11/02/2026
Quando o ruído do “eu” abranda, abre-se um espaço vasto e silencioso onde a vida pode finalmente ser escutada.
Nesse recolhimento lúcido, algo que sempre esteve presente começa a revelar-se, não como uma ideia nova, mas como um reconhecimento antigo. Uma clareza que não se impõe, apenas se deixa ver quando a mente pousa e o coração se aquieta.
Na tradição contemplativa, este gesto é simples e profundo: observar sem agarrar, permitir sem resistir, repousar naquilo que é. Não se trata de apagar quem somos, mas de suavizar a rigidez com que nos tomamos por separados.
Talvez seja isso o despertar: menos afirmação, mais presença. Menos esforço, mais escuta.
Que hoje possamos oferecer a nós mesmos esse espaço interno, onde o essencial se torna perceptível porque já não é abafado pelo excesso de ruído.