Gabinete de Assistentes Sociais Privados

Gabinete de Assistentes Sociais Privados Este é um gabinete de AS privados que trabalham para e com a população que deles necessita.

Também a Dra Marisa Galante integra a equipa do GASP a intervir em Benfica-Lisboa
05/05/2026

Também a Dra Marisa Galante integra a equipa do GASP a intervir em Benfica-Lisboa

Queremos colocar à disposição das famílias e demais população, uma equipa de assistente sociais cuja intervenção se situa, para já, nas áreas do Envelhecimento e Deficiência.

O GASP tem mais uma Assistente Social a trabalhar na sua equipa - a Dra Ana Patrícia Machado a intervir em BRAGA.
05/05/2026

O GASP tem mais uma Assistente Social a trabalhar na sua equipa - a Dra Ana Patrícia Machado a intervir em BRAGA.

Queremos colocar à disposição das famílias e demais população, uma equipa de assistente sociais cuja intervenção se situa, para já, nas áreas do Envelhecimento e Deficiência.

O isolamento não faz barulho.Mas corrói.Não bate à porta.Não pede ajuda.Instala-se devagar, na rotina que encolhe, nos d...
04/05/2026

O isolamento não faz barulho.
Mas corrói.

Não bate à porta.
Não pede ajuda.
Instala-se devagar, na rotina que encolhe, nos dias que se repetem em silêncio, nas cadeiras vazias que já ninguém estranha.

O isolamento não é apenas estar sozinho.
É deixar de ser visto.
É passar dias sem que alguém pergunte “como está?”.
É envelhecer rodeado de paredes, mas longe de relações.

Na pessoa idosa, o isolamento é muitas vezes normalizado.
“É assim com a idade.”
“Já não sai.”
“Tem a família longe.”

E assim se aceita o inaceitável.

O isolamento mata devagar:
retira sentido, autonomia, vontade.
Aumenta a fragilidade, a dependência, o risco.
E quase sempre passa despercebido até ser tarde demais.

Não é um problema individual.
É uma falha coletiva.

Combater o isolamento exige mais do que boa vontade.
Exige sinalização, acompanhamento, proximidade e políticas sociais que cheguem às pessoas — não apenas no papel, mas na vida real.

Enquanto o silêncio continuar a ser confundido com tranquilidade, o isolamento continuará a crescer.

E isso devia incomodar-nos a todos.

O isolamento na pessoa idosa não é inevitável nem natural; é uma realidade que podemos e devemos combater. Requer atenção, presença e ação coletiva: familiares, vizinhos, profissionais de saúde e políticas sociais precisam de se unir para que cada idoso seja visto, ouvido e acompanhado. Prevenir o isolamento é devolver sentido, voz e dignidade à vida de quem envelhece. Cada gesto de proximidade, cada pergunta sincera, cada visita importa — porque, no fim, cuidar do outro é cuidar de todos nós.

A maioria das pessoas não sabe.Não porque não queira saber.Mas porque é um tema que só é falado no dia em que entra pela...
27/04/2026

A maioria das pessoas não sabe.
Não porque não queira saber.
Mas porque é um tema que só é falado no dia em que entra pela porta da frente das nossas vidas.
Tudo muda quando um familiar idoso é hospitalizado e deixa de poder viver sozinho.
No hospital, a situação clínica estabiliza. A alta aproxima-se. A cama é necessária para outro doente. E para a família começa uma corrida contra o tempo.
Telefonemas atrás de telefonemas.
Listas de espera.
Visitas feitas à pressa.
Portas que se abrem e se fecham no mesmo dia.
E no meio desta pressa toda, há decisões que deveriam ser tomadas com calma, com reflexão, com tempo para sentir se aquele lugar pode mesmo ser uma nova casa para quem cuidou de nós uma vida inteira.
As respostas sociais com acordo de cooperação estão cheias e as listas de espera são longas e os lugares disponíveis ficam muito aquém daquilo que um país cada vez mais envelhecido precisa.
Atualmente, o valor médio de uma cama num lar privado ronda os 1.850€ por mês.
E esse valor pode variar bastante.
Depende da tipologia do quarto.
Do grau de dependência da pessoa idosa.
Dos cuidados de saúde disponíveis.
Do plano de atividades e da equipa técnica existente.
A localização também pesa.
Distritos como Lisboa e Porto apresentam valores mais elevados, em grande parte devido à elevada procura e à densidade populacional.
É nesse momento que se percebe que o problema não é apenas escolher um lar.
O problema é conseguir pagá-lo uma vez que para muitos idosos, a reforma não chega sequer perto destes valores.
Sem alternativas acessíveis e pressionadas pelo tempo, algumas famílias acabam por recorrer a lares ilegais.
Não porque querem.
Mas porque não encontram outra solução possível.
E isso pode trazer riscos sérios para pessoas que já estão numa fase de grande vulnerabilidade: condições inadequadas, falta de supervisão, ausência de profissionais qualificados, insegurança e cuidados que ficam muito aquém do que seria desejável.
Talvez esteja na altura de falar mais sobre isto.
Sem tabus.
Sem silêncio.
Porque um dia, mais cedo ou mais tarde, todos poderemos estar deste lado da história.
💭 Já pensou sobre isso?

Nos últimos anos, tem-se verificado um aumento significativo das denúncias de violência contra Pessoas Maiores. Um estud...
23/04/2026

Nos últimos anos, tem-se verificado um aumento significativo das denúncias de violência contra Pessoas Maiores. Um estudo da APAV, em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian, revela que cerca de 35% dos agressores são filhos ou filhas das vítimas.
A violência doméstica assume uma expressão predominante (81%), seguindo-se situações de ameaça, coação, burla e ofensas à integridade física. As ocorrências verificam-se maioritariamente na residência partilhada (53,9%) ou no domicílio da vítima (28,1%), incluindo práticas de exploração económica, apropriação indevida de bens e negligência.
Neste contexto, a mediação familiar afirma-se como um instrumento estruturado e particularmente eficaz na prevenção e mitigação da violência contra Pessoas Maiores, ao promover a comunicação, a responsabilização e a reconstrução dos vínculos familiares. Ao dotar as famílias de competências para a gestão construtiva de conflitos, contribui para a redução do risco de escalada para comportamentos agressivos ou negligentes.
Paralelamente, a mediação familiar reforça a autonomia e a dignidade da Pessoa Maior, garantindo que a sua voz é ouvida e a sua vontade respeitada e considerada nos processos de tomada de decisão que lhe dizem respeito. Este fator revela-se essencial na prevenção de formas de violência psicológica, frequentemente associadas à desvalorização da vontade da Pessoa Maior.
Caso necessite de informação adicional, esclarecimentos ou apoio na área da Mediação de Conflitos com e para Pessoas Maiores, não hesite em entrar em contacto por mensagem privada.

O amor nas pessoas com diversidade funcional continua a ser tratado como um tabu.Nós - sociedade, técnicos, famílias, in...
20/04/2026

O amor nas pessoas com diversidade funcional continua a ser tratado como um tabu.
Nós - sociedade, técnicos, famílias, instituições, empresas - muitas vezes limitamos esse direito. Fazemos planos educativos, sessões de suporte, eventos para que estejam com os pares, grupos, relatórios intermináveis, mas esquecemos a vida afetiva.
Continuamos a assumir que autismo bloqueia empatia romântica, que Trissomia 21 impede namoros, que mobilidade reduzida anula desejo, etc ,etc.
Errado!!
As pessoas sentem, querem, merecem e têm DIREITO a relações plenas!! Qualquer pessoa!!
Criamos barreiras invisíveis: agendas cheias de atividades funcionais, avaliações que ignoram sonhos afetivos e equipas multidisciplinares que raramente perguntam uma coisa simples: “O que (TU) queres para a tua vida?”
Falamos de inclusão na escola e no trabalho.
Mas continuamos a esquecer o coração.
Inclusão não é só escola.
Inclusão não é só trabalho.
Inclusão também é amor.
A vida não se resolve porque entrou na escola, fez um percurso educativo, foi para a faculdade, entrou num contexto laboral, conseguiu uma experiência sócio profissional...
Não existe inclusão plena se o amor continua esquecido e/ou proibido.

Estávamos em pleno verão, e acredito que foi o sol daquele dia que motivou a D. Maria a ligar à Maedra Sénior.Com reduzi...
16/04/2026

Estávamos em pleno verão, e acredito que foi o sol daquele dia que motivou a D. Maria a ligar à Maedra Sénior.

Com reduzida visão, escassa audição e sem experiência com as novas tecnologias, foi menos célere o nosso encontro. Mas, quando conseguimos falar, foram momentos de emoção.

D. Maria referiu que há anos que não pede ajuda e que apesar de me conhecer desde criança, não conseguia perceber em que realmente eu a poderia ajudar, se a vida lhe levou o filho e já mais nada lhe fazia sentido. Mesmo assim, passados uns dias, estávamos sentadas no sofá a criar um plano de intervenção personalizado. Os minutos foram passando e a leveza foi crescendo. Desabafou: “A vida levou-me um filho, a visão, a audição, a autonomia, os “amigos”, o cheiro característico do Algarve, a alegria de conduzir um automóvel - levou-me o sorriso”.

Eu não desisti e a D. Maria começou a acreditar. Foi um acompanhamento mais esporádico, diferente do que eu teria proposto, mas ao ritmo da D. Maria que voltou a saborear as trouxas no café onde só ia com o filho, apoiei-a na compra de bens que há anos não adquiria, mas também acompanhei em consultas, exames, urgências hospitalares, internamentos e respetivas altas.

Um dos sonhos da D. Maria era voltar a ver razoavelmente e, conseguiu após a primeira operação às cataratas.

Foram realmente meses únicos e agradáveis e o sorriso foi aparecendo. A saúde da D. Maria era vulnerável, ela sabia, e dizia-me muitas vezes: “Eu quero morrer na minha casa e nunca me metam num lar.”

Os internamentos hospitalares foram acontecendo e eu fiz de tudo ao meu alcance para que o regresso a casa fosse possível, tal como sempre foi solicitado e desejado.

O último suspiro não foi em casa, mas de mão dada com a “menina” que a D. Maria viu crescer. O sonho de voltar ao Algarve não foi realizado na minha presença, mas, acredito que estará a dar o mergulho desejado, de mãos dadas com o filho.

Já ouviu falar sobre o Atestado Médico de Incapacidade Multiusos (AMIM)? Sabe para que serve e que Direitos pode ter atr...
14/04/2026

Já ouviu falar sobre o Atestado Médico de Incapacidade Multiusos (AMIM)?
Sabe para que serve e que Direitos pode ter através desta medida?
Junte-se a nós no próximo dia 22 de Abril das 18:30h às 20:30h e venha saber mais sobre este tema.
Contamos consigo!

Inscrições no seguinte link: https://forms.gle/x67DZWLKJ94Fzw9A6

O idaísmo, ou discriminação etária, é um fenómeno silencioso que atravessa várias gerações. Surge quando olhamos para al...
13/04/2026

O idaísmo, ou discriminação etária, é um fenómeno silencioso que atravessa várias gerações. Surge quando olhamos para alguém e que vemos apenas a sua idade, esquecendo a sua história, os seus sonhos e o seu valor. É um preconceito, muitas vezes, invisível, mas que pesa na sociedade.
No trabalho, rouba oportunidades, pois os jovens são vistos como inexperientes e os mais velhos, como ultrapassados. Mas, cada idade traz consigo talentos únicos, por um lado, a ousadia da juventude e, por outro, a sabedoria da experiência.
Na saúde e na vida social, o idaísmo fere de outra forma. Os mais velhos, muitas vezes, veem as suas necessidades ignoradas, como se já não fossem prioridade. Os mais novos, por sua vez, são diminuídos, como se não tivessem ainda voz ou maturidade. Em ambos os casos, a injustiça é a mesma, pois não somos reconhecidos pelo que realmente somos.
O idaísmo contra a pessoa maior acontece quando a idade avançada é vista como um sinónimo de incapacidade, fraqueza ou inutilidade. É um preconceito, muitas vezes, subtil, mas que causa feridas emocionais, sociais e até físicas.
No dia a dia, muitos seniores são tratados como se já não tivessem voz ativa nas suas próprias escolhas, desde decisões familiares e até questões de saúde. É comum ouvir frases como “já não percebes destas coisas” ou “não vale a pena, já estás velho!”, desvalorizando assim a sua autonomia e dignidade.

✨ Conhecer os seus direitos é o primeiro passo para se proteger ✨O GASP volta a promover um ciclo de palestras abertas à...
10/04/2026

✨ Conhecer os seus direitos é o primeiro passo para se proteger ✨

O GASP volta a promover um ciclo de palestras abertas à comunidade, com temas fundamentais para a vida pessoal e familiar.

Num mundo cada vez mais complexo, estar informado é essencial para tomar decisões conscientes e seguras. Estas palestras pretendem aproximar a informação das pessoas, esclarecer dúvidas e reforçar o papel do Serviço Social na promoção de direitos.

No GASP, acreditamos num Serviço Social que capacita, orienta e defende — porque o acesso à informação não deve ser um privilégio, mas um direito.

📍 Participe e dê um passo mais consciente na defesa dos seus direitos.

(Todos os assistentes sociais do GASP são membros da Ordem dos Assistentes Sociais.)

Inscrições: https://forms.gle/x67DZWLKJ94Fzw9A6

O Regime Jurídico do Maior Acompanhado é regulamentado pela Lei nº 49/2018 de 14 de Agosto. A Lei menciona alguns termos...
09/04/2026

O Regime Jurídico do Maior Acompanhado é regulamentado pela Lei nº 49/2018 de 14 de Agosto. A Lei menciona alguns termos próprios que podem causar dúvidas. Sabe os seus significados?

- Regime do Maior Acompanhado: modelo de acompanhamento previsto na lei portuguesa destinado a pessoas maiores de 18 anos que não podem ou não conseguem, sem apoio de terceiros, cuidar de assuntos relacionados com a sua vida. A medida não substitui a pessoa, mas ajuda-a através do acompanhamento de terceiros a garantir os seus direitos e deveres como cidadã.

- Pessoa Acompanhada, Acompanhado ou beneficiário: designa o adulto que necessita do Regime do Maior Acompanhado e a quem são aplicadas as medidas de acompanhamento decretadas pelo tribunal;

-Acompanhante: é a pessoa escolhida, de preferência pelo Acompanhado ou nomeada pelo Tribunal para cumprir as medidas de acompanhamento atuando para o bem-estar da pessoa acompanhada
- Requerimento: Pedido formal feito por escrito ao Ministério Público, solicitando a abertura do Processo do Maior Acompanhado. Existe um formulário próprio que deve ser solicitado junto do tribunal da área de residência da pessoa que irá necessitar da medida.
- Medidas de acompanhamento: são as decisões tomadas pelo tribunal para apoiar a pessoa, de forma a que consiga exercer os seus direitos e cumprir os seus deveres. Estas medidas podem abranger várias áreas da vida da pessoa (saúde, património, gestão de bens, entre outras) e são definidas e formalizadas na sentença.
- Conselho de família: órgão consultivo e de apoio constituído por duas pessoas, de preferência por membros da família escolhidos pelo Acompanhado ou nomeados pelo tribunal, e que tem a função de aconselhar, acompanhar e ajudar o Acompanhante nas decisões relacionadas com a vida da pessoa acompanhada.

- Sentença: documento definido pelo Juiz onde constam as medidas de acompanhamento, o nome do(s) Acompanhante(s), a existência do Conselho de Família, o prazo de revisão da medida e outros procedimentos que sejam relevantes.

A preparação para a reforma é um momento decisivo, marcando uma transição que influencia profundamente a forma como vive...
06/04/2026

A preparação para a reforma é um momento decisivo, marcando uma transição que influencia profundamente a forma como vivemos o envelhecimento. Para que esta etapa seja vivida com tranquilidade, sentido e equilíbrio, é importante começar a planear com antecedência, refletindo sobre vários domínios da vida.

Um bom planeamento deve contemplar aspetos financeiros - garantindo estabilidade e reduzindo preocupações futuras; aspetos sociais e ocupacionais - que ajudam a manter rotinas, atividades significativas e participação na comunidade; aspetos emocionais - essenciais para lidar com possíveis sentimentos de vazio ou perda de identidade; e aspetos relacionados com a saúde - que incluem estilos de vida saudáveis e acompanhamento regular para prevenir ou gerir doenças crónicas.

É precisamente aqui que o assistente social pode assumir um papel fundamental. Este profissional ajuda a organizar o processo de preparação de forma integrada, orientando a pessoa na identificação de recursos, direitos e apoios disponíveis, promovendo a criação de rotinas saudáveis e apoiando na construção de um projeto de vida ajustado às necessidades e preferências individuais. Além disso, o assistente social identifica riscos de isolamento, facilita o acesso a atividades sociais e comunitárias, e promove estratégias para manter o sentido de propósito e autonomia ao longo do tempo.

A transição para a reforma não precisa de ser vivida com incerteza. Com acompanhamento especializado, reflexão e planeamento realista, esta fase torna-se uma oportunidade de crescimento, equilíbrio e realização pessoal. Um envelhecimento ativo, seguro e com qualidade nasce de escolhas conscientes — e o apoio de um assistente social pode ser o elemento chave para transformar esta etapa numa experiência positiva e enriquecedora.

Endereço

Rua José Maria Da Costa Nº 43, 1ºesq
Mafra
2640-496

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