Centro de Assistência Social da Guarda

Centro de Assistência Social da Guarda Centro de Assistência Social - Outeiro de São Miguel
Creche e Jardim de Infância - "Educar e Amar para crescer..."

Identificação da Instituição
O Centro de Assistência Social da Guarda foi oficialmente inaugurado, no dia 1 de Agosto de 1943, pelo então Subsecretário de Estado da Assistência Social, Dr. Joaquim Dinis da Fonseca, e, em 22 de Dezembro de 1981, por despacho do Senhor Ministro dos Assuntos Socais, foi integrado no Instituto de São Miguel. Por ordem cronológica, as atividades assistenciais do Centro começaram a surgir do seguinte modo:
Em 1943, foi criado um Posto Médico para prestar assistência médica e medicamentosa à maternidade e 1ª infância, com consultas: pré-natal, pediatria e puericultura. Também em 1943, iniciaram-se as Colónias Marítimas Infantis em Buarcos, na Figueira da Foz. Em 1945, foi criada uma Cantina Escolar onde se forneciam diariamente o pequeno almoço, e ao meio dia, uma sopa e pão, a todas as crianças das escolas da cidade e periferia. Em 1946, depois de adaptadas as respetivas instalações, foram integradas, no Centro a Cozinha Económica e Sopa dos Pobres. Também em 1946, surgiu a Obra dos Gaiatos para socorrer os adolescentes e jovens mais carenciados e analfabetos. Esta atividade começou com aulas noturnas orientadas por professores profissionais, que generosamente se deslocavam ao Centro todas as noites. A Escola dos Gaiatos não seria completa sem um Lar para os “sem família”, e assim foi criado quase em simultâneo o Lar de São José Operário. Seguindo ainda a ordem cronológica, foi, em 1951, após a adaptação das respetivas instalações, que começou a funcionar em pleno uma Creche e um Jardim de Infância. Que, ainda hoje, acolhe diariamente mais de 170 crianças dos 3 meses aos 6 anos, funcionando o Jardim de Infância desde 1 de Setembro de 1998, no antigo colégio de São José, e a Creche no largo Dr. João de Almeida, n.º 9. Em 1957, por iniciativa de um grupo de “Gaiatos”, foi criada a Associação Cultural e Desportiva, tendo por objetivo desenvolver a cultura e o desporto, transformada depois na Associação Desportiva da Guarda.

20/11/2025

Hoje, neste Dia do Pijama e dos Direitos das Crianças, as nossas CRIANÇAS foram felizes!
O brilho no olhar, o sorriso e as gargalhadas contagiantes ,reforçaram em nós a missão de as proteger ,de as Amar e de respeitar a sua singularidade .
Como todos os dias, hoje, as nossas crianças foram e serão sempre , as protagonistas❤️.

O VIDEO APRESENTADO SEGUIDAMENTE , NÃO PODE SER PARTILHADO!

15/11/2025

Na década de 1950, havia um ritual diário em praticamente todas as salas de jardim de infância — tão previsível que dava para acertar o relógio por ele.
Depois das canções, dos lápis de cor e da roda de conversa.
Depois dos biscoitos de mel e das caixinhas de leite.
A professora diminuía as luzes.

Um disco começava a girar no toca-discos — algo suave, gentil, tranquilo.
E vinte pequenos corpos se estendiam sobre tapetinhos listrados ou tapetes coloridos, sapatos empurrados para debaixo de pequenos catres, cobertores gastos puxados até o queixo.

A sala inteira exalava um suspiro coletivo.
Era hora do descanso.
A soneca.

Para milhões de crianças que cresceram nos anos 1950, 60 e início dos 70, isso era tão fundamental quanto tinta guache e aprender o alfabeto.
E não era apenas “tempo livre”.
Era parte do currículo.

Educadores acreditavam — com razão — que momentos estruturados de silêncio ajudavam as crianças a crescer: davam espaço para sentimentos baixarem, imaginações fluírem e pequenos corações se reorganizarem antes da correria da tarde, com jogos de contar, blocos de montar e descobertas infinitas.

A ciência confirmava: corpos e cérebros infantis ainda estavam em pleno desenvolvimento.
Descansar não era luxo; era necessidade fisiológica.

As professoras se tornavam guardiãs da calma.
Vozes suaves.
Passos leves entre filas de crianças adormecidas.
Às vezes uma história lida quase em sussurro.
Uma mão ajeitando um cobertor.
Um farol de serenidade na meia-luz.

Para muitas crianças, esse era o único momento de verdadeira quietude no dia — uma pausa entre a lancheira e a amarelinha, entre aprender as letras e aprender a dividir.

Algumas realmente dormiam, exaustas da manhã agitada e da novidade esmagadora daquele novo mundo chamado escola.
Outras ficavam deitadas, olhando partículas de poeira dançarem no raio de luz entre as cortinas, envoltas naquele devaneio que só acontece quando você tem cinco anos e o mundo ainda não lhe ensinou a viver com pressa.

Até as que odiavam a soneca — os inquietos, os que contavam os quadrados do teto sem fechar os olhos — aprendiam algo valioso:
Às vezes é preciso ficar quieto mesmo sem querer.
Às vezes descansar faz parte do trabalho.

Mas nos anos 1970 e 80, algo mudou.
A pressão acadêmica cresceu.
O jardim de infância deixou de ser sobre socialização e brincadeira e passou a ser sobre “preparação escolar”, pré-leitura e desempenho.

Os horários apertaram.
As avaliações começaram mais cedo.
Pais temiam que seus filhos “ficassem para trás”.
E de repente, a soneca passou a parecer perda de tempo.

Uma a uma, as escolas eliminaram o descanso obrigatório.
Os tapetinhos foram enrolados e guardados.
O toca-discos deu lugar aos retroprojetores, depois aos computadores, depois aos tablets.

Nos anos 1990, a soneca praticamente desapareceu das escolas públicas, sobrevivendo apenas em pré-escolas e creches para os bem pequenos.

Hoje, a maioria das crianças passa o dia inteiro em atividades estruturadas — grupos de leitura, centros de matemática, computadores, recreio (quando existe), almoço e mais instrução.
Sem pausa.
Sem silêncio.
Sem permissão para simplesmente… respirar.

E depois nos perguntamos por que a ansiedade infantil disparou.

Para quem viveu aquela época, a memória permanece vívida:
As fileiras de tapetinhos listrados.
O chiado da agulha do toca-discos encontrando o sulco.
O cheiro do cobertor daquele colega que talvez só fosse lavado duas vezes por ano.
E a magia de ser “permitido” — ou até esperado — que você fechasse os olhos e descansasse no meio do dia.

Naptime não era apenas dormir.
Era aprender que o descanso tem valor.
Que o silêncio tem função.
Que você não precisa ser produtivo a cada minuto.

Era uma lição que só percebemos depois de crescer e entrar num mundo que nunca desacelera, nunca para, e ainda nos faz sentir culpa por precisar de uma pausa.

Aos pais que lembram da soneca na escola: seus filhos provavelmente não têm isso.
E estão sendo obrigados a funcionar em velocidade máxima, o dia inteiro, todos os dias.

Aos professores que lutam para manter descanso e brincadeira na educação infantil: vocês não são “moles”.
Estão defendendo o que a ciência sempre soube — crianças pequenas precisam de pausas para se desenvolverem bem.

A quem sente culpa por descansar: um dia ensinamos isso a crianças de cinco anos.
Talvez devêssemos reaprender.

E aos que acham que a infância hoje é “fácil demais”:
As crianças do jardim de infância atualmente têm mais tempo acadêmico estruturado do que alunos da terceira série dos anos 1950.
Eliminamos as pausas.

Talvez essa seja a verdadeira lição:
Não que as crianças devam dormir metade do dia — mas que descanso, silêncio e tempo não estruturado não são indulgências.

São essenciais.

Até os “grandes” precisam de um pouco de soneca, de vez em quando.
Os adultos também.
Nós já soubemos disso.
Já colocamos isso no meio do dia, logo entre as canções da manhã e as brincadeiras da tarde.
Apagávamos as luzes, colocávamos um disco, e dávamos a vinte pequenas pessoas a permissão de parar de tentar tão forte.

Talvez seja hora de lembrarmos como fazer isso.

11/11/2025

A lenda de São Martinho serviu de mote para uma tarde de prova de castanhas! Mas não só...
MAGUSTO NA ESCOLA 🍂🌰🤎

16/09/2025

Para ver, ler e ouvir com o coração 💙🩷.

As crianças precisam da sua INFÂNCIA intacta✋️!
11/09/2025

As crianças precisam da sua INFÂNCIA intacta✋️!

"A educação infantil é muito mais do que uma etapa inicial do processo escolar!Ela é o alicerce invisível sobre o qual t...
09/09/2025

"A educação infantil é muito mais do que uma etapa inicial do processo escolar!

Ela é o alicerce invisível sobre o qual todo o desenvolvimento humano se sustenta.
É nessa fase que a criança aprende a confiar, a expressar -se , a lidar com frustrações, a ser curiosa e sentir-se segura no mundo.
É ali, no colo, no olhar atento, na escuta paciente — em casa e na escola — que nascem as estruturas emocionais e cognitivas que sustentarão toda a jornada da vida.

Mas, mesmo assim, a sociedade ainda insiste em valorizar mais o diploma do que o início da caminhada!

Falar sobre isso incomoda, porque nos obriga a rever prioridades, a repensar políticas públicas, a olhar com mais seriedade para quem educa na base."

Queridos Pais,iniciámos ,ontem, mais um ano letivo!Mais um caminho percorrido em conjunto .É com alegria e satisfação qu...
02/09/2025

Queridos Pais,
iniciámos ,ontem, mais um ano letivo!
Mais um caminho percorrido em conjunto .
É com alegria e satisfação que vos recebemos de novo e, de igual forma ,recebemos também quem vem «morar em nós» pela primeira vez.
E, se a Vida é da cor que nós a pintamos, que este caminho em conjunto tenha as cores do arco-íris , a leveza dos abraços e a verdade dos afetos!
SEJAM BEM VINDOS!

A importância da renovação de ciclos! Renovar ciclos na vida é essencial para o crescimento pessoal e bem-estar, permiti...
14/08/2025

A importância da renovação de ciclos!

Renovar ciclos na vida é essencial para o crescimento pessoal e bem-estar, permitindo a adaptação a novas fases e oportunidades. Envolve reconhecer o fim de uma etapa, aprender com as experiências e se preparar para o futuro com novas perspectivas e objetivos.

Até jááááá!! 😊😊😊😊😊😊

Às "nossas" crianças e aos "nossos Pais": Chegámos ao final de mais um ano lectivo.Vivemos juntos muitas conquistas, mui...
01/08/2025

Às "nossas" crianças e aos "nossos Pais":

Chegámos ao final de mais um ano lectivo.
Vivemos juntos muitas conquistas, muitas alegrias e muitas Aprendizagens!
Também ultrapassámos muitos obstáculos e muitos desafios que, sem todos vocês, não seria possível.
Fizemos uma grande caminhada pelos caminhos da imaginação, do sonho, da amizade e da união!
Bem hajam pela confiança, pela disponibilidade e pela compreensão nos dias mais nublados!
Fomos uma grande equipa, tal qual os girassóis que se ajudam quando não há sol!
Em Setembro cá vos esperamos para mais um ano de descobertas!
Obrigada 🌻
A Equipa do Centro de Assistência Social 🌈♥️

26/07/2025

Os avós nunca têm pressa, a menos que seja a de fazerem as vontades aos netos. Para os avós, os netos estão sempre muito magrinhos, mais magrinhos do que da última vez, e querem engordá-los a todo o custo. Têm a despensa cheia daquelas coisas de que os netos gostam e sabem sempre o que lhes apetece comer. Os avós são aquelas pessoas que punham os filhos de castigo quando eles se portavam mal e agora acham muita piada aos desenhos que os netos fazem nas paredes dos corredores e olham para qualquer rabisco como um sinal inequívoco de talento. Os avós são aquelas pessoas que defendem os netos dos próprios filhos dizendo «Deixa estar o menino, coitadinho, é pequenino». Têm uma voz doce e olham para os netos para olhar por eles. Os avós têm uma paciência infinita e nunca se cansam de contar a mesma história vezes sem conta sem tentar encurtá-la. Contar uma história não é só contar uma história. É disponibilidade para contar. É dizer aos netos que são importantes e que merecem o seu tempo. Os avós não apressam o amor, querem demorá-lo, e por isso repetem cada palavra como se tivessem ainda toda a vida pela frente.

Ilustração Martisses

Endereço

Outeiro De São Miguel/Arrifana
Guarda
6300-035

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 07:00 - 19:30
Terça-feira 07:00 - 19:30
Quarta-feira 07:00 - 19:30
Quinta-feira 07:00 - 19:30
Sexta-feira 07:00 - 19:30

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