Isa Silvestre - Psicóloga Clínica

Isa Silvestre - Psicóloga Clínica http://www.isasilvestre.com/ Serviços de Psicoterapia, Consultoria e Orientação Vocacional. Intervenção individual ou grupo/familiar e personalizada.

Viver em alerta constante não significa que haja algo de errado com o seu sistema nervoso.Quando o organismo passa demas...
30/04/2026

Viver em alerta constante não significa que haja algo de errado com o seu sistema nervoso.

Quando o organismo passa demasiado tempo sob pressão, começa a adaptar-se a funcionar em níveis elevados de ativação. Este processo é uma resposta biológica normal: o corpo tenta proteger-nos mantendo-nos preparados para reagir.

O problema surge quando essa adaptação deixa de ser temporária e se transforma no estado habitual do sistema nervoso.

Nessa fase, muitas pessoas começam a sentir que vivem sempre em esforço: não porque estejam a fazer algo “errado”, mas porque o organismo passou demasiado tempo a funcionar em modo de proteção.

É por isso que compreender como o sistema nervoso regula o alerta e recupera segurança é tão importante para quem vive com stress crónico, ansiedade persistente ou sinais de burnout.

Não se trata apenas de descansar mais. Trata-se de ajudar o corpo a voltar a reconhecer estados de segurança e equilíbrio.

Estou a preparar algo mais aprofundado sobre este tema. Muito em breve vou revelar mais. Esteja atento/a 🙂

29/04/2026

Há pessoas que vivem em estado de alerta há tanto tempo
que deixam de o reconhecer.

Não porque não exista sofrimento, mas porque se tornou familiar.

Funcionar assim todos os dias - com tensão, preocupação constante, dificuldade em desligar - acaba por parecer “normal”.

Mas quando o corpo e a mente permanecem em sobrecarga durante muito tempo, isso começa a refletir-se:
👉🏻 na energia,
👉🏻 na irritabilidade,
👉🏻 na forma como se reage
👉🏻 e até na capacidade de descansar.

Reconhecer estes sinais é perceber que algo precisa de atenção.

Nos próximos dias, vou aprofundar este tema e explicar como é possível sair deste estado de alerta e recuperar o bem estar emocional.

Assumir o erro e pedir desculpa continua a ser, para muitas pessoas, um dos maiores desafios emocionais.Não porque não r...
28/04/2026

Assumir o erro e pedir desculpa continua a ser, para muitas pessoas, um dos maiores desafios emocionais.

Não porque não reconheçam o que aconteceu, mas porque isso implica confrontarem-se com partes de si que são difíceis de integrar: a falha, a imperfeição, a vulnerabilidade.
Do ponto de vista psicológico, é importante distinguir culpa de vergonha.
A culpa diz: “eu fiz algo errado”.

A vergonha diz: “há algo de errado em mim”.
E é muitas vezes a vergonha que bloqueia a reparação.

Quando estamos em lugares de maior responsabilidade — enquanto pais, educadores, líderes ou figuras de referência — este movimento torna-se ainda mais relevante. Porque não estamos apenas a gerir um erro.

Estamos a modelar a forma como o outro aprende a lidar com os seus próprios erros.
Pedir desculpa de forma genuína é um processo interno que se traduz externamente em responsabilidade, empatia e disponibilidade para reparar.
E é isso que sustenta relações emocionalmente seguras.

Mais importante do que perguntar “como evitar errar?” é sim questionar: “como é que eu me responsabilizo quando erro?”
Faz sentido para si?
Que lugar tem o pedido de desculpa nas suas relações?

28/04/2026

Muitas pessoas vivem anos a sentir algo difícil… sem saber exatamente o que é.
A culpa e a vergonha podem ferir silenciosamente a autoestima.

Saber identificar a diferença entre estas duas emoções permite-nos deixar de atacar quem somos e passar a compreender o que sentimos.

A culpa aparece quando reconhecemos um erro. Apesar de desconfortável, pode abrir espaço para reparar, aprender e seguir em frente.

A vergonha é diferente. Não questiona o comportamento... questiona o valor da pessoa. Não diz “errei”. Diz “há algo de errado comigo”.

E quando esta mensagem se repete ao longo do tempo, instala-se uma sensação persistente de inadequação: de não ser suficiente, de não corresponder, de precisar esconder partes de si.

Por isso, compreender estas emoções é um passo importante para cuidar da autoestima.
Não para deixar de sentir culpa ou vergonha, pois ambas fazem parte da experiência humana, mas para não permitir que definam quem somos.

Porque errar faz parte da vida.
Confundir o erro com quem somos é que nos prende.

🔖 Guardar este post pode ajudar a reconhecer estas emoções quando aparecem.
🔁 Partilhar pode ajudar alguém que esteja a carregar vergonha em silêncio.

27/04/2026

O Noah partilhou em televisão a sua vulnerabilidade, com verdade e coragem. 🙏

Ser quem se é ainda pode ser um caminho solitário para muitas pessoas. Não por falta de clareza interna, mas por excesso de ruído externo — julgamentos, expectativas, ideias pré-definidas sobre o que é “aceitável”.

É por isso que, enquanto sociedade, o nosso papel não é validar identidades. É respeitá-las.

A empatia não começa quando entendemos tudo. Começa quando escolhemos não magoar, mesmo sem compreender completamente.

E, na prática clínica, isso é um princípio inegociável: criar um espaço seguro onde cada pessoa possa explorar, integrar e afirmar quem é, sem medo.

Muito obrigada pela confiança e pela oportunidade de continuar a construir espaços onde há mais escuta do que julgamento, mais presença do que opinião e mais humanidade em cada conversa. 🧡



Ao longo da história, a falta de liberdade esteve muitas vezes associada à impossibilidade de falar, de discordar ou de ...
25/04/2026

Ao longo da história, a falta de liberdade esteve muitas vezes associada à impossibilidade de falar, de discordar ou de expressar ideias.

Hoje vivemos numa sociedade livre. Mas, em saúde mental, vemos frequentemente outro tipo de silêncio: o silêncio emocional.

Muitas pessoas cresceram em ambientes onde determinadas emoções não tinham espaço. Onde chorar era visto como exagero, onde a vulnerabilidade era interpretada como fraqueza ou onde pedir ajuda parecia sinal de incapacidade.

Com o tempo, essas mensagens transformam-se em regras internas.

E é assim que algumas pessoas continuam a viver com uma espécie de autocensura emocional: sentem muito, mas dizem pouco

O problema é que as emoções que não encontram espaço para serem reconhecidas ou expressas não desaparecem. Muitas vezes acabam por surgir de outras formas: tensão constante, ansiedade, irritabilidade ou dificuldade nas relações.

Neste Dia da Liberdade, talvez possamos lembrar que a liberdade também pode passar por algo simples e profundamente humano: permitir-se sentir. Dar nome ao que se passa por dentro e procurar apoio quando é necessário!

24/04/2026

Há gestos que parecem simples, mas que dizem muito sobre aquilo que ensinamos às crianças.

No Dia do Beijo falei sobre carinho, afeto e conexão, mas há um ponto essencial que não podemos ignorar: o respeito pelo corpo e pela vontade do outro começa cedo.

Quantas vezes ouvimos:
“Dá um beijinho ao tio.”
“Vá, não sejas mal-educado.”
“Só um beijinho, não custa nada.”

Mas custa quando não é sentido.
Custa quando é imposto.
Custa quando a criança aprende que deve ignorar o seu desconforto para agradar ao outro.

Ensinar uma criança que pode dizer “não” a um beijo não é falta de educação, é educação emocional, é autonomia, é proteção.

O afeto não se exige. Constrói-se.
E, quando é verdadeiro, nunca precisa de ser forçado.

“Não é não.”

Que possamos criar espaço para gestos livres, seguros e com significado.

Com carinho, .oficial e 🧡

📍Programa Bom Dia Alegria, na e , no dia 13 de abril, às 10h00.

Muitas vezes pensamos no stress apenas como algo negativo que precisamos de eliminar.Mas uma das ideias que muitos leito...
23/04/2026

Muitas vezes pensamos no stress apenas como algo negativo que precisamos de eliminar.

Mas uma das ideias que muitos leitores dizem ter mudado a forma como olham para o stress é perceber que o problema raramente é sentir stress.

O problema surge quando o stress deixa de ser pontual e passa a ser o estado habitual do organismo.

Quando o corpo vive demasiado tempo em alerta, começa a adaptar-se a esse nível de ativação. E aquilo que deveria ser uma resposta temporária transforma-se num padrão.

Compreender esta diferença muda a forma como lidamos com o stress: em vez de tentar simplesmente “aguentar mais”, começamos a procurar formas de regular o sistema nervoso e a recuperar equilíbrio.

📚 No livro Gerir 1 Ano de Stress falo precisamente sobre como o stress aparece ao longo do dia-a-dia e sobre estratégias práticas para lidar com ele de forma mais consciente.

💬 Neste Dia Mundial do Livro, gostava de saber:
Houve algum livro que tenha mudado a forma como vê algum aspeto da vida? 📖

22/04/2026

Dei uma entrevista para o telejornal na , sobre os riscos da inteligência artificial e o uso do ChatGPT como “psicólogo”.

Falámos sobre a facilidade de acesso a respostas rápidas que podem parecer apoio emocional, mas que não substituem acompanhamento profissional nem garantem segurança em situações mais delicadas.

A IA pode informar e orientar, mas não avalia contexto clínico, não cria vínculo terapêutico e pode reforçar padrões errados sem intenção.

21/04/2026

Dei uma entrevista à , do , sobre o jogo Roblox e o impacto que pode ter no desenvolvimento das crianças.

Falámos sobre a exposição a desconhecidos, conteúdos nem sempre adequados à idade e a facilidade com que o jogo pode levar a longas horas de ecrã sem supervisão.

Não é “bom” nem “mau” por si só: o problema está na falta de acompanhamento e de limites claros.

Se sente que nunca consegue desligar, o problema pode não ser falta de descanso.Muitas pessoas acreditam que vivem cansa...
20/04/2026

Se sente que nunca consegue desligar, o problema pode não ser falta de descanso.

Muitas pessoas acreditam que vivem cansadas porque trabalham demasiado ou porque não conseguem “relaxar como deviam”.

Mas, muitas vezes, o que está a acontecer é diferente: o sistema nervoso habituou-se a viver em estado de alerta.

Quando o stress se prolonga durante demasiado tempo, o organismo adapta-se para funcionar em modo sobrevivência. O corpo continua a responder às exigências do dia a dia, mas fá-lo com um nível de ativação que nunca chega verdadeiramente a baixar.

É por isso que experiências como dificuldade em desligar, ansiedade persistente, irritabilidade ou cansaço constante são cada vez mais comuns.

Não porque haja falta de força de vontade.
Mas porque o sistema nervoso humano não foi desenhado para permanecer continuamente em alerta.

Compreender os mecanismos que mantêm o organismo neste estado é um passo essencial para começar a regular o sistema nervoso e reduzir o impacto do stress prolongado.

Estou a preparar algo mais aprofundado sobre este tema.
Fique atento/a

17/04/2026

Nem todas as dietas são inocentes. Algumas são o início de um problema sério.

Muitas começam de forma aparentemente inofensiva.
Um plano “para melhorar hábitos”.
Um desafio para “controlar melhor o corpo”.
Ou a promessa de finalmente se sentir bem consigo próprio.

No início parece disciplina, organização e/ou força de vontade. Mas há um momento em que algo muda.

Quando comer deixa de ser natural.
Quando cada refeição passa a ser calculada.
Quando a comida começa a ocupar demasiado espaço na cabeça.

E aquilo que começou como “cuidar de si”, transforma-se lentamente numa relação de vigilância constante com o corpo.

É aqui que muitas perturbações do comportamento alimentar começam.
Não com um problema visível. Mas com regras rígidas, culpa silenciosa e medo de errar.

Por isso é tão importante falar sobre isto.
Porque quanto mais cedo estes sinais são reconhecidos, maior é a possibilidade de interromper o ciclo antes que o sofrimento se instale.

Se este tema lhe fez pensar em alguém, ou em si, não ignore.
🔖 Guarde este post para rever estes sinais com mais atenção.
📩 Partilhe com alguém que possa precisar de ouvir esta mensagem.

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