Diana Marcelino - Psicologia

Diana Marcelino - Psicologia Aqui falamos de prevenção do abuso sexual e maus tratos, por uma infância com dignidade

O olhar é a primeira linguagem do bebé - antes das palavras, antes dos gestos, antes de tudo. É pelo olhar que encontra ...
16/04/2026

O olhar é a primeira linguagem do bebé - antes das palavras, antes dos gestos, antes de tudo. É pelo olhar que encontra rostos porque nasce programado para procurar ligação.

É pelo olhar que percebe:
“Estou seguro?”
“Sou visto?”
“Há alguém aqui para mim?”

E, nesse encontro silencioso, acontece algo invisível e grandioso: o cérebro começa a organizar-se.

Cada troca de olhar é um fio que se liga, cada resposta tua é um tijolo que assenta.
Neurónios conectam-se, emoções encontram contornos e, assim, o mundo deixa de ser caos e começa a fazer sentido.

O olhar do bebé não é passivo! É trabalho profundo, comunicação, regulação emocional, vínculo em estado puro. É o cérebro dele a crescer dentro da relação contigo.

Quando o teu bebé te procura com o olhar, não está só a ver-te, está a medir o mundo através de ti e a perceber se é seguro existir

Nem sempre se fala disto, mas muitas mães sentem um desencontro inicial com o bebé real.E rapidamente surge a culpa, com...
09/04/2026

Nem sempre se fala disto, mas muitas mães sentem um desencontro inicial com o bebé real.

E rapidamente surge a culpa, como se o amor tivesse de ser imediato, como se o vínculo não pudesse precisar de tempo para se estabelecer.

Mas o que acontece, muitas vezes, é isto: há mais do que um bebé naquele momento. E é preciso despedirmo-nos de alguns para conseguirmos verdadeiramente encontrar outro.

Se já sentiste este desencontro, não estás sozinha. E não há nada de errado contigo.

O maior erro no desfralde é tratá-lo como uma tarefa a cumprir.Não é. É uma conquista interna de consciência corporal, a...
03/04/2026

O maior erro no desfralde é tratá-lo como uma tarefa a cumprir.

Não é. É uma conquista interna de consciência corporal, autonomia, segurança, controlo.

Se precisas de apoio neste processo (da criança), a consulta de aconselhamento psicológico parental pode ajudar.

O link para agendamentos está na bio.

Há uma linha subtil entre cuidar e controlar.Quando decidimos tudo pela criança, podemos estar a impedir que desenvolva ...
31/03/2026

Há uma linha subtil entre cuidar e controlar.

Quando decidimos tudo pela criança, podemos estar a impedir que desenvolva a relação mais importante da sua vida: a relação com o próprio corpo, consigo mesma.

Promover a autonomia não é deixar fazer tudo, mas também não é dirigir tudo.

É criar espaço suficiente para que a criança se descubra, com a segurança de ter adultos a quem pode pedir ajudar e relaxar para se deixar guiar, quando necessário.

Quando simplificamos a prevenção a “dizer não, gritar, fugir e contar”, estamos a ignorar como o corpo realmente reage p...
26/03/2026

Quando simplificamos a prevenção a “dizer não, gritar, fugir e contar”, estamos a ignorar como o corpo realmente reage perante uma ameaça e manipulação.

Na tua experiência pessoal ou profissional, sentes que estas regras são suficientes? Fazem-te sentido?

Se cresceste num ambiente onde a agressividade era proibida, ignorada ou punida, é natural que o contacto com ela hoje e...
09/03/2026

Se cresceste num ambiente onde a agressividade era proibida, ignorada ou punida, é natural que o contacto com ela hoje em dia te possa desorganizar. Educar uma criança implica, inevitavelmente, revisitar a nossa infância.

Quantas vezes já deste por ti numa situação destas? Partilha comigo 🫂

A criança não precisa de um adulto que não falhe, mas antes de um que funcione como continente das suas emoções intensas...
26/02/2026

A criança não precisa de um adulto que não falhe, mas antes de um que funcione como continente das suas emoções intensas; que receba o caos, o transforme e devolva o significado.

Se sentes que estes momentos te ativam mais do que gostarias, a consulta de aconselhamento psicológico parental pode ajudar. Podes marcar através do link na bio.

A criança não precisa de vigilância moral constante. Precisa de adultos emocionalmente disponíveis e capazes de não proj...
19/02/2026

A criança não precisa de vigilância moral constante. Precisa de adultos emocionalmente disponíveis e capazes de não projetar nos corpos pequenos o que ainda não foi resolvido nos seus.

E isto, sim, é proteção.

Se precisas de ajuda neste caminho, a consulta de aconselhamento parental pode ajudar.

O link para marcações está na bio.

Brincar é ciência pura, construção interna e a vida psíquica a organizar-se de dentro para fora.E tu, ainda te permites ...
12/02/2026

Brincar é ciência pura, construção interna e a vida psíquica a organizar-se de dentro para fora.

E tu, ainda te permites brincar?

Se a criança não está a gostar, não é brincadeira! Mesmo que ria, ou que não chore.Brincar é um encontro onde existe uma...
02/02/2026

Se a criança não está a gostar, não é brincadeira! Mesmo que ria, ou que não chore.

Brincar é um encontro onde existe uma troca, um acordo implícito e, acima de tudo, onde há a possibilidade de parar. Brinca-se quando se pode entrar e sair sem medo.

Quando a criança não pode sair, mudar de ideias ou dizer “já não quero” sem medo de perder o lugar ou o amor do outro, deixou de estar a brincar e passou a adaptar-se.

Ensinar - sobretudo na prática - isto às crianças é profundamente protetor: que pode dizer não, parar a meio, simplesmente porque deixou de querer brincar. Sem estas possibilidades, deixa de ser uma brincadeira.

É urgente ensinar aos adultos que nem tudo o que parece inofensivo é vivido como tal e que nem todo o riso ou ausência de um “não quero, pára!” é sinal de prazer ou de consentimento.

Onde não há prazer, reciprocidade e liberdade para entrar e para sair, não há brincadeira.

Num “porta-te bem” cabe um pedido silencioso de adaptação, contenção e apagamento.E muitas crianças aprendem cedo que se...
26/01/2026

Num “porta-te bem” cabe um pedido silencioso de adaptação, contenção e apagamento.

E muitas crianças aprendem cedo que ser amadas passa por não incomodar e fazem-no bem de mais porque querem ser amadas, pertencer e não perder o vínculo que precisam para sobreviver.

Se precisares de ajuda para pensar limites sem apagar quem a criança é, as consultas de aconselhamento parental estão abertas.

Link na bio .psi

Tudo o que é falado torna-se humano para a criança. Tudo o que é silenciado mantém-se num estado que não se integra.Há d...
22/01/2026

Tudo o que é falado torna-se humano para a criança. Tudo o que é silenciado mantém-se num estado que não se integra.

Há dores que só aprendem a existir quando são nomeadas. E não, não é preciso grandes discursos, nem explicações perfeitas. Basta não tentar apagar ou anestesiar; não dizer que não foi nada quando o corpo lhe diz que foi.

Cuidar e educar é emprestar palavras enquanto a criança ainda não as tem e sustentar emoções sem pressa de as corrigir.

Se sentes dúvidas sobre como acolher o que a tua criança sente sem cair no exagero ou no silêncio, o aconselhamento parental pode ajudar-te a olhar para estas situações com mais clareza, segurança e respeito.

O link para marcação está na bio!
psi

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