05/01/2026
Tenho reparado algo que me toca profundamente: quando há homens nas nossas turmas de Reiki, a energia muda e de forma poderosa.
Eles chegam focados, sérios, muitas vezes desconfiados no início… mas à medida que a prática se instala, libertam algo que a sociedade condicionou a reprimir: a sensibilidade, a capacidade de sentir, chorar, rir, e ser simplesmente humano sem rótulos.
Num mundo que associa sensibilidade à fraqueza, o Reiki oferece um espaço seguro onde homens podem sentir sem julgamentos e isso é uma forma de força real, não fragilidade. Estudos e relatos de praticantes mostram que muitos homens encontram no Reiki um caminho para lidar com emoções profundas, relaxar o corpo e a mente, e ligarem-se com o seu centro interno de forma serena e profunda, algo que a cultura tradicional muitas vezes inibe.
Aqui não se trata de “terapia só para lágrimas”.
Trata-se de recuperar partes de si que foram silenciadas pelo medo de não ser ‘forte o suficiente’.
Trata-se de transformar força em presença, vulnerabilidade em sabedoria.
Mas deixo-te uma reflexão honesta:
- Estamos mesmo a oferecer aos homens um espaço livre de expectativas e preconceitos internos e culturais?
- Ou, mesmo sem querer, ainda reproduzimos subtilezas que dizem “ser sensível é para poucos”?
O verdadeiro desafio e oportunidade, é fazer com que os homens sintam que ser inteiro, com luz e sombra, com sensibilidade e força, é a expressão mais radical de coragem que existe.
Eu vejo isso acontecer nas minhas turmas todos os dias:
Homens que se permitem sentir… que se permitem cuidar… que descobrem que ser inteiro é crescer verdadeiramente.
Se hoje um homem olha para si com mais respeito e presença, então o Reiki fez mais do que dignificar uma prática, foi um portal para a verdade interior.
Ser sensível não é fraqueza … é poder em estado puro. ❤️