Espaço N - Neurociências, Saúde e Desenvolvimento de Lisboa

Espaço N - Neurociências, Saúde e Desenvolvimento de Lisboa Psicologia - Neurociências - Psiquiatria - Neurologia
Av. da Igreja, 68, 1º Dto. 1700-240 Lisboa Dificuldades relacionais - Conjugais, trabalho, sociais, etc.

Direcção Clínica:
Dr.ª Elsa Trigo

Directoras Associadas:
Dr.ª Alexandra Fonseca
Dr.ª Patrícia António
Dr.ª Tânia Muñoz

Psicologia:
Dr.ª Alexandra Fonseca
Dr.ª Ana Sofia Santos
Dr.ª Eneia Araújo Bexiga
Dr.ª Isabel Carrilho
Dr.ª Maria João Mendes
Dr. Nuno Pimentel
Dr.ª Patrícia António
Dr.ª Sofia Francisco
Dr.ª Tânia Muñoz
Dr.ª Vera Reynaud da Silva

Neuropsicologia:
Professor Doutor José Leonel Góis Horácio
Dr.ª Gabriela Álvares Pereira

Psicopedagogia:
Dr.ª Tânia Pereira

Psiquiatria:
Dr. Alfredo Frade
Dr.ª Ana Neto
Dr. André Ribeirinho Marques
Dr.ª Carolina Almeida
Dr.ª Elsa Trigo
Dr.ª Margarida Bernardo
Dr. Sérgio Carmenates
Dr.ª Teresa Guterres
Professor Dr. Marco Paulino

Medicina Interna:
Dr.ª Lucita Álvarez

Nutrição:
Dr.ª Joana Ávila

Terapia Familiar e Conjugal:
Dr. Nuno Pimentel

Programa de Orientação Vocacional e Profissional:
Dr.ª Eneia Araújo Bexiga



ÁREAS DE INTERVENÇÃO

Intervenções terapêuticas para a prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação de:

Dificuldades do foro psicológico e mental - Ansiedade, fobia, pânico, stress, transtorno obsessivo-compulsivo, depressão, transtorno bipolar, perturbações psicóticas, anorexia nervosa, bulimia, crises de voracidade alimentar - binge eating, insónia, hiperactividade, hipocondria, agressividade, etc.) Psiquiatria

Neuropsicologia

Nutrição

Psicoterapia:
A psicoterapia possibilita uma melhor compreensão da natureza humana de cada pessoa, tendo em vista alterações do comportamento e a forma como o próprio se compreende e se sente em relação a si e/ou às pessoas mais significativas. No ESPAÇO NEUROCIÊNCIAS, SAÚDE E DESENVOLVIMENTO DE LISBOA os elementos da equipa dispõem de formação especializada em diversas áreas de Psicoterapia, nomeadamente Psicoterapia de Orientação Analítica, Breve Dinâmica, Cognitivo-Comportamental, Rogeriana e Familiar. As sessões psicoterapêuticas, de natureza confidencial, têm uma regularidade e frequência estipulada no início do acompanhamento, aquando do estabelecimento do contrato terapêutico, permitindo um trabalho de continuidade e de suporte. Psicologia Clínica:
A maioria das nós experimenta estados de ansiedade ou depressão, ou ainda outras emoções difíceis de explicar, em alguma altura das nossas vidas. Com frequência esses estados emocionais são naturalmente ultrapassados, sem necessidade de recorrer a auxílio externo. Porém, a sua persistência e as limitações que impõem ao acontecer de uma vida normal, exigem a consulta de um técnico especializado. A decisão de consultar um psicólogo pode decorrer de múltiplas necessidades. Avaliação Psicológica:
É uma das valências de intervenção da Psicologia Clínica. Trata-se de um processo científico de observação num espaço de tempo limitado, com o objectivo de responder a um pedido de avaliação. Pretende-se caracterizar o funcionamento global do indivíduo e o problema em particular, avaliar os recursos que este possui para a resolução de problemas, conhecer as características do meio em que se insere e as relações que estabelece. Existem diversos tipos de avaliação psicológica, ajustados às situações e finalidades que motivam o pedido: avaliação para processos de reforma ou pensão, verificação de incapacidades, psicodiagnóstico e esclarecimento do diagnóstico, avaliação cognitiva ou das funções intelectuais, avaliação da personalidade, avaliação para processos de tribunal (e.g. parecer clínico com fins judiciais, regulação do poder paternal), orientação vocacional e profissional, entre outros. Consultoria Social:
Identificação e avaliação dos problemas e necessidades de apoio social dos utentes, elaboração do respectivo plano de intervenção e acompanhamento do processo. - Prestação de informação no âmbito dos direitos e benefícios, facilitando a acessibilidade aos mesmos (preenchimento de formulários, acompanhamento a serviços, etc.) - Encaminhamento e articulação com serviços e recursos sociais (Fórum sócio Ocupacional, Centros de Dia/Convívio, Serviço de Apoio Domiciliário, Lares, Programas Ocupacionais, Escolas de Ensino Especial, etc.) Acções de Formação:
Organizamos Acções de Formação em áreas clínicas e do desenvolvimento. Os nossos formadores possuem uma vasta experiência clínica, integrados em serviços especializados do Serviço Nacional de Saúde, o que constitui uma mais-valia ao nível da qualidade da formação. Nas formações que propomos privilegiamos a articulação teórico-prática, com recurso a metodologias activas e exposição, discussão e análise de casos práticos.

Partilhamos o artigo de opinião da Dra. Patrícia António, Directora Associada e colaboradora do Espaço N - Neurociências...
06/03/2026

Partilhamos o artigo de opinião da Dra. Patrícia António, Directora Associada e colaboradora do Espaço N - Neurociências, Saúde e Desenvolvimento de Lisboa, publicado na edição de 05 de Março 2026 do Jornal de Leiria, intitulado - "A transparência da dor emocional".

Texto integral aqui:
"“Passaram já tantos dias e todas as noites tenho pesadelos relacionados com aquela madrugada. Pesadelos onde aquele barulho ensurdecedor se faz presente. Acordo e não consigo dormir. Tive tanto medo de morrer, da casa implodir... E depois seguiram-se dias infinitos às escuras, sem conseguir comunicar com ninguém, sozinha, isolada... não passou ninguém durante mais de 10 dias. Há um estado de alerta permanente, não se esquece, uma dor imensa que não pára de nos acompanhar!”
Neste último mês, entre pacientes, familiares e amigos, o relato de Maria (nome fictício) tornou-se porta-voz do que foi ficar só e doer muito. Partilhas que trazem o medo, a tristeza, o desamparo, as perdas e lutos ainda difíceis de fazer, e a certeza inquietante de que, de um dia para o outro, tudo pode ruir. Há pessoas que continuam isoladas, sem luz e sem água. Casas destelhadas, húmidas, frias. Empresas no chão. Mas não só. Há vidas que ficaram interrompidas, suspensas, sem rumo. A imprevisibilidade da tempestade colocou a nu sentimentos intensos de fragilidade, insegurança e impotência — consequências psíquicas profundas que, quando o reconhecimento e amparo simbólico tarda, podem cristalizar-se em trauma colectivo. Comunidades inteiras partilham hoje um cenário devastador onde o lugar que sempre foi “casa” se transformou num espaço a descoberto. Quando o que delimita o “dentro” e o “fora” desaparece, das nossas casas, dos nossos jardins, das nossas ruas, das nossas florestas, instala-se a desorientação e um profundo abalo da identidade individual e colectiva. São tempos dolorosos de grande angústia que revelam a transparência de uma dor emocional difícil de nomear. A Psicologia e a Psicanálise ensinam-nos que o trauma não se define apenas pelo acontecimento em si, mas pelo que acontece dentro de nós como resultado do que nos aconteceu. Quando a tempestade imprevisível e incalculável irrompeu, o “real” invadiu o nosso psiquismo. A força da natureza ultrapassou as defesas habituais e reactivou memórias primitivas de vulnerabilidade absoluta. É uma experiência esmagadora, indizível. O corpo responde: imobiliza-se, o coração abranda, a respiração torna-se superficial, o contacto connosco próprios e com o mundo que nos rodeia fragiliza-se. É preciso uma energia tremenda para continuar a funcionar enquanto se carrega a memória do terror recentemente vivido. Os desdobramentos e encadeamentos entre o presente, passado e futuro ficam comprometidos. Não espanta, por isso, que, apesar da resiliência e da solidariedade demonstradas, surjam estados de hipervigilância, pesadelos, ansiedade, irritabilidade ou cansaço extremo. O trauma insiste e retorna. E, se não for acolhido e elaborado, pode transformar-se em sofrimento psíquico persistente. No terreno, surgiram rapidamente intervenções na linha dos Primeiros Socorros Psicológicos, com o objectivo de reduzir o sofrimento imediato e prevenir a evolução de perturbações mais graves. Foram intervenções de presença, escuta e validação, lembrando que o medo, a tristeza ou as dificuldades em dormir são respostas humanas e expectáveis após perdas tão significativas. A fase de emergência foi formalmente concluída. No entanto, o trabalho de acompanhamento e continuidade permanece — hoje, amanhã e depois de amanhã. É aqui que a relação terapêutica, ao funcionar como base segura e continente, pode criar as condições para restaurar a mentalização — voltar a pensar o que se sente e a sentir o que se pensa. O acontecimento traumático não se explica, constata-se. É um saber que não encontra palavras e que precisa de ser suportado: nós a suportar a pessoa e aquilo que ela ainda não consegue suportar sozinha. É nesse processo que a repetição do trauma pode transformar-se em experiência relacional com significado e possibilidade de resiliência. Será este também agora o nosso caminho — o meu e o da Maria — hoje, amanhã e depois de amanhã."












Porque é imperativo o tratamento consistente e eficaz da depressão, partilhamos o contributo da Dra. Carolina Rocha Alme...
04/03/2026

Porque é imperativo o tratamento consistente e eficaz da depressão, partilhamos o contributo da Dra. Carolina Rocha Almeida, médica especialista em Psiquiatria, com formação específica em depressão resistente e colaboradora no Espaço N, publicado no Observador.

https://observador.pt/opiniao/depressao-resistente-ao-tratamento-como-pedir-ajuda/?fbclid=IwY2xjawQVH_pleHRuA2FlbQIxMABicmlkETE2NHczejZFZWFodWtzQnZyc3J0YwZhcHBfaWQQMjIyMDM5MTc4ODIwMDg5MgABHgvIYnf-DYn6cvmaTGBOxT2LDpXWhhl__02q3MlBGMBYIyaVPIOfsX5dZofX_aem_omROqcuf7F_MLbqbs8kiWw

Não seria aceitável tratar um cancro pela metade. Então porquê aceitar na depressão? Quando um tratamento não funciona, há outros que se podem e devem seguir.

Partilhamos o artigo de opinião da Dra. Patrícia António, Directora Associada e colaboradora do Espaço N - Neurociências...
06/02/2026

Partilhamos o artigo de opinião da Dra. Patrícia António, Directora Associada e colaboradora do Espaço N - Neurociências, Saúde e Desenvolvimento de Lisboa, publicado na edição 29 de Janeiro do Jornal de Leiria, intitulado - "Seja responsável. Beba com moderação?"

Texto integral aqui:

"Portugal é conhecido por ser um país de “brandos costumes”. É também o país do “Seja responsável. Beba com moderação.” — um slogan com décadas de circulação, amplamente disseminado nos rótulos das bebidas alcoólicas, em campanhas publicitárias e em campanhas de consciencialização, muitas delas promovidas pela própria indústria. Num contexto em que os indicadores internacionais colocam Portugal entre os países com maior consumo de álcool per capita da Europa, em contraste com a tendência de descida observada na maioria dos países da União Europeia (e.g. OCDE, Eurostat, OMS) — e em que os dados nacionais indicam que mais de metade da população adulta consome álcool de forma regular e que cerca de 3,5% apresenta padrões de consumo abusivo ou dependente, número que tem vindo a aumentar nos últimos anos, importa parar para pensar sobre o que este slogan revela e, sobretudo, sobre o que nele se esconde. O apelo à “moderação” convoca uma fantasia colectiva de controlo racional sobre uma substância que actua precisamente sobre os mecanismos de controlo. Ao mesmo tempo, legitima um consumo socialmente aceite, transversal a gerações e contextos, protegido por uma linguagem que o banaliza e o desresponsabiliza — uma espécie de pacto colectivo de silêncio. Por não ser clinicamente definida nem mensurável, a palavra “moderação” torna-se politicamente correcta: parece cuidar e prevenir quando, na verdade, evita pensar e silencia-nos a todos. Ao reduzir o consumo a uma escolha individual, desliga-o dos contextos emocionais, relacionais e sociais em que ocorre, torna invisível a vulnerabilidade e sossega consciências. Sobretudo, legitima a ausência de políticas públicas estruturadas de redução de riscos e minimização de danos no que respeita ao álcool. F**a, assim, ausente o pensamento sobre a função psíquica do consumo, sobre os contextos de maior vulnerabilidade e sobre a necessidade de intervenções humanistas e pragmáticas que, sem impor a abstinência como ponto de partida, coloquem a relação no centro do cuidado. Intervenções que não moralizam, que acolhem a pessoa onde ela está, respeitando os seus limites e possibilidades. Intervenções que dão espaço e voz a dores antigas, frequentemente silenciadas, que durante anos só puderam ser anestesiadas. Na clínica, ouvimos frequentemente partilhas como: “Sempre bebi como os outros e agora estou aqui…”. Pessoas que nunca se pensaram em risco, porque sempre beberam “dentro do aceitável”, mas que adoeceram em silêncio. A “moderação”, apresentada como solução universal, protege a norma e deixa sem resposta clínica adequada quem não consegue habitá-la. Este silenciamento oculta também o excesso no seu sentido clínico e social: o impacto visível na elevada prevalência de acidentes rodoviários associados ao álcool, o aumento de problemas de saúde e de internamentos relacionados com o consumo, bem como o crescimento dos pedidos de ajuda na área do alcoolismo. Torna-se, assim, evidente a profunda divergência entre as políticas de saúde pública e os interesses da indústria, que continuam a marcar este campo no nosso país. E, quando não existe uma abordagem estruturada de Redução de Danos (RD), o vazio não permanece neutro. É rapidamente ocupado pela indústria que, sob a aparência de campanhas responsáveis, se apropria da linguagem do cuidado para, na realidade, proteger o consumo. Uma verdadeira abordagem de RD exige outra ética: não se trata de defender o consumo, mas de cuidar das pessoas que consomem através da informação clara sobre efeitos e riscos reais, do reconhecimento da diversidade de padrões de consumo, de intervenções humanistas e pragmáticas capazes de auxiliar cada pessoa na gestão dos prazeres e dos riscos associados, de espaços de escuta clínica disponíveis onde o álcool possa ser pensado como função psíquica e não apenas como produto. Mas tudo isto inquieta, porque desafia um território amplamente ocupado por mensagens que tranquilizam o mercado, mas que deixa sem resposta clínica adequada quem não consegue beber ser se magoar. Pensar o álcool a partir desta perspectiva, implica aceitar que nem todos partem do mesmo lugar, nem todos dispõem das mesmas condições internas e externas para “moderar”. Implica reconhecer que o consumo fala, cumpre funções e, muitas vezes, protege de um sofrimento que não se sabe ainda suportar de outro modo. Enquanto sociedade, urge abandonar slogans confortáveis e assumir uma responsabilidade colectiva mais exigente — responsabilidade esta que não cabe a um único ministério. Pensar melhor, inovar mais, cuidar melhor, escutar mais. É nesta dialéctica - compreender as raízes do sofrimento e oferecer estratégias possíveis para o presente - que o trabalho conjunto se deve sustentar. Trazer a Redução de Danos para o centro da agenda pública é, em última instância, colocá-la ao serviço das pessoas. E isso — apesar de não ser simples — salva vidas. Por isso, estamos todos convocados."






O Espaço N deseja a todos os colaboradores, seus pacientes e amigos Votos de Festas Felizes! ✨️🎁✨️
23/12/2025

O Espaço N deseja a todos os colaboradores, seus pacientes e amigos Votos de Festas Felizes!

✨️🎁✨️

Partilhamos o artigo de opinião da Dra. Patrícia António, Directora Associada e colaboradora do Espaço N - Neurociências...
18/12/2025

Partilhamos o artigo de opinião da Dra. Patrícia António, Directora Associada e colaboradora do Espaço N - Neurociências, Saúde e Desenvolvimento de Lisboa, publicado na edição de hoje, 18 de Dezembro de 2025 do Jornal de Leiria, intitulado - "Quando o excesso do brilho das luzes de Natal não chega".

Texto integral aqui:

"Num interessante artigo de António Guerreiro (2024) – “O excesso é o nosso destino” – o autor convoca-nos para a ideia de que “o excesso, nas suas manifestações incessantes e desvairadas em todos os domínios da vida social, cultural e política, é o tema contemporâneo por excelência, a regra em que vivemos.” Também o Natal não foge a esta hipérbole. Nesta época do ano, em que as cidades se enchem de luzes e as agendas de compromissos, o Natal revela a sua face mais paradoxal. É o tempo do excesso: de consumo, de listas e tarefas, de expectativas e, sobretudo, da exigência silenciosa de sermos felizes. Um tempo que, à superfície, pede brilho, mas que na profundidade convoca aquilo que não tem nome — a vulnerabilidade humana que insiste em emergir quando os rituais se repetem e a memória se acende. Na clínica, este paradoxo surge com uma clareza particular. Entre a idealização do “espírito natalício” e a realidade interna de cada sujeito abre-se um espaço tenso e silencioso, onde a dor invisível encontra oportunidade para tomar forma. É na intimidade da relação terapêutica que estas memórias e “não memórias” do Natal regressam, por vezes, com uma força perturbadora: um palco onde se reactivam fantasmas antigos e desejos insatisfeitos; onde as ausências se tornam mais presentes do que os corpos que se sentam à mesa; onde a idealização se esbate perante conflitos familiares, lutos adiados, histórias interrompidas e feridas que nunca chegaram a ser narradas. Foi assim com a Maria (nome fictício), uma mulher adulta em psicoterapia há alguns anos. Numa das últimas sessões entrou devagar, como se o simples acto de se sentar exigisse um esforço interno. Segurava o casaco ao colo, não por frio, mas como quem segura um escudo. “Está tudo bem… mas temos o Natal à porta… é ele que me deixa assim, sem energia”, murmurou. O silêncio que se instalou abriu espaço ao que não era dito. “Ele”, fomos descobrindo, era uma saudade antiga — não apenas de alguém, mas de um tempo em que acreditava existir um lugar seguro para si na família. Era também a culpa por não corresponder ao ideal, por não ser a filha perfeita, a mulher incansável, a figura alegre que se espera nesta altura. Um ideal internalizado desde muito cedo, que regressava agora com a força de um mandato antigo. Ao nomearmos juntas esta dor, tornou-se claro que o vazio que sentia se reacendia tal como as luzes da cidade, como se o brilho externo denunciasse a sua dor interna. A experiência emocional da Maria também pode atravessar muitos de nós: o imperativo da perfeição e o excesso como defesa. A urgência das compras, os rituais perfeccionistas, a imposição de “não falhar” — tudo isto pode funcionar como uma tentativa de evitar o contacto com o que realmente se sente. Mas o corpo não mente. O inconsciente reclama o que ficou suspenso durante o ano inteiro. E, no silêncio desta época, podem surgir sintomas que são narrativas do indizível: insónias, irritabilidade, tristeza difusa, ansiedade sem rosto. Sintomas que são, afinal, formas de expressão de conflitos não simbolizados, i.e., pedidos de escuta. É aqui que a clínica se torna lugar de tradução e de presença. Espaço onde o excesso se desfaz e a dor invisível encontra nome. Onde a pessoa pode, com tempo e cuidado, habitar a sua própria história sem se perder nela. Onde o luto se integra, o conflito se pensa, o vazio se transforma não em pressa, mas em sentido. Quando o brilho das luzes de Natal não chega, a relação terapêutica torna-se o lugar onde o vazio interior pode finalmente ter voz. Nesta altura do ano, a dor psíquica tende a tornar-se mais nítida, como se a luminosidade exterior aumentasse o contraste com o que, dentro, permanece em sombra e isto conta. Talvez, neste Natal, possamos permitir-nos a um gesto contrário ao excesso: criar e oferecer presença. Fazer pausa. Respirar entre tarefas. Reconhecer que cada pessoa vive o Natal possível, não o idealizado. Que há beleza no imperfeito, dignidade no esforço silencioso e humanidade na fragilidade. Porque, no fundo, o que mais magoa não é a dor, mas a sua invisibilidade. E o que mais cura não é a perfeição, mas a presença: estar com o outro sem exigir que esteja bem; estar connosco sem pedir que sejamos outra coisa; olhar a vida como ela é, com as suas luzes e sombras. Que este seja um tempo de menor excesso e maior presença - consigo e com os outros."











Partilhamos o artigo de opinião da Dra. Patrícia António, Directora Associada e colaboradora do  N - Neurociências, Saúd...
04/12/2025

Partilhamos o artigo de opinião da Dra. Patrícia António, Directora Associada e colaboradora do N - Neurociências, Saúde e Desenvolvimento de Lisboa, publicado na edição de hoje, 04 de Dezembro de 2025 do Jornal de Leiria, intitulado - "O ambiente relacional e a arquitectura do Eu".

Texto integral aqui:
"No último mês, tive o privilégio de participar nas I Jornadas de Psicologia Clínica e da Saúde da Unidade Local de Saúde da Região de Leiria, dedicadas ao tema “A intergeracionalidade da Doença Mental”, não apenas enquanto profissional, mas também enquanto alguém que cresceu e viveu nesta cidade, onde mantenho grande parte da minha família e muitos amigos do coração. Um regresso a um lugar afectivo e simbólico. Talvez por isso, o tema que me endereçaram tenha feito tanto sentido: o impacto do ambiente relacional na formação da personalidade.
Na prática clínica, é algo que reencontramos todos os dias: o modo como cada um de nós se torna quem é depende desta palavra simples e complexa — ambiente. Não apenas o lugar onde nascemos ou o que nos rodeia, mas sobretudo a qualidade da presença humana que sustém, acolhe, traduz e, quando falha, pode deixar-nos à deriva. Tudo começa na relação. E, como lembrava Donald Winnicott (1993), psicanalista britânico, “não existe bebé sem mãe” — e, portanto, não existe vida psíquica fora de um ambiente relacional suficientemente bom. A nossa figura cuidadora é, no início, a primeira referência interior sobre a qual assenta toda a construção do nosso aparelho psíquico. Cabe-lhe o melhor possível, ir ao encontro das necessidades do seu bebé e nessas tentativas, encontrar o meio de satisfação das necessidades inerentes a um bom crescimento e funcionamento psíquico. Este ambiente relacional — entusiástico, previsível, sensível — possibilita que o Eu emerja, se sinta vivo e coerente. E é esta constância que funda, na mente da criança, as primeiras representações de segurança, de continuidade e de valor próprio. Quando estas funções falham — por intrusão, ausência ou incoerência — o mundo torna-se imprevisível e obriga a mente do bebé a organiza-se em torno da defesa e da sobrevivência. Instalam-se modos de funcionamento emocional que podem marcar toda uma vida, impedindo a autenticidade do verdadeiro self. Na clínica, vemos estas marcas sob a forma de vazio, hipervigilância, dificuldades de regulação, medo da dependência. São defesas antigas, construídas para garantir a sobrevivência psíquica quando o ambiente foi insuficiente. Nestes encontros iniciais desenha-se assim o nosso primeiro enredo emocional: confiança ou desconfiança básica, capacidade de depender ou medo da proximidade, sensação de existir para alguém — ou de não ter lugar. E tudo isto se inscreve primeiro no corpo, mesmo antes de existir em palavras. Por isso, a dependência — num sentido saudável — é fundadora da vida mental.
O nosso trabalho terapêutico é, nesta perspectiva, um trabalho de reconstrução do ambiente interno: recriar, na relação, condições para que o Eu volte a confiar e se reorganize. É um trabalho exigente, que pede tempo, presença, profundidade — e que se vê ameaçado pela constante pressão dos números e pela crise que atravessa os cuidados de saúde mental. Porque a crise da saúde mental é também uma crise dos ambientes humanos que deveriam sustentar, conter e permitir a diferenciação. A clínica lembra-nos diariamente que o ambiente continua a ser decisivo em qualquer idade. Cada relação terapêutica — no hospital, no consultório, na comunidade — pode tornar-se uma nova oportunidade de encontro, onde ser compreendido abre caminhos para novos sentidos e significados, caminhos de integração e reorganização interna.

A psicoterapia é esse espaço de hospitalidade psíquica onde o pensamento pode habitar e a dor pode ser sustentada. Quando suficientemente segura, a relação torna-se continente e matriz, devolvendo à pessoa a experiência fundamental de estar em relação sem se perder. A arquitectura interna do Eu constrói-se nestas experiências de presença e ausência, confiança e frustração, encontro e desencontro. É na relação — matéria viva da nossa humanidade — que o Eu pode reencontrar os seus alicerces e nascer de novo. Talvez o desenvolvimento psíquico seja exactamente isto: um processo relacional, contínuo, sempre inacabado. E o trabalho psicoterapêutico, no fundo, ajudar o outro — e a nós mesmos — a continuar a nascer."








No passado dia 11 de Novembro,  realizaram-se as I Jornadas de Psicologia Clínica e da Saúde, da ULS da Região de Leiria...
13/11/2025

No passado dia 11 de Novembro, realizaram-se as I Jornadas de Psicologia Clínica e da Saúde, da ULS da Região de Leiria dedicadas ao importante tema: "A intergeracionalidade da Doença Mental", com a participação da nossa Directora Associada, a Dra. Patrícia António, psicóloga clínica e psicoterapeuta.

Na sua comunicação "Entre Gerações e vínculos: o ambiente relacional na arquitectura do Eu", procurou transmitir como o Eu se vai construindo no espaço entre dois: entre o biológico e o relacional, entre o individual e o colectivo, entre o passado herdado e o presente que ousarmos reinventar! Porque ninguém se constrói sozinho - construímo-nos neste entre e o ambiente relacional, seja o ambiente precoce, social, ou o terapêutico, o verdadeiro palco do vir-a-ser!

Foi neste sentido que defendeu que a psicoterapia permanece uma arte do encontro humano - um espaço relacional onde o Eu pode, lentamente, reconhecer-se, confiar e recriar-se. Porque o nosso crescimento é relacional e sempre inacabado. Talvez o trabalho psicoterapêutico seja exactamente isto: ajudar o outro - e a nós mesmos - a continuar a nascer.





Partilhamos o artigo de opinião da Dra. Patrícia António, Directora Associada e colaboradora do Espaço N - Neurociências...
24/10/2025

Partilhamos o artigo de opinião da Dra. Patrícia António, Directora Associada e colaboradora do Espaço N - Neurociências, Saúde e Desenvolvimento de Lisboa, publicado na edição de ontem, 23 de Outubro de 2025 do Jornal de Leiria, intitulado - "Sentir e pensar sem paredes".

Texto integral aqui:

"10 de Outubro de 2025. Dia Mundial da Saúde Mental. Dia em que tive o prazer de participar no I Encontro de Inovação e Promoção da Saúde Mental – Novos Tempos, Novos Lugares, onde se cruzaram a investigação — que acrescenta sentido ao que vivemos na prática clínica — e a prática clínica — que, ao dialogar com a investigação, acrescenta hipóteses e abre caminhos de conhecimento. O encontro, que teve lugar no Hospital CUF Tejo, em Lisboa, revelou-se um momento eclético e rico, dedicado à inovação e à promoção da saúde mental, com elevada qualidade científica. Participei na mesa “Novos Lugares em Psicologia Clínica”, onde foram apresentados três projectos clínicos inovadores que procuram promover, cada um à sua maneira, a acessibilidade a cuidados especializados mais humanizados, para além dos muros que historicamente têm limitado a nossa intervenção: o Be a Mom!, programa digital de prevenção pós-parto, da equipa da colega Maria Cristina Canavarro (Universidade de Coimbra); o iTREATOCD, modalidade digital de suporte terapêutico a doentes com Pertubação Obsessiva Compulsiva (POC), da equipa da colega Mafalda de Sousa (Universidade do Minho); e o Projecto Consulta sem Paredes, da Equipa Manicómio, do qual faço parte. A minha comunicação, “Sentir e pensar sem paredes: um paradigma psicoterapêutico”, esteve ancorada na experiência clínica de trabalhar fora de portas, em particular no âmbito da Consulta sem Paredes, em colaboração com o MAAT – Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia. Neste projecto, as consultas de psicologia clínica, psiquiatria, psicoterapia e terapia familiar, ocorrem em espaços inesperados, públicos, abertos ao mundo e à criatividade, como a sala de um museu, uma biblioteca ou um jardim, onde o par terapêutico se tornam no próprio setting terapêutico e a relação se constrói no seio de um continente seguro, de intimidade e objectivos partilhados, assegurado pelo terapeuta. Nestes novos lugares ou settings terapêuticos ampliados, a relação psicoterapêutica mantém a sua profundidade e rigor ético, deontológico e científico, mas vai ao encontro das pessoas, onde elas estão — dando visibilidade, pertença e dignidade ao seu sofrimento psíquico. E isso conta. No dia em que a Organização Mundial de Saúde (OMS) assinala o Dia Mundial da Saúde Mental, este encontro lembrou-nos uma realidade incontornável: continuam a existir demasiadas pessoas sem acesso a cuidados especializados. E como sabemos, não existe saúde sem saúde mental, nem saúde mental sem o ambiente e as relações que a sustentam. Já não basta falar do aumento contínuo dos quadros de ansiedade e depressão em crianças, jovens, adultos e idosos, cada vez mais isolados e imobilizados na sua dor, dentro de corpos que não são tocados física e emocionalmente. É necessário inovar e criar, nestes novos tempos, novos lugares de cuidado emocional. Ir para o mundo, para a rua, para fora do consultório continua a ser o mesmo desafio de outrora: criar dispositivos terapêuticos acessíveis a todos, onde a humanidade do terapeuta e da pessoa se encontram. É aqui que a investigação e a prática clínica podem dialogar e fecundar-se mutuamente, expandindo o espaço interno e externo de ambos. Trata-se, no fundo, de criar um espaço vivo, de estar presente e dar-lhe vida. Porque a saúde mental é um assunto que nos deve interessar a todos. Falar sobre ela é uma responsabilidade comum e deve ser uma prioridade — um direito, e não um luxo! A OMS define a saúde mental como um estado de bem-estar que permite a cada um de nós realizar as suas capacidades e potencial, lidar com o stress normal do dia-a-dia, trabalhar produtivamente e contribuir activamente para a sua comunidade. Em causa estão conceitos como saber lidar com as incertezas da vida, reconhecer a nossa vulnerabilidade e, simultaneamente, não perder de vista o apoio e a cooperação humana, a criatividade e o entusiasmo — ingredientes que nos tornam vivos e nascem da relação viva com os outros. “Sentir e pensar sem paredes” é, afinal, a expressão de uma clínica viva."













No mês da Saúde Mental, a Equipa do Espaço N esteve representada em duas importantes iniciativas:- o Dr. André Ribeirinh...
10/10/2025

No mês da Saúde Mental, a Equipa do Espaço N esteve representada em duas importantes iniciativas:

- o Dr. André Ribeirinho Marques e a Dra. Patrícia António no ###IV Encontro das Taipas | 9 de Outubro 2025 com o tema "Invisibilidades".
O Dr. André Ribeirinho Marques numa importante intervenção intitulada: "Quando a intimidade se torna prisão. As invibilidades da dependência da pornografia".
A Dra. Patrícia António a convocar a relação terapêutica e a humanidade do terapeuta no trabalho psicoterapêutico com pessoas que consomem substâncias intitulada: "Vulnerabilidades invisíveis: entre o ideal e o vazio".

- a Dra. Elsa Trigo , a Dra. Sofia Caldeira Santos e a Dra. Patrícia António no I Encontro de Inovação e Promoção da Saúde Mental - Novos tempos, Novos Lugares. " | 10 de Outubro no Hospital Cuf Tejo.

A Dra. Patrícia António participou na mesa: Novos Lugares em Psicologia Clínica " onde falou da sua experiência clínica a trabalhar fora de portas, concretamente na Consulta sem Paredes do Projecto Manicómio numa comunicação intitulada "Sentir e pensar sem paredes: um paradigma psicoterapêutico."

Um bem haja a tod@s!

10 de Outubro. Dia Mundial da Saúde Mental. Voltamos a partilhar este artigo da Dra. Patrícia António. Assinalar e dar c...
09/10/2025

10 de Outubro. Dia Mundial da Saúde Mental. Voltamos a partilhar este artigo da Dra. Patrícia António. Assinalar e dar continuidade sempre!

Partilhamos o mais recente artigo de opinião da Dra. Patrícia António, psicóloga clínica e psicoterapeuta, nossa colaboradora e directora associada, publicado hoje na edição semanal do Jornal de Leiria intitulado: "Saúde Mental todos os dias!"
Uma reflexão acerca do direito à saúde mental enquanto um direito humano fundamental e das dificuldades de acessibilidade aos cuidados de saúde mental que continuam a existir.
Texto integral aqui:
"Outubro passou a correr. Vi-me, de repente, a regressar a várias frentes que um ano de ausência deixou em suspenso, mas com energia e vontade de recomeçar. Outubro foi também o mês dedicado a iniciativas nacionais e internacionais a propósito do Dia Mundial da Saúde Mental, celebrado anualmente a 10 de Outubro pela Organização Mundial de Saúde e que oferece a oportunidade de chamar a atenção para um aspecto muitas vezes descurado e negligenciado do nosso bem-estar: E se a saúde mental fosse todos os dias?! O slogan escolhido este ano foi: “Cuidados em saúde mental para todos: vamos torná-los uma realidade!”, com o objectivo de chamar a atenção de que existem demasiadas pessoas no nosso país e no Mundo que continuam a não ter acesso a cuidados de saúde mental. Depois de quase dois anos a viver num contexto de pandemia causada pela COVID-19, muitas pessoas sofrem hoje ainda mais de depressão e ansiedade e sentem-se profundamente sozinhas e isoladas. De acordo com o estudo da CISION e do Projecto Manicómio sobre “A saúde mental nos média” publicado recentemente no Jornal Económico (2021) e que analisou dados de 2019 a 2021, o número de notícias sobre temas do foro mental mais do que triplicou face ao período pré-pandemia. Neste mesmo estudo, a CISION identificou que o Dia Mundial da Saúde Mental contribui para um maior número de notícias neste período. Fundamentalmente este dia dá-nos a oportunidade de reflectir sobre a forma como podemos melhorar a nossa própria saúde mental e ir ao encontro dos outros para lhes perguntar como se sentem. Pessoalmente estive envolvida em duas iniciativas distintas, ambas promovidas em parceria com o Manicómio e que reproduziram muito bem este movimento de ir ao encontro do outro e falar abertamente dos problemas de saúde mental que se transportam, do que se sente, como se sente e que nome tem o que realmente se sente. E assim quebramos estigmas, damos nome às coisas e falamos da nossa capacidade humana e criativa de poder enfrentar o adoecer psíquico, promovendo sentimentos internos de liberdade de ser e confiança para lidar com as diferentes experiências emocionais que a vida encerra, sinal importante de saúde mental! Foi assim no Hospital da Luz, ao participar no Webinar “Unwrap your Mind – Uma conversa sobre novas abordagens em saúde mental”. Entre nós falámos sobre como adoptar novas abordagens em saúde mental, nos serviços de saúde, nas empresas e na comunidade, onde as próprias pessoas com experiência em doença mental possam ser tidas em consideração no seu desenho. Porque são as pessoas que nos interessam e não as doenças que elas transportam, é importante priorizar sistemas de cuidados que permitam e adoptem uma abordagem baseada em direitos humanos para a promoção da saúde mental. E a boa notícia foi conhecer boas práticas que já se fazem em muitas empresas no nosso país e que vão nesta direcção. Durante a sessão foi ainda possível falar abertamente do estigma que ainda perdura e silencia na hora de pedir ajuda, de como a aculturação ainda nos empurra a considerar que a saúde mental não é assim tão importante e de como a excessiva medicalização da dor emocional nos coloca no excesso da prescrição e no défice de intervenções psicossociais e de outros contextos sociais, capazes de prevenir o adoecer psíquico, por um lado, e serem alternativas essenciais para o tratamento, por outro. Foi assim também na inicitiva do BNP Paribas “Changing the way we see mental health”, inserida na “Let´s Get Mental Diversity Week 2021”, onde fui convidada a moderar o All Abroad Book Club a propósito do livro “Minor Feelings” de Cathy Park Hong (2021) que começa assim e em letras garrafais: “MY DEPRESSION BEGAN WITH AN IMAGINARY TIC” (p.3). Dar voz à doença mental que se carrega e falar da etnia, nacionalidade e cultura que fazem parte de nós, podem tornar-se temas muito pesados quando diz respeito à qualidade e ao seu impacto na saúde mental. Cathy Park Hong arrisca tudo isso neste livro na primeira pessoa e a zanga é uma das emoções dominantes que também pudemos sentir e verbalizar durante a sessão. O estigma e o preconceito racial falam muito alto, esgotam por dentro como refere Cathy no seu livro. Tornam-se num ruido ensurdecedor na mente de quem escuta e o impede de acolher. E também na mente de quem se sente constantemente a ocupar a terra de alguém, de quem se sente constantemente posto em causa na sua identidade, nos seus próprios sentimentos e a culpa que daí advém - um dos sintomas principais da depressão. Há cada vez mais literacia em saúde mental e tem sido feito um esforço grande para comunicar adequadamente, em particular na sequência da vivência pandémica que nos trouxe uma experiência traumática colectiva ainda por cuidar. No entanto, as respostas adequadas escasseiam. Serão necessárias medidas globais para garantir que as pessoas têm acesso a cuidados de saúde mental, independentemente da região onde vivem, do nível de rendimento, da idade, da etnia ou de outros factores, para dar resposta às causas subjacentes às doenças mentais. Essas causas assumem diversas formas (e.g. trauma, solidão, pobreza, perda de emprego) e devem ser alvo de intervenções que visam melhorar as condições em que as pessoas vivem, trabalham, brincam e envelhecem. Porque só juntos podemos progredir para um mundo onde uma boa saúde mental está ao alcance de todos, todos os dias!"









Endereço

Avenida Da Igreja, 68, 1º Dto
Lisbon
1700-240

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 12:00 - 20:00
Terça-feira 12:00 - 20:00
Quarta-feira 12:00 - 20:00
Quinta-feira 12:00 - 20:00
Sexta-feira 12:00 - 20:00

Website

Notificações

Seja o primeiro a receber as novidades e deixe-nos enviar-lhe um email quando Espaço N - Neurociências, Saúde e Desenvolvimento de Lisboa publica notícias e promoções. O seu endereço de email não será utilizado para qualquer outro propósito, e pode cancelar a subscrição a qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Prática

Envie uma mensagem para Espaço N - Neurociências, Saúde e Desenvolvimento de Lisboa:

Compartilhar

Share on Facebook Share on Twitter Share on LinkedIn
Share on Pinterest Share on Reddit Share via Email
Share on WhatsApp Share on Instagram Share on Telegram

Categoria