Clínica De Reumatologia - Dr Paulo Clemente Coelho

Clínica De Reumatologia - Dr Paulo Clemente Coelho CLÍNICA DE REUMATOLOGIA

Dr Paulo Clemente Coelho

As doenças reumáticas são as mais frequentes e conduzem ao sofrimento e incapacidade.

As queixas originadas por estas doenças podem ser muito semelhantes, sendo em si mesmo as doenças muito diferentes, pelo que é necessária uma avaliação especializada para a sua definição. Na consulta de Reumatologia avaliamos sintomas e sinais da doença, para determinação de um diagnóstico e um esquema de tratamento adaptado ao doente e à doença. Entre as várias doenças reumáticas salientamos: Art

rose, Osteoporose, Artrite Reumatóide, Lupus, Esclerodermia e fenómeno de Raynaud, Síndrome de Sjogren, Tendinites e Bursites, Síndrome do Canal Cárpico, Fibromialgia, Lombalgia, Ciática e outras patologias causadoras de sofrimento, dor e incapacidade. INSCRITO NA ORDEM DOS MÉDICOS Nº 30305 - REUMATOLOGIA

DIA NACIONAL DO DOENTE COM ARTRITE REUMATÓIDE – O QUE DIZER?No dia 5 de Abril dedicamos o dia a uma das doenças mais imp...
06/04/2026

DIA NACIONAL DO DOENTE COM ARTRITE REUMATÓIDE – O QUE DIZER?

No dia 5 de Abril dedicamos o dia a uma das doenças mais importantes (não das mais frequentes) do grupo das doenças reumáticas: a Artrite Reumatóide.
A Artrite Reumatoide é uma doença articular crónica, caracterizada pela inflamação das articulações, pela sua destruição e deformação progressiva, principalmente quando não tratada nos primeiros tempos da sua evolução.
A doença tende a permanecer durante anos, lesando a cartilagem articular, os tendões, os ligamentos e o próprio osso.
As articulações mais atingidas são as das mãos e pés, mas, qualquer articulação o pode ser, geralmente de forma aditiva (novas articulações inflamadas vão-se juntando às anteriores) e simétrica (envolve ambos os lados do corpo). O doente refere também que as articulações estão muito rígidas ao acordar (rigidez matinal) e que essa rigidez leva uma boa parte da manhã a passar. As dores podem ser predominantemente noturnas e, por vezes, são atingidos outros órgãos além das articulações (os olhos, os pulmões, o coração, o rim, a pele, etc).
O curso da doença, sem tratamento, é geralmente progressivo causando uma grande incapacidade para as tarefas do dia a dia.
A doença atinge menos de 1% da população, sendo as mulheres atingidas numa frequência 2 a 3 vezes superior à dos homens. Apesar da idade mais frequente de aparecimento ser entre os 30 e os 50 anos, a Artrite Reumatoide pode iniciar-se em qualquer grupo etário.
Trata-se duma doença provocada por uma alteração do sistema de defesa do nosso organismo, sistema imunitário, que duma forma anormal ataca elementos pertencentes ao próprio corpo.
Sabe-se que para o aparecimento desta doença contribuem fatores genéticos e outros poderão servir de “gatilho” (algumas bactérias e vírus têm sido incriminados). No entanto, a verdadeira causa da doença é desconhecida.
O diagnóstico é essencialmente clínico (sintomas e sinais), feito em consulta médica, na recolha da história clínica e observação. As análises podem também auxiliar o diagnóstico, mas devem ser avaliadas de forma prudente, pois existem doentes com Artrite Reumatoide sem grande alteração das análises e outras pessoas, pelo contrário, podem ter análises positivas e não ter a doença.
As radiografias articulares também não são um bom auxílio para um diagnóstico precoce. Na verdade, as alterações clássicas da Artrite Reumatoide nas radiografias simples podem só aparecer após alguns meses de permanência da doença articular.
Assim, salientamos que para um diagnóstico rápido da Artrite Reumatoide, numa fase prévia às destruições articulares, é o exame clínico que adquire maior relevância, sendo os exames complementares (análises, radiografias e outros) apenas auxiliadores para um diagnóstico mais preciso ou para o despiste de eventuais complicações.
Paulo Clemente Coelho – Reumatologista (Ordem dos Médicos – 30305)

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REUMATISMO OU DOENÇAS REUMÁTICAS - UM BREVE RESUMOAs doenças reumáticas são as mais frequentes e conduzem ao sofrimento ...
19/03/2026

REUMATISMO OU DOENÇAS REUMÁTICAS - UM BREVE RESUMO
As doenças reumáticas são as mais frequentes e conduzem ao sofrimento e incapacidade. O termo “reumatismo” é usado frequentemente para todo o tipo de dores ósseas ou articulares e várias vezes visto como uma fatalidade sem resposta. Na verdade, as doenças reumáticas são um conjunto numeroso e diversificado de entidades, expressando-se de uma forma extremamente diferente quanto à incapacidade, intensidade da dor ou mesmo quanto ao risco de vida. Apesar de, na imensa maioria dos casos, as doenças reumáticas serem doenças crónicas e medicamente incuráveis, é possível minorar os efeitos e a intensidade dos problemas que provocam, melhorando a qualidade de vida daqueles que as sofrem. Para isso, uma avaliação por um especialista médico desta área clínica é essencial.
Dr. Paulo Clemente Coelho – Reumatologista
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16/03/2026
É VELHICE! É NATURAL! TENHO DE ME CONFORMAR.VERDADE OU MENTIRA? LEIA E ESCOLHA!Durante muito tempo, instalou-se na socie...
09/03/2026

É VELHICE! É NATURAL! TENHO DE ME CONFORMAR.
VERDADE OU MENTIRA? LEIA E ESCOLHA!
Durante muito tempo, instalou-se na sociedade a ideia de que envelhecer significa inevitavelmente viver com dor, limitações e perda progressiva de qualidade de vida. No caso das doenças reumáticas, como a Artrose ou a Osteoporose, esta visão pessimista ainda é bastante comum. Muitas pessoas acreditam que estas condições fazem simplesmente “parte da idade” e que pouco há a fazer além de suportar os sintomas. No entanto, esta ideia não corresponde à realidade atual da medicina. Hoje sabemos que, mesmo na velhice, existem estratégias eficazes para reduzir a dor, preservar a mobilidade e melhorar significativamente a qualidade de vida. Claro que há limites ao benefício, mas é sempre possível melhorar!

A evolução do conhecimento médico, especialmente na área da Reumatologia, tem permitido compreender melhor as causas, a evolução e o tratamento destas doenças. A artrose, por exemplo, não precisa necessariamente de ser incapacidade permanente, e a osteoporose pode ser controlada e até estabilizada com diagnóstico e acompanhamento adequados. Existem tratamentos farmacológicos, programas de exercício físico adaptado, estratégias de reabilitação e orientações de estilo de vida que podem fazer uma diferença muito significativa no dia-a-dia das pessoas.

Neste contexto, a avaliação por um especialista em Reumatologia assume um papel fundamental. O reumatologista é o médico preparado para avaliar de forma completa as doenças do aparelho locomotor, identificar o tipo e o grau da doença, e propor um plano de tratamento individualizado. Muitas vezes, sintomas que foram durante anos considerados “normais da idade” podem afinal ser tratados de forma eficaz quando avaliados corretamente. Um diagnóstico preciso permite escolher a melhor abordagem terapêutica e evitar a progressão desnecessária da doença. O próprio Reumatologista, se achar necessário ao abordar uma determinada condição, pode referenciar o doente para tratamento de medicina física e de reabilitação ou para uma cirurgia ortopédica, quando achar que estas vias podem acrescentar qualidade de vida.

É igualmente importante compreender que a gestão destas doenças não depende apenas da medicação. A educação do doente, a prática regular de exercício adequado e com bom-senso, a alimentação equilibrada e a prevenção de quedas são elementos essenciais para manter a autonomia e o bem-estar. Pequenas mudanças no dia-a-dia, quando orientadas por profissionais de saúde, podem contribuir para reduzir a dor, melhorar a mobilidade e reforçar a confiança na capacidade de continuar ativo.

Por isso, é essencial contrariar a ideia de que a “velhice” é sinónimo de resignação. Envelhecer não significa desistir da qualidade de vida. Pelo contrário, com informação correta, acompanhamento médico adequado e uma atitude de esperança, muitas pessoas conseguem manter uma vida ativa, participativa e satisfatória durante muitos anos, obviamente adaptados à realidade de cada condição. Procurar avaliação especializada e acreditar que é possível melhorar é, muitas vezes, o primeiro passo para viver melhor.

Esperamos que tenha gostado deste artigo e que o mesmo tenha contribuído para a sua compreensão da Artrose.
Se possível, dê-nos a sua opinião através da nossa página do Facebook.
Também pode colocar as suas dúvidas.
Agradecemos a atenção dispensada.
Paulo Clemente Coelho – Reumatologista (Ordem do Médicos – nº30305)

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TORRES VEDRAS - CONSULTA DE REUMATOLOGIA - REUMATISMO E OSTEOPOROSE
24/02/2026

TORRES VEDRAS - CONSULTA DE REUMATOLOGIA - REUMATISMO E OSTEOPOROSE

TENHO ALTERAÇÕES DEGENERATIVAS NOS OSSOS! É A IDADE! NADA POSSO FAZER!As alterações degenerativas do esqueleto são frequ...
09/02/2026

TENHO ALTERAÇÕES DEGENERATIVAS NOS OSSOS! É A IDADE! NADA POSSO FAZER!

As alterações degenerativas do esqueleto são frequentes e aparecem precocemente. Elas podem ser inofensivas ou fazerem parte da doença mais frequente do nosso esqueleto, a ARTROSE ou OSTEOARTROSE.
O termo DEGENERATIVO, constante muitas vezes de relatórios de radiografias, é muito alarmante para muitas pessoas.
Para o médico é um termo natural e vulgar. Não havendo razões para entrar em pânico.
A ARTROSE (alterações degenerativas patológicas) pode ser tratada e, apesar de não haver cura, há sempre algo que se pode fazer!
Um dos grandes erros na atitude face à Artrose, e também em relação a outras doenças reumáticas, é dizer-se que “não há nada a fazer”. Na realidade, existem medidas a tomar, as quais podem prevenir a evolução da doença e melhorar as queixas do doente artrósico, permitindo-lhe levar uma vida mais ativa e com melhor qualidade.
A Artrose (também chamada Osteoartrose, Poliosteoartrose ou Osteoartrite) é a doença crónica mais frequente, representando um dos principais problemas de Saúde Pública nas sociedades desenvolvidas dos nossos dias. Calcula-se que, após os 55 anos de idade, cerca de 80% das pessoas têm sinais de Artrose nas radiografias articulares. No entanto, muitas vezes as pessoas com alterações sugestivas de Artrose nas radiografias não apresentam queixas significativas, sendo o inverso também verdadeiro, pelo que cada doente com Artrose é um caso que deve ser analisado individualmente e não apenas por radiografias.
O que é a Artrose?
Apesar de não existir nenhuma definição simples de Artrose, podemos dizer que ela é a expressão clínica (dor e limitação funcional das articulações) do “desgaste” das articulações. As articulações móveis do corpo têm, no contacto entre as duas extremidades ósseas, um revestimento chamado cartilagem articular. A cartilagem articular funciona como um amortecedor rico em água que permite que os ossos sejam mobilizados numa articulação com o mínimo de atrito, ao invés do que sucederia se eles contactassem diretamente entre si.
Na Artrose o que sucede é que a cartilagem articular perde progressivamente qualidade e, mais tarde, chega mesmo a diminuir de espessura e a desaparecer em certas zonas, deixando o osso a descoberto. Este desgaste vai provocar um mau funcionamento da articulação e o aparecimento de dor quando esta se move.
Vários fatores contribuem para o aparecimento da Artrose, como por exemplo: a idade, a herança genética e o excesso de peso. Em certos casos, a Artrose aparece devido à existência de outra doença que altera as características habituais da articulação, como, por exemplo, uma luxação congénita da anca ou uma alteração dos eixos dos joelhos, uma inflamação anterior da articulação (artrite) que levou ao desgaste da cartilagem, neste caso a Artrose designa-se de “secundária”.
A Artrose pode atingir um número variável de articulações, sendo mais frequente na coluna cervical e lombar, nas ancas, nos joelhos e nas pequenas articulações das mãos e dos pés.
Apesar desta possível variação quanto à sua localização, a Artrose tem uma sintomatologia clínica relativamente uniforme, a saber:
- Dor: geralmente agravada pelos esforços e movimentos, e aliviada pelo repouso.
- Limitação dos movimentos articulares.
- Rigidez da articulação: a articulação artrósica, principalmente após períodos de tempo na mesma posição, apresenta uma rigidez dos seus elementos, a qual é de curta duração. O(A) doente após alguns minutos de mobilização começa a mexer melhor a articulação.
- Crepitação articular: durante o movimento da articulação com Artrose podem surgir ruídos e atritos, devidos às irregularidades da cartilagem articular.
Uma das características importantes da Artrose é que as análises ao sangue e à urina não estão alteradas devido à doença articular. Quando existem alterações nos exames laboratoriais deve suspeitar-se de outra doença reumática ou então de uma Artrose secundária.
As radiografias das articulações são importantes para o diagnóstico e também para observar a evolução da doença. Nas radiografias podem ver-se os sinais de desgaste da cartilagem articular e do sofrimento do osso, nomeadamente, pela formação dos famosos “bicos de papagaio”, clinicamente designados por “osteofitos”. Outros exames podem ser usados, como por exemplo, a TAC e a ressonância magnética.
O tratamento deve ser sempre adaptado a cada doente e implica medidas não farmacológicas (exemplo: exercícios específicos, períodos de repouso periódicos, aplicação de agentes físicos, etc) e eventual medicação (preventiva e sintomática).
Como foi dito no início deste artigo, existe sempre algo a fazer para melhorar a qualidade de vida do doente com Artrose, por maior que seja a extensão da sua doença ou a sua idade.
Esperamos que tenha gostado deste artigo e que o mesmo tenha contribuído para a sua compreensão da Artrose.
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Também pode colocar as suas dúvidas.
Agradecemos a atenção dispensada.
Paulo Clemente Coelho – Reumatologista (Ordem do Médicos – nº30305)

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“É REUMATISMO!” – “TENHO QUE ME ACOMODAR, NÃO HÁ NADA A FAZER!” (DOENTE)“É REUMATISMO!” – “É NORMAL, NÃO SE PODE FAZER N...
12/01/2026

“É REUMATISMO!” – “TENHO QUE ME ACOMODAR, NÃO HÁ NADA A FAZER!” (DOENTE)
“É REUMATISMO!” – “É NORMAL, NÃO SE PODE FAZER NADA!” (PROFISSIONAL DE SAÚDE)
Quantas vezes não se ouvem reações destas?
O termo “reumatismo” é usado frequentemente para todo o tipo de dores ósseas ou articulares e várias vezes visto como uma fatalidade sem resposta. É habitual ouvirmos dizer, “tenho reumático…”, expressão que, querendo dizer tudo, como veremos, quer dizer muito pouco. Na verdade, as doenças reumáticas são um conjunto numeroso e diversificado de entidades, expressando-se de uma forma extremamente diferente quanto à incapacidade, intensidade da dor ou mesmo quanto ao risco de vida. É assim pouco correto designá-las genericamente por “reumatismo”.
As doenças reumáticas são frequentes na nossa sociedade, como demonstram os números que se seguem referentes ao nosso país:
- 8% a 10% da população portuguesa sofre de alguma doença reumática e estes valores crescem com o envelhecimento da população.
- as doenças reumáticas são responsáveis por 20% do total de baixas e por 50% dos pedidos de reforma antecipada.
De uma forma geral simplificada, podemos dividir as “doenças reumáticas” nos seguintes grupos:
1 – Artrites
Doenças que originam uma inflamação das articulações. São de causa diversa (imunes, infeciosas, microcristalinas), são as que põem maiores questões quanto à urgência do tratamento e à possibilidade de atingirem outros órgãos do corpo além das articulações.
2 – Artroses
Frequentemente de evolução crónica, devem-se a um desgaste contínuo das superfícies articulares. O seu aparecimento é quase inevitável como um processo de envelhecimento do organismo, mas podem ser causa de dor e de incapacidade, por vezes, significativa. Contrariamente à opinião divulgada popularmente, ou mesmo por alguns médicos, esta doença tem tratamento, o qual pode retardar, ou mesmo suster, a degradação das articulações.
3 – As doenças da coluna vertebral
Pela sua frequência merecem um chamamento particular. São de todos conhecidas as dores na coluna cervical (cervicalgias) ou na coluna lombar (lombalgias). Por detrás destas queixas poderão estar processos de desgaste articular (artrose) ou de artrite (inflamação) das articulações da coluna, neste último caso o diagnóstico é necessariamente urgente para exclusão de doenças graves (ex: tuberculose da coluna e outras infeções).
4 – As doenças dos tendões
Causadas muitas vezes por esforços de sobrecarga (ex: desporto, atividades profissionais), podem também ocorrer no contexto de doenças reumáticas inflamatórias. As tendinites são geralmente muito dolorosas e incapacitantes, sendo o seu tratamento, quando devidamente aplicado, bastante eficaz e rápido no alívio do doente.
5 – A osteoporose e as outras doenças do osso
As infeções, os tumores (benignos e malignos) ou a descalcificação (osteoporose) podem ser causa de dor reumática. No caso da osteoporose a dor só existe quando ocorre uma fratura óssea, sendo muito importante tratá-la ou preveni-la antes dessa ocorrência mais grave. As mulheres são mais frequentemente afetadas por esta doença, devendo tomar atitudes preventivas ou terapêuticas tendentes a evitar a descalcificação rápida que se dá na altura da menopausa e nos anos que se seguem.
Como referimos, esta é apenas uma classificação superficial, não discriminando as mais de cem “doenças reumáticas” hoje bem individualizadas. Apesar de, na imensa maioria dos casos, as doenças reumáticas serem doenças crónicas e medicamente incuráveis, é possível minorar os efeitos e a intensidade dos problemas que provocam, melhorando a qualidade de vida daqueles que as sofrem.
Paulo Clemente Coelho – Reumatologista (Ordem do Médicos – nº30305)
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QUANDO OS MEUS OSSOS ENFRAQUECEM - A OSTEOPOROSE (2ª parte)Paulo Clemente Coelho (Reumatologista)            Em seguimen...
25/11/2025

QUANDO OS MEUS OSSOS ENFRAQUECEM - A OSTEOPOROSE (2ª parte)
Paulo Clemente Coelho (Reumatologista)
Em seguimento do artigo anterior, a propósito do tema "Osteoporose", vamos dar algumas noções acerca da prevenção e do tratamento desta entidade clínica.
Devemos salientar que algumas destas medidas (a ingestão adequada de cálcio, o exercício, etc) deviam ser adotadas desde as fases mais precoces da vida. Estas medidas preventivas podem também contrariar a tendência descalcificante do osso após o fim da terceira década de vida. Nos doentes já com o diagnóstico de osteoporose ou de osteopenia (a fase prévia à osteoporose) as medidas preventivas, só por si, podem ser insuficientes, sendo necessário complementar o tratamento com medicamentos que contrariam a perda do cálcio ósseo.
Entre as medidas preventivas principais salientam-se:
· Uma boa atividade física: andar a pé é um excelente exercício, podendo o médico do doente sugerir um programa regular de exercícios adaptados a cada caso. A natação, visto ser um exercício com diminuição da carga, não é o melhor exercício para fortalecer o osso, se bem que seja excelente para os músculos e articulações;
· Uma ingestão de cálcio adequada: sendo de salientar que o leite magro, contrariamente ao que seria de pensar, até tem mais cálcio que o leite gordo, devido a um mecanismo de concentração.
· Não fumar;
· Moderar a ingestão de álcool e de cafeína;
· Não fazer dietas exageradamente ricas em proteínas.
A prevenção das quedas é essencial, quanto mais debilitado for o osso, pois, os “ossos mais fracos” do doente osteoporótico podem tornar uma queda numa verdadeira calamidade pessoal (a fratura do colo do fémur é mortal ao fim de um ano em perto de 20% dos casos e incapacita gravemente uma boa parte dos sobreviventes). Os idosos têm com frequência problemas de saúde que favorecem o aparecimento de quedas, como por exemplo: alterações da locomoção, deficiências de visão, uso de medicamentos que afetam o equilíbrio (medicamentos para a hipertensão e para os nervos) e a existência de outras doenças crónicas. Estes problemas devem ser minorados, de maneira a não facilitarem o risco de uma queda.
O doente e a sua família podem tomar algumas atitudes no sentido de diminuir a possibilidade de queda:
· Usar uma bengala ou canadiana que dê um bom apoio à marcha, quando esta se faz com dificuldade;
· Usar de preferência sapatos com sola de borracha e instalar sistemas anti-derrapantes nos tapetes e carpetes da casa; em certos casos retirar mesmo tapetes e carpetes;
· Ter cuidados acrescidos em terrenos irregulares ou escorregadios;
· Iluminar bem a casa de forma a evitar todos os obstáculos, os quais devem ser no número menor possível;
· Instalar corrimões para apoio nas escadas;
· Instalar barras de apoio na banheira e perto dos sanitários;
· Nunca se levantar da cama às escuras e sem se sentar primeiro.
Quanto aos medicamentos usados no tratamento da Osteoporose salientamos pela sua importância:
· O cálcio e a vitamina D: os suplementos de cálcio e de vitamina D devem acompanhar todos os tratamentos farmacológicos da Osteoporose, caso a ingestão deste elemento na dieta seja insuficiente e não haja contra-indicações à sua administração. Tomados na medida certa, não implicam um aumento de risco significativo para outro tipo de calcificações do corpo, nomeadamente as do aparelho vascular.
· Medicamentos podem e devem ser usados nas situações de Osteoporose como “fixadores” do cálcio nos ossos. Estes dividem-se em osteoformadores ou inibidores da reabsorção óssea. A sua utilização deve ser feita de acordo com a avaliação personalizada do médico assistente.
De notar que o tratamento da osteoporose exige disciplina do(a) doente, porque trata-se sempre de um tratamento de longo prazo e que não depende de qualquer sintomatologia que possa guiar o mesmo. Uma clarificação deste ponto determinante é essencial para que o tratamento possa reduzir o risco de fratura, grande objetivo do tratamento anti-osteoporótico.
Esperamos que tenha gostado deste artigo e que o mesmo tenha contribuído para a sua compreensão da Osteoporose.
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HOJE É O DIA NACIONAL DE LUTA CONTRA A DORQUAL A IMPORTÂNCIA DA DOR NAS DOENÇAS REUMÁTICAS?A dor é um dos sintomas mais ...
17/10/2025

HOJE É O DIA NACIONAL DE LUTA CONTRA A DOR
QUAL A IMPORTÂNCIA DA DOR NAS DOENÇAS REUMÁTICAS?
A dor é um dos sintomas mais importantes na consulta médica em geral e, principalmente, nas especialidades ligadas ao sistema músculo-esquelético, como é o caso da Reumatologia.
Sendo um sintoma quase universal, é muito importante na consulta médica esmiuçar as características da dor, de forma a enquadrar a sua existência numa das muitas patologias reumáticas existentes.
Podemos dizer que a qualidade da avaliação de um(a) doente depende claramente do tipo de inquérito que é feito pelo médico, nomeadamente, registando pequenos pormenores das queixas dolorosas, os quais podem guiar o raciocínio diagnóstico e ajudar a escolher, caso seja necessário, os melhores exames complementares para aprofundar o esclarecimento do quadro clínico. Devemos tirar da nossa mente a ideia de que são os “exames” o centro da investigação diagnóstica, como muitas vezes se pensa - “devia fazer uma ressonância” - e valorizar antes em primeiro lugar a história clínica e o exame objetivo que o médico deve fazer na consulta, antes de qualquer exame.
Na história clínica reumatológica, na avaliação da dor, além da localização e intensidade desta, é extremamente importante conhecer o seu “ritmo”. O ritmo da dor pode ser mecânico, inflamatório ou misto (a junção dos dois anteriores).
No ritmo mecânico, a dor é mais diurna e agravada pelos esforços, aliviando com o repouso, associando-se muitas vezes, a uma rigidez articular de curta duração (alguns minutos), após algum tempo de imobilização da articulação.
No ritmo inflamatório, a dor é mais noturna, agravando-se no repouso e, por vezes, melhorando com a mobilização, associando-se a uma rigidez articular de longa duração, nomeadamente após a imobilização noturna.
Tipicamente, as patologias “degenerativas”, como a artrose, têm dor de ritmo predominantemente mecânico, enquanto as patologias inflamatórias (artrites, tendinites, etc) têm dor de predomínio inflamatório.
A confundir esta regra podem existir situações clínicas em que apesar da patologia não ser inflamatória, caso da fibromialgia, a dor tem frequentemente um ritmo do tipo inflamatório, ou os episódios de agudização da artrose, em que pode existir uma dor inflamatória, apesar de ser uma doença predominantemente “mecânica”.
Acresce o facto de que, com muita frequência, no mesmo doente existem vários tipos de reumatismo, com diferentes ritmos de dor coexistindo, pelo que só uma avaliação especializada pode discriminar cada situação e assim traçar um caminho diagnóstico e terapêutico adequado a cada situação.
Na próxima consulta, caso apresente queixas de dor(es), lembre-se que indicar as características da(s) mesma(s) é muito importante para uma avaliação médica mais correta.
Esperamos que tenha gostado deste artigo e que o mesmo tenha contribuído para a sua compreensão da importância da discriminação do ritmo dor.
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HOJÉ É O DIA MUNDIAL DAS DOENÇAS REUMÁTICASNada melhor do que rever o que são as doenças do foro reumatológico.O termo “...
12/10/2025

HOJÉ É O DIA MUNDIAL DAS DOENÇAS REUMÁTICAS
Nada melhor do que rever o que são as doenças do foro reumatológico.

O termo “reumatismo” é usado frequentemente para todo o tipo de dores ósseas ou articulares. É habitual ouvirmos dizer, “tenho reumático…”, expressão que, querendo dizer tudo, como veremos, quer dizer muito pouco. Na verdade, as doenças reumáticas são um conjunto numeroso e diversificado de entidades, expressando-se de uma forma extremamente diferente quanto à incapacidade, intensidade da dor ou mesmo quanto ao risco de vida. É assim pouco correto designá-las genericamente por “reumatismo”.
As doenças reumáticas são frequentes na nossa sociedade, como demonstram os números que se seguem referentes ao nosso país:
- 8% a 10% da população portuguesa sofre de alguma doença reumática e estes valores crescem com o envelhecimento da população.
- as doenças reumáticas são responsáveis por 20% do total de baixas e por 50% dos pedidos de reforma antecipada.
De uma forma geral simplificada, podemos dividir as “doenças reumáticas” nos seguintes grupos:
1 – Artrites
Doenças que originam uma inflamação das articulações. São de causa diversa (imunes, infeciosas, microcristalinas), são as que põem maiores questões quanto à urgência do tratamento e à possibilidade de atingirem outros órgãos do corpo além das articulações.
2 – Artroses
Frequentemente de evolução crónica, devem-se a um desgaste contínuo das superfícies articulares. O seu aparecimento é quase inevitável como um processo de envelhecimento do organismo, mas podem ser causa de dor e de incapacidade, por vezes, significativa. Contrariamente à opinião divulgada popularmente, ou mesmo por alguns médicos, esta doença tem tratamento, o qual pode retardar, ou mesmo suster, a degradação das articulações.
3 – As doenças da coluna vertebral
Pela sua frequência merecem um chamamento particular. São de todos conhecidas as dores na coluna cervical (cervicalgias) ou na coluna lombar (lombalgias). Por detrás destas queixas poderão estar processos de desgaste articular (artrose) ou de artrite (inflamação) das articulações da coluna, neste último caso o diagnóstico é necessariamente urgente para exclusão de doenças graves (ex: tuberculose da coluna e outras infeções).
4 – As doenças dos tendões
Causadas muitas vezes por esforços de sobrecarga (ex: desporto, atividades profissionais), podem também ocorrer no contexto de doenças reumáticas inflamatórias. As tendinites são geralmente muito dolorosas e incapacitantes, sendo o seu tratamento, quando devidamente aplicado, bastante eficaz e rápido no alívio do doente.
5 – A osteoporose e as outras doenças do osso
As infeções, os tumores (benignos e malignos) ou a descalcificação (osteoporose) podem ser causa de dor reumática. No caso da osteoporose a dor só existe quando ocorre uma fratura óssea, sendo muito importante tratá-la ou preveni-la antes dessa ocorrência mais grave. As mulheres são mais frequentemente afetadas por esta doença, devendo tomar atitudes preventivas ou terapêuticas tendentes a evitar a descalcificação rápida que se dá na altura da menopausa e nos anos que se seguem.
Como referimos, esta é apenas uma classificação superficial, não descriminando as mais de cem “doenças reumáticas” hoje bem individualizadas. Apesar de, na imensa maioria dos casos, as doenças reumáticas serem doenças crónicas e medicamente incuráveis, é possível minorar os efeitos e a intensidade dos problemas que provocam, melhorando a qualidade de vida daqueles que as sofrem.
Paulo Clemente Coelho – Reumatologista

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