Sociedade Portuguesa da História do Protestantismo

Sociedade Portuguesa da História do Protestantismo A SPHP tem como objectivo promover a investigação, a preservação de documentos e a divulgação da história, da teologia e da cultura do protestantismo.

Foi com profunda tristeza que tomámos conhecimento da notícia do falecimento do nosso membro Eliseu Alves.Formado em Ciê...
25/06/2022

Foi com profunda tristeza que tomámos conhecimento da notícia do falecimento do nosso membro Eliseu Alves.

Formado em Ciências Históricas pela Universidade Portucalense, exerceu a sua atividade profissional como docente do ensino básico e secundário e como coautor de manuais escolares pela Porto Editora. Publicou ainda três obras juvenis de grande tiragem: A minha história de Portugal (2014), A minha história dos descobrimentos (2015) e A minha história da Europa (2019).

Eliseu Alves era filho de Carlos Alves, grande dinamizador do trabalho dos irmãos da zona norte do país. Congregava na Igreja Evangélica em Oliveira do Douro onde era Ancião.
Esteve também envolvido com diversas associações do meio evangélico Português como o GBU e ACM do Porto, da qual foi seu Presidente.

A convite da SPHP participou em Novembro de 2021 nas celebrações do centenário da Aliança Evangélica Portuguesa que decorreram no Porto.

A SPHP endereça à família de Eliseu Alves as mais sentidas condolências.

ARQUIVOS LOCAIS, ARQUIVOS GLOBAIS | 29.Abr.2022 14:30Este será o quarto encontro da Rede de Arquivos de Instituições Rel...
29/04/2022

ARQUIVOS LOCAIS, ARQUIVOS GLOBAIS | 29.Abr.2022 14:30

Este será o quarto encontro da Rede de Arquivos de Instituições Religiosas (RAIR), cujos objetivos consistem na promoção do estudo, da preservação, da organização e da divulgação do património documental das instituições religiosas.
Na sequência do lançamento público (abril de 2021), dos encontros sobre "Investigação e Redes de Arquivos" (julho de 2021), "Memória e Arquivos" (outubro de 2021), e "Arquivos Locais, Arquivos Globais".

PROGRAMA
A missão dos arquivos na Era Global

- Keynote speaker: D. José Tolentino Mendonça (Arquivo Apostólico Vaticano | Biblioteca Apostólica Vaticana)

- Instituições sem arquivo: desafios para o estudo do Santo Ofício de Goa
Miguel Rodrigues Lourenço (Nova-CHAM | UCP-CEHR)

- Bible Society's Archives: um ponto de partida para a história da circulação da Bíblia em português no século XIX
Rita Mendonça Leite (UCP-CEHR | CH-ULisboa)

Moderação Maria Inácia Rezola (ESCS-IPL | Nova-IHC)

IN MEMORIAMJosé Manuel Leite (1940-2021)José Leite nasce em Lisboa em 24 de março de 1940, de famílias ligadas ao protes...
22/11/2021

IN MEMORIAM
José Manuel Leite (1940-2021)

José Leite nasce em Lisboa em 24 de março de 1940, de famílias ligadas ao protestantismo português. Após terminar os estudos secundários no Liceu Pedro Nunes, ingressa em 1959 no Seminário Presbiteriano de Teologia, em Carcavelos. Continua os seus estudos na Faculdade de Teologia de Montpellier (França) e no Instituto Ecuménico de Bossey (Universidade de Genebra, Suíça). Chega a preparar uma tese de doutoramento na Universidade de Salamanca, sobre Miguel de Unamuno, que nunca chega a defender. Por outro lado, com o objetivo de ajudar os agricultores das suas paróquias, faz o bacharelato em Agronomia no Escola Superior Agrária de Coimbra (1967-1970).

Ordenado pastor da Igreja Evangélica Presbiteriana em 1964, casa-se com Eunice Soares, e assume o seu primeiro pastorado nas paróquias de Alhadas (Figueira da Foz) e Bebedouro (Montemor-o-Velho).

Pastor em comunidades rurais José Manuel Leite estuda sobre o que pode servir aos seus fieis e em 1968, juntamente com diversos agricultores, funda a Cooperativa Agrícola do Bebedouro, da qual será o seu primeiro gerente técnico.

Em 1969 é nomeado como primeiro português Diretor do recém inaugurado Centro Ecuménico Reconciliação, em Buarcos, Figueira da Foz, lugar que ocupa até 1988.

Atento à realidade, José Manuel Leite torna-se o primeiro presidente democraticamente eleito da Câmara Municipal da Figueira da Foz, depois da Constituição de 1976, cargo que ocupa, com devoção e brilho, entre 1976 e janeiro de 1980.

Em 1988 funda a Oikos – Cooperação e Desenvolvimento, uma ONG de cariz ecuménico e universalista, que é uma das primeiras ONGD portuguesas.

Em 1988 vai para Genebra, trabalhar como Secretário Executivo do Departamento “Justiça, Paz e Direitos Humanos”, da Conferência das Igrejas Europeias (KEK ou CEC), e com a responsabilidade de organizar a 1.ª Assembleia Ecuménica Europeia (Basileia 1989). Em Genebra é também escolhido para representar o Conselho Mundial de Igrejas na Comissão de Direitos Humanos da ONU.

De regresso a Portugal em 1994, assume o reitorado do Seminário Evangélico de Teologia, de Lisboa, para onde se mudara desde Carcavelos, e aí ensina Patrística e Ecumenismo. Ao mesmo tempo volta ao pastorado na sua adorada comunidade rural do Bebedouro.

É membro de diversas Comissões Ecuménicas entre as Igrejas do COPIC e a Igreja Católica Romana.

No Sínodo da Igreja Evangélica Presbiteriana de Portugal de 1995 é eleito presidente da Igreja, e da sua Comissão Executiva, funções que desempenha até 2002. Nestas funções conduz reformas importantes e necessárias, com vista a preparar a Igreja na o novo milénio e os seus desafios. Foi também, posteriormente, presidente do Sínodo nacional da sua Igreja.

Foi um dos presidentes do Conselho Português de Igrejas Cristãs (COPIC), que ajudou a fundar, membro da “Comissão Igreja e Sociedade” da KEK (Bruxelas) e de alguns grupos de trabalho do Conselho Mundial de Igrejas (Genebra). Foi ainda membro da Direção da Sociedade Bíblica de Portugal.

Autor de muitos artigos em revistas teológicas e ecuménicas, em Portugal e no estrangeiro, tem colaborado com a imprensa regional e nacional, diária e semanal, em assuntos ligados às relações Igreja/Estado, religião e politica.

Escreveu “A Igreja Una e Plural” , como uma introdução ao ecumenismo, que tem servido de livro de texto para os seus alunos desta área.

Para além da atividade ligada à escrita, José Manuel Leite tem sido conferencista em muitos fóruns, tanto em Portugal, como no estrangeiro.

Em 24 de junho de 2018, a Câmara Municipal da Figueira da Foz, que já tinha atribuído o seu nome a uma artéria do município, agraciou-o com o título de Cidadão Honorário da Figueira da Foz, entregando-lhe a medalha de ouro e a chave da cidade. Esteve presente o Ministro da Administração Interna.

Vem a falecer em Coimbra, a 22 de novembro de 2021.

David Valente
22 de Novembro de 2021

Foi publicado mais um número da revista Lusitânia Sacra do Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Catól...
12/08/2021

Foi publicado mais um número da revista Lusitânia Sacra do Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa (CEHR-UCP).

Destacamos os artigos:
- «A Sociedade Bíblica e a promoção da influência educativa e civilizadora da Bíblia no Portugal do século XIX», de Rita Mendonça LEITE.
- «“Uma experiência interessante”: o Estado Novo português e o cristianismo holandês nas décadas de 1930 e 1940», de Tom-Eric KRIJGER.

Este portal disponibiliza revistas científ**as publicadas pelos Centros de Investigação e Unidades de Ensino da Universidade Católica Portuguesa. Tem como objetivo aumentar a visibilidade e alcance das publicações e promover a qualidade editorial.

IN MEMORIAMDimas de Almeida (1937-2021)Uma das figuras culturalmente mais marcantes do protestantismo português, nasceu ...
11/08/2021

IN MEMORIAM
Dimas de Almeida (1937-2021)

Uma das figuras culturalmente mais marcantes do protestantismo português, nasceu no Montijo, filho de António d’Almeida e de Madalena Dimas d’Almeida.

Cedo manifestou a sua propensão para o estudo e a sua sensibilidade religiosa na comunidade presbiteriana do Montijo. Ingressou no Seminário Presbiteriano de Teologia (mais tarde Seminário Evangélico de Teologia), em Carcavelos, tendo servido primeiro como evangelista e depois como seminarista em Moura, Pias e Aldeia Nova (Outubro de 1958 a Julho de 1959 e de Setembro de 1960 até 1961), onde encontra sua esposa Suzete Simão Arrais (Dimas Almeida) com quem casa em 1 de setembro de 1960. Vão ter dois filhos: a Célia (n. 1961) e o Paulo (n. 1970). De volta a Lisboa para completar os seus estudos no Seminário colabora na Igreja Evangélica Lisbonense à Rua Febo Moniz, com o Rev. Carlos A. Vasconcelos. Termina em 1965 a sua tese de licenciatura em Teologia, sobre Efésios 4, e é ordenado pastor da igreja Evangélica Presbiteriana de Portugal. Em 1965/1966, já ordenado, f**a a pastorear a Igreja Presbiteriana de Lisboa, à Rua Tomás da Anunciação, pois o pastor desta paróquia, Rev. Augusto Esperança (1928-2018), estava em Boston, EUA, a fazer o seu mestrado. Nessa igreja, em 1965, Dimas Almeida é contactado por uma leiga católica, Teresa Martins Carvalho, que lhe lança o desafio ecuménico a que responderá o resto da sua vida. Juntamente com Teresa Carvalho, com o padre católico Gregório Neves, professor no Seminário dos Olivais, e com o bispo da Igreja Lusitana D. Luiz César Pereira (1908-1984) formam a primeira comissão para o diálogo Ecuménico em Portugal. Nesses meios fervilhava o debate político e a oposição ao Estado Novo; esse ambiente e as leituras de Karl Barth, cimentaram em Dimas uma profunda consciência da vocação política do cristão. Quando é colocado como pastor nos Açores, em 1966, vai levar estas duas heranças: a ecuménica que desenvolve juntamente com o padre Edmundo M. Pacheco (1925-2015), na Ribeira Grande, onde mantêm uma coluna num jornal micaelense, e a da consciência do papel dos cristãos na política, que partilha com várias figuras de S. Miguel, como Ernesto Melo Antunes (v. A Oposição ao Salazarismo em S. Miguel e outras Ilhas Açorianas, de Mário Mesquita). De regresso a Lisboa, em 1969, vem pastorear a Igreja Presbiteriana de Lisboa – entretanto, Esperança saíra para dirigir a Sociedade Bíblica –, e volta a integrar-se nos ambientes ecuménicos e da oposição cristã a Marcelo Caetano. É um dos pioneiros na troca de púlpitos com padres católicos, tendo chegado a concelebrar com o padre Alberto Neto (1931-1987), para admiração e escândalo de muitos protestantes e católicos e para testemunho de que a «passagem do anátema ao diálogo era possível», segundo o próprio Dimas Almeida.

Ao mesmo tempo, passa a lecionar e depois a dirigir o Seminário Evangélico de Teologia, onde é docente de Grego, Teologia do Novo Testamento, Exegese e muitas outras disciplinas. A atividade pastoral e docente de Dimas não passa desapercebida à PIDE-DGS, que em 27 de março de 1970 envia quatro agentes a sua casa, lhe revista a biblioteca e lhe apreende os livros Evangélisation et Politique, de Phillippe Maury, Information du Monde et Predication de l’Evangile, de Jean-Marc Chappuis, Educação Sexual para Crianças, e um cartoon do seu colega Manuel P. Cardoso. Dois dias depois das buscas da PIDE nasceria o Paulo, segundo filho de Suzete e Dimas. Em 1973, juntamente com o então presidente da Igreja Presbiteriana de Portugal, Rev. Rui A. Rodrigues, toma posição pública sobre a prisão e morte pela PIDE do presidente da Igreja Presbiteriana de Moçambique, Rev. Zedequias Manganhela (1912-1972), na prisão de Machava, o que lhe traz novos dissabores. Em 1973, Dimas deixa de pastorear a Igreja Presbiteriana de Lisboa e vai para a paróquia de Algés, que sendo mais pequena lhe deixava mais tempo livre para a sua paixão maior, o ensino teológico. Foi Reitor do Seminário Evangélico de Teologia, primeiro na Avenida do Brasil e depois na Rua Tomás da Anunciação, escola viva por onde passaram muitos pastores presbiterianos, metodistas, lusitanos (anglicanos), católicos, batistas, portugueses bem assim como inúmeros oriundos de Angola e Moçambique. Depois de uma curta passagem pelo pastorado da paróquia da Ajuda (Lisboa), Dimas Almeida deixa a atividade pastoral, mas não abandona o ensino.

Sempre sensível ao evoluir dos tempos vai, a partir de 1995/1996, trabalhar num novo projeto em colaboração com o frade dominicano Frei Bento Domingues. Trata-se do curso em Ciência das Religiões da Universidade Lusófona, que arranca em 1998, e onde lecionou a alunos de licenciatura e mestrado as cadeiras de Grego, Introdução ao Pensamento Contemporâneo, Psicologia das Religiões, Ética e muitas outras matérias. Em 2003 vê reconhecidos os estudos que completara em França, na Faculdade de Teologia de Montpellier, por meio da Universidade Nova de Lisboa, que nomeou como júri os padres Carreira das Neves e Borges de Pinho.
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Dimas também nunca abandona a atividade ecuménica, pois mantém até ao fim da sua vida, primeiro em sua casa, em Carcavelos, e depois de 2020, devido à pandemia, através dos meios de comunicação informáticos, um grupo de estudos bíblicos por onde passaram muitos católicos e protestantes, leigos e pastores interessados, conhecido como o Grupo Ecuménico de Carcavelos.

Traduziu diversas obras de que se destacam: 95 Teses de Lutero (2008), Breve Instrução Cristã, de Calvino (2009), Ética a Nicómaco, de Aristóteles (2012), Pequena Filocália (2017). Foi autor de diversos escritos, artigos, entrevistas, recensões, publicados em livros, revistas e em acesso online, de que se podem destacar: Guerra e Paz – Uma Perspetiva Bíblica (2002), a larga «Introdução» à Revista Lusófona de Ciência das Religiões com o tema As contingências e Incidências do Pensamento de João Calvino, e o Ensaio sobre a Tradução dos Evangelhos e Salmos da CEP (2020). Ministrou via online um curso sobre o Evangelho de S. Marcos, que também traduziu do grego.

Intelectual de primeira água e comunicador de alto nível, Dimas Almeida marcou profundamente milhares de cristãos pelo seu ensino e o seu testemunho. Faleceu hoje, 11 de Agosto de 2021. A admiração que merece de muitos é grande, a saudade que deixa é enorme.

David Valente
11 de Agosto de 2021

https://sphp.pt/antonio-jose-dimas-almeida/

ULHT - Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias Igreja Evangélica Presbiteriana de Portugal - IEPP Igreja Presbiteriana de Lisboa (Tomás) Aliança Evangélica Portuguesa Copic-Conselho de Igrejas Cristãs

Cerimónia Fúnebre Pastor António José Dimas de Almeida
Hora: 13 ago. 2021 01:50 da tarde Londres

Entrar na reunião Zoom
https://us02web.zoom.us/j/87575011321?pwd=S1ZUZE9TTlhmZkw1NG9NMXB4bWYrdz09

ID da reunião: 875 7501 1321
Senha de acesso: iepl

Passam hoje precisamente 175 anos (9 de Agosto de 1846) que os protestantes madeirenses foram alvo de um violento ataque...
09/08/2021

Passam hoje precisamente 175 anos (9 de Agosto de 1846) que os protestantes madeirenses foram alvo de um violento ataque perpetrado pela população local.

Na sua obra O Apóstolo da Madeira, Michael P Testa recorda-nos este episódio, comparando-o ao violento ataque que os huguenotes franceses sofreram em 1572.

“O DIA DE S. BARTOLOMEU” NA MADEIRA

«No domingo, 9 de Agosto, pelo meio-dia, terminava a missa a Nossa Senhora do Monte, celebrada na Catedral. Um foguete subiu estalando no ar, sinal que marcava o “Dia de S. Bartolomeu Madeirense”, ainda que exageradamente assim chamado. A violência que rebentou em toda a ilha, foi terrível e devastadora. A brutalidade e os archotes foram mobilizados numa cruzada para exterminar a heresia.

A ameaça crescente do antiprotestantismo, durante a semana precedente, só podia ter resultado em desenfreadas violências. Desde o dia 2 de Agosto que ameaças e injúrias atrozes eram dirigidas contra os «calvinistas». Afinal, uma série de ataques foram feitos, começando pelas casas e campos cultivados dos protestantes portugueses. “Todas as noites”, escreve o capitão J. Roddam Tate, um oficial aposentado da Armada britânica, residente na Madeira, “nós sabíamos de algum novo caso de violência e crueldade, até que por fim eles se sentiram na necessidade de buscar salvação na fuga”.

Em Santo António da Serra e Lombo das Faias, as autoridades invadiram as casas dos crentes, altas horas da noite. Soldados aquartelaram-se nas casas donde haviam expulsado os seus locatários hereges, muitos deles mesmo em roupas de dormir. Os soldados e os seus cúmplices saqueavam as casas, matando porcos, cabras e galinhas, banqueteando-se com as provisões dos camponeses que fugiam para lugares escondidos nas montanhas. Mulheres e raparigas sofreram indignidades e os homens foram severamente espancados. Vinte e dois homens e raparigas. tidos como dirigentes do movimento, foram apanhados e metidos numa velha masmorra onde as condições eram simplesmente chocantes.. À semelhança de Paulo e Silas na prisão de Filipos, eles “cantavam hinos a Deus”:

Cá sofremos aflição
Cá, desgostos perto estão,
Mas lá no céu há paz

Oito e nove de Agosto. Foram dias de grave perigo e sofrimento para todos aqueles, que de qualquer forma, estivessem associados ao movimento evangélico. Centenas buscaram abrigo ou esconderijo entre os matagais, nas vertentes das montanhas, onde vagabundearam dias e dias, perseguidos pelos seus inexoráveis inimigos. As autoridades civis perderam o controle sobre as quadrilhas de despojadores, muitos deles convencidos de que estavam cooperando numa cruzada santa contra os hereges. Os protestos dos residentes ingleses e de muitos bons portugueses que estavam horrorizados com o bárbaro espectáculo de fanatismo e terror, não foram atendidos.

A FUGA DO DR. KALLEY

Na manhã de domingo, 9 de Agosto, a senhora Kalley foi conduzida, sob disfarce, a casa do cônsul inglês, que, veio depois a saber-se, na manhã daquele mesmo dia, saiu para a sua casa de campo. Durante a semana anterior o Dr. Kalley fora aconselhado pelos seus amigos e pelo cônsul inglês a deixar a ilha, antes que a sua vida corresse perigo maior. Era já quase tarde demais quando ele atendeu aos persistentes conselhos de seus amigos. Disfarçou-se de mulher doente, e foi transportado numa rede, que era a maneira habitual de então transportar os inválidos, para a quinta dos Pinheiros e, ali, antes que nascesse o Sol, no dia 9 de Agosto, foi posto a bordo do navio britânico «Forth», o qual, providencialmente, tinha aportado na baía do Funchal. Nesse mesmo dia, do convés do navio «Forth» pôde ver uma espessa coluna de fumo e chamas envolvendo a sua casa no distrito de Santa Luzia. Casa, mobília, material cirúrgico e provisões, valiosa biblioteca e insubstituíveis manuscritos foram destruídos naquele holocausto . Pôde ainda observar outra nuvem de fumo que se levantava de todas as Bíblias e publicações evangélicas que foram impiedosamente destruídas pelo fogo, na Praça da República. O hospital foi saqueado e grandemente danif**ado; muitas das escolas domésticas foram também incendiadas.

Naquela tarde o «Forth» seguiu o seu destino para Trindade nas Índias Ocidentais Inglesas, como estava previsto. Ali o Dr. Kalley e sua esposa mais tarde se reencontraram e juntos seguiram para a Inglaterra.»

Michael P. TESTA
O Apóstolo da Madeira. [S.l.] : Igreja Evangélica Presbiteriana de Portugal, 1963.

Massacre da noite de S. Bartolomeu, da autoria do artista huguenote François Dubois. Esta ilustração refere-se ao massacre que ocorreu em França, nos dias 23 e 24 de Agosto de 1572, contra milhares de protestantes franceses.

Abel Pinheiro Rodrigues, fundador da União Bíblica em Portugal e um dos pioneiros dos campos bíblicos, nasceu a 23 de Ju...
23/06/2021

Abel Pinheiro Rodrigues, fundador da União Bíblica em Portugal e um dos pioneiros dos campos bíblicos, nasceu a 23 de Junho de 1921, há precisamente 100 anos.

UNIÃO BÍBLICA PORTUGAL Génesis - CIIP

«Samuel Douglas Faircloth nasceu a 22 de Junho de 1921, há precisamente 100 anos. Em 1943 formou-se em Bíblia e Teologia...
22/06/2021

«Samuel Douglas Faircloth nasceu a 22 de Junho de 1921, há precisamente 100 anos.

Em 1943 formou-se em Bíblia e Teologia no Wheaton College de Illinois, onde foi colega de Billy Graham, e mais tarde completou o mestrado em Divindades e o doutornamento em missiologia.

Ainda em 1943 casou com Arliss A. Albright com quem teve sete filhas.

Enviado pela Conservative Baptist Foreign Missionary Society em 1949, foi missionário em Portugal durante trinta e seis anos. Esteve na origem do Seminário Teológico Baptista de Leira (1949), do Instituo Bíblico Português (1977), da Mocidade para Cristo em Portugal (anos 1950), Homens Cristãos de Negócios (anos 1960) e do Movimento Promotor de Evangelização (1961). Foi ainda misisonário na Holanda e Brasil.

A partir de uma pequena comunidade que se reunia em Sassoeiros, organizou em 1963 a Igreja Baptista da Parede.
Em 1985 publicou o Guia para o Plantador de Igrejas, editado pelo Núcleo e em 2016 All the Days of My Life: The Autobiography of a Pioneer Missionary in Europe.

Samuel Faircloth faleceu a 23 de Novembro de 2020, em Wheaton, Illinois.»

http://sphp.pt/23994-2/

A SPHP estreia o seu canal do Youtube com o video da colóquio Lutero 500 Anos: Herege e Inimigo do Estado.Realizado no â...
31/05/2021

A SPHP estreia o seu canal do Youtube com o video da colóquio Lutero 500 Anos: Herege e Inimigo do Estado.

Realizado no âmbito do quinto centenário (1521) da bula de excomunhão de Martinho Lutero (1483-1546) pelo papa Leão X e do Edito de Worms, promulgado pelo imperador Carlos V, que o proscreveu do Sacro Império Romano Germânico. Com a participação dos doutores Tom-Eric Krijger, professor auxiliar em História Cultural do Cristianismo no Centro de Ciências Religiosas da Universidade de Leiden (Holanda), e Adone Agnolin, professor associado (Livre Docente) em História Moderna no Departamento de História (programa de História Social) da Universidade de São Paulo (Brasil).

Realizado no âmbito do quinto centenário (1521) da bula de excomunhão de Martinho Lutero (1483-1546) pelo papa Leão X e do Edito de Worms, promulgado pelo im...

Sessão de lançamento da Rede de Arquivos de Instituições Religiosas (RAIR) | 15-16.Abr.2021«A Rede de Arquivos de Instit...
15/04/2021

Sessão de lançamento da Rede de Arquivos de Instituições Religiosas (RAIR) | 15-16.Abr.2021

«A Rede de Arquivos de Instituições Religiosas (RAIR) é uma iniciativa promovida pelo Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa (UCP-CEHR) em parceria comum conjunto de entidades nacionais, como a Conferência Episcopal Portuguesa, o Conselho Português de Igrejas Cristãs, a União das Misericórdias Portuguesas e a Cáritas Portuguesa. Conta ainda o apoio da Sociedade Portuguesa de História do Protestantismo e da BAD - Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas, Profissionais da Informação e Documentação.

O seu lançamento oficial terá lugar numa iniciativa pública, em ambiente virtual, nos dias 15 e 16 de abril de 2021. Com início pelas 14h30, o primeiro dia conta com a presença do diretor-geral da DGLAB/Torre do Tombo e o programa integra um conjunto de conferências sobre problemáticas da arquivística na Europa e em Portugal. No segundo dia decorre uma mesa redonda sobre práticas de organização e difusão de arquivos de instituições de cariz religioso. Na sessão de encerramento, pelas 17h30, estarão representantes das entidades promotoras e a Reitora da UCP.

A sessão de lançamento da RAIR constitui o momento de apresentação pública de um programa colaborativo do UCP-CEHR. Os objetivos da Rede consistem na promoção do estudo, da preservação, da organização e da divulgação do património documental das instituições religiosas. Com base em diversif**adas formas de parceria institucional, pretende-se incentivar a articulação entre as instituições religiosas, os seus arquivos e a investigação realizada na academia.»

https://ft.ucp.pt/news/sessao-de-lancamento-da-rede-de-arquivos-de-instituicoes-religiosas-rair-29186?fbclid=IwAR1_Cju5m_O_V_5GmksDoA9Yw-BYXOeZH8cKKACT3QmZlKlSzl8NuT9rpig

A Rede de Arquivos de Instituições Religiosas (RAIR) é uma iniciativa promovida pelo

SEMINÁRIO INTERNACIONAL RELIGIÃO ARTE E LITERATURA | 18.Nov.2020Amanhã, 18 de Novembro, vai realizar-se o I Seminário In...
17/11/2020

SEMINÁRIO INTERNACIONAL RELIGIÃO ARTE E LITERATURA | 18.Nov.2020

Amanhã, 18 de Novembro, vai realizar-se o I Seminário Internacional de Religião, Arte e Literatura"da Universidade Lusófona (Área de Ciência das Religiões), entre as 10H00 e as 19H30.
As Sessões vão ser transmitidas via Facebook (https://www.facebook.com/Ciencia.das.Religioes/)

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Lisbon

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