01/12/2025
GUINÉ-BISSAU REGISTA LIGEIRA REDUÇÃO DE PREVALÊNCIA DO VIH, MAS SITUAÇÃO CONTINUA “PREOCUPANTE”, REVELA SECRETARIADO NACIONAL DE LUTA CONTRA SIDA
A Secretária Executiva do Secretariado Nacional de Luta Contra Sida (SNLS), Fatumata Diaraye Diallo, revelou que a Guiné-Bissau registou uma ligeira redução da prevalência do VIH/SIDA, situando-se atualmente em 2,4%. Apesar do avanço, a responsável alerta que o país vive um momento “preocupante”, marcado por cortes de financiamento dos maiores doadores internacionais, o que coloca novos desafios à resposta nacional.
Em entrevista à Rádio Sol Mansi, no âmbito das celebrações do Dia Mundial de Luta Contra a Sida, assinalado esta segunda-feira, 1 de dezembro, Fatumata Diallo, sublinhou que a redução do apoio internacional agrava as vulnerabilidades do sistema de saúde e ameaça comprometer os progressos alcançados.
Dados divulgados em 2024 pelo Instituto Nacional de Saúde Pública (INASA) indicam que, nas 11 regiões sanitárias avaliadas, os indicadores do VIH têm aumentado, com maior incidência nas regiões de Biombo, Tombali e no Setor Autónomo de Bissau, um sinal de alerta que exige, segundo Diallo, uma resposta urgente e coordenada.
Em 2024, estima-se que 34 mil pessoas vivem com VIH na Guiné-Bissau. No entanto, apenas 77% conhecem o seu estado serológico, número ainda distante da meta global estabelecida pela ONUSIDA, que exige que 95% das pessoas com VIH saibam que estão infetadas até 2030.
Face às crescentes dificuldades, Diaraye Diallo reforçou o apelo ao Governo e aos parceiros internacionais para que intensifiquem o apoio ao Secretariado Nacional de Luta Contra Sida, alertando que o país corre o risco de enfrentar um retrocesso perigoso no combate à doença.
A responsável defende que é imperativa a revisão do Plano Estratégico Nacional de resposta ao VIH, de forma a adaptá-lo ao atual contexto de desafios financeiros e ao aumento de novos casos em várias regiões.
Assinalado a 1 de dezembro, o Dia Mundial de Luta Contra a Sida continua a ser um momento crucial para reforçar ações de combate ao preconceito, à desinformação e ao estigma associados ao VIH, além de renovar o compromisso global com a proteção das pessoas afetadas e a melhoria das políticas de saúde pública.
RSM: 01.12.2025