Débora Bento Correia - Psicóloga Clínica

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“Mas é família…”Esta frase tem servido, durante anos, para normalizar o que nunca devia ter sido normalizado.Desrespeito...
20/04/2026

“Mas é família…”

Esta frase tem servido, durante anos, para normalizar o que nunca devia ter sido normalizado.

Desrespeito. Invalidação. Crítica constante.

A ciência não apoia esta ideia. A Teoria da Vinculação, desenvolvida por John Bowlby, mostra que relações próximas só são protetoras quando são seguras.

Sem segurança, há risco. Não proteção.

Relações marcadas por abuso, negligência ou crítica constante estão associadas a: maior risco de ansiedade e depressão, baixa autoestima e dificuldades relacionais.

E a evidência mais recente vai mais longe: relações negativas aumentam o stress fisiológico, o risco de depressão e até o risco de mortalidade.

O corpo não cria exceções porque é família. Reage ao impacto.
E impacto negativo repetido é dano.

Partilhar ADN não transforma uma relação prejudicial numa relação saudável.

💬 Pergunta desconfortável:

Se não fosse família… ainda aceitava este comportamento?

Às vezes, o que chamamos de “lealdade” é só dificuldade em sair de um padrão que nos faz mal.

17/04/2026

Dizemos que somos bons em multitasking. Que conseguimos fazer tudo ao mesmo tempo. Que somos “assim mesmo”: rápidos, práticos, eficientes.

Mas deixem-me fazer-vos uma pergunta desconfortável: Quantas coisas começam… e não acabam? Quantas vezes interrompem algo… e depois demoram a voltar? Quantas tarefas f**am “em aberto” na vossa cabeça o dia inteiro?

E no meio disso tudo… quantas vezes sentem que estão realmente presente no que estão a fazer?

Isto não é sobre falta de tempo. É sobre um cérebro constantemente fragmentado.

E há uma parte ainda mais difícil de admitir: não é só o mundo que nos distrai… nós também nos habituamos a viver em distração.

Notif**ações, estímulos, trocas constantes, ao ponto de o silêncio já parecer estranho. Ao ponto de focar numa única tarefa começar a ser desconfortável.

E depois vem aquela sensação no final do dia: cansaço… mas sem uma verdadeira sensação de conclusão.

Agora, um desafio honesto: conseguem estar 10 minutos seguidos numa tarefa? Sem mudar, sem interromper, sem pegar no telemóvel?

Se a resposta for “não”… talvez o problema não seja produtividade. Talvez seja dependência de estímulo.

E isso muda tudo.

Será que já normalizámos o estar constantemente distraídos?

06/04/2026

Hoje é o Dia Mundial da Atividade Física e há uma pergunta que talvez valha mais do que qualquer plano de treino:

Quando foi a última vez que se mexeu… por si?

Vivemos muitas vezes em “piloto automático”.
Entre tarefas, responsabilidades e cansaço, o movimento passa a ser só mais uma obrigação ou f**a esquecido.

Mas o corpo não precisa de extremos.
Precisa de consistência. De cuidado. De intenção.

🔎 O que nos diz a ciência?
- Apenas 20–30 minutos de atividade física moderada já reduzem signif**ativamente sintomas de ansiedade e depressão
- O movimento regular melhora o sono, a concentração e a regulação emocional
- Não é sobre estética. É sobre saúde mental e física integradas.

E talvez a parte mais importante: Movimento não é castigo. É regulação.

Não tem de ser ginásio.
Não tem de ser intenso.
Não tem de ser perfeito.

Pode ser:
• Uma caminhada sem telemóvel
• Dançar na sala
• Alongar antes de dormir
• Subir escadas com presença

Hoje, não pense em “ter de fazer exercício”.
Pense em: “Como posso cuidar do meu corpo hoje?”

Porque cuidar do corpo… também é cuidar da mente 🤍

Isto pode não ser fácil de ler. Mas é importante! Muitas pessoas dizem que querem mudar. Mas, na prática, querem apenas ...
31/03/2026

Isto pode não ser fácil de ler. Mas é importante!

Muitas pessoas dizem que querem mudar. Mas, na prática, querem apenas aliviar o desconforto… sem tocar naquilo que o causa.

E enquanto isso não muda, tudo o resto repete-se.

Padrões. Relações. Pensamentos.

“A Minha Terapia Diária” não é para quem quer sentir-se melhor por um momento. É para quem está disposto a perceber, mesmo quando isso incomoda.

E tu? Achas que as pessoas querem mesmo mudar… ou só sentir-se melhor?

25/03/2026

Há livros que confortam. E há livros que confrontam.
Este é um convite a parar. Não para fugir do desconforto, mas para o entender. Porque aquilo que evitamos tende a repetir-se. E aquilo que compreendemos pode, finalmente, transformar-se.

Aqui não encontrará atalhos. Encontrará sim perguntas que incomodam. Padrões que deixam de poder ser ignorados.
E verdades que não vêm embrulhadas em frases bonitas.

Não promete leveza imediata.
Mas oferece algo mais duradouro: consciência.

E, a partir daí, escolha.

Se está num momento em que já não quer apenas “aliviar”, mas sim perceber, talvez este livro fale consigo.

Já reparou como evitar dá alívio… mas também limita?Evitar não é fraqueza. É proteção.O seu cérebro está a tentar afastá...
21/03/2026

Já reparou como evitar dá alívio… mas também limita?

Evitar não é fraqueza. É proteção.

O seu cérebro está a tentar afastá-lo do desconforto, do medo, da incerteza. E, no momento, isso resulta. Mas há um custo.

Cada vez que evita reforça a ideia de que não consegue lidar, adia o que precisa de enfrentar e vai, sem se aperceber, encolhendo a sua vida

A mudança não acontece quando deixa de sentir medo.
Acontece quando começa a aproximar-se… apesar dele.

Não de uma vez. Mas pouco a pouco.

Hoje pode ser só isto: f**ar mais um pouco, responder em vez de evitar, dizer uma parte do que ficou por dizer… dar um pequeno passo diferente.

E, com o tempo, o seu cérebro aprende algo novo: “Talvez eu consiga lidar.”

É assim que a confiança se constrói e a mudança acontece.

Se isto fez sentido para si, guarde esta publicação 🤍

Evitar parece ajudar.Alivia. Dá a sensação de controlo. Protege do desconforto, pelo menos naquele momento.Mas há algo i...
20/03/2026

Evitar parece ajudar.

Alivia. Dá a sensação de controlo. Protege do desconforto, pelo menos naquele momento.

Mas há algo importante que muitas vezes passa despercebido: aquilo que evita… não desaparece.

F**a.
Repete-se.
Cresce.

E, aos poucos, começa a ocupar cada vez mais espaço. Nas suas decisões, nos seus pensamentos, na forma como vive.

Sem se aperceber, a sua vida começa a organizar-se à volta disso.

Não porque não é capaz. Não porque é fraco. Mas porque o seu cérebro está a tentar protegê-lo.

O problema é que aquilo que protege a curto prazo… pode aprisionar a longo prazo. E quanto mais evita, menos confia em si. Menos acredita que consegue lidar.

Talvez por isso a questão não seja evitar. Talvez seja aprender a enfrentar com segurança, ao seu ritmo, com as ferramentas certas.

Agora diga-me: O que é que tem vindo a adiar… que sabe que precisa de enfrentar?

Guarde esta publicação para quando sentir vontade de evitar outra vez.

18/03/2026

E se um livro não fosse para ler do início ao fim?

E se fosse para abrir exatamente onde dói… ou onde faz mais sentido agora?

Este não é um livro de respostas rápidas.
É um livro para acompanhar, nos dias bons, nos dias difíceis e nos dias em piloto automático.

Fala de emoções, ansiedade, culpa, relações, decisões difíceis.
Fala daquilo que quase ninguém nos ensina a gerir… mas que todos sentimos.

E, acima de tudo, oferece ferramentas reais para pensar melhor no meio do ruído (interno e externo) que tantas vezes se faz ouvir.

Talvez não precise de ler tudo. Talvez precise só do capítulo certo… no momento certo.

✨ Qual seria o capítulo que abriria hoje?

Quantas vezes chega ao fim do dia e pensa: “Nem sei bem o que fiz hoje.”Cumprimos tarefas.Respondemos a mensagens.Resolv...
16/03/2026

Quantas vezes chega ao fim do dia e pensa: “Nem sei bem o que fiz hoje.”

Cumprimos tarefas.
Respondemos a mensagens.
Resolvemos problemas.
Corremos de um lado para o outro.

Mas muitas vezes fazemos tudo isso em piloto automático.

O nosso cérebro cria rotinas automáticas para poupar energia.
O problema é que, quando passamos demasiado tempo nesse modo, a mente começa a vaguear entre preocupações, problemas e pensamentos repetitivos.

E isso consome mais energia mental do que imaginamos.

Não é raro que o cansaço que sentimos no final do dia não venha apenas do que fizemos… Mas de quanto tempo passámos desligados do momento presente.

Às vezes, pequenas pausas de atenção - como sentir a respiração, saborear um café ou caminhar com consciência - ajudam o cérebro a sair desse ciclo.

Não precisamos de viver devagar o tempo todo. Mas quando vivemos sempre em automático, a vida continua a acontecer…
mas muitas vezes quase sem darmos por ela.

💬 Em que momentos do dia sente que está mais em piloto automático?

15/03/2026

Nem tudo o que nos irrita é irrelevante. Às vezes é exatamente o contrário.

Quando um tema nos incomoda muito, pode ser um sinal de que ele toca num ponto onde ainda há resistência, dor ou simplesmente algo que ainda não sabemos bem como olhar.

Muitas pessoas cresceram a acreditar que pedir ajuda é fraqueza. Que falar de emoções é exagero. Que parar é perder tempo. Que “aguentar” é sinal de força. Mas a verdade é que ignorar não resolve, apenas adia.

E aquilo que adiamos tende a voltar. Em forma de cansaço constante. Irritabilidade. Ansiedade. Distância nas relações. Ou aquela sensação de estar sempre em esforço.

A resistência nem sempre é sinal de discordância. Às vezes é apenas o primeiro contacto com algo que ainda não estamos preparados para reconhecer. E isso é humano.

O importante não é concordar com tudo o que vê aqui. É conseguir, pelo menos por um momento, perguntar-se porquê.

Porque às vezes aquilo que mais rejeitamos… é exatamente aquilo que mais precisamos de compreender.

13/03/2026

A maior parte das mudanças falha por uma razão simples: as pessoas confundem sentir vontade com estar comprometido.

Esperamos pelo momento certo.Pelo dia em que vai “apetecer”. Pela energia perfeita. Mas a verdade é menos romântica do que isso.

Quase tudo o que realmente muda a nossa vida acontece em dias normais.
Dias em que estamos cansados.
Dias em que não temos grande vontade.
Dias em que fazemos porque decidimos fazer, não porque sentimos vontade. É aí que se constrói identidade.

Não é o dia em que começou. É o dia em que continuou mesmo sem vontade.

Porque consistência não é intensidade. É repetição suficiente para o cérebro começar a reconhecer aquilo como parte de quem somos.

E quando isso acontece, deixa de ser esforço. Passa a ser padrão.

💬 Diga-me nos comentários: Em que área da sua vida está à espera de motivação para começar?

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