23/04/2026
Estima-se que cerca de 2% das crianças e até 8% dos adolescentes apresentem depressão . Em contextos mais recentes, como após a pandemia, alguns estudos indicam que até 1 em cada 4 jovens pode apresentar sintomas depressivos significativos . Estes números mostram que estamos perante uma realidade que não pode ser ignorada.
Os sinais podem surgir de forma subtil: tristeza persistente, irritabilidade, isolamento, alterações no sono ou no apetite, perda de interesse por atividades ou dificuldades escolares. A criança não está “a portar-se mal” , está a comunicar dor.
Como lidar?
• Escutar sem julgar, criando um espaço seguro
• Validar o que a criança sente, mesmo quando não compreendemos totalmente
• Manter rotinas e previsibilidade, que trazem segurança
• Reduzir exigências excessivas e observar sinais de sobrecarga emocional
• Promover momentos de ligação (brincar, conversar, estar presente)
• Procurar apoio profissional sempre que os sinais persistem
Lidar com a depressão infantil exige presença, consistência e sensibilidade. A criança precisa de adultos que vejam para além do comportamento e consigam reconhecer a emoção por trás dele.
Cuidar da saúde emocional na infância não é opcional ,é fundamental. Porque uma criança que é compreendida hoje, será um adulto mais seguro amanhã.
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