02/10/2025
Sr. João, 74 anos, Campo de Ourique. Ex-diretor de escola durante 35 anos. A vida inteira a tocar a campainha às 8h15, aulas às 8h30. Há 10 anos reformado, mas o relógio interno continua suíço.
"Já experimentei três empresas de apoio. Uma dizia ‘entre as 9h e as 11h’ – como se eu não tivesse vida. Outra mandava pessoas diferentes, cada uma a sua hora. Tenho consulta às 11h e aparecem-me às 10h45?"
Quando nos ligou, foi direto: "Se não garantem pontualidade, nem vale a pena."
Garantimos. Mas ele não acreditou. "Vamos ver quanto tempo dura.", disse.
No primeiro dia, a Carla chegou às 8h55. Esperou no prédio. Tocou às 9h00 em ponto. Nem antes, nem depois.
Fez isto todos os dias. Chuva? 9h00. Trânsito? 9h00. Até no dia da greve geral do metro: dois autocarros, 20 minutos a pé — e lá estava ela às 9h00.
"Quer saber quando acreditei mesmo?", disse-nos o Sr. João ontem.
"No dia da greve. Vi-a da janela a subir. Parou, respirou fundo… e tocou às 9h00. Isso é respeitar quem eu sou."
Hoje, oito meses depois, o Sr. João repete aos amigos do café: "A Carla? Chega sempre a horas. Como deve ser."
Respeitar o tempo é respeitar a vida.
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