09/01/2026
A maior parte das batalhas que uma mulher vive não se vê a olho nu. A dor que não aparece nos exames, o cansaço que ninguém percebe, o desconforto que não se explica, o medo de não ser levada a sério, o esforço diário para continuar a trabalhar, cuidar da família, sorrir, isso mesmo quando o corpo está esgotado.
A dor pélvica crónica, a endometriose, a adenomiose, a ansiedade, o impacto no sono, na energia e na autoestima, nada disto se vê ao primeiro olhar, mas tudo isto importa.
Cada mulher carrega uma história que não cabe em frases prontas. Há dias bons e dias difíceis. Há avanços e recaídas. Há força, mas também fragilidade e ambas são humanas.
Este é um lembrete simples, mas fundamental: não tens de justificar aquilo que sentes, a tua dor é válida.
Tu mereces cuidado, compreensão e espaço para seres quem és, com tudo o que vives, e não apenas com o que se vê.