12/02/2026
Nos últimos dias, as tempestades trouxeram imagens intensas e incerteza que também chegam às crianças. Mesmo quando estão fisicamente seguras, o que veem e ouvem pode ser difícil de compreender.
É natural surgirem emoções como medo, tristeza ou confusão. Algumas crianças fazem muitas perguntas; outras ficam mais caladas ou irritáveis. São formas de tentar dar sentido ao que aconteceu.
O papel dos adultos é acolher e validar. A presença calma ajuda a criança a perceber que é possível sentir emoções difíceis e, ainda assim, estar em segurança.
Explicar o que está a acontecer de forma simples e adequada à idade, recorrendo a analogias como “Às vezes a natureza muda muito rápido” ou “Às vezes, como nós, as nuvens também se zangam um bocadinho” pode ajudar. Reforçar ideias como “Há pessoas a trabalhar para ajudar e proteger” transmite segurança.
Se surgirem perguntas sobre morte ou perigo, é importante validá-las, responder com honestidade ajustada à idade e transmitir esperança e proteção.
Alguns cuidados que podem fazer a diferença:
- Limitar a exposição a notícias e vídeos;
- Manter rotinas e previsibilidade dentro do possível;
- Privilegiar momentos de proximidade, socialização e brincadeira;
- Criar espaço para a criança expressar o que sente.
Se o medo ou as alterações de comportamento persistirem, procurar apoio profissional pode ajudar.
Cuidar das emoções também é proteção.