01/03/2026
“Todo o excesso esconde uma falta”
Em psicoterapia, os excessos não são vistos como falhas,
mas como tentativas de autorregulação perante necessidades emocionais não reconhecidas. Muitas vezes, são uma tentativa de cuidar de algo que “está a menos”.
Trabalhamos em excesso quando tememos não ser suficientes.
Fazemos scroll sem parar quando a solidão aperta.
Comemos para além da fome quando aquela sensação de vazio emocional pede atenção.
Enquanto humanos, aprendemos a sobreviver assim…
A preencher, compensar ou abafar.
Quando a carência é reconhecida, nomeada e validada,
o comportamento tende a perder a sua função adaptativa, deixando de ser necessário para a nossa sobrevivência emocional.
Se escutarmos o excesso com mais gentileza,
o que é que ele nos revela sobre o que nos faz falta?
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