23/08/2025
“ Para os que não sabem, tenho problemas nas ancas. Começaram há 11 anos e, em 2017, fui operado às duas, sendo a esquerda a mais afetada. Foi um ano difícil, tive muito medo… pensei que podia ser o fim da minha carreira, e eu tinha apenas 25 anos.
Depois de as operações terem corrido bem, deram-me mais 4 anos de carreira. Disseram-me que, com o tempo, voltaria a piorar — e é exatamente isso que estou a viver agora.
Nada foi fácil. Sentir dor, jogar e treinar com desconforto passou a ser algo normal no meu dia a dia.
Há 5 anos que tomo comprimidos em todos os jogos para poder competir em melhores condições, começando com a menor dose… e, neste último tempo, tomando o máximo, já dois dias antes da partida, apenas para conseguir estar presente.
Hoje decido pôr fim a tudo isto. Hoje termina todo este esforço.
Quero agradecer ao River, que foi quem me formou, que me deu desde comida até escola — não esqueço nada, tenho memória de todos os que me ajudaram. Obrigado River Plate, A.S. Roma, Tottenham, Sevilla e A.E.K., terão para sempre um lugar no meu coração.”
Carta de despedida de Erik Lamela que é mais um exemplo de vida de sofrimento que muitos atletas de alta competição têm.
• 2016–2017 👉 Lesão grave nas ancas/quadris → duas cirurgias (esquerda e direita).
⏳ ~389 dias afastado (mais de 1 ano).
• 2018–2020 👉 Lesões musculares recorrentes (coxa, virilha, gémeo).
⏳ ~270 dias afastado.
• 2021–2022 👉 Lesão grave no ombro (Sevilla) → cirurgia.
⏳ ~125 dias afastado.
• 2023–2024 👉 Diversas lesões: adutor, costas, pé, quadril.
⏳ ~157 dias afastado.
• 2024–2025 👉 Últimos meses no AEK com desconforto físico crónico.
⏳ ~32 dias afastado.
⚠️ Total aproximado: ~970 dias de carreira parados por lesão (quase 3 anos).
A vida de um atleta muito poucas vezes é um mar de rosas.
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