27/04/2026
Receitaram um corticoide ao teu filho. E tu foste ao Google.
Encontraste efeitos secundários. Leste sobre hormonas, sobre crescimento, sobre dependência.
E o medo instalou-se.
Eu sei. Porque é exatamente o que acontece a quase todas as mães.
Mas deixa-me dizer-te uma coisa que devia estar escrita a negrito em todos esses artigos: o corticoide inalado não é o mesmo que o oral.
O oral entra em todo o corpo.
É potente. É para situações agudas.
Ninguém discute que tem impacto sistémico.
O inalado chega diretamente ao pulmão.
Em doses muito pequenas.
Sem percorrer o corpo todo da mesma forma.
É a diferença entre apagar um incêndio em toda a casa
ou tratar só do quarto onde o fogo começou.
Quando há inflamação crónica nas vias aéreas e muitas vezes há, mesmo quando não se vê -
o corticoide inalado é o que permite que o teu filho durma uma noite inteira.
Brinque sem tossir.
Vá à escola sem acabar na urgência.
Usar diariamente, com a dose certa e a técnica certa, não é exagero.
É prevenção.
O medo da medicação é legítimo.
Mas tomar decisões com base no medo, sem informação, também tem consequências.
Se tens dúvidas sobre o que estão a dar ao teu filho, fala com quem te pode explicar com clareza.
E se conheces uma mãe que está nesta dúvida agora, envia-lhe este vídeo.
Pode fazer diferença.