Diana Marcelino - Psicologia

Diana Marcelino - Psicologia Aqui falamos de prevenção do abuso sexual e maus tratos, por uma infância com dignidade

Num “porta-te bem” cabe um pedido silencioso de adaptação, contenção e apagamento.E muitas crianças aprendem cedo que se...
26/01/2026

Num “porta-te bem” cabe um pedido silencioso de adaptação, contenção e apagamento.

E muitas crianças aprendem cedo que ser amadas passa por não incomodar e fazem-no bem de mais porque querem ser amadas, pertencer e não perder o vínculo que precisam para sobreviver.

Se precisares de ajuda para pensar limites sem apagar quem a criança é, as consultas de aconselhamento parental estão abertas.

Link na bio .psi

Tudo o que é falado torna-se humano para a criança. Tudo o que é silenciado mantém-se num estado que não se integra.Há d...
22/01/2026

Tudo o que é falado torna-se humano para a criança. Tudo o que é silenciado mantém-se num estado que não se integra.

Há dores que só aprendem a existir quando são nomeadas. E não, não é preciso grandes discursos, nem explicações perfeitas. Basta não tentar apagar ou anestesiar; não dizer que não foi nada quando o corpo lhe diz que foi.

Cuidar e educar é emprestar palavras enquanto a criança ainda não as tem e sustentar emoções sem pressa de as corrigir.

Se sentes dúvidas sobre como acolher o que a tua criança sente sem cair no exagero ou no silêncio, o aconselhamento parental pode ajudar-te a olhar para estas situações com mais clareza, segurança e respeito.

O link para marcação está na bio!
psi

E se te reconheces aqui, talvez não seja apenas sobre a criança que estás a ver agora.Talvez seja também sobre a criança...
16/01/2026

E se te reconheces aqui, talvez não seja apenas sobre a criança que estás a ver agora.

Talvez seja também sobre a criança que foste. Porque as marcas da parentificação não desaparecem com a idade.

Aprendemos a chamá-las por outros nomes: responsabilidade, autonomia, força.

Mas o corpo lembra-se.

O desfralde precisa de tempo, maturação, segurança e vínculo.E o amor que tem de ser conquistado através do desempenho, ...
26/12/2025

O desfralde precisa de tempo, maturação, segurança e vínculo.

E o amor que tem de ser conquistado através do desempenho, não é amor.

O desafio é devolver a estas crianças o lugar que lhes pertence, para que possam voltar a brincar, a sentir, a existir n...
16/12/2025

O desafio é devolver a estas crianças o lugar que lhes pertence, para que possam voltar a brincar, a sentir, a existir no seu próprio tempo.

Há uma diferença profunda entre um corpo que descobre e um corpo que é empurrado a fazer - não só no desfralde, mas na v...
01/12/2025

Há uma diferença profunda entre um corpo que descobre e um corpo que é empurrado a fazer - não só no desfralde, mas na vida.

Quando coloco uma criança sentada na sanita antes do tempo interno estar pronto, deixa de ser um gesto de imitação, curiosidade e pertença, mas um treino.

O processo deixa de vir de dentro. Acontece fora do tempo, do ritmo, da maturação e passa a ser uma coreografia forçada que desrespeita a ordem pela qual o corpo humano aprende a habitar-se.

O corpo amadurece por camadas. Primeiro percebe sensações, reconhece padrões; mais tarde coordena músculos e só então consegue conter, decidir, largar.

São processos paralelos, finos e lentos, e antecipá-los ou trocar-lhes a ordem natural aumenta episódios de retenção e disfunções vesicais e intestinais.

Quando o desfralde se torna numa tarefa a cumprir, a criança não aprende a controlar, mas a reter. F**a em permanente vigilância interna, a musculatura aperta, o corpo enrijece. A sanita torna-se num palco onde se tenta cumprir expectativas, não um lugar de prazer e descoberta.

E um corpo que vive para corresponder perde a possibilidade de sentir o seu próprio ritmo.

Perde a confiança e, consequentemente, perde-se de si mesmo.

O desfralde respeitador acontece quando o adulto troca pressa por presença, observa sinais em vez de os impor e lê o a criança em vez de a treinar.

Se precisas de ajuda neste processo, a consulta de aconselhamento psicológico parental pode ajudar.

O link para marcares está na bio.

A criança não é uma bolinha verde, amarela ou vermelha. É um ser em construção, com emoções que pedem nome e impulsos qu...
26/11/2025

A criança não é uma bolinha verde, amarela ou vermelha. É um ser em construção, com emoções que pedem nome e impulsos que precisam de legenda e contenção.

E floresce quando o comportamento deixa de ser categorizado num sistema de cores e passa a ser um convite ao olhar atento.

Vamos olhar além das cores e ver a criança inteira? 💛

O desfralde é um processo de amadurecimento e a tua presença é a maior “ajuda” que a criança precisa de ter.Se queres co...
17/11/2025

O desfralde é um processo de amadurecimento e a tua presença é a maior “ajuda” que a criança precisa de ter.

Se queres compreender como é que o seu corpo e o vínculo comunicam, marca a tua consulta de aconselhamento parental.

Link para marcações na bio. 💛

Brincar “às lutas” é, muitas vezes, a forma mais pura de ensaio emocional. É uma linguagem própria e o espaço onde a cri...
13/11/2025

Brincar “às lutas” é, muitas vezes, a forma mais pura de ensaio emocional. É uma linguagem própria e o espaço onde a criança elabora o que sente.

O adulto que observa e intervém apenas para proteger ajuda a transformar o impulso em relação, a força em consciência e mostra que o sentir, em todas as suas formas, tem lugar, nome e legenda.

Nem toda a luta é violência, às vezes, é apenas a vida a aprender o seu próprio ritmo.

E tu, quando vês crianças a brincar de forma intensa, consegues distinguir a brincadeira da violência?

Estas histórias representam muitas crianças: expostas demasiado cedo a conteúdos que não pediram para ver. Porque os per...
06/11/2025

Estas histórias representam muitas crianças: expostas demasiado cedo a conteúdos que não pediram para ver. Porque os perigos no digital raramente vêm com aviso prévio

A internet não tem idade mínima. As redes sociais têm, mas raramente são respeitadas e o acesso acontece muito antes de existir maturidade emocional para lidar com o que aparece.

A educação sexual e digital caminham juntas porque ambas ensinam sobre limites, respeito e segurança. Podemos olhá-las como duas margens do mesmo rio por onde as crianças já navegam, com ou sem uma bússola que as oriente.

Vamos preparar para o mundo, não com medo, mas com presença, afeto e consciência?

A minha masterclass pode ajudar. O link está na bio 💛

Nenhum amor protege de tudo e nenhuma presença evita todas as dores.A vida, por si só, é potencialmente traumática, porq...
31/10/2025

Nenhum amor protege de tudo e nenhuma presença evita todas as dores.

A vida, por si só, é potencialmente traumática, porque crescer implica o confronto com o desconhecido, a perda, a frustração e a inevitável experiência de não ter controlo sobre tudo.

Mas há uma diferença entre viver algo difícil e viver algo sozinho.

O trauma não nasce apenas do que acontece, mas do que acontece *sem alguém que ajude a dar sentido.*

Quando a dor é vivida em silêncio, sem um olhar que acolha, sem um colo onde pousar.

Não precisas de proteger a criança de tudo, basta seres o lugar onde ela se sente segura para pousar, espernear, testar.

Porque o que protege não é a ausência de dor, mas a presença de alguém que permita senti-la sem medo de sentir.

Quando o adulto se torna presença e contenção, esta ferida pode transformar-se em dor de crescimento.

No desfralde, e sobretudo com crianças cautelosas, o excesso de foco no tema pode virar pressão.E a pressão não ajuda a ...
27/10/2025

No desfralde, e sobretudo com crianças cautelosas, o excesso de foco no tema pode virar pressão.
E a pressão não ajuda a largar. Pelo contrário, prende ainda mais.

Nem sempre o papel do adulto é fazer mais. Muitas vezes é confiar mais.

Se precisas de ajuda neste caminho, marca a tua consulta se aconselhamento psicológico parental 💛

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