29/04/2026
Eu vivo a minha profissão de sonho, eu não “tenho” uma profissão de sonho, eu vivo-a, porque sinto-a em todo o meu ser e em toda a minha existência, e tento ser justa mesmo quando caminho pelo chão da injustiça, contribuo todos os dias para que as pessoas se sintam vistas, reconhecidas e acolhidas e para que a minha profissão seja cada vez mais reconhecida como séria.
Um Terapeuta é obrigatoriamente alguém que se trabalha, que se vulnerabiliza, que reconhece que somos sempre estudantes.
Infelizmente, tenho ouvido barbaridades que nunca imaginei que iria ouvir, é importante passar a informação pelo crivo do pensamento crítico e pelo filtro da ética e dos escrúpulos.
Todos temos direito a falhar, mas ainda não percebi aonde ser terapeuta nos dá a ilusão de ser moralmente superior, cheios de frases feitas que se repetem sem pensar, mesmo que isso seja desumo, contribua para a violência a vulneráveis e a normalização do que não pode ser normalizado.
Eu pensei muito se escreveria este texto, porque não queria ser também a perpetuadora de informação grave e dotada de fantasia maliciosa. Lido com pessoas em contexto terapêutico há 18 anos, não sou novata, que como isto, prefiro alertar para sermos mais conscientes. Eu sou a chata, não porque sou melhor, mas porque sei que todos nós podemos fazer muito melhor.
Acredito no poder da auto-consciência e no poder da terapia, e creio que quanto mais visibilidade o nosso trabalho tem mais enraizados devemos ser para honrar o caminho que fazemos, não somos gurus, somos humanos e se escolhemos uma profissão que mexe com o bem estar emocional, mental e psíquico de alguém, então temos de ter a terapia em dia e pelo menos ser íntegro, é o mínimo dos mínimos.
O ambiente terapêutico deve ser um espaço sagrado de confiança, abraço e apoio, um sítio seguro.
Não vou repetir/escrever o que ouvi, é demasiado doentio e muito grave e é com um compromisso de honra perante mim e perante os meus clientes que faço esta publicação. Não compactuo com violência, maldade, falta de transparência e falta de ética. Sejamos conscientes.
Ser terapeuta não é plano B, é plano A.
Respeitemos quem chega até nós e a profissão.
Em consciência,
Diana