13/02/2026
O carnaval revela algo importante: muitas pessoas só se permitem existir com liberdade quando há uma autorização social coletiva.
Como se o desejo precisasse de um contexto específico para ser legítimo. Como se a multiplicidade só fosse aceitável quando temporária.
Mas viver em liberdade não é sobre viver em excesso constante. É sobre não precisar se fragmentar para caber nas estruturas que você construiu.
Na clínica, vemos com frequência o sofrimento causado por vidas organizadas em torno da contenção emocional, da adaptação e do medo de perder vínculos.
Liberdade não é ausência de vínculo.
É a possibilidade de existir dentro deles sem desaparecer de si.
Esse é um processo que pode ser construído.