25/05/2026
Um dia, algures no ano 2050, alguém vai contar:
Eu sou do tempo em que as pessoas sabiam tudo… menos quem eram.
Eu sou do tempo em que vivíamos constantemente ligados ao mundo… mas desligados de nós próprios.
Eu sou do tempo em que havia milhares de amigos nas redes sociais… e uma solidão imensa dentro de casa.
Eu sou do tempo em que as pessoas corriam atrás de sucesso, dinheiro e aparência… mas perdiam a paz, a essência e a alma.
Eu sou do tempo em que muitos tinham medo da palavra espiritualidade, como se olhar para dentro fosse fraqueza.
Eu sou do tempo em que as pessoas conheciam o valor das coisas… mas esqueciam o valor da vida.
Eu sou do tempo em que havia respostas para tudo na internet… mas quase ninguém sabia escutar o próprio coração.
Eu sou do tempo em que o silêncio incomodava, em que parar parecia perder tempo, e sentir profundamente era visto como exagero.
Eu sou do tempo em que as crianças precisavam de atenção… e os adultos davam-lhes ecrãs.
Eu sou do tempo em que muitos viviam cansados, ansiosos, perdidos… porque aprenderam a sobreviver, mas não aprenderam a viver.
Eu sou do tempo em que o mundo olhava demasiado para fora… e quase nunca para dentro.
Mas também sou do tempo em que algumas pessoas começaram a despertar.
Começaram a meditar.
A respirar.
A abraçar.
A cuidar.
A voltar à natureza.
A escutar a alma.
A perceber que espiritualidade não era fugir da vida… mas aprender a vivê-la com consciência.
E talvez tenha sido esse despertar silencioso que começou a mudar o mundo.
Que nunca nos esqueçamos:
a maior pobreza do ser humano não é material…
é viver desligado de si próprio. ❤️