22/10/2015
Depressão
A ansiedade e suas origens
O estado de ansiedade é quase sempre originado por uma sensação muito grande de insegurança, pelo medo do futuro, ou de algo muito mau que possa vir a acontecer.
A maior parte das vezes é um medo inconsciente, medos por vezes muito subtis, tais como o medo da perda, o medo de falhar, o medo de se expor, o medo do escuro, e outros.
Essa ansiedade vai acabar por causar várias sensações físicas, tais como dores musculares, dores de cabeça, desarranjos intestinais, problemas de estômago, e muitos outros.
Mas se ela continuar, vai decerto originar situações a nível psicológico, assim como a tristeza, a angústia, a raiva e a revolta e, isso vai causar um desânimo total.
De seguida a pessoa irá com certeza começar a ter muita dificuldade em relaxar e, também muito pouca vontade de apreciar a vida, para logo de seguida perder mesmo a vontade de viver.
Está aqui criado o quadro a que chamamos DEPRESSÃO.
Pela minha experiência sempre baseada no meu trabalho, a maior parte das depressões tem a ver com os nossos medos, os tais medos muito subtis, que por norma o paciente não fala neles ao seu médico assistente, por vezes nem se apercebe que os tem, ou não lhes dá muita importância e, como tal o seu médico acaba por nunca saber o porquê da sua depressão.
Quase todas as pessoas que eu atendo, estão exactamente com este quadro clínico “DEPRESSÃO”, pessoas que chegam até mim num estado lastimoso, onde chegam a tomar 15 a 20 comprimidos por dia. Impressionante! Algumas delas com várias tentativas de suicídio.
Ainda não há muito tempo atendi uma paciente com uma depressão, eu tinha-lhe pedido que para não tomasse antidepressivos nem ansióliticos no dia da consulta e, como tal ela vinha muito ansiosa. Durante a anamenese perguntei-lhe se sentia medos como sempre faço, de imediato ela me responde… medo? Não! Não tenho medo de nada! Isto por norma é a resposta de toda a gente.
Depois pergunto se tem medo de falhar, ou se tem medo da perda, ou pergunto por exemplo se dorme com a porta do quarto aberta. Rara é a pessoa que não esbarra perante uma destas perguntas.
Por exemplo; se a paciente me responde que dorme com a porta do quarto aberta, eu faço-lhe a seguinte pergunta; Como é que se sente se fechar a porta?
Na maioria dos casos a paciente diz-me logo, com a porta fechada nem pensar! - O que é que sente, pergunto eu; a resposta é quase sempre, ansiedade ou medo. No entanto se a paciente só consegue dormir com a porta fechada e, tem medo de dormir com ela aberta, é exactamente a mesma coisa, algo está a bloquear essa pessoa e, o que há a fazer é ir á procura do momento desse bloqueio.
Respeito todos aqueles que não acreditam em vidas passadas, ou seja, na nossa reencarnação, mas mesmo que esse paciente não acredite na sua vida passada, isso não tem muita influência para a cura total da sua depressão, desde que se submeta á terapia.
Quase sempre os padrões se repetem e, quando nós vivemos e morremos com sentimentos de medo, que são a tristeza, a angústia, a raiva, a revolta e outros sentimentos negativos, vimos cumprir o mesmo padrão.
Por exemplo, o paciente tem medo de falhar; essa pessoa por norma sente muita insegurança, com mais incidência no seu emprego, ela vai decerto sentir-se muito ansiosa se lhe derem algo de novo para fazer, mesmo uma tarefa sem grande importância, tal como pôr em ordem um simples ficheiro.
Aqui temos duas situações, o padrão pode estar a ser criado nesta vida, ou pode vir de uma vida passada.
E como se consegue detectar de onde vem esse bloqueio?
Exemplo: Se o paciente foi sempre irrepreensível no seu trabalho, se nunca fez nada de grave que pudesse por em risco o seu emprego e, sente medo de falhar, então decerto que o seu bloqueio tem origem numa vida passada.
Mas, se essa pessoa fez asneira no seu emprego, se está ameaçado, com o seu lugar em risco, aí o padrão pode estar a formar-se nesta vida. Mesmo assim, não é de excluir levar o paciente a uma vida passada, visto que os padrões se repetem e por isso esse medo de falhar pode ser uma situação Karmica.
É na nossa mente inconsciente que temos de procurar o trauma, pois é nela que estão armazenadas todas as nossas recordações, é ela que contem toda a nossa inteligência, toda a nossa sabedoria e além disso é o núcleo da nossa criatividade. Ela regula todos os nossos movimentos, a própria respiração, consegue regenerar todos os nossos tecidos, portanto tem o poder de nos curar de qualquer ferida, qualquer infecção ou inflamação, consegue até libertar dores ou emoções em poucos minutos, sendo portanto, ela que faz a manutenção de todo o nosso corpo.
Sigmund Freud deixa-nos a mensagem, que só quando o ser humano aprende a aceder ao seu inconsciente consegue resolver os seus problemas a nível psicológico.
A hipnose é pois a porta de entrada para o ser humano poder aceder ao seu inconsciente. É portanto a ferramenta ideal para levar o paciente em busca dos seus bloqueios, acabando de vez com o seu sofrimento.
Muita Luz.