19/02/2026
Signo de Peixes — 18 de fevereiro de 2026 às 15h51m38s (Lisboa)
Chegamos ao último signo do Zodíaco e, com ele, à derradeira etapa da mandala astrológica. Peixes, signo de água associado à décima-segunda casa, encerra o ciclo anual convidando-nos à síntese, à compaixão e à transcendência. Regido por Neptuno, Peixes fala daquilo que é invisível aos olhos, mas profundamente real no mundo interior.
Este é o território do serviço à humanidade. Em Peixes, a identidade pessoal dilui-se para dar lugar a uma consciência mais ampla, sensível ao sofrimento e às necessidades coletivas. Aqui encontramos a soma simbólica das experiências de todos os outros onze signos — como se cada vivência anterior fosse integrada num oceano comum de memória e empatia.
Dotados de imaginação fértil, os piscianos movem-se com naturalidade nos domínios do sonho, da inspiração e das artes. A sua perceção ultrapassa frequentemente as camadas mais sólidas da realidade, tocando dimensões subtis e espirituais.
São profundamente emocionais; muitas das suas experiências são vividas de forma intensa e pessoal. O desafio consiste em aprender a observar os acontecimentos com alguma distância, evitando absorver tudo como se fosse exclusivamente seu.
No seu lado luminoso, Peixes revela compaixão, entrega e capacidade de cura. No lado sombrio, pode ocorrer a dissolução dos limites do eu — uma tendência para a fuga, para a confusão ou para a idealização excessiva. Sendo um signo mutável, as emoções oscilam com facilidade; a sensibilidade é uma bênção, mas também pode tornar-se fonte de instabilidade e insegurança.
A inclinação mística é frequente.
Quando percecionam realidades mais profundas por detrás de formas externas, rituais ou símbolos, podem dedicar-se de modo incondicional a uma causa, filosofia ou religião.
No entanto, existe o risco de se perderem em fantasias ou de substituírem a experiência concreta por ideais inalcançáveis. A praticidade nem sempre é o seu ponto forte; preferem, muitas vezes, o recolhimento e a riqueza do mundo interior às exigências do plano material.
Ainda assim, a energia psíquica de Peixes possui um poder notável de assimilação e compreensão. Mesmo quando a autoconfiança vacila — consequência da sua extrema sensibilidade — há uma sabedoria intuitiva que os orienta.
Com a entrada do Sol em Peixes, iniciamos um período do ano particularmente sensível. Podemos sentir maior dispersão ou confusão, mas também um estado-semente do que há de mais profundo, compassivo e humanitário em nós. É um convite à generosidade — para com o nosso próprio processo e para com o caminho do outro.
Que este tempo nos ajude a confiar na intuição, a suavizar julgamentos e a lembrar que, antes de tudo, pertencemos ao mesmo oceano de humanidade.
Esta análise retrata o coletivo da energia de Peixes. Para uma avaliação
mais aprofundada e orientada, aconselha-se a marcação de uma consulta
presencial ou online através do site: https://sandramcosta.pt/consultas/consultas-de-astrologia/