Maria Oliveira - Psicóloga Clínica

Maria Oliveira - Psicóloga Clínica 🧠 Psicóloga Clínica (TCC)
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O seu espaço seguro ✨

Vivemos numa sociedade de rapidez, soluções imediatas e respostas “para ontem”.Mas a terapia não acompanha esse ritmo......
23/04/2026

Vivemos numa sociedade de rapidez, soluções imediatas e respostas “para ontem”.

Mas a terapia não acompanha esse ritmo... nem deve!

👀 Se alguém te promete resultados rápidos, desconfia.

Mudanças profundas não são instantâneas.

Tudo o que é apressado pode parecer eficaz, até deixar de se sustentar.

Como psicóloga, o maior ato de responsabilidade que posso ter contigo é respeitar o teu tempo 🤍

📍Tentar acelerar um processo que é, por natureza, complexo, delicado e único para cada indivíduo não é só ineficaz... não é ético!

O processo terapêutico não é uma corrida. Não há pódio, nem meta, nem troféu por chegar primeiro.

Há o teu tempo. O teu ritmo. A TUA jornada.

E o meu compromisso é este: caminhar contigo até que já não precises de mim 🫶🏻

Se achas que este é o teu momento, podes enviar mensagem 💌📱

17/04/2026

Um dos efeitos mais comuns da ansiedade é a distorção da perceção 🫪

E é natural que assim seja... Quando o teu sistema de ameaça está ativado, a tua mente tenta proteger-te.

Por vezes, não é o problema que é gigante. É a forma como a ansiedade o aproxima, amplia e distorce.

📸 Quando estás ansiosa, a tua mente entra em “modo zoom”. Foca-se no pior cenário, antecipa-o, repete-o e faz tudo parecer maior, mais urgente e mais difícil do que realmente é.

E quanto mais perto estás, menos consegues ver o todo. O que vês não é exatamente a realidade! É uma versão aumentada, influenciada pelo medo.

Aqui, o 1º passo não é resolver, é criares um pouco de distância. Distância suficiente para abrandares a respiração, para observares o que estás a sentir com alguma curiosidade… e para responderes, em vez de reagires.

Porque quando ganhas distância, ganhas também regulação, clareza e mais liberdade de escolha.

🫴🏻 Lembrete: Ganhar distância não é afastar ou evitar o problema, é mudar a forma como te relacionas com ele e criar espaço suficiente para não seres engolida pelo momento.

Se te revês nisto, não tens de continuar a lidar com a ansiedade sozinha.
Posso ajudar-te a gerir 🤍

14/04/2026

👀 Isto é muito frequente em quadros de ansiedade.

A mente entra num modo de funcionamento em que tenta reduzir a incerteza através da antecipação constante do futuro. Ou seja, imaginamos cenários possíveis (sobretudo os mais negativos) numa tentativa de nos preparararmos e mantermos algum controlo.

À primeira vista, isto pode parecer útil:
“se eu pensar em tudo o que pode acontecer, estarei mais preparada quando o momento chegar”

No entanto, não é bem assim... o efeito é paradoxal.

🫨 Este processo mantém o sistema nervoso em estado de alerta prolongado, porque estes cenários não são vividos como “hipotéticos” (como pensamentos apenas) e podem ser percecionados como uma ameaça, ativando respostas de stress como se o perigo fosse real ou iminente.

E assim se cria um ciclo: quanto mais se tenta prever e controlar, mais a incerteza aumenta e maior se torna a necessidade de continuar a antecipar 🔄

Por isso, não se trata simplesmente de “pensar demais” ou de uma falha pessoal.
Trata-se de uma estratégia de regulação e proteção que, com o tempo, se torna disfuncional e exaustiva.

A mudança começa quando deixas de precisar de prever tudo e começas a confiar que, aconteça o que acontecer, vais conseguir lidar porque tens recursos internos 🤍

Se isto ressoou contigo, pode ser um bom ponto de partida para trabalharmos em consulta 📱💌🫂

05/04/2026

Nem sempre é fácil lembrar disto, pois não? 🤫

Quando estamos em sofrimento psicológico, a mente tende a “encolher” a nossa identidade ao problema, acabamos por nos reduzir a isso.

Como se a ansiedade, a tristeza ou a dor fossem tudo aquilo que somos.

✨️Mas tu não és a tua ansiedade, tu experiencias ansiedade.
✨️Não és os teus pensamentos.
✨️Não és aquilo que te aconteceu.

As experiências difíceis deixam marcas? Sim.
Mas não definem quem tu és!

Quero lembrar-te que:

Tu és mais do que qualquer crise.
Mais do que os teus dias difíceis.
Mais do que aquilo que te feriu.

É possível aprender a separar quem somos do que sentimos, criando espaço entre ti e os pensamentos, e acolhendo as emoções sem te perderes nelas.

Se sentires que é difícil sozinha, podemos dar esse passo juntas 🤍

27/03/2026

Recebes dezenas de elogios, mas se receberes um único comentário negativo, passas horas a pensar sobre ele?

Há uma explicação para isso: o teu cérebro está apenas a fazer o trabalho para o qual foi treinado há milhares de anos.

🧠 O nosso cérebro evoluiu para priorizar a sobrevivência! Para os nossos antepassados, ignorar um perigo (crítica/rejeição do grupo) podia ser fatal, enquanto ignorar um prazer (como um elogio) não trazia grandes riscos.

Hoje, mesmo que essas situações não sejam realmente perigosas, o cérebro continua a tratá-las como tal.

Mas não é só isso. As nossas experiências e crenças também moldam a forma como reagimos a críticas. Se, lá no fundo, existe a ideia de que “não sou suficiente”, o teu cérebro vai procurar sinais que o confirmem e tende a ignorar ou desvalorizar os elogios e experiências positivas.

Este padrão não acontece por acaso.
Neurocientíficamente, sabemos que está relacionado com a amígdala (centro de alerta do cérebro). Quando recebes uma crítica, ela interpreta-a como uma ameaça real à tua segurança e ativa uma resposta mais intensa e duradoura do que perante um elogio. Estudos mostram que o cérebro gasta mais energia e neurónios a processar eventos negativos do que positivos. Por isso, a crítica parece "maior" e mais "pesada" na tua mente.

Além disso, a tua história também importa!
Ex.: Se cresceste a receber mais críticas do que validação, o negativo soa-te mais familiar e, por isso, mais “verdadeiro”.

Muitas vezes, também nos fundimos com os nossos pensamentos, acreditando que são verdades absolutas, quando são apenas eventos mentais passageiros. Deste modo, um comentário crítico deixa de ser apenas uma opinião e transforma-se em “eu sou assim”, mesmo que dezenas de elogios digam o contrário.

- Então, o que podemos fazer?

Em vez de tentar apagar o impacto da crítica (o cérebro vai continuar a disparar esse alarme), o objetivo é:

✨️ Reconhecer que o cérebro está apenas a tentar "proteger-nos" (mesmo que de forma exagerada)

✨️ Não lutar contra os pensamentos negativos, observando-os sem te fundires com eles

✨️ Aprender a focar a atenção, de forma intencional, nos elogios e experiências positivas que também existem.

📍E lembra-te: O teu cérebro foi programado para te manter viva, não necessariamente para te manter feliz! ... mas, aquilo que foi aprendido, o filtro que dá mais peso ao negativo, pode ser transformado com treino, consciência e atenção intencional.

Qual destes vais deixar que te defina? 💭

Se sentes que a crítica pesa demasiado, marca a tua consulta e vamos olhar para isso juntas 🤍

25/03/2026

Vais cuidando de todos menos de ti, não é?

Adias as tuas necessidades, o teu descanso, os limites... pensando que ainda consegues aguentar. Mas, com o tempo, o teu corpo e a tua mente mostram sinais: cansaço, irritabilidade, dificuldades de concentração, dificuldades no sono, aquela sensação de desconexão.

Não ignores estes sinais, eles não são culpa tua. São um lembrete de que mereces atenção, cuidado e momentos de pausa/descanso. Autocuidado urgenteee! 🫣🌸

Cuidar de ti não é egoísmo, não é um luxo, é uma necessidade. Permite que estejas presente, com energia e clareza, na tua vida e nas tuas relações.

Não precisas de mudar tudo de uma vez.
📍 Começa com pequenos passos... que já fazem uma grande diferença (ouvir o corpo, descansar, colocar limites, reconhecer aquilo que precisas, fazer algo que te nutre, pedir ajuda a alguém de confiança...).

Pergunta-te: o que é que posso fazer agora, mesmo que pequeno, para cuidar de mim? 🤍

Se sentires que é difícil sozinho, procurar ajuda profissional é um passo importante 🫶🏻

23/03/2026

Muitas vezes gastamos energia a tentar agradar a todos, a querer aprovação, ser a “favorita” de cada pessoa à nossa volta... e essa procura constante raramente nos traz paz!

Pensamos: “O que vão dizer? O que vão pensar? Será que vão gostar de mim?” 😱 e acabamos a viver de acordo com expectativas que não são nossas! Nós não conseguimos controlar os outros, nem a opinião dos outros e tentar agradar a todos é um caminho sem volta.

A verdadeira liberdade e confiança vêm de ser a nossa própria pessoa favorita 🧡

Quando nos respeitamos, nos valorizamos e nos cuidamos em primeiro lugar, a nossa relação connosco próprias(os) transforma-se. E é dessa relação que nascem escolhas mais saudáveis, limites claros e relações mais genuínas.

Começamos a ouvir menos a voz do julgamento alheio e mais a nossa própria, aprendendo a escolher o que nos faz bem, sem culpa nem medo de desagradar.

💌 Valorizar-se não é egoísmo, é reconhecer que mereces o teu próprio cuidado e atenção. Só assim podes viver de forma autêntica, fazer escolhas alinhadas contigo e dar o teu melhor, sem te perder no que os outros pensam.

Se também sentes que gastas demasiada energia a querer agradar aos outros e queres aprender a priorizar-te, marca já a tua consulta e vamos começar juntas 🤍🫂📩

17/03/2026

Às vezes sentimos que já não nos reconhecemos.

Não é que deixemos de saber quem somos. É que, pelo caminho, sem dar conta, vamos adaptando, ajustando, respondendo ao que é preciso (responsabilidades, expectativas, cansaço…) e vamo-nos afastando das coisas que nos faziam sentir mais nós e do que nos fazia sentir vivas.

🫶🏼 Mas, procurar-te nas coisas que amavas pode ser um ponto de partida para perceberes o que ainda importa hoje para ti (os teus valores, as tuas necessidades, as formas de cuidar de ti, pequenas fontes de bem-estar, o que te faz sentir vivo, presente e conectada contigo mesma).

📍Podes questionar-te:

- O que é que, naquela altura, me fazia sentir bem?

- O que me fazia sorrir, perder a noção do tempo, sentir curiosidade, calma ou leveza?

- O que me ajudava a desligar um pouco do resto?

Voltar gradualmente às atividades e interesses que antes nos faziam bem, mesmo que já não despertem o mesmo entusiasmo, pode indicar-te caminhos para reconectar-te contigo e reduzir a sensação de vazio ou desmotivação.

Atividades prazerosas ou significativas funcionam como estratégias naturais de regulação emocional 🧘🏼‍♀️

Quanto mais tempo passas afastada delas, menos vontade tens de voltar porque o afastamento diminui a energia, a motivação e o acesso ao prazer que essas atividades te davam.

Não se trata de voltar a ser como/quem eras. Reencontrar-te é aceitar que mudaste, e que ainda assim podes criar conexão contigo mesma!

É um convite para te aproximares de ti, do que te faz sentir mais tu, devagar, sem pressão e sem comparações 🤍

Se sentires que precisas de apoio para esse reencontro, estou disponível para te ajudar 🫂📩

11/03/2026

Existe uma verdade difícil de aceitar 😬.

Por vezes, os sinais estavam lá…mas nós escolhemos não os ver.

Não porque sejamos ingénuas(os), mas porque quando queremos muito que algo resulte (uma relação, uma amizade, uma promessa), a nossa mente tenta proteger essa esperança.

Então justificamos.
Minimizamos.
Dizemos a nós próprios que “se calhar estou a exagerar".

E só mais tarde percebemos que aquilo que sentimos desde o início… já era um sinal.

✨️ Reconhecer isto pode doer, mas também pode ser o início de algo importante: aprender a confiar mais no que sentimos, a reconhecer padrões e a fazer escolhas mais saudáveis para nós.

📍 Quando estes padrões se repetem nas relações, explorá-los em terapia pode ajudar a compreendê-los e a fazer escolhas diferentes 🤍📩

Alguma vez olhaste para trás e pensaste: “os sinais já estavam lá”?

04/03/2026

Sim, a nossa mente conta-nos algumas mentiras! Ela só nos mostra aquilo em que acreditamos.

Tem a incrível capacidade de criar cenários e mundos inteiros de imaginação. No entanto, também nos pode levar a criar cenários que nos assombram (catastróficos).

A boa notícia? Podes travar esse fluxo de pensamentos. Eles são apenas isso… pensamentos, e podes escolher o que fazer com eles!

Ao observá-los, desafiá-los e questionar a sua veracidade percebes que, na maioria das vezes, se baseiam em distorções cognitivas e não em factos reais, não são verdades absolutas.

Eles variam de pessoa para pessoa, são válidos e é importante notar que possuir pensamentos negativos não é incomum e faz parte da experiência humana! Todos nós temos pensamentos negativos!

E relembro que, quanto mais tentas evitá-los, mais surgem.

⚠️ Quando os pensamentos se tornam excessivos, perturbadores e/ou afetam significativamente a tua qualidade de vida, pode ser útil procurar ajuda de um(a) psicólogo(a).

Não é possível parar de pensar, mas a nossa mente é flexível e com a orientação adequada, é possível aprenderes a relacionar-te com o seu conteúdo de forma saudável.

Marcar uma consulta pode ser o primeiro passo 🤍

02/03/2026

Permanecemos em relações, situações ou caminhos que já não nos fazem bem apenas porque já investimos muito tempo, energia, dedicação, expectativas ou partes importantes de nós próprios.

Quando algo nos exigiu tanto, desistir pode ser vivido como perda ou fracasso.
Por isso, continuar parece, por vezes, mais fácil do que parar... mesmo quando permanecer aumenta o sofrimento 🔄

No entanto, o investimento feito no passado não deve ser o único critério para decidir o futuro.

Quando tomamos decisões baseadas apenas no que já foi investido, tornamo-nos menos disponíveis para avaliar aquilo que realmente importa: o impacto que essa escolha tem no teu presente e a direção que queres para o teu futuro.

Parar ou mudar de direção não significa falhar.
Significa reconhecer limites, autocuidado, escolher de forma mais consciente e abrir espaço para algo melhor 🦋

💭 Às vezes, a decisão mais difícil é também a mais saudável. Já investi muito, mas não preciso de investir mais!

Se ressoou em ti, talvez seja algo que merece ser olhado com mais cuidado! Lembra-te: não tens de lidar com tudo sozinho/a. Pedir ajuda também pode fazer parte da mudança 🤍

A adaptação, a regulação emocional e a integração de experiências difíceis desenvolvem-se em interação com o quotidiano:...
15/01/2026

A adaptação, a regulação emocional e a integração de experiências difíceis desenvolvem-se em interação com o quotidiano: através das relações, dos limites que aprendemos a colocar, das exigências da vida, dos desafios e das escolhas que fazemos.

A vida continua, com perdas, tarefas, responsabilidades e mudanças inesperadas. E é exatamente no meio desse movimento que vamos aprendendo a viver com as feridas: a reconhecê-las, a dar-lhes espaço e, gradualmente, a transformá-las 🦋

"Curar" não é eliminar a dor ou o sofrimento. É aprender a relacionar-se com eles de outra forma! Com mais recursos internos, maior consciência emocional e maior flexibilidade na resposta às dificuldades, recorrendo a estratégias mais ajustadas.

A "cura" não acontece fora da vida.
Acontece enquanto vivemos, experienciamos, tropeçamos e tentamos de novo 🔄

Viver não é um obstáculo à cura... é um dos seus principais veículos! 🤍✨️

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