28/05/2026
As mulheres tendem a colocar no relacionamento uma quantidade enorme de esforço invisível: atenção aos detalhes, cuidado emocional, tentativas de diálogo, adaptação, paciência, esperança, disponibilidade, capacidade de perdoar e de reconstruir. Muitas não estão apenas “numa relação”; estão a trabalhar constantemente para que a relação exista.
Quando tudo acaba, não f**a só a dor da perda. F**a a sensação de terem dado mais do que receberam. De terem sustentado a ligação quase sozinhas. De terem acreditado no potencial do outro, mais do que na realidade que tinham à frente.
É aí que surge o ressentimento: não por terem amado, mas por sentirem que o seu amor foi mal utilizado. Que o seu esforço foi tomado como garantido. Que a sua dedicação serviu para prolongar uma relação onde o outro beneficiava do cuidado, mas não correspondia com a mesma entrega.
Muitas mulheres saem defraudadas porque percebem, tarde demais, que não estavam a construir a dois. Estavam a compensar a falta de construção do outro.