Maria de Jesus Correia - Psicóloga Clinica e Psicoterapeuta

Maria de Jesus Correia - Psicóloga Clinica e Psicoterapeuta O EQUILIBRIO PSICOLÓGICO é a base para o bem estar e para harmonia do individuo. Este nem sempre é fácil de alcançar!

Uma consulta de psicologia, uma psicoterapia ou um aconselhamento psicológico podem ajudar. Sou psicóloga clínica e psicoterapeuta
Especialista em psicologia clínica e da saúde

Faço consultas presenciais e online
Clínica de adultos e adolescentes

Trabalho em abordagem individual, conjugal e familiar

As minhas principais areas de intervenção são:

-Dificuldades psicológicas na gravidez e na maternidade/paternidade
-Perdas gestacionais

- Ansiedade e Depressão
- Dificuldades relacionais (conjugais, familiares, sociais, profissionais)
- Luto e perda
- Intervenção em situações de Crise
- Desenvolvimento Pessoal

Já falámos por aqui da importância do Sono!Hoje, que celebramos o dia do Sono  venho só lembrar que o Sono diz muito sob...
13/03/2026

Já falámos por aqui da importância do Sono!

Hoje, que celebramos o dia do Sono venho só lembrar que o Sono diz muito sobre a saúde emocional!

O sono é um espelho silencioso do nosso estado interno.

Quando a mente está sobrecarregada, o corpo demora a adormecer.
Quando há ansiedade, o sono fragmenta.
Quando há tristeza profunda, pode haver excesso ou falta de sono.

Lembrem-se se cuidar do vosso sono!

8 de março – Dia Internacional da MulherSobre a Culpa no Dia da Mulher ....Uma culpa que atravessa papéis, expectativas,...
08/03/2026

8 de março – Dia Internacional da Mulher

Sobre a Culpa no Dia da Mulher ....
Uma culpa que atravessa papéis, expectativas, relações e escolhas.
Uma culpa que corrói por dentro, mesmo quando tudo “parece bem” por fora.

Trabalho diariamente com a saúde mental de mulheres.
E há algo que encontro quase sempre, ainda que, muitas vezes, de forma silenciosa: A culpa!

Hoje, juntemos a reflexão à celebração:
Que possamos falar mais sobre a saúde mental da mulher.
Que possamos legitimar o cansaço, a ambivalência, o desejo e os limites.
Que possamos desmontar a culpa que não nos pertence.

Cuidar da saúde mental da mulher é um ato individual, mas também profundamente social.

Hoje, lembremo-nos disso.

Muitos mitos que trazemos para a terapia são, na verdade, formas de nos protegermos do que dói.Eles são muitos e têm tod...
02/03/2026

Muitos mitos que trazemos para a terapia são, na verdade, formas de nos protegermos do que dói.

Eles são muitos e têm todos uma missão em comum, adiar os sentimentos, não lhes dar lugar!

Este mês falemos deles, porque uma mentira dita muitas vezes, pode até começar a parecer verdade, mas estamos cá para ver se é ou não é.

Fiquem desse lado! 😉

26/02/2026

O Fernando hesitou à porta das palavras. O silêncio era pesado, carregado de uma culpa que ele não queria nomear.

— "Esta semana tive um sentimento horrível pelo meu amigo", começou, sem me olhar nos olhos. "Mas se eu disser isto, vai achar que sou má pessoa."

Muitas vezes, o maior medo de um paciente não é o seu sentimento, mas a rejeição que ele acha que esse sentimento vai provocar.

"Fernando, o que teme perder se for visto como realmente é?", perguntei. "Com todas as luzes e sombras que todos nós temos?"

"Tenho medo de deixar de ser compreendido ou mesmo rejeitado."

"Este espaço é o lugar onde o indizível ganha voz", reforcei. "Aqui, não trabalhamos com sentenças, mas com compreensão. Eu estou consigo, sem julgamento."

A verdade é que habita um pequeno Fernando em todos nós, que constrói barreiras à sua vulnerabilidade.

O espaço terapêutico é o lugar onde podem deixar de ser "perfeitos" para começarem a ser livres.

O EQUILIBRIO PSICOLÓGICO é a base para o bem estar e para harmonia do individuo.
Este nem sempre é fácil de alcançar!
Uma consulta de psicologia, uma psicoterapia ou um aconselhamento psicológico podem ajudar.

A Fátima entrou na sala com o peso de quem carrega um julgamento nos ombros."Como se sente hoje?", perguntei."Sabe... eu...
24/02/2026

A Fátima entrou na sala com o peso de quem carrega um julgamento nos ombros.

"Como se sente hoje?", perguntei.

"Sabe... eu vinha a pensar que tenho tudo para estar bem. Há pessoas a passar por coisas muito piores e aguentam. Eu é que devo ser fraca", disse ela, com uma dureza no olhar que não era para o mundo, mas para si própria.

A depressão tem esta face perversa: ela não nos rouba apenas o ânimo, rouba-nos o direito de nos sentirmos mal.

"Vejo muita dureza nessas palavras, Fátima", respondi com calma. "Falaria assim com alguém que ama?

O silêncio instalou-se. O olhar da Fátima suavizou por um instante, confrontado com a própria rigidez. — "Não... claro que não."

"Pois é. Às vezes, somos o nosso juiz mais implacável. O seu sofrimento não é comparável ao de mais ninguém porque é o seu. Tem o direito de o sentir. Aceitar que a sua situação é difícil não é sinal de fraqueza; é o primeiro passo para a cura."

(emocionada) Constata: “Parece que, às vezes, sou mesmo má para mim própria."

Na terapia, o nosso trabalho é precisamente este: trocar o chicote da culpa pelo colo da aceitação. Só quando paramos de lutar contra o que sentimos é que ganhamos forças para mudar como nos sentimos.

20/02/2026

A Catarina levou a mão à barriga de forma quase involuntária, mas o seu sorriso era tímido, como se pedisse licença para existir.

"Como correu esta semana?", perguntei.

"Estive mais ou menos", confessou. "Sinto que estou a trair o bebé que perdi. Sempre que esta bebé mexe e eu me entusiasmo, a culpa aparece. É como se eu não tivesse o direito de estar feliz sem o outro."

O luto gestacional é um caminho solitário, e a gravidez que se segue é, muitas vezes, vivida num campo de batalha emocional: a lealdade ao passado versus a esperança no futuro.

"Catarina, amar este bebé não apaga o amor por aquele que partiu", respondi-lhe com suavidade. "Muitas mulheres sentem-se desleais, mas a verdade é que o seu coração não é um espaço limitado."

"Mas eu sinto-me dividida", disse ela, num desabafo que ecoa no coração de tantas mães.

"Parece que sente que o amor é uma conta de subtrair, como se o que dá a um, tirasse ao outro. Mas o coração não se divide Catarina... ele expande-se. Esta bebé não vem substituir a sua perda. Ela vem habitar um novo lugar que o seu coração abriu. A saudade e a alegria podem sentar-se lado a lado."

A cura não é esquecer quem partiu para amar quem chega. É aprender que o coração é vasto o suficiente para ambos.

Uma gravidez não substitui uma perda. Coexiste com ela. O amor materno não tem limites, tem camadas.

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O José é o primeiro a chegar ao trabalho e o último a perder o sorriso num jantar de amigos. Para o mundo, ele é o exemp...
18/02/2026

O José é o primeiro a chegar ao trabalho e o último a perder o sorriso num jantar de amigos. Para o mundo, ele é o exemplo da estabilidade. Mas, ao fechar a porta do consultório, a armadura caiu.

"Como foi esta semana, José?", perguntei.

Ele respirou fundo, e o sorriso que trazia no rosto desvaneceu-se num segundo.

"Sinto-me vazio com uma frequência assustadora. Ninguém imagina. No trabalho, estou bem. Em casa, quase sempre também. Vou sorrindo sempre mas na realidade predomina este vazio!"

Manter a aparência de que tudo está sob controlo é um dos trabalhos mais exaustivos que existem.

"Manter essa máscara tem um custo enorme", observei. "Quem cuida de si quando está sozinho e não precisa de fingir?"

O silêncio que se seguiu foi cortante. O José emocionou-se, os olhos denunciaram o cansaço de anos. — "Ninguém", sussurrou.

"Então vamos começar por aqui. Estamos aqui neste espaço seguro onde pode expressar livremente as suas emoções! É aqui, juntos, que vamos trabalhar na reconstrução do seu Eu e na construção de recursos externos de confiança."

A exaustão emocional de quem "está sempre bem" é um sinal de alerta que não deve ser ignorado.

Ser funcionalmente bem-sucedido não significa estar emocionalmente saudável. O peso da máscara, mais cedo ou mais tarde, adoece o corpo.

Se ressoou por aí, é muito importante que procurem ajuda!

O Carlos entrou no consultório com os ombros descaídos, como se estivesse a carregar uma armadura de chumbo invisível. S...
16/02/2026

O Carlos entrou no consultório com os ombros descaídos, como se estivesse a carregar uma armadura de chumbo invisível. Sentou-se e deixou o ar sair num suspiro longo.

"Tudo me pesa", confessou. "Mesmo as coisas mais simples. Eu durmo, mas acordo exausto. É uma tristeza que parece feita de cansaço."

"Quando diz que 'tudo pesa", perguntei-lhe, "onde sente esse peso no seu corpo, agora?"

"No peito. É como se estivesse sempre a carregar algo que ninguém vê, mas que me puxa para baixo a cada passo."

Muitas pessoas esperam pelo choro para admitir que precisam de ajuda, mas a depressão tem muitos disfarces. Às vezes, ela é apenas um silêncio profundo e uma falta de forças que o descanso não resolve.

"O que sente tem nome, Carlos. E o primeiro passo para aliviar essa carga é precisamente este: dar-lhe voz. Nas nossas sessões, vamos aprender a nomear esse sofrimento e a tirar, quilo a quilo, esse peso do seu peito."

Pedir ajuda não é sinal de fraqueza; é sinal de que a carga se tornou impossível de carregar sozinho.

A Carla pousou a mão na barriga de vinte semanas, mas não era um gesto de carinho; era um gesto de vigia. Como quem guar...
13/02/2026

A Carla pousou a mão na barriga de vinte semanas, mas não era um gesto de carinho; era um gesto de vigia. Como quem guarda uma fronteira perigosa.

"A verdade é que, desde que perdi a primeira gravidez, nunca mais confiei no meu corpo", desabafou, sem desviar o olhar da barriga. "Ele falhou-me uma vez. Não foi capaz de abrigar o meu bebé. Como é que volto a acreditar nele agora?"

O trauma da perda gestacional deixa uma ferida invisível: a sensação de que o próprio corpo é um traidor.
Olhei para ela e ofereci uma perspetiva diferente, mais suave:

"Talvez o seu corpo não tenha falhado. Talvez tenha feito o melhor que pôde numa situação que lhe era impossível de outra forma! Ele não é seu inimigo; é um sobrevivente, tal como a Carla."

Ficou visivelmente emocionada.

"Não é fácil retomar a confiança de um momento para o outro", continuei. "É um processo lento de reconstrução. Mas agora não está sozinha. Entre o acompanhamento médico e o nosso espaço aqui, vamos ensinar o seu corpo a sentir-se, novamente, um lugar seguro."

A confiança não nasce da vontade; nasce da cura das memórias que o corpo guarda.
Após uma perda, o corpo deixa de ser sentido como um abrigo. A terapia ajuda a reconstruir os alicerces.

12/02/2026

A plataforma da é de acesso gratuito e encontram diversos workshops temáticos, com especialistas.
Fui mentora do workshop "Luto Gestacional: compreender e elaborar", onde propomos um espaço seguro de reflexão, partilha e integração emocional.

A Teresa sentou-se na beira da cadeira, como se estivesse pronta para fugir a qualquer momento. Os olhos dela não parava...
10/02/2026

A Teresa sentou-se na beira da cadeira, como se estivesse pronta para fugir a qualquer momento. Os olhos dela não paravam quietos, a procurar no vazio, uma ameaça.

"Sabe, eu nunca consigo relaxar", confessou com a voz tensa. "Vivo sempre à espera que algo corra mal, que o telefone toque com más notícias. É uma tensão que não me deixa respirar."

A mente da Teresa estava a quilómetros de distância, perdida num futuro feito de medos.

"Isso que sente tem um nome, ansiedade antecipatória. O seu corpo está a reagir agora a um perigo que só existe na sua imaginação. Para relaxar, precisamos de trazer a Teresa de volta para esta sala."

Fizemos uma pausa. Pedi-lhe que parasse de lutar contra o futuro e olhasse para o que era real.

Ensinei-lhe uma estratégia, que se pudesse tornar uma ferramenta rápida e acessível.

"Tente isto agora:
nomeie mentalmente três coisas que vê ao seu redor,
dois sons que consegue ouvir
e uma sensação física que seja neutra ou agradável."

Ela respirou fundo pela primeira vez. Os ombros baixaram. O olhar fixou-se.
"Sinto-me... mais calma", disse ela, surpreendida com a rapidez do silêncio que se instalou.

A estratégia é simples, mas vital: quando a mente foge para o "e se...", o corpo precisa do "aqui e agora".
A nossa palavra de ordem é : A ansiedade vive no futuro. A regulação acontece no presente 😉

06/02/2026

A felicidade, depois de uma grande perda, parece uma traição. Mas não é. É a vida a teimar, em não morrer dentro de nós." — Valter Hugo Mãe

O Pedro apertava as mãos, como se tentasse segurar algo que estava prestes a fugir. A voz saiu-lhe num sussurro carregado de receio:
"Desde que perdi a minha mãe, sinto que se eu ficar feliz, o universo pode castigar-me. Como se eu estivesse a trair a memória dela... e algo, ou Deus, me viesse tirar mais alguém como punição."

Ele admitiu o que muitos sentem, mas poucos confessam: o medo de que a alegria seja um convite à tragédia.

O silêncio na sala de terapia não era de julgamento, mas de acolhimento.

"Pedro", respondi calmamente, "a alegria não tem o poder de provocar perdas. O que sente é o peso de um luto que ainda tenta encontrar lugar no seu novo mundo. Quando se permite sorrir, não está a apagar quem partiu. Está a permitir que a vida continue, apesar da saudade."

Quando perdemos alguém significativo, as emoções ficam confusas e desreguladas.

O coração não precisa de escolher entre a tristeza e a felicidade. No luto, elas podem, e devem, sentar-se à mesma mesa.

O EQUILIBRIO PSICOLÓGICO é a base para o bem estar e para harmonia do individuo.
Este nem sempre é fácil de alcançar!
Uma consulta de psicologia, uma psicoterapia ou um aconselhamento psicológico podem ajudar.

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