29/01/2026
Medicamentos para perda de peso: o outro lado da moeda — e o papel da cirurgia bariátrica ⚠️
Os análogos do GLP-1 (como a semaglutida) vieram mudar profundamente o tratamento da obesidade e trouxeram benefícios reais para muitos doentes.
Ainda assim, uma recente reportagem internacional chama a atenção para riscos e limitações que não podem ser ignorados.
👉 Entre os efeitos descritos estão:
• Náuseas, vómitos, obstipação e desconforto gastrointestinal persistente
• Défices nutricionais e perda de massa muscular
• Alterações do humor, ansiedade e sintomas depressivos
• Relatos de alterações visuais raras, mas potencialmente graves
• Elevadas taxas de abandono do tratamento
• Reganho rápido de peso após suspensão do fármaco
• Necessidade de uso prolongado ou indefinido para manter resultados
📌 O ponto-chave: estes medicamentos não tratam as causas da obesidade, apenas modulam o apetite. Sem mudança estrutural do comportamento alimentar e sem estratégia de longo prazo, os resultados tendem a ser transitórios.
🔵 O contraponto: cirurgia bariátrica
A cirurgia bariátrica e metabólica continua a ser o tratamento mais eficaz e sustentado da obesidade grave, com benefícios bem documentados:
✔️ Perda ponderal significativa e duradoura
✔️ Elevadas taxas de remissão da diabetes tipo 2
✔️ Melhoria ou resolução de hipertensão, dislipidemia e apneia do sono
✔️ Redução comprovada da mortalidade cardiovascular e global
✔️ Impacto metabólico e hormonal profundo, atuando nos mecanismos da doença, não apenas no apetite
📊 Ao contrário da medicação isolada, a cirurgia promove uma reprogramação metabólica e, quando integrada num acompanhamento multidisciplinar, oferece resultados consistentes a longo prazo.
🔎 A obesidade é uma doença crónica, complexa e heterogénea.
💬 Não existe uma solução única — mas existem estratégias eficazes quando bem indicadas, bem explicadas e bem acompanhadas.