PsicAlma por Catarina Moniz

PsicAlma por Catarina Moniz PsicAlma | Clínica de psicologia dedicada a cuidar da sua mente e alma. Estamos aqui para si.

Acolhemos com empatia, respeito e profissionalismo, ajudando-o a superar desafios emocionais e a encontrar equilíbrio para uma vida mais saudável e feliz.

Quando, em vez de ter um companheiro, tens um filho mais velho…— as relações de cuidador.Não pediste um dependente.Pedis...
24/01/2026

Quando, em vez de ter um companheiro, tens um filho mais velho…
— as relações de cuidador.

Não pediste um dependente.
Pediste parceria.

Mas acabaste a:
• lembrar responsabilidades
• regular emoções que não são tuas
• resolver problemas que não criaste
• sustentar o vínculo sozinha

Nestas relações:
▫️ tu pensas por dois
▫️ tu sentes por dois
▫️ tu aguentas por dois
▫️ o outro… acomoda-se

E aos poucos deixas de ser:
• mulher
• parceira
• desejada

Passas a ser:
• gestora
• cuidadora
• mãe emocional

💡 Isto não é amor maduro.
É parentificação dentro da relação.

Cuidar constantemente cansa.
Desejar exige igualdade.

✨ Relações saudáveis têm troca, não dependência.
✨ Amor adulto não infantiliza o outro nem te sobrecarrega.

Se te revês aqui, a pergunta não é
“como posso fazer melhor?”
É:

“Porque é que estou sozinha numa relação a dois?”

🖤

Ter uma relação com um narcisistaNo início, sentes-te especial.Escolhida. Vista. Intensa.Depois, quase sem perceberes co...
22/01/2026

Ter uma relação com um narcisista

No início, sentes-te especial.
Escolhida. Vista. Intensa.

Depois, quase sem perceberes como:
• começas a duvidar de ti
• explicas demais
• pedes desculpa por tudo
• encolhes para não gerar conflito

Numa relação com um narcisista:
▫️ o amor é condicional
▫️ a empatia é seletiva
▫️ a culpa nunca é deles
▫️ a tua dor é exagero
▫️ os teus limites são ataques

O problema nunca és tu.
Mas acabas por acreditar que és.

Há validação quando obedeces.
Há frieza quando questionas.
Há proximidade quando te calas.

E lentamente vais perdendo:
• a tua voz
• a tua confiança
• a tua clareza emocional

💡 Isto não é “drama”.
É desgaste psicológico.

Sair não é fácil porque:
• houve momentos bons
• houve promessas
• houve esperança

Mas amar não devia confundir,
nem ferir a identidade.

✨ Relações saudáveis não te diminuem para caber.
✨ Amor não exige que te apagues.

🖤

Discutir faz parte de qualquer relação.O problema não é discutir.É como se discute.Discussões que magoam costumam ter:❌ ...
20/01/2026

Discutir faz parte de qualquer relação.
O problema não é discutir.
É como se discute.

Discussões que magoam costumam ter:
❌ ataques pessoais
❌ ironia e desprezo
❌ defesas automáticas
❌ silêncio punitivo

Discussões que aproximam fazem o contrário:
✔️ falam do que incomoda sem atacar
✔️ expressam sentimentos em vez de acusações
✔️ sabem parar quando a conversa aquece
✔️ voltam para reparar depois

🖤 Amar não é nunca discutir.
É conseguir discordar sem ferir, humilhar ou abandonar.

Se cada discussão termina em distância, frieza ou culpa, talvez não seja falta de amor — é falta de ferramentas.

Relacionar-se também se aprende.

crescerjuntos

🖤 Pessoas de transiçãoHá pessoas que não entram na nossa vida para ficar.Entram para esperar.Sentam-se connosco na sala ...
14/01/2026

🖤 Pessoas de transição

Há pessoas que não entram na nossa vida para ficar.
Entram para esperar.

Sentam-se connosco na sala de espera emocional de alguém que ainda não sabe estar só.
O tempo passa, a conversa flui, cria-se proximidade.
Mas o lugar nunca é nosso.

Na sala de espera:
• partilha-se intimidade
• alivia-se a solidão
• ocupa-se o silêncio
• mas não se entra na consulta

E um dia, o nome do outro é chamado.
Levanta-se, segue em frente…
e quem ficou começa a perguntar-se o que fez de errado.

Não fez nada.

🖤 Não eras a escolha final.
E isso não diz nada sobre o teu valor.
Diz tudo sobre alguém que usou presença
para não sentir ausência.

Comunicação não é convencer, é criar segurança para a relação se desenvolver
09/01/2026

Comunicação não é convencer, é criar segurança para a relação se desenvolver

Redes sociais e os seus encantos…
08/01/2026

Redes sociais e os seus encantos…

Não é só uma música é uma história que se repete… 🕯️ Ofélia não morreu de amor. Morreu por se anular perante os outros.....
04/01/2026

Não é só uma música é uma história que se repete… 🕯️ Ofélia não morreu de amor. Morreu por se anular perante os outros...

Na obra Hamlet, de William Shakespeare, Ofélia é muitas vezes lembrada como a jovem frágil que enlouqueceu por amor.
Mas essa leitura é redutora — e profundamente injusta.

Ofélia não tinha espaço para existir como pessoa.

🔹 O pai dizia-lhe o que sentir.
🔹 O irmão dizia-lhe como se comportar.
🔹 Hamlet dizia amá-la, mas estava demasiado mergulhado na sua própria dor para a conseguir acolher.

Ofélia não tinha ninguém que a escutasse verdadeiramente.
Não havia um lugar seguro onde pudesse dizer:

“Isto dói.”
“Eu também preciso.”

💭 Do ponto de vista psicológico, Ofélia representa quem vive em função dos outros:
• adapta-se para não incomodar
• silencia emoções para manter vínculos
• confunde obediência com amor
• perde contacto com os próprios limites e necessidades

Quando o pai morre e Hamlet se afasta, não sobra estrutura emocional.
Não sobra contenção interna nem externa.
Não sobra identidade.

🌊 A sua morte não é romântica.
É o resultado de um colapso psicológico profundo.

👉 Ofélia não morreu de amor.
👉 Morreu porque se anulou repetidamente.
👉 Porque nunca foi escolhida — e nunca foi ensinada a escolher-se.

Em contexto clínico, encontramos muitas “Ofélias”:
Pessoas fortes por fora, funcionais, responsáveis.
Mas emocionalmente exaustas.
Pessoas que cuidam, compreendem, sustentam —
e que não sabem pedir, parar ou dizer “não”.

💡
O amor que não permite existir não protege.
Os vínculos sem escuta não sustentam.
E a empatia sem limites pode tornar-se autodestrutiva.

📌 Se esta história te tocou, talvez seja um convite a refletir:
Onde é que me estou a calar para não perder o outro?
E o que estou a perder de mim nesse silêncio?

💬 Se te identificas com a Ofélia, a terapia pode ser um espaço para aprender a existir sem te anulares.
# PsicAlma autocuidado relações

🕯️ Não é só uma música, é uma história que se repete… Ofélia não morreu de amor. Morreu por se anular perante os outros....
04/01/2026

🕯️ Não é só uma música, é uma história que se repete… Ofélia não morreu de amor. Morreu por se anular perante os outros...

Na obra Hamlet, de William Shakespeare, Ofélia é muitas vezes lembrada como a jovem frágil que enlouqueceu por amor.
Mas essa leitura é redutora — e profundamente injusta.

Ofélia não tinha espaço para existir como pessoa.

🔹 O pai dizia-lhe o que sentir.
🔹 O irmão dizia-lhe como se comportar.
🔹 Hamlet dizia amá-la, mas estava demasiado mergulhado na sua própria dor para a conseguir acolher.

Ofélia não tinha ninguém que a escutasse verdadeiramente.
Não havia um lugar seguro onde pudesse dizer:

“Isto dói.”
“Eu também preciso.”

💭 Do ponto de vista psicológico, Ofélia representa quem vive em função dos outros:
• adapta-se para não incomodar
• silencia emoções para manter vínculos
• confunde obediência com amor
• perde contacto com os próprios limites e necessidades

Quando o pai morre e Hamlet se afasta, não sobra estrutura emocional.
Não sobra contenção interna nem externa.
Não sobra identidade.

🌊 A sua morte não é romântica.
É o resultado de um colapso psicológico profundo.

👉 Ofélia não morreu de amor.
👉 Morreu porque se anulou repetidamente.
👉 Porque nunca foi escolhida — e nunca foi ensinada a escolher-se.

Continuamos a encontrar muitas “Ofélias”:
Pessoas fortes por fora, funcionais, responsáveis.
Mas emocionalmente exaustas.
Pessoas que cuidam, compreendem, sustentam —
e que não sabem pedir, parar ou dizer “não”.

💡
O amor que não permite existir não protege.
Os vínculos sem escuta não sustentam.
E a empatia sem limites pode tornar-se autodestrutiva.

📌 Se esta história te tocou, talvez seja um convite a refletir:
Onde é que me estou a calar para não perder o outro?
E o que estou a perder de mim nesse silêncio?

💬 Se te identificas com a Ofélia, a terapia pode ser um espaço para aprender a existir sem te anulares.

limitesemocionais

A insegurança não desaparece através do perfeccionismo.Desaparece quando a pessoa começa a agir, mesmo que a voz interna...
11/12/2025

A insegurança não desaparece através do perfeccionismo.
Desaparece quando a pessoa começa a agir, mesmo que a voz interna da dúvida ainda esteja presente.

Em psicologia clínica, compreendemos que a insegurança é construída por experiências, contextos exigentes e narrativas internas rígidas — e não por falta de capacidade real.

A mudança não ocorre ao tentar “sentir-se mais confiante”, mas ao desenvolver comportamentos consistentes que demonstram, ao próprio, que é capaz.
É a ação que reestrutura a identidade.

Passos terapêuticos que facilitam esta transformação:
• Desenvolver uma narrativa interna mais realista e compassiva.
• Questionar o perfeccionismo e a comparação constante.
• Praticar pequenas ações que desafiem a insegurança de forma gradual.
• Reconhecer progresso e celebrar evidências de competência.

Pequenos passos, repetidos ao longo do tempo, criam confiança estável — não temporária, mas estrutural.

🔍  mitos comuns em Psicologia1️⃣ “Psicólogo só ouve e faz perguntas.”Na verdade, um bom psicólogo avalia, estrutura o pr...
02/12/2025

🔍 mitos comuns em Psicologia

1️⃣ “Psicólogo só ouve e faz perguntas.”

Na verdade, um bom psicólogo avalia, estrutura o processo, intervém com técnicas e estratégias específicas, acompanha evolução e ajusta o plano terapêutico.

2️⃣ “Terapia é só para quem está mal.”

A terapia também é para quem quer crescer, melhorar relações, desenvolver autoestima, prevenir recaídas e aumentar bem-estar.

3️⃣ “Se eu ignorar o problema, passa.”

Em muitos casos, evitar só aumenta o sofrimento e faz com que o problema se torne mais complexo ao longo do tempo.

4️⃣ “Psicólogos dão conselhos do tipo ‘faz isto ou aquilo’.”

A intervenção não é dar opiniões pessoais — é ajudar a pessoa a explorar alternativas, compreender padrões e decidir por si.

5️⃣ “Só se fala do passado.”

Dependendo da abordagem, a terapia pode focar no presente, futuro, competências, regulação emocional, relações e objetivos de vida.

6️⃣ “Ir ao psicólogo é sinal de fraqueza.”

Pelo contrário: pedir ajuda é um ato de coragem e maturidade emocional.

7️⃣ “Psicólogo é igual a psiquiatra.”

Não: o psicólogo trabalha com processos emocionais e comportamentais, o psiquiatra é um médico que pode prescrever medicação. Muitas vezes trabalham em conjunto.

8️⃣ “Psicologia é só conversar; qualquer pessoa pode fazer o mesmo.”

Terapia envolve técnicas, modelos científicos, ética, conceptualização clínica e anos de formação.

9️⃣ “Se eu chorar na terapia, é porque estou a piorar.”

Chorar é muitas vezes um sinal de desbloqueio emocional, não de regressão.

🔟 “Em poucas sessões resolvo tudo.”

Mudança profunda leva tempo — e depende de motivação, vínculo terapêutico, frequência e complexidade das questões.

O trauma não te define — apenas explica o que viveste.Com apoio certo, é possível sentir segurança novamente. 📩 A PsicAl...
30/11/2025

O trauma não te define — apenas explica o que viveste.Com apoio certo, é possível sentir segurança novamente.
📩 A PsicAlma está contigo neste processo.

Perdas Invisíveis”Na prática clínica, chamamos “perdas invisíveis” às experiências de luto que não são socialmente recon...
25/11/2025

Perdas Invisíveis”

Na prática clínica, chamamos “perdas invisíveis” às experiências de luto que não são socialmente reconhecidas, legitimadas ou validadas.
São perdas que ocorrem sem ritual, sem despedida e, muitas vezes, sem testemunhas.

Incluem, por exemplo:
– o fim inesperado de uma relação,
– a perda de expectativas, projetos e identidade,
– mudanças abruptas na estrutura familiar,
– transições de vida não planeadas,
– perdas simbólicas associadas a saúde, autonomia, estabilidade, papéis ou vínculos,
– e todas as experiências que implicam ruptura emocional, mesmo sem perda física.

Apesar de invisíveis para o exterior, estas perdas ativam processos internos complexos:
luto, ansiedade, culpa, confusão, desorganização emocional, e a perceção de vazio ou falta de sentido.

Quando não reconhecidas, estas vivências podem gerar aquilo que, na literatura, se denomina luto não validado, luto ambíguo ou luto desautorizado, dificultando a reorganização emocional e prolongando o sofrimento psicológico.

É fundamental que estas perdas sejam nomeadas, compreendidas e acolhidas em contexto seguro – seja terapêutico, relacional ou pessoal.

Validar o impacto emocional destas experiências é, muitas vezes, o primeiro passo para a integração da perda e reconstrução interna.

Nem todo luto é visível.
Mas todas as perdas merecem reconhecimento e cuidado clínico adequado.

Endereço

Lisbon

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 19:00
Terça-feira 09:00 - 19:00
Quarta-feira 09:00 - 19:00
Quinta-feira 09:00 - 19:00
Sexta-feira 09:00 - 19:00

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