Paula Simas - Psicologia Clínica

Paula Simas - Psicologia Clínica Consultas de Psicologia

03/04/2026

ESTA SEMANA FALAMOS DE:

Negligência Emocional

A negligência emocional é silenciosa e muitas vezes difícil de identificar, mas pode ter impactos profundos ao longo da vida. É uma forma de cuidado inadequado em que as necessidades emocionais da pessoa não são reconhecidas, validadas ou atendidas.

Caracteriza-se sobretudo pela falta de atenção, ausência de apoio, afeto ou validação emocional.

É não oferecer segurança emocional numa dinâmica de pouca ou nenhuma demonstração de carinho, ou seja, não é o que acontece, mas o que deixa de acontecer no vínculo afetivo.

Os sinais mais comuns em crianças são:
● Dificuldade em identificar ou expressar emoções;
● Comportamento muito retraído ou excessivamente “maduro”;
● Baixa autoestima;
● vinculação insegura.

Os sinais mais comuns em adolescentes são:
● Sentimento de vazio constante;
● Dificuldade em confiar nos outros;
● Necessidade excessiva de aprovação;
● Problemas de regulação emocional (explosões ou bloqueio emocional);

Os sinais mais comuns em adultos são:
● Dificuldade em entender o que sente;
● Tendência a se culpar;
●Relacionamentos frios ou dependentes;
● Sensação constante de perda;
● Maior risco de Depressão e Ansiedade

Como ultrapassar:

● Desenvolver consciência emocional (identificar o que sente);
● Procurar ajuda psicológica (especialmente abordagens como psicoterapia ou terapia cognitivo-comportamental);
● Aprender a validar os próprios sentimentos;
● Construir relações seguras e saudáveis
● Praticar autocompaixão;

ESTA SEMANA FALAMOS DE: Redes Sociais e Relações PessoaisO uso das redes sociais transformou profundamente a forma como ...
17/03/2026

ESTA SEMANA FALAMOS DE:

Redes Sociais e Relações Pessoais

O uso das redes sociais transformou profundamente a forma como as pessoas se relacionam, comunicam e percebem umas às outras. Embora estas plataformas tenham surgido com o objetivo de aproximar indivíduos, facilitar a partilha de experiências e promover a interação, é cada vez mais evidente que muitas vezes funcionam como instrumentos de manipulação nas relações pessoais.

Uma das principais formas de manipulação ocorre através da construção de uma imagem cuidadosamente controlada. Os utilizadores tendem a partilhar apenas os aspetos mais positivos das suas vidas, criando uma versão idealizada de si mesmos. Esta seleção estratégica de conteúdos pode influenciar a perceção dos outros, levando à criação de expectativas irreais e, em muitos casos, à comparação constante. Assim, as relações passam a ser mediadas por aparências, e não pela autenticidade.

Além disso, as redes sociais oferecem ferramentas que facilitam comportamentos manipuladores, como o controlo e a vigilância. A possibilidade de verificar quando alguém esteve online, com quem interagiu ou o que publicou pode gerar dinâmicas de ciúme, desconfiança e pressão. Em relações amorosas ou de amizade, isso pode levar a atitudes de controlo disfarçadas de preocupação, comprometendo a liberdade individual e o respeito mútuo.

Outro aspeto relevante é o uso da validação social como forma de poder. Gostos, comentários e partilhas tornam-se indicadores de aceitação e reconhecimento, podendo ser utilizados para influenciar comportamentos. Por exemplo, uma pessoa pode publicar conteúdos com o objetivo de provocar reações específicas em alguém, como ciúmes ou inveja, manipulando emoções de forma indireta. Da mesma forma, o silêncio digital — não responder a mensagens ou ignorar interações — pode ser usado como estratégia de punição ou pressão emocional.

Apesar destes riscos, é importante reconhecer que as redes sociais não são, por si só, negativas. O problema reside na forma como são utilizadas. A consciencialização sobre estas dinâmicas é essencial para promover relações mais saudáveis e autênticas. Desenvolver um espírito crítico, estabelecer limites e valorizar a comunicação direta fora do ambiente digital são passos fundamentais para evitar que estas plataformas se tornem instrumentos de manipulação.

Em suma, as redes sociais têm um papel ambivalente nas relações pessoais: podem aproximar, mas também distorcer e manipular. Cabe a cada indivíduo utilizá-las de forma consciente, preservando a integridade das suas relações e a autenticidade das suas interações.

10/03/2026

📄 O divórcio implica várias fases e pode ser vivido de diversas formas e a ritmos diferentes, com mais ou menos sofrimento. Podemos sentir tristeza, rejeição/abandono, medo do futuro, esperança de reconciliação ou vontade de nos isolarmos. Podemos também sentir alívio, maior liberdade e vontade de viver novas experiências. Estas reações são normais e fazem parte da adaptação à vida pós-separação.

🔗 Consulte a factsheet sobre divórcio divulgada hoje pela Ordem dos Psicólogos Portugueses em: https://bit.ly/4qY0Cpx

Feliz dia da mulher!
08/03/2026

Feliz dia da mulher!

08/03/2026
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06/03/2026

"Corajoso não é aquele que não tem medo! É aquele que sempre supera os seus piores medos."
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