23/04/2026
Obrigada ao .canal que me recebeu hoje, para abordar um tema que se cruza com uma das áreas com a qual mais trabalho em contexto clínico, prevenção de risco e intervenção na temática das adições e substâncias. Relativamente às bebidas adulteradas, não existe, neste momento, um método 100% fiável que garanta que uma bebida foi adulterada. Por isso, a prevenção continua a ser comportamental e contextual, mais do que tecnológica. Há alguns te**es no mercado, mas nenhum é totalmente fiável. A responsabilidade e “medir” o risco não deve ser um comportamento da vítima e não devemos alimentar a ideia de que “devia ter testado a bebida’.” A responsabilidade é sempre de quem altera a bebida, não de quem consome.” Existem sinais de alerta do comportamento que temos de estar atentos, como os que refiro nesta entrevista.
A psicologia tem um papel importante porque falar deste tema não é apenas falar sobre as “substâncias” mas sobre o comportamento humano. Numa altura em que se aproxima a época da queima das fitas e os festivais de Verão, ajudar a prevenir, através da consciência do contexto, da assertividade e da capacidade de reconhecer sinais de risco nas interações continua a ser fundamental.