14/08/2020
O Palácio de Monserrate é inserido no Parque de Monserrate. Teria
existido nestes terrenos uma capela, essa anterior mesmo à reconquista de Sintra por D. Afonso Henriques (1106)e que marcaria a sepultura de um cristão-moçárabe que morrera a combater um rico árabe que comandava a zona. Em 1540 o clérigo Gaspar Preto mandou edif**ar uma capela dedicada a Nossa Senhora de Monserrate.
Em 1601 a propriedade é aforada à família Melo e Castro. Em 1793 que William Beckford arrenda a propriedade a DeVisme (outro arrendatário que nesse meio tempo idealizou o lugar) investindo largamente no palácio mas mais ainda no melhoramento dos jardins.
Só em 1856 e após várias décadas de abandono (tendo Beckford deixado Portugal no final do século XVIII) é que a Quinta de Monserrate sairia das mãos da família Melo e Castro.
O comprador foi um milionário dos têxteis inglês, Francis Cook, herdeiro da Cook, Son & Co e marido da anglo-portuguesa Emily Lucas. O palácio foi desenhado por James Knowles e os jardins foram alvo de intervenções pelo paisagista William Stockdale, o botânico William Nevill, e James Burt, mestre jardineiro, que passaria aliás o resto da sua vida em Monserrate. Cook faz de Monserrate a residência de Verão da família recheando-o com obras de arte da sua enorme coleção (hoje dispersa por inúmeros museus).
Pensa-se que durante a construção terão trabalhado no palácio mais de 2000 pessoas, 50 das quais empregues exclusivamente para a jardinagem. Depois de terminadas as obras, os Cook empregam cerca de 300 pessoas para cuidar da casa, do parque e da família. Cook compra 13 quintas do entorno, realiza a construção de duas escolas primárias (para os filhos do seu pessoal) em Galamares e Colares, casas e até um teatro, o rei D. Luís I concede-lhe o título de Visconde de Monserrate. 😇😁🕌🌄🏞🎑