Carina Rodrigues Nave - Psicóloga Clínica

Carina Rodrigues Nave - Psicóloga Clínica Psicologia (+16 anos) | Psicoterapia | Terapia Familiar | Terapia de casal | Exclusivamente online

05/03/2026

Aquilo que mais magoa num conflito raramente é o tema em si. É a sensação de deixar de ser especial no olhar do outro.

Quando a crítica aparece, quando a raiva sobe, quando o afastamento se instala, o que está verdadeiramente em jogo é o vínculo. A necessidade profunda de saber: continuo a ser importante para ti? Continuas a escolher-me? Ainda sou/ és um lugar seguro?

O problema é que estas perguntas quase nunca são feitas desta forma. São mascaradas por acusações, ironias, silêncios prolongados. E quanto mais f**amos presos nessas camadas superficiais, mais o ciclo se intensif**a.

Em terapia de casal, o trabalho não passa por decidir quem tem razão. Passa por tornar visível o que está implícito na dinâmica. Ajudar cada parceiro a reconhecer o medo por trás da raiva e a dor por trás do afastamento. É nesse lugar mais vulnerável que a relação pode começar a reorganizar-se.

Se te revês neste padrão e sentes que na tua relação estão presos numa sequência que se repete, a terapia de casal pode ser um espaço seguro para compreender o que realmente está a acontecer entre vocês. Podes agendar consulta com a nossa equipa de terapeutas de casal através do link na bio 🤎

Aquilo que não dizemos em supervisão costuma ser exatamente o que mais nos inquieta.E este silêncio em que nos mantemos ...
03/03/2026

Aquilo que não dizemos em supervisão costuma ser exatamente o que mais nos inquieta.

E este silêncio em que nos mantemos enquanto psicólogos em supervisão surge quando há vergonha, quando há medo de não estar à altura, quando a crítica interna fala mais alto do que a curiosidade.

Esta narrativa interna de autocrítica e insuficiência é exigente e extremamente solitária. E, muitas vezes, acompanha o terapeuta desde muito antes de ele entrar na profissão.

Por isso, quando falamos de supervisão, falamos também de segurança psicológica. De um espaço onde a dúvida não é reduzida a incompetência, mas explorada. Onde a emoção do terapeuta não é corrigida, mas compreendida. Onde o não saber não é uma vergonha e pode sim ser trabalhado enquanto força.

Porque a questão nunca é eliminar a insegurança. É aprender a pensar com ela. E isso só é possível quando o ambiente permite a autenticidade.

Se esta reflexão ressoa contigo e sentes que precisas de um espaço onde possas trazer também aquilo que te desorganiza, estão abertas 8 vagas para os meus grupos de supervisão. Podes fazer o teu pedido através do link na bio 🤎

Esta equipa nasceu da convicção de que a terapia não é apenas técnica, nem apenas escuta. É relação, contexto, emoção e ...
24/02/2026

Esta equipa nasceu da convicção de que a terapia não é apenas técnica, nem apenas escuta. É relação, contexto, emoção e história. É compreender que ninguém sofre no vazio e que aquilo que hoje dói fez, em algum momento, sentido como forma de sobreviver, de se proteger ou de continuar ligado.

Trabalhamos com pessoas adultas, casais e famílias que chegam muitas vezes cansados, confusos ou magoados. Pessoas que tentaram resolver as suas dores sozinhas, que já se perguntaram demasiadas vezes “o que há de errado comigo” ou “porque é que isto se repete”. Aqui, o foco não é corrigir quem és, mas compreender o que te aconteceu e como isso moldou a forma como te relacionas contigo e com os outros e mudar a partir daí, de uma experiência de escuta e amparo reparadora, na terapia e em relação.

Acreditamos em processos terapêuticos feitos com tempo, segurança e vínculo. Em espaços onde não é preciso saber por onde começar, nem ter tudo organizado. Onde a dor pode ser nomeada sem ser apressada e onde a mudança acontece de dentro para fora.

Se sentires que este pode ser um espaço para ti, o próximo passo está no link da bio 🤎

23/02/2026

Muitos casais acreditam, com a melhor das intenções, que se conseguirem finalmente falar “a sério” sobre os seus problemas, tudo se resolve. Sentam-se para tentar esclarecer, para organizar argumentos, para chegar a um acordo. E, no entanto, ao fim de pouco tempo, a conversa já escalou. O tom sobe, a tensão instala-se, alguém ataca, alguém se fecha ou se defende e no final, saem da conversa ainda mais distantes.

Isto não acontece porque vocês não sabem comunicar. Acontece porque estão a tentar resolver um problema quando estão num estado de ameaça relacional.

Quando um traz o problema, muitas vezes não está apenas a falar de tarefas, dinheiro ou intimidade. Está, no fundo, a tentar recuperar uma sensação de importância, de proximidade, de segurança na relação. Mas a outra pessoa, ao ouvir, não escuta apenas o conteúdo; do que estás a dizer: sente a intensidade, a urgência, o tom, e se isso ativa nesta outra pessoa uma sensação de culpa, inadequação ou medo de falhar, o seu sistema defensivo entra em ação.

É aqui que a tentativa de resolução alimenta o ciclo.

Um insiste porque precisa de ligação. O outro defende-se ou afasta-se para não se sentir esmagado. Ambos estão a tentar regular a própria ansiedade, mas fazem-no de formas que colidem. E enquanto o sistema de vinculação está ativado, o cérebro prioriza a proteção, não a empatia. E assim f**a difícil escutar, mentalizar, flexibilizar.

Resolver o problema exige segurança emocional. Sem ela, cada frase vai soar a ataque ou abandono. Por isso, antes de procurar a solução, muitas vezes é preciso desacelerar o ciclo relacional negativo em que f**am presos, compreender o que se ativa em cada um e restaurar um mínimo de segurança.

É nesse espaço mais regulado que o problema deixa de ser uma ameaça ao vínculo e pode, finalmente, começar a ser trabalhado como aquilo que é: um desafio da relação, não um veredicto sobre o seu valor.

Esta crença ainda circula muito na nossa profissão: um bom terapeuta é aquele que sabe sempre o que está a fazer.Eu não ...
20/02/2026

Esta crença ainda circula muito na nossa profissão: um bom terapeuta é aquele que sabe sempre o que está a fazer.

Eu não acredito nisso.

Acredito que um bom terapeuta é aquele que está disposto a pensar sobre o que sente, sobre o que evita, sobre o que se ativa dentro de si quando está em relação com determinados pacientes.

E a prática clínica não é apenas a aplicação de modelos e técnicas. É também (e acima de tudo) sobre a relação terapêutica. É um encontro entre histórias. E nesse encontro, o terapeuta não é neutro nem invisível.

As nossas ressonâncias não são um erro a corrigir. São informação clínica, uma porta de entrada para o mundo do paciente. São pistas sobre o sistema relacional que se está a formar em sessão. Quando não são pensadas, podem aprisionar-nos. Quando são trabalhadas em supervisão, tornam-se ferramentas de leitura e intervenção.

Supervisão, para mim, é isso. Um lugar onde podemos integrar conhecimento técnico com consciência relacional. Onde a vulnerabilidade não diminui a competência do terapeuta, mas aprofunda-a.

Se estás a começar, talvez este espaço te ajude a ganhar estrutura e confiança.
Se já tens caminho feito, talvez te ajude a afinar o teu posicionamento e a ampliar a tua leitura clínica.

Em qualquer fase, ninguém cresce sozinho. Obtém mais informações e faz o teu pedido de supervisão individual ou em grupo através do link na bio 🤎

11/02/2026
Muitos casais chegam à terapia convencidos de que o seu problema é a comunicação. Acreditam que, se conseguissem explica...
28/01/2026

Muitos casais chegam à terapia convencidos de que o seu problema é a comunicação.

Acreditam que, se conseguissem explicar-se melhor, escolher as palavras certas ou controlar o tom, finalmente seriam compreendidos pelo outro. Mas aquilo que mais bloqueia a escuta raramente está no ligar das palavras, mas sim no estado emocional a partir do qual cada um fala e ouve.

Quando o sistema relacional está ativado pela ameaça, o cérebro relacional entra em modo de sobrevivência. A escuta deixa de ser marcada pela curiosa e passa a ser defensiva. Cada palavra é filtrada pela pergunta: isto aproxima-me ou afasta-me? Protege-me ou expõe-me?

É por isso que tantas tentativas genuínas de aproximação acabam por soar como ataque, e tantos silêncios defensivos são vividos como rejeição. Não porque as intenções sejam más, mas porque a relação deixou de ser sentida como um lugar seguro onde é possível baixar a guarda.

Trabalhar com casais é, antes de tudo, ajudar a tornar visível esta dança invisível. Dar nome ao ciclo, às emoções que o alimentam e às necessidades que nunca chegam a ser expressas. Só quando cada um se sente emocionalmente seguro é que a conexão se torna possível.

Se fez sentido para o teu casal, faz o teu pedido de consulta através do link na bio 🤎

A psicoterapia não f**a confinada à sessão. Ela continua na forma como sentimos, escolhemos e habitamos a vida.A Nádia l...
26/01/2026

A psicoterapia não f**a confinada à sessão. Ela continua na forma como sentimos, escolhemos e habitamos a vida.

A Nádia lembra-nos que o processo terapêutico implica, sim, uma transformação subtil, afeta-nos nisto que é a arte de viver e abre-nos a possibilidade de fazer da dor um lugar de sentido.

É aí que, pouco a pouco, o ser se expande e ganha mais plenitude.

Se estes pensamentos da Nádia te inspiram, faz-nos o teu pedido de consulta através do link na bio.
Encontramo-nos no lado de dentro 🤎

Olá, sê bem-vinda 🌹Sou a Carina, psicóloga, terapeuta familiar em supervisão e fundadora da clínica.Este espaço onde nos...
22/01/2026

Olá, sê bem-vinda 🌹

Sou a Carina, psicóloga, terapeuta familiar em supervisão e fundadora da clínica.

Este espaço onde nos encontramos nasceu da forma como acredito que a terapia deve ser vivida: em relação, com tempo, profundidade e humanidade.

Quando alguém chega até mim, o mais importante não é o diagnóstico nem olhar o problema que apresenta de forma isolada. É a pessoa. A sua história. A forma como aprendeu a relacionar-se e a proteger-se ao longo da vida.

O meu trabalho é feito a partir daí. Com uma escuta atenta, com clareza, responsabilidade e um compromisso sério com processos de transformação e liberdade emocional.

Acredito que ninguém procura terapia por acaso. Normalmente chega num momento de cansaço, de confusão ou de vontade de fazer diferente. E é aí que este espaço se propõe existir.

Se esta partilha te ajuda a conhecer-me um pouco melhor e sentes que esta forma de estar em terapia faz sentido para ti, sê bem-vinda. Encontramo-nos no lado de dentro 🤎

Às vezes, fazer psicoterapia é aceitar não saber ainda.É f**ar no silêncio, na dúvida, na relação. E confiar que também ...
20/01/2026

Às vezes, fazer psicoterapia é aceitar não saber ainda.

É f**ar no silêncio, na dúvida, na relação. E confiar que também aí o processo está a acontecer.

A Laura lembra-nos que a psicoterapia não é um lugar de respostas imediatas, mas de presença, humanidade e escuta profunda. É nesse espaço seguro que, pouco a pouco, algo começa a organizar-se por dentro.

Se estes pensamentos da Laura te inspiram, faz-nos o teu pedido de consulta através do link na bio. Encontramo-nos no lado de dentro 🤎

O texto da Nádia toca num ponto essencial e tantas vezes invisível na parentalidade: a ideia de que quem cuida também pr...
12/01/2026

O texto da Nádia toca num ponto essencial e tantas vezes invisível na parentalidade: a ideia de que quem cuida também precisa de ser cuidado. Há uma expectativa silenciosa de que os pais sejam sempre o chão firme, o porto seguro, a base reguladora. Mas esquecemo-nos, com demasiada facilidade, de perguntar onde é que esses pais pousam o cansaço, o medo, a dúvida e a solidão que tantas vezes acompanham o acto de cuidar.

Quando falamos de colo, não falamos apenas de um gesto físico. Falamos de um lugar relacional. Um espaço onde é possível baixar a guarda, ser visto sem julgamento, existir sem ter de ser competente.

A parentalidade convoca memórias muitas vezes profundas e dolorosas, as nossas histórias antigas, feridas que por vezes nem sabíamos que ainda nos doíam. Tudo se liga, como a Nádia escreve, se nos permitirmos escutar e ver os detalhes. Porque aquilo que não é visto tende a infiltrar-se na relação, não por maldade mas por falta de consciência.

Reconhecer o que trazemos para a interação é um acto de enorme responsabilidade. Não no sentido de culpa, mas de autoria. Os nossos estados internos, as nossas histórias de vinculação, as nossas experiências de cuidado ou de ausência desse cuidado entram inevitavelmente na relação com os filhos.

Não entram como destino fechado, mas como matéria viva. E é aí que o diferente faz, de facto, a diferença. Quando um pai ou uma mãe se permite reconhecer que também precisa de colo, abre-se a possibilidade de interromper ciclos automáticos e de criar algo novo.

A metáfora do jardim é particularmente verdadeira. As sementes de quem somos estão todas a germinar no mesmo jardim, no mesmo espaço relacional. Filhos e pais crescem lado a lado, influenciam-se mutuamente, aprendem uns com os outros.

A parentalidade não é um caminho unidirecional onde só os adultos ensinam e as crianças recebem. É uma relação viva, dinâmica, onde todos são transformados.

Cuidar de quem cuida não é um luxo nem um sinal de fragilidade. É, muitas vezes, o gesto mais profundo de amor 🤎

07/01/2026

Muitas vezes, lá nos nossos casais, quando estamos a discutir insistimos muitas vezes nos factos: no que aconteceu, quando aconteceu, quem fez o quê. Mas, do ponto de vista relacional, isto raramente resolve alguma coisa.

O que mais bloqueia um casal não é a falta de exemplos concretos e argumentos irrefutáveis, mas sim a falta de consciência sobre como se relacionam naquele momento.

Quando alguém pede “dá-me um exemplo”, está a pedir provas, não porque seja manipulador, mas porque está desconectado do impacto emocional da situação. Procura certezas numa conversa que, na verdade, pede ligação, conexão.

O processo é sempre mais importante do que o conteúdo.

O processo é o que cada comportamento ativa internamente: insegurança, medo, retraimento, defesa, urgência em ser ouvido, urgência em escapar.

E, quando o casal não olha para isto, f**a preso num ciclo onde ninguém se sente validado, mesmo que ambos estejam a tentar comunicar algo.

Mudar o foco da conversa para o processo não signif**a ignorar o que aconteceu.

Signif**a olhar para o que importa: o que aquela dinâmica faz a cada um, como se sentem quando se repetem os mesmos padrões, e o que precisa de acontecer para que a relação volte a ser um lugar seguro.

É assim que as conversas deixam de ser batalhas por quem tem razão e passam a ser encontros onde ambos têm espaço para existir.

Se esta reflexão fez sentido para ti, faz o teu pedido de consulta no link na bio 🤎

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