10/01/2018
Lei do menor esforço
Princípio de Hamilton, popularmente conhecido como lei do menor esforço, é uma lei que tem as suas origens em 1744 quando Pierre-Louis genericamente referia que “a natureza é económica em todas as suas ações”.
Como humanos que somos, fazemos também nós parte da natureza. O nosso ADN já nos dotou de uma habilidade, um instinto natural para poupar energia.
Onde poupamos energia?!
Em quase tudo o que fazemos/ não fazemos!
Ora vejamos:
Sempre que abreviamos palavras numa SMS. Sempre que conduzimos o carro para fazer apenas 500m. Até mesmo quando apanhamos objetos do chão, debruçando-nos sobre eles (em vez de fletir os joelhos). Em todos os casos achamos estar a poupar energia por executar uma tarefa de “menor esforço”.
O problema é: nem sempre poupar energia é a melhor opção!
Peguemos no exemplo de alguém que pega num objeto do chão.
Normalmente o que acontece é uma flexão maioritariamente da zona lombar. Uma maior carga deposita-se então nesse vetor, aumentando o esforço dos discos e vértebras lombares, bem como da musculatura dessa zona. A longo prazo serão causadas lesões como distensões musculares, artroses, até mesmo hérnias de disco, podendo culminar em sintomas como, dor lombar e dor ciática.
Como osteopata, o que sugiro, é que contrarie a lei do menor esforço e que “ponha os outros músculos a trabalhar”!
Repare que no ato de apanhar objetos do chão, pode fazer uma flexão dos pés e dos joelhos, repartindo assim a carga por três pontos em vez de apenas um (lombar), como o faria normalmente, de forma instintiva.
José Ribeiro - Osteopata