Monção localiza-se no noroeste da Península Ibérica, fazendo fronteira com a Espanha através de uma Ponte Internacional sobre o Rio Minho que une o município a Salvaterra. Possui uma extensão de 206 quilómetros quadrados e 33 freguesias com diversos atrativos que “obrigam” a uma visita demorada e enriquecedora.
A um património natural e construído singular, junta variadas estruturas dedicadas ao turismo de aventura e lazer, tradições seculares em diferentes lugares do concelho, águas milagrosas que ajudam na terapia e na estética, uma gastronomia que atravessou gerações de cozinheiras e um vinho, de seu nome Alvarinho, que f**a bem em qualquer mesa do mundo.
Todos os anos, o município distingue aquele vinho fidalgo e sublime na Feira do Alvarinho, certame realizado em inícios de Julho com a participação dos empresários do sector vinícola e muitas actividades promocionais deste produto endógeno do concelho.
Todos os dias, os diferentes rótulos de vinho Alvarinho, tantas e tantas vezes premiados em concursos nacionais e internacionais, podem ser vistos e apreciados no paço do Alvarinho, espaço de promoção, comercialização e degustação localizado na sala de visitas da vila raiana: Praça Deu-la-deu Martins.
Ocupando parte do primeiro andar da Casa do Curro, imóvel do século XVII que alberga ainda um auditório, delegação de turismo, espaço de promoção de produtos locais e sala de exposições, o paço do Alvarinho proporciona aos visitantes e curiosos toda a informação sobre a origem, evolução e empresas dedicadas à produção deste produto com papel signif**ativo na história vinícola nacional.
Produto singular com importância na economia de muitas famílias monçanense e suporte de identidade cultural e histórica do concelho, o Vinho Alvarinho é uma casta branca, com extrema singularidade e qualidade, sendo considerada a mais nobre das castas da Região demarcada dos vinhos Verdes.
Com forte personalidade, o Alvarinho diferencia-se dos restantes vinhos brancos da região em termos químicos e ao nível de análise sensorial, distinguindo-se dos demais pelo paladar leve e fresco com agradável e persistente pós de boca. Pela sua originalidade, é um dos melhores vinhos brancos do mundo, tendo conquistado um mercado abrangente no país e estrangeiro.
No sabor, o Vinho Alvarinho é complexo, harmonioso, encorpado, persistente, macio e seco. A qualidade, o equilíbrio e a maximização das suas potencialidades naturais são conseguidas com recurso a tecnologias inovadoras e a alguns meses de estágio em garrafa. Devido às suas propriedades únicas, deve ser bebido a uma temperatura entre os 8 e os 10 graus com a particularidade de um arrefecimento lento potenciar a conservação do aroma.
Adequado como aperitivo, revela-se ideal na companhia dos manjares mais distintos, f**ando bem tanto na mesa dos restaurantes mais requintados como na tasquinha mais típica. Os prémios conseguidos ao longo de décadas, fruto de uma permanente actualização dos métodos mais inovadores, são a melhor garantia da sua qualidade e singularidade.
Nestas terras, os caminhos do Alvarinho conduzem-nos, com perfeita naturalidade, aos sabores apaladados da gastronomia local, onde pontif**a a Lampreia do Rio Minho, suculenta e requintada, o Cordeiro à Moda de Monção, com nome ousado e arroz açafroado a pingar, e o salmão, cada vez mais envergonhado e a aparecer menos. Mas quando aparece…..
Um cardápio com apelos irresistíveis para os melhores gastrónomos e amantes do bom garfo que não se levantam da mesa se provar as roscas, os papudos e as “barriguinhas de freira”, sobremesa conventual, deliciosa, incomparável. Tudo feito com a arte e o carinho das grandes cozinheiras de Monção que passaram segredos ao ouvido para que a culinária local continue a definir-se pela qualidade e tradição.
Para relaxar nada melhor que um passeio pela renovada zona ribeirinha da vila ou uma visita ao novo balneário termal, inaugurado, em Junho de 2001, pelo Presidente da República, Jorge Sampaio À semelhança do Vinho Alvarinho e da gastronomia, as águas termais revestem-se de capital importância para a vitalidade económica desta localidade.
Com os seus banhos de águas quentes e sulfurosas, as Termas de Monção são adequadas para melhorar o bem-estar físico e psicológico do ser humano, contabilizando-se em vários milhares o número de pessoas que já tiveram a oportunidade de sentir os benefícios que estas águas "miraculosas" proporcionam.
São-lhe atribuídas duas funções: a terapêutica e a lúdico-recreativa. A primeira, desde sempre conhecida, destina-se à cura de doenças físicas, psicológicas e até psiquiátricas. A segunda, mais recentemente reconhecida, tem como objectivo contribuir para uma maior qualidade de vida, tranquilidade e conforto dos cidadãos.
O Vinho Alvarinho, a gastronomia e o termalismo são excelentes motivos para uma deslocação a Monção. Mas há mais. As muralhas fernandinas rodeadas de paisagens deslumbrantes, as ruelas do casco urbano, asseadas e com as varandas coloridas, que deixam no ar um aroma inesquecível, e a hospitalidade e generosidade da gente, um pouco à semelhança de Deu-la-Deu Martins, a he***na local que salvou o burgo distribuindo pão aos castelhanos.
Não esquecer um passeio pela “Ecopista”, percurso ecológico resultante do aproveitamento da linha férrea desativada entre Monção e Valença, ou pelos lugares de montanha que parecem imensos e belos jardins recortados pelo serpentear tranquilo dos rios Mouro e Gadanha, “tocando” em vales profundos e generosos que correm serenamente para o “Pai Minho” sob o olhar paternal de igrejas, solares, palácios e pontes romanas
São autênticos prodígios da natureza reconvertidos em parques de lazer propícios ao descanso e sossego, zonas fluviais apelativas para a pesca desportiva e espaços edílicos que deixam sensações agradáveis e múltiplas recordações.
Neste concelho, sentem-se importantes pedaços de história com espaços para passear e conviver em harmonia com a natureza, regalar os olhos de admiração e respirar uma placidez quase terapêutica que enriquece o espírito e tranquiliza a alma. Mais que as palavras, valem as imagens, o pulsar das coisas, e o contacto com as pessoas. F**a o convite para visitar Monção.