Associação Crohn Colite PT

Associação Crohn Colite PT Informações para nos contactar, mapa e direções, formulário para nos contactar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Associação Crohn Colite PT, Moreira.

A Associação Ritual Purple - Crohn/Colite Portugal é mantida por um grupo de pessoas com Doença Inflamatória do Intestino (DII) que acreditam que conseguem fazer a diferença e dar voz às DII.

Se a DII afeta a forma como consegues trabalhar, é importante saberes que podes pedir adaptações no teu local de trabalh...
09/03/2026

Se a DII afeta a forma como consegues trabalhar, é importante saberes que podes pedir adaptações no teu local de trabalho.

Que tipo de adaptações podem fazer sentido:
Acesso próximo a casas de banho - fundamental para quem tem urgência defecatória.
Pausas regulares - para tomar medicação, descansar se estiveres em crise, gerir sintomas.
Flexibilidade de horário para consultas médicas ou tratamentos.
Possibilidade de trabalho remoto ou híbrido, quando a função permite.
Ajustes de tarefas se certos aspetos do trabalho se tornaram incompatíveis com a tua condição de saúde.

Como abordar o tema:
Decide quanto queres partilhar - não és obrigado a dar detalhes clínicos, mas explicar que tens uma condição de saúde que requer certos ajustes pode facilitar a compreensão.
Fala com os Recursos Humanos ou superior direto, idealmente apresentando sugestões concretas de adaptações que te ajudariam.
Se possível, pede consulta de medicina no trabalho e apresenta relatório médico que justifique a necessidade de adaptações. A medicina do trabalho poderá recomendar adaptações consoante o teu caso à tua entidade patronal, sem revelar o teu diagnóstico.

O enquadramento legal:
Em Portugal, existe legislação sobre "adaptações razoáveis" para trabalhadores com deficiência ou doença crónica. O conceito de "razoável" signif**a que não causa prejuízo desproporcional à entidade empregadora.

As especificidades dependem de vários fatores - tipo de contrato, dimensão da empresa, natureza das funções, se tens atestado multiusos com grau incapacidade igual ou superior a 60%, etc.

Onde procurar informação e apoio:
ACT - Autoridade para as Condições do Trabalho
Sindicato da tua área profissional
Advogado especializado em direito do trabalho (consulta os nossos parceiros .pt )
Assistente social (se a tua empresa tiver este serviço)

Se sentires discriminação:
Se sentes que estás a ser tratado(a) injustamente por causa da tua condição de saúde, documenta tudo e procura apoio junto da ACT.

A verdade:
Não tenhas receio de pedir o que precisas para conseguires trabalhar de forma sustentável. Informa-te sobre os teus direitos e age de acordo!💜

Se o tratamento não está a funcionar: o que fazer agora 💜Estás em tratamento para a DII há semanas ou meses, mas não mel...
08/03/2026

Se o tratamento não está a funcionar: o que fazer agora 💜

Estás em tratamento para a DII há semanas ou meses, mas não melhoraste. Ou melhoraste no início mas agora voltaste a piorar. Sentes frustração, medo, cansaço de tentar.

Não desistas. Aqui está o que podes fazer.

Primeiro, comunica com o médico:

Não assumes que "é assim mesmo" ou que tens de aguentar os sintomas. Se o tratamento não funciona, o médico precisa de saber.

Marca uma consulta urgente ou antecipa a próxima. Explica objetivamente: "Continuo com X episódios de diarreia por dia, dor abdominal diária, sangue nas fezes".

Avalia se deste tempo suficiente:

Alguns tratamentos demoram semanas ou meses a fazer efeito completo. Mesalazinas: 2-4 semanas. Imunossupressores: 8-12 semanas. Biológicos: 8-12 semanas.

Se ainda não passou tempo suficiente, pode ser uma questão de paciência (mas fala com o médico na mesma).

Possíveis razões para um tratamento não funcionar:

Dose insuficiente - pode precisar de ajuste.

Tipo de medicação inadequado para a gravidade da tua doença.

Problemas de adesão - se não tomas rigorosamente como prescrito, a eficácia reduz.

Desenvolvimento de anticorpos contra o biológico (pode ser medido).

Outras complicações não detectadas - estenoses, infeções sobrepostas.

Próximos passos possíveis:

Ajustar a dose de medicação atual (apenas com indicação do médico, sempre!).

Adicionar medicamento complementar (terapia combinada, indicada pelo médico!).

Mudar para outro tratamento - há muitas opções disponíveis (alteração feita pelo médico!).

Fazer exames adicionais (colonoscopia, ressonância, análises) para perceber o que se passa.

Não desistas:

Encontrar o tratamento certo pode exigir tentativas. Não signif**a que és um caso perdido, signif**a sim que ainda não encontraste o que funciona para ti e isto pode ser normal nesta jornada.

Próximo passo prático:

Contacta o teu gastroenterologista esta semana. Pede a reavaliação do tratamento. Há alternativas. 💜

É normal sentires raiva da tua própria doença 💜Se tens DII e há dias em que sentes raiva intensa - do teu corpo, da doen...
07/03/2026

É normal sentires raiva da tua própria doença 💜

Se tens DII e há dias em que sentes raiva intensa - do teu corpo, da doença, da injustiça de ter DII - não estás errado(a) nem és ingrato(a) pela vida que tens.

A raiva é uma resposta emocional legítima a perda, limitação e injustiça.

O que pode desencadear a raiva:
Ver outras pessoas viverem sem pensar na saúde, comerem o que querem, fazerem planos sem medo, enquanto tu tens de gerir a doença constante.
Crises que aparecem sem razão aparente, que destroem planos importantes.
Tratamentos que falham, sintomas que não passam, profissionais de saúde que não ouvem.
A injustiça fundamental: não fizeste nada para merecer DII. Não há uma razão justa para teres esta doença.

Como a raiva se manifesta:
Raiva dirigida ao teu corpo - sentir que te traiu, que é inimigo.
Irritabilidade geral - menos paciência com as pessoas, situações, frustrações pequenas.
Raiva de quem se queixa de "problemas" que te parecem triviais comparados com DII.
Inveja de pessoas saudáveis.

A raiva não é um problema (dentro de limites):
Sentir raiva é normal e saudável. O problema é quando a raiva se torna destrutiva, levando ao isolamento, a relações afetadas, a comportamentos autodestrutivos.

Como processar a raiva:
Valida a emoção. "Tenho o direito de estar zangado(a) com isto" é verdade.
Expressa de formas não destrutivas - escrever, falar com terapeuta, atividade física adaptada, chorar.
Raiva crónica e intensa pode beneficiar de apoio psicológico para processar o luto e a injustiça.

Transição da raiva:
Com o tempo, muitas pessoas passam de raiva intensa para aceitação (não resignação - aceitação ativa de que isto é a realidade e vou viver da melhor forma possível com ela).

Não há timeline certa. Podes sentir raiva anos após diagnóstico e voltar a sentir depois de períodos de aceitação.

A verdade:
Raiva da DII não te torna uma pessoa negativa ou ingrata. Torna-te humano a reagir a uma situação injusta e difícil.

Permite-te sentir raiva. E quando estiveres pronto(a), procura apoio para processar.

F**a atento(a) às edições da Terapia de Grupo da ACCP, um espaço seguro que te compreende e apoia 💜

Sinais que passam despercebidos: temperatura corporal acima do normal 💜Se tens Doença Inflamatória Intestinal e notas qu...
05/03/2026

Sinais que passam despercebidos: temperatura corporal acima do normal 💜

Se tens Doença Inflamatória Intestinal e notas que a temperatura corporal sobe ligeiramente com frequência - 37,5°C, 37,8°C - mesmo sem teres uma infeção identif**ada, isto pode ser um sinal de DII ativa.

A temperatura corporal acima do normal, de forma recorrente, é um sintoma subtil mas importante que muitas pessoas não associam à doença intestinal.

Porque acontece:

A inflamação crónica no intestino liberta substâncias inflamatórias (citocinas) que circulam no sangue e podem afetar o centro de regulação da temperatura no cérebro. O resultado é temperatura corporal acima do normal, intermitente, que vai e vem.

Não é uma febre alta como numa gripe. É sensação de corpo quente, cansaço, mal-estar geral, com temperatura levemente elevada que aparece e desaparece sem razão aparente.

Como reconhecer:

Temperatura corporal elevada ao final do dia ou à noite são comuns. Pode haver alguns dias seguidos com temperatura corporal acima da norma, depois passa, depois volta. Não há tosse, dor de garganta, ou outros sinais de infeção respiratória.

Algumas pessoas só descobrem que têm temperatura corporal acima do normal quando medem a temperatura por outro motivo. Outras sentem o corpo quente, mas não chegam a medir.

Durante crises de DII, a temperatura corporal elevada pode ser mais frequente ou constante.

O que fazer:

Regista quando tens temperatura corporal elevada, mesmo que seja baixa. Anota a hora, a temperatura, se tens outros sintomas nesse dia. Partilha esta informação com o teu médico, pode ser um indicador útil de atividade da doença.

Febre persistente ou que sobe além dos 38°C deve ser sempre avaliada, porque pode indicar complicações ou infeções que precisam de tratamento urgente.

A temperatura corporal acima do normal, recorrente, não deve ser ignorada. É o corpo a dizer que algo não está bem. Escuta-o. 💜

O que esperar do acompanhamento: análises ao sangue regulares 💜Se tens Doença Inflamatória Intestinal, vais fazer anális...
04/03/2026

O que esperar do acompanhamento: análises ao sangue regulares 💜

Se tens Doença Inflamatória Intestinal, vais fazer análises ao sangue com frequência. Muita frequência. Pode parecer excessivo, mas cada análise tem uma razão específ**a e importante.

Compreender o porquê ajuda a aceitar melhor este acompanhamento contínuo.

Para monitorizar a doença:

Marcadores inflamatórios como PCR (proteína C reativa) e calprotectina f***l indicam se há inflamação ativa. Valores altos signif**am doença ativa, mesmo que não sintas sintomas.

Hemograma completo detecta anemia (muito comum em DII), alterações nos glóbulos brancos, plaquetas. Ajuda a perceber o estado geral e o impacto da doença.

Para vigiar efeitos de medicação:

Imunossupressores como azatioprina exigem vigilância do fígado e contagem sanguínea, podem afetar a produção de células sanguíneas e a função hepática.

Biológicos requerem monitorização de infeções, função hepática, por vezes níveis do próprio medicamento no sangue.

Metotrexato precisa de vigilância apertada do fígado e células sanguíneas.

Para detectar carências:

Ferro, vitamina B12, ácido fólico, vitamina D - são carências frequentes em DII por má absorção ou perda de sangue. Corrigir estas carências melhora a energia, a cicatrização e o bem-estar geral.

Com que frequência:

Depende da medicação e da fase da doença. Quando inicias um imunossupressor, podes fazer análises semanais ou mensais. Em tratamento estável, pode ser de 3 em 3 meses.

Durante crises ou se há alterações preocupantes, a frequência aumenta.

O que fazer:

Não faltes às análises. Parecem uma rotina maçadora, mas detectam problemas antes de f**arem graves.

Se os resultados te preocupam, fala com o teu médico. Não tentes interpretar sozinho(a) valores alterados, nada de Google ou IA (ChatGPT e afins), porque o contexto importa.

A verdade:

As análises regulares são chatas, mas são a forma de te manter seguro(a). Detectam complicações precocemente e permitem ajustar o tratamento antes de haver danos. 💜

Defender os teus direitos quando és vulnerável 💜Quando estás em crise de DII, hospitalizações, a lidar com complicações,...
03/03/2026

Defender os teus direitos quando és vulnerável 💜

Quando estás em crise de DII, hospitalizações, a lidar com complicações, não tens energia para lutar por direitos. A ACCP faz esse trabalho de defesa - junto de decisores, hospitais, entidades - para que as condições melhorem para toda a comunidade DII.

Defesa das pessoas com DII é parte fundamental do nosso trabalho.

O que defendemos:
Acesso a tratamentos - todos os tratamentos aprovados devem estar disponíveis no SNS. Trabalhamos para que medicamentos inovadores cheguem rapidamente a quem precisa.

Cuidados de qualidade - equipas multidisciplinares especializadas em DII, consultas com tempo adequado, acesso a exames e vigilância regular.

Direitos laborais e sociais - proteção no trabalho, acesso a apoios, fim da discriminação por doença crónica.

Redução de estigma - trabalhar para que a sociedade compreenda a DII, tome a doença a sério, não minimize sintomas.

Como fazemos?
Reuniões junto das entidades competentes, por exemplo, Membros do Governos, Administração dos hospitais, para levar a voz da comunidade DII.

Intervenção na definição de políticas de saúde. Por exemplo, respondemos a consultas públicas sobre saúde, medicamentos, direitos.

Colaboramos com outras associações de doentes para uma força coletiva maior.

Damos visibilidade à DII - media, eventos, campanhas - para educar o público e os decisores.

Impacto real:
Quando conseguimos influenciar decisões que melhoram o acesso a tratamentos, reduzem listas de espera, ou protegem direitos - beneficia toda a comunidade DII.

Não é um trabalho rápido e nem sempre visível. Mas é essencial.

Porque isto importa:
Mudança sistémica só acontece quando há pressão organizada. Uma pessoa sozinha tem pouca voz. Uma associação que representa milhares de pessoas tem impacto.

Levamos as vossas experiências, necessidades, frustrações aos decisores. És representado(a) mesmo quando não tens força para lutar sozinho(a).

A verdade:
Defender direitos é trabalho de longo prazo, muitas vezes frustrante, mas essencial. Fazemos este trabalho para que viver com DII em Portugal seja mais justo, mais digno, com melhores condições.

Conta connosco! Nós contamos contigo 💜

Mito perigoso: DII não é grave, é só desconfortável 💜"Ah, mas não é cancro, pois não?" ou "há doenças piores". Se tens D...
02/03/2026

Mito perigoso: DII não é grave, é só desconfortável 💜

"Ah, mas não é cancro, pois não?" ou "há doenças piores". Se tens Doença Inflamatória Intestinal, provavelmente já ouviste variações destas frases que minimizam a gravidade da tua doença.

Este mito não é só errado, como é perigoso.

Porque este mito é perigoso:

Minimizar a DII leva pessoas a não procurarem tratamento adequado, a não tomarem a medicação como devem, a normalizarem sintomas graves que precisam de atenção urgente.

Leva profissionais de saúde menos informados a desvalorizarem queixas, a atrasarem diagnósticos, a não investigarem complicações.

A realidade sobre a gravidade da DII:

A DII pode causar complicações graves e potencialmente fatais se não for bem controlada. Obstrução intestinal, perfuração intestinal, hemorragia grave, sépsis, megacólon tóxico - estas são emergências médicas.

A inflamação crónica descontrolada aumenta o risco de cancro colorretal. Por isso as pessoas com DII fazem colonoscopias de vigilância regulares.

Desnutrição grave, anemia severa, tromboses (coágulos sanguíneos), são riscos reais em DII não controlada.

Muitas pessoas com DII acabam por precisar de cirurgia - remoção parcial ou total do intestino. Não é raro, não é excecional. E viver sem parte do intestino ou com estoma muda a vida para sempre.

Para além das complicações físicas:

A DII tem um impacto psicológico e social enorme. Taxas elevadas de ansiedade e depressão. Isolamento social. Dificuldades no trabalho. Relações afetadas. Qualidade de vida comprometida.

A verdade:

A DII é uma doença crónica grave que exige vigilância médica especializada, tratamento adequado, e acompanhamento para a vida. Não é "só" desconfortável.

Respeitar a gravidade da DII não é dramatizar. É reconhecer a realidade de quem vive com ela e garantir que recebem o cuidado que merecem. 💜

Vou precisar de cirurgia? 💜Esta é uma das perguntas que mais assusta depois do diagnóstico de DII. A resposta honesta é:...
01/03/2026

Vou precisar de cirurgia? 💜

Esta é uma das perguntas que mais assusta depois do diagnóstico de DII. A resposta honesta é: talvez. Algumas pessoas com DII vão precisar de cirurgia em algum momento, outras não.

Vamos falar disto sem dramatizar mas com honestidade.

Probabilidades realistas:

Na Doença de Crohn, cerca de 50-70% das pessoas podem precisar de cirurgia em algum ponto da vida, geralmente para, por exemplo, remover secções muito danif**adas do intestino, tratar fístulas ou obstruções.

Na Colite Ulcerosa, cerca de 20-30% podem precisar de cirurgia. Em casos graves que não respondem a tratamento, pode haver necessidade de remover o cólon.

Mas isto NÃO signif**a:

Que vais certamente precisar de cirurgia. Muitas pessoas nunca precisam.

Que a cirurgia é inevitável ou imediata. Tratamentos modernos reduziram signif**ativamente a necessidade de cirurgia.

Que cirurgia é falha ou pior cenário. Para algumas pessoas, cirurgia traz alívio enorme e melhoria de qualidade de vida.

O que reduz probabilidade de cirurgia:

Tratamento precoce e adequado - iniciar medicação ef**az cedo, manter adesão rigorosa.

Vigilância regular - detetar complicações precocemente permite tratar antes de f**arem graves.

Controlo sustentado da inflamação - quanto menos tempo passas com doença ativa, menor o risco de danos que exigem cirurgia.

Se cirurgia for necessária:

Cirurgia para DII é feita por equipas especializadas. Não é um procedimento raro ou experimental.

Há preparação adequada, acompanhamento pós-operatório e apoio disponível.

Para muitas pessoas, especialmente quem tem DII grave que não responde a tratamento, a cirurgia melhora a vida dramaticamente.

A verdade:

O medo de cirurgia é natural. Mas deixar esse medo impedir-te de fazer tratamento adequado ou investigar sintomas preocupantes pode aumentar a probabilidade de a cirurgia eventualmente ser necessária.

Foca-te em controlar bem a doença agora. O resto lidas se e quando chegar. 💜

Rotina real: a gestão diária da medicação 💜Se tens Doença Inflamatória Intestinal, tomar medicação faz parte da tua roti...
28/02/2026

Rotina real: a gestão diária da medicação 💜

Se tens Doença Inflamatória Intestinal, tomar medicação faz parte da tua rotina diária. Comprimidos de manhã, à noite, com comida, sem comida, injeções semanais, perfusões mensais. Pode parecer simples, mas manter adesão rigorosa todos os dias é desafiante.

Vamos falar de estratégias práticas que funcionam.

Criar rotina automática:

Associa a medicação a hábitos que já tens - tomar comprimidos logo após lavar os dentes, deixar a medicação ao lado da cafeteira, programar alarmes no telemóvel.

Quanto mais automático, menos depende de memória ou motivação diária.

Organização ajuda:

Caixas organizadoras semanais evitam a confusão sobre "já tomei ou não tomei?".

Apps de gestão de medicação enviam lembretes e permitem registar as tomas.

Se tomas vários medicamentos em horários diferentes, ter uma lista clara na cozinha ou no quarto ajuda.

Para medicação injetável:

Escolhe um dia e hora fixos. Sexta à noite, domingo de manhã - o que funcionar na tua rotina.

Prepara tudo antecipadamente. Tira a medicação do frigorífico 30 minutos antes (temperatura ambiente arde menos).

Se tens medo de agulhas, técnicas de distração ajudam - música, vídeo, respiração profunda.

Quando viajas ou sais:

Leva sempre a medicação contigo, nunca deixes em bagagem que se pode perder.

Se vais dormir fora, leva doses suficientes.

Para injetáveis que precisam de frio, há bolsas térmicas específ**as.

Se te esqueceres:

Não entres em pânico. Toma assim que te lembrares, a não ser que esteja muito perto da próxima dose (nesse caso, salta e retoma o horário normal).

Se os esquecimentos são frequentes, fala com o teu médico. Pode haver ajustes de horário ou formulações que facilitem a rotina e a toma.

A verdade:

Gerir a medicação crónica é um trabalho constante. Há dias em que cansa, dias em que te esqueces, dias em que só queres não ter de pensar nisso.

Mas a consistência protege-te. Cada toma é investimento na tua saúde, lembra-te disso. 💜

Ansiedade antecipatória: quando o "e se" controla a vida 💜Se tens Doença Inflamatória Intestinal, a ansiedade não se lim...
26/02/2026

Ansiedade antecipatória: quando o "e se" controla a vida 💜

Se tens Doença Inflamatória Intestinal, a ansiedade não se limita a momentos de crise. Há ansiedade constante sobre o futuro: e se tiver urgência durante a reunião? E se não houver casa de banho? E se a medicação deixar de funcionar? E se precisar de cirurgia?

A ansiedade antecipatória pode tornar-se tão limitante quanto os próprios sintomas da DII.

Como se manifesta:

Evitas situações por antecipação de problemas que podem nem acontecer. Não vais a eventos, viagens, encontros porque "e se" precisares de casa de banho urgente.

Planeamento obsessivo. Pesquisas exaustivas sobre casas de banho, rotas de fuga, comida segura. O planeamento nunca parece suficiente.

Sintomas físicos de ansiedade - coração acelerado, tensão muscular, desconforto abdominal (que pode confundir-se com sintomas de DII).

Dificuldade em estar presente porque a mente está sempre a antecipar o próximo problema.

Porque acontece na DII:

A imprevisibilidade da doença ensina o cérebro a estar sempre alerta. Experiências passadas de urgência em situações difíceis criam memórias de medo.

Tentar controlar o incontrolável (sintomas imprevisíveis) através de planeamento excessivo.

Quando a ansiedade se torna problema:

Se estás a evitar atividades importantes e valiosas por ansiedade.

Se a ansiedade causa sofrimento constante que afeta a qualidade de vida.

Se os sintomas físicos da ansiedade agravam ou confundem os sintomas da DII.

Como gerir:

Terapia cognitivo-comportamental ajuda a identif**ar pensamentos ansiosos e desafiá-los.

Técnicas de grounding e mindfulness trazem-te para o presente, reduzindo ansiedade sobre futuros hipotéticos.

Exposição gradual - fazer pequenas coisas que causam ansiedade, com suporte/apoio, para perceber que consegues gerir.

Medicação ansiolítica pode ajudar em casos mais graves - fala com o teu médico ou psiquiatra.

A verdade:

A ansiedade antecipatória é compreensível quando vives com uma doença imprevisível. Mas mereces viver, não só sobreviver em modo de alerta constante.

O apoio profissional pode fazer uma diferença enorme. 💜

Sintomas que não são normais: dor articular que não tem explicação 💜Se tens Doença Inflamatória Intestinal e as tuas art...
25/02/2026

Sintomas que não são normais: dor articular que não tem explicação 💜

Se tens Doença Inflamatória Intestinal e as tuas articulações doem, incham ou f**am rígidas - especialmente de manhã ou durante crises intestinais - não é coincidência. É uma das manifestações extraintestinais mais comuns da DII.

A inflamação não f**a confinada ao intestino. Pode afetar articulações, e isso acontece em cerca de 1 em cada 3 pessoas com DII.

Como se manifesta:

Dor e rigidez nas articulações, especialmente joelhos, tornozelos, pulsos, cotovelos. Pode ser uma articulação de cada vez ou várias ao mesmo tempo. A dor pode ser ligeira e incomodativa ou intensa e limitante.

Algumas pessoas sentem mais dor articular durante as crises intestinais - quando a DII está ativa, as articulações pioram. Outras têm dor articular constante, mesmo com a DII controlada.

Em alguns casos há inchaço visível. Noutros, a dor é intensa mas não se vê nada de fora.

Tipos de envolvimento articular na DII:

Artrite periférica (articulações dos membros) é a mais comum. Costuma afetar articulações grandes como joelhos e tornozelos, e muitas vezes melhora quando a DII é tratada.

Espondiloartrite (coluna e articulações sacroilíacas) causa dor lombar, rigidez matinal prolongada, dor nas nádegas. Esta pode evoluir independentemente da atividade intestinal.

O que fazer:

Não ignores a dor articular nem assumas que é "normal envelhecer" ou "má postura". Fala com o teu gastroenterologista - pode ser necessário envolver reumatologia, mas a gestão integrada é importante.

Alguns tratamentos para a DII também melhoram os sintomas articulares. Fisioterapia, exercício adaptado e medicação específ**a podem ajudar muito.

A dor articular na DII é real, frequente e tratável. Não tens de viver com ela em silêncio. 💜

O papel da equipa médica: o gastroenterologista coordena, mas não trabalha sozinho 💜Se tens Doença Inflamatória Intestin...
24/02/2026

O papel da equipa médica: o gastroenterologista coordena, mas não trabalha sozinho 💜

Se tens Doença Inflamatória Intestinal, o teu gastroenterologista é o médico principal que gere a doença. Mas numa DII bem acompanhada, há uma equipa multidisciplinar a trabalhar contigo.

Compreender o papel de cada profissional ajuda-te a tirar melhor partido do acompanhamento.

O gastroenterologista:

É quem diagnostica a DII, prescreve e ajusta os tratamentos, pede os exames, faz as colonoscopias, vigia as complicações. É o capitão do barco.

É a quem deves reportar os sintomas intestinais, as crises, as dúvidas sobre a medicação. É quem decide quando é preciso intensif**ar ou mudar o tratamento.

O médico de família:

Acompanha-te de forma global. Trata os problemas de saúde não relacionados com a DII e passa as “baixas médicas” quando é necessário.

Pode encaminhar para outros especialistas quando é preciso e coordena cuidados quando há várias doenças em simultâneo.

O nutricionista:

Ajuda a otimizar a alimentação para reduzir sintomas, corrigir carências, manter um bom estado nutricional. É essencial, especialmente durante crises ou se há má absorção.

O psicólogo/psiquiatra:

Apoia a saúde mental - ansiedade, depressão, dificuldade em lidar com diagnóstico ou limitações. Viver com uma doença crónica é mentalmente exigente.

Outros especialistas conforme necessário:

Reumatologista se há dores articulares. Dermatologista se há lesões de pele. Oftalmologista se há problemas oculares. Cirurgião se há complicações que precisam de cirurgia. Estomaterapeuta se tens ou vais ter estoma.

Como funciona na prática:

O ideal é que estes profissionais comuniquem entre si sobre o teu caso. Nem sempre acontece perfeitamente, por isso podes ter de ser tu a fazer a ponte - levar relatórios de um especialista ao outro, explicar tratamentos.

A verdade:

A DII não se trata só com medicação prescrita pelo gastro. Precisas de cuidado integrado - corpo e mente, intestino e nutrição, sintomas físicos e impacto emocional.

Não hesites em pedir encaminhamento para especialistas que precisas. 💜

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Segunda-feira 10:00 - 18:00
Terça-feira 10:00 - 18:00
Quarta-feira 10:00 - 18:00
Quinta-feira 10:00 - 18:00
Sexta-feira 10:00 - 18:00

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