06/02/2026
A felicidade, depois de uma grande perda, parece uma traição. Mas não é. É a vida a teimar, em não morrer dentro de nós." — Valter Hugo Mãe
O Pedro apertava as mãos, como se tentasse segurar algo que estava prestes a fugir. A voz saiu-lhe num sussurro carregado de receio:
"Desde que perdi a minha mãe, sinto que se eu ficar feliz, o universo pode castigar-me. Como se eu estivesse a trair a memória dela... e algo, ou Deus, me viesse tirar mais alguém como punição."
Ele admitiu o que muitos sentem, mas poucos confessam: o medo de que a alegria seja um convite à tragédia.
O silêncio na sala de terapia não era de julgamento, mas de acolhimento.
"Pedro", respondi calmamente, "a alegria não tem o poder de provocar perdas. O que sente é o peso de um luto que ainda tenta encontrar lugar no seu novo mundo. Quando se permite sorrir, não está a apagar quem partiu. Está a permitir que a vida continue, apesar da saudade."
Quando perdemos alguém significativo, as emoções ficam confusas e desreguladas.
O coração não precisa de escolher entre a tristeza e a felicidade. No luto, elas podem, e devem, sentar-se à mesma mesa.
O EQUILIBRIO PSICOLÓGICO é a base para o bem estar e para harmonia do individuo.
Este nem sempre é fácil de alcançar!
Uma consulta de psicologia, uma psicoterapia ou um aconselhamento psicológico podem ajudar.