07/02/2026
Não, não estamos bem, mesmo que digamos que sim.
Estamos cansados, exaustos, desesperados.
Parece um filme de terror!
E eu que adoro comédias românticas e filmes de animação.
Sinto que estamos esquecidos.
Já não precisamos de comida, já não precisamos de roupa, já não precisamos de nada do que parece essencial.
Isso temos. E somos gratos por isso.
Precisamos sim de empatia e celeridade.
Precisamos de material de contrução, mas também preciamos de vontade de todos para retomarmos a normalidade e arregaçar as mangas.
Precisamos de eletricidade e comunicações para abrir as escolas e as empresas.
Para voltar à normalidade.
Porque podem não se ter apercebido, mas para a semana estamo a meio do mês de Fevereiro e já alguém pensou como é que se vai ter salário no fim deste mês que é tão curto?
Uns agem como se nada fosse, outros como se estivesse tudo normal.
Outros olham única e simplesmente para o seu umbigo, sem empatia, sem genuíno cuidado com as necessidades que cada um está a passar.
Nestas alturas percebemos como são verdadeiramente as pessoas.
Para o bem e para o mal.
Percebemos que há muita solidariedade para ajudar, mas também há muita gente a aproveitar-se dessa mesma generosidade.
No que a mim diz respeito, quero só voltar áquela rotina chata, às básicas preocupações do dia a dia e saber que o que me espera depois de domingo, é uma aborrecida e secante segunda feira.
Não, não está tudo bem.
E esta coisa do "Há gente pior.", "Estamos vivos." e "Vamo-nos safar." é só uma forma de não dizermos logo "Estamos na m**d*. E nem sabemos na verdade o tamanho nem a duração disto tudo!"
Estamos a sobreviver.
Mas isso, até os animais selvagens e abandonados conseguem, não é verdade?
Estaremos nós a voltar ao cada um por si, ao salve-se quem puder e às tribos pré-histórica que se comem uns aos outros sem ligar ao facto de serem da mesma raça?
E termino com a forma como têm terminados todas as minhas conversas nos últimos 11 dias:
"Siga!"🚀