar a dependência, o envelhecimento, a morte de entes queridos, solidão, …
Social - nem sempre é fácil manter as amizades e o convívio, mas é fundamental para a saúde e bem estar de qualquer pessoa

Também os cuidadores precisam de ajuda! Quem cuida diariamente de alguém pode precisar de apoio a nível físico, mental e emocional. É frequente haver lesões físicas, como dores e contraturas, sendo necessário recorrer a um massagista ou fisioterapeuta, saturação mental devido à repetição das tarefas, e emocional por muitas vezes se presenciar diariamente a dependência, sofrimento e o aproximar da morte que raramente é visto e aceite com paz e tranquilidade.

Vamos aproveitar o que tem de bom viver em comunidade e sociedade, e estar atentos aos sinais de que precisamos de apoio, saber recebê-lo, e estar presente para os outros quando é necessário.
F**a tudo mais fácil e torna a nossa caminhada por aqui mais leve a agradável.

Seja feliz, você merece.

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Gondar

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253536992

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