Psicóloga Clínica_Susana Martinho de Oliveira

Psicóloga Clínica_Susana Martinho de Oliveira Psicóloga Clínica & Psicoterapeuta
Formação & Supervisão
Especialista em Psicologia Clínica e da Saúde
Especialista em Trauma

Portugal vive momentos muito difíceis nestes últimos 2 dias, após a tempestade Kristin.Casas destruídas, 5 mortos e algu...
29/01/2026

Portugal vive momentos muito difíceis nestes últimos 2 dias, após a tempestade Kristin.
Casas destruídas, 5 mortos e alguns feridos, pessoas desalojadas, negócios perdidos, centenas de milhares de pessoas sem eletricidade, pessoas que ainda não foram socorridas, comunidades inteiras profundamente afetadas...

Quando falamos de catástrofes naturais, falamos de ameaça direta à vida.
Do ponto de vista do trauma, o que mais marca não é apenas o acontecimento em si, mas sim a experiência de impotência e a sensação de que não há ninguém que venha em nosso socorro.

A neurobiologia do trauma é clara: quando estamos com medo e alguém aparece para ajudar,
o sistema nervoso recebe uma mensagem essencial- não estou sozinho- e isso previne traumatização.

Em situações de stress intenso e ameaça à vida,
o corpo mantém uma resposta de stress elevada por cerca de 24–48 horas.
A forma de proteger pessoas e comunidades não é exigir força, é reduzir essa ativação!

Como?

✔️garantindo necessidades básicas (abrigo, comida, segurança);

✔️reduzindo gatilhos (ativadores de stress) desnecessários;

✔️ promovendo presença humana reguladora;

✔️ assegurando contacto com quem é signif**ativo;

✔️ mobilizando redes de ajuda visíveis: proteção civil, bombeiros, profissionais de saúde, autarquias, voluntários.

Quando comunidades se organizam para proteger,
quando o socorro chega,
quando alguém diz “estou aqui”,
não estamos apenas a ajudar,
estamos a aumentar a probabilidade de recuperação
e a prevenir trauma a longo prazo, em pessoas e comunidades inteiras.

Este é um momento em que a presença salva! 🫂

👉 Se podes ajudar, envolve-te através das redes oficiais e comunitárias.
👉 Se estás a viver isto de perto, não atravesses sozinho.
👉 Partilha este post — compreender também regula.

Quando o corpo deixa de ser visto como exagerado, pode finalmente começar a ser escutado.O trauma relacional não é uma f...
21/01/2026

Quando o corpo deixa de ser visto como exagerado, pode finalmente começar a ser escutado.

O trauma relacional não é uma falha pessoal.
É uma adaptação a relações que não foram suficientemente seguras.

É por isso que, para muitas pessoas, o sofrimento aparece quando se aproximam, confiam, dependem ou se ligam emocionalmente a alguém.

Muitas reações emocionais e comportamentais não são escolhas conscientes. É o cérebro a reproduzir o que lhe é familiar. São respostas neurobiológicas a contextos antigos que ajudaram o corpo a proteger-se!

Compreender isto não resolve tudo, mas devolve algo essencial: sentido sem culpa.

👉 Guarda este post se te ajudou a compreender-te com mais gentileza.

Desde menina que observo o mundo com olhos curiosos. Diziam que era distraída, mas eu estava só a observar e a escutar o...
08/01/2026

Desde menina que observo o mundo com olhos curiosos. Diziam que era distraída, mas eu estava só a observar e a escutar o que não se dizia.

Aos 14 anos decidi ser psicóloga e isso já dizia tanto sobre mim! Aos 18 fui para a Universidade de Coimbra estudar e a cidade encantou-me, moldou-me, deu-me tempo e espaço para crescer e viver.

Aos 22, regressei para Lisboa e comecei a minha vida profissional na Consulta de Stress Traumático do antigo Hospital Júlio de Matos. Ali mergulhei no universo do trauma e nunca mais parei de cuidar, de estudar, de me especializar.

Foi desse percurso, que nasceu a Lifemeaning Psicologia em 2022, com o olhar que trago para as pessoas: não apenas o que as feriu, mas aquilo que ainda desejam viver, sentir e recomeçar.

Hoje, continuo a acompanhar pessoas e também a formar psicólogos com um olhar mais humano, informado e integrativo. 🤍

O trauma continua a ser o centro do meu trabalho e da minha missão, porque acredito que falar sobre trauma é um ato de amor.

📍Falar de trauma é aprender a reconhecer trauma para prevenir traumatização!

Acredito que uma sociedade informada para o trauma é uma sociedade mais empática, mais humana e mais saudável.

✨ Bem-vinda/o a este espaço.
Se acreditas que a psicologia pode ser um lugar de transformação profunda, estás no sítio certo.

E se crescer for… desacelerar?✨ Menos correria, menos exigência, menos medo de f**ar para trás; ✨ Mais regulação, mais v...
01/01/2026

E se crescer for… desacelerar?
✨ Menos correria, menos exigência, menos medo de f**ar para trás;
✨ Mais regulação, mais verdade no corpo, mais escuta do que realmente importa.

Nem todo progresso faz "barulho".
Às vezes, o que mais cura é o que ninguém vê:
- Um limite colocado com ternura.
- Uma pausa respeitada.
- Um “não” que te devolve a ti.

Não é preciso que 2026 traga euforia, mas o importante é que traga chão, presença e aquela força silenciosa de quem decide viver com mais verdade.

Que venha um ano inteiro de passos lentos, mas com direção, porque isso também é crescimento e resiliência, e é mais do que suficiente...

Bem-vindo 2026 e que o vosso ano venha pleno de sentido! 🧡

Nem todos os corações brilham no ritmo das luzes de Natal.Para muitas pessoas, e talvez para ti, esta época ativa memóri...
25/12/2025

Nem todos os corações brilham no ritmo das luzes de Natal.
Para muitas pessoas, e talvez para ti, esta época ativa memórias de dor, ausência, exigência, solidão.

Quero lembrar-te com carinho:

- está tudo bem se sentires demais, ou de menos;

- está tudo bem se precisares de silêncio, espaço ou pausa;

- está tudo bem se o teu Natal não parecer com o das imagens perfeitas.

Aquilo que és é sempre mais importante do que aquilo que esperam de ti.
Este pode ser um tempo de regressar ao essencial, ao corpo, ao vínculo, à segurança possível.

Obrigada por caminhares comigo este ano, na missão de reconhecer, tratar e prevenir trauma, para cuidarmos melhor de nós e dos outros. 🧡

Desejo-te um Natal com o que for mais verdadeiro,
mesmo que pequeno, mesmo que diferente...

Com carinho,

Susana

A maior parte dos psicólogos aprende a trabalhar trauma pela narrativa, mas a neurobiologia  mostra outra coisa.É  por i...
08/12/2025

A maior parte dos psicólogos aprende a trabalhar trauma pela narrativa, mas a neurobiologia mostra outra coisa.

É por isso que tantos pacientes dizem: “Não sei explicar…”, “Não consigo falar disso…”

Não é bloqueio emocional nem resistência; é o sistema nervoso a fazer o que sabe fazer para manter a vida.

Se trabalhamos trauma sem compreender estes mecanismos, corremos o risco de acelerar um corpo que ainda está em ameaça e aumentar a desregulação em vez da segurança.

👉 A clínica transforma-se quando deixamos de trabalhar apenas a história e começamos a trabalhar o estado dos sistema nervoso e o corpo do nosso cliente.

Se quiseres aprofundar neurobiologia do trauma de forma aplicada e clínica, f**a por perto.

📍 Estou a preparar algo que pode transformar a tua prática. 🧡

✨ E se, este ano, o Natal começasse com menos correria… e mais conexão?Dezembro pode ser uma época bonita, mas também é ...
01/12/2025

✨ E se, este ano, o Natal começasse com menos correria… e mais conexão?

Dezembro pode ser uma época bonita, mas também é uma época que pode "pesar".

Para muitos, não traz só alegria: traz a necessidade de acabar os pendentes de final de ano, traz exaustão, traz "mais tempo de presença" em relações difíceis, traz expectativas familiares, traz silêncios, traz a pressão para estar bem...

O CORPO sente quando estamos a ultrapassar os limites, mesmo quando tentamos ignorar.

Por isso, este ano, faz-te a ti próprio(a) uma pergunta:
“De que precisa o meu corpo agora para se sentir seguro e acalmar?

📍Durante 24 dias, vamos partilhar o advento da regulação, um convite a estar com o corpo e a trazer mais segurança interna.

👉 Esta jornada é para psicólogos, terapeutas, cuidadores, mães, pais, estudantes, para todos os que sentem que dezembro pesa e desejam atravessá-lo com mais presença, calma e sentido.

🎁 Começamos HOJE, 1 de dezembro.

É gratuito e exclusivo para quem estiver na nossa Comunidade LifeMeaning Raiz ( 👉 entra no link 🔗 da bio)

A maior armadilha no trabalho com trauma é esta: intervir antes do corpo do cliente estar em segurança.Não é falta de té...
28/11/2025

A maior armadilha no trabalho com trauma é esta: intervir antes do corpo do cliente estar em segurança.

Não é falta de técnica e também pode não ser falta de experiência.
É o estado do sistema nervoso que dita quando a intervenção pode funcionar:
- Quando o corpo está em ameaça → o cliente não integra;
- Quando não vê saída → desliga;
- Qualquer intervenção feita aqui, intensif**a o estado de sobrevivência do nosso cérebro.

Trabalhar trauma exige outra velocidade:
• mais presença,
• mais leitura somática,
• mais segurança,
• e menos urgência para “resolver”.

✨A técnica psicoterapêutica ganha potência quando o corpo está pronto, e isso começa sempre pela segurança, não pela narrativa.

📍 Se queres aprofundar trauma com neurociência, corpo e clínica aplicada, acompanha este perfil e entra na newsletter LifeMeaning Insights.
Há muito mais por vir! 🤍

Quando ouvimos alguém dizer “Não somos super heróis, o corpo tem limites”, como aconteceu recentemente  com o Nuno Markl...
26/11/2025

Quando ouvimos alguém dizer “Não somos super heróis, o corpo tem limites”, como aconteceu recentemente com o Nuno Markl, é difícil não parar para pensar: sobre o que lhe aconteceu, sobre nós, sobre como vivemos, sobre como ignoramos sinais e sobre como forçamos o corpo a aguentar mais um pouco...

Muitos adultos não sabem parar e isto não é falta de disciplina nem fraqueza. Muitas vezes é neurobiologia moldada muito cedo na vida.

Na primeira infância, existe uma fase de desenvolvimento essencial em que o corpo aprende, ou falha em aprender, algo básico:
“Quando eu preciso… alguém vê?”
“Quando eu estou cansado… alguém abranda comigo?”
“Quando peço colo… há colo?”

Quando isto não acontece, o sistema nervoso cria outra lógica de sobrevivência: tens de funcionar no excesso para seres visto, descansar é desconfortável, sentir necessidade é fraqueza.

Então crescemos a viver assim, sempre num próximo objetivo e esforço, sempre a ultrapassar o corpo, sempre numa busca incessante dopaminérgica.
Até que o corpo… puxa o travão.

📍 Não é sobre o presente, é sobre como o corpo aprendeu a sobreviver: a priorizar o fazer em vez do sentir, a avançar mesmo cansado, a confundir urgência com segurança.

👉 Hoje deixo apenas uma pergunta: O teu corpo tem-te pedido pausa… e tem sido ouvido?

🌿 Porque cuidar do corpo não é um luxo, é o começo da prevenção e a forma de continuar inteiro e com presença!

17/11/2025

Antes da consciência verbal, o corpo do nosso cliente já deu toda a informação: segurança, ameaça, congelamento, aproximação, está tudo ali na sessão.

A clínica falha quando não vemos o que o corpo do nosso cliente (e o nosso) já mostrou!

Se não sabes ler o corpo, estás a perder metade da sessão e, provavelmente, a metade mais importante.

Psicólogo(a), o que aconteceria à tua prática clínica, se começasses a intervir a partir do que o corpo revela e não apenas do que o teu cliente narra?

📍 F**a por aqui neste perfil, que vamos aprofundar isso juntos. ☺️

Hoje é Dia Mundial e combate ao Bullying!Dizem que o Bullying “sempre existiu”.Mas hoje há algo que o torna ainda mais d...
20/10/2025

Hoje é Dia Mundial e combate ao Bullying!
Dizem que o Bullying “sempre existiu”.
Mas hoje há algo que o torna ainda mais devastador:
há plateia, há vídeos, partilhas, comentários, repetições.

A humilhação, o abuso e a violência tornaram-se num evento público, viral… e permanente.
O recreio já não é o único palco. Hoje o bullying continua nos grupos de WhatsApp, nas redes sociais, nos olhos de quem grava e não intervém.

Aquilo a que muitos chamam de “coisas de crianças ou adolescentes” é, na verdade, uma experiência de humilhação crónica, com potencial traumático real.

Não, nem todo o bullying se transforma em PTSD, mas gera traumatização.
Na prática clínica, vejo o que f**a: quadros de depressão, fobia social, ataques de pânico, isolamento extremo, ideação suicida. E sim, os casos de suicídio em adolescentes são, muitas vezes, a consequência última de uma dor que foi ignorada.

Por isso, hoje, este não é apenas um dia de alerta.
É um dia para lembrar que o bullying pode deixar trauma, e o trauma, se não for reconhecido, continua a ser vivido em silêncio e a ser repetido.

Como psicóloga clínica e especialista em trauma, digo com clareza:
O trauma não começa no momento mais violento.
O trauma começa na solidão de não ser protegido e de se f**ar a sobreviver no congelamento! 💔💔

A nossa saúde mental começa cedo, quando crescemos a sentir que somos acolhidos, aceites e amados!É nas relações que apr...
10/10/2025

A nossa saúde mental começa cedo,
quando crescemos a sentir que somos acolhidos, aceites e amados!

É nas relações que aprendemos o que é segurança,
e é também nelas que, muitas vezes, o trauma se forma, quando o amor vem com medo, silêncio ou ausência.

Reconhecer o trauma é reconhecer o que faltou.
É prevenir que as feridas se repitam.
É o primeiro passo para criarmos uma sociedade mais amorosa, humana e saudável!

✨ Falar de trauma é cuidar da saúde mental.
É trazer consciência, presença e ciência ao cuidado.

Hoje, Dia internacional da Saúde Mental, abri espaço para esta conversa, no Workshop Transformar o Trauma – 3ª edição.

Porque compreender é o primeiro passo para prevenir e para curar. 🧡

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