13/05/2026
Sabias que nem todos os indivíduos com psicopatia cometem crimes, e que nem todos os criminosos são psicopatas?
A psicopatia é uma perturbação da personalidade, frequentemente considerada uma das suas formas mais extremas. Pode ser definida como um conjunto de traços disruptivos da personalidade e comportamentos antissociais.
Existem duas abordagens principais no seu estudo: (i) a categorial, segundo a qual o indivíduo é, ou não, psicopata; e
(ii) a dimensional, que concetualiza a psicopatia como um continuum de traços disruptivos distribuídos pela população. Nesta perspetiva, fala-se em traços de psicopatia.
Independentemente da abordagem adotada, estes indivíduos tendem a apresentar impulsividade, frieza emocional, arrogância, crueldade, superficialidade afetiva, manipulação, mentira patológica e reduzida capacidade empática.
Não existe consenso relativamente ao papel do comportamento antissocial (CA). Alguns autores defendem que o CA é inerente à psicopatia. Outros sugerem que poderá representar apenas a manifestação mais extrema dos traços psicopáticos.
Importa ainda referir que a psicopatia poderá ter origem desenvolvimental, mas também pode surgir secundariamente a lesão neurológica adquirida.
Em suma, a psicopatia não se limita a indivíduos violentos ou criminosos. Pode igualmente estar presente em sujeitos socialmente ajustados, bem integrados profissionalmente e, em alguns casos, ocupando posições elevadas na hierarquia social. Nestes indivíduos, intelectualmente mais capazes, a impulsividade e a agressividade tendem a dar lugar ao calculismo, à manipulação e ao charme superficial.
Em determinados casos, a psicopatia poderá ainda ser confundida com alexitimia (i.e., dificuldade em identificar, experienciar ou verbalizar
Podes saber mais em: Araújo et al. (2023) doi: http://dx.doi.org/10.22533/at.ed.5583362329093