13/04/2026
O idaísmo, ou discriminação etária, é um fenómeno silencioso que atravessa várias gerações. Surge quando olhamos para alguém e que vemos apenas a sua idade, esquecendo a sua história, os seus sonhos e o seu valor. É um preconceito, muitas vezes, invisível, mas que pesa na sociedade.
No trabalho, rouba oportunidades, pois os jovens são vistos como inexperientes e os mais velhos, como ultrapassados. Mas, cada idade traz consigo talentos únicos, por um lado, a ousadia da juventude e, por outro, a sabedoria da experiência.
Na saúde e na vida social, o idaísmo fere de outra forma. Os mais velhos, muitas vezes, veem as suas necessidades ignoradas, como se já não fossem prioridade. Os mais novos, por sua vez, são diminuídos, como se não tivessem ainda voz ou maturidade. Em ambos os casos, a injustiça é a mesma, pois não somos reconhecidos pelo que realmente somos.
O idaísmo contra a pessoa maior acontece quando a idade avançada é vista como um sinónimo de incapacidade, fraqueza ou inutilidade. É um preconceito, muitas vezes, subtil, mas que causa feridas emocionais, sociais e até físicas.
No dia a dia, muitos seniores são tratados como se já não tivessem voz ativa nas suas próprias escolhas, desde decisões familiares e até questões de saúde. É comum ouvir frases como “já não percebes destas coisas” ou “não vale a pena, já estás velho!”, desvalorizando assim a sua autonomia e dignidade.