GAP - Gabinete de Apoio Psicológico

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06/04/2026

O diagnóstico não se faz na primeira consulta
Uma das coisas que mais ouço na primeira consulta é: Mas afinal, qual é o diagnóstico?
E eu percebo.
Quando é o nosso filho, queremos respostas rápidas. Queremos um nome para aquilo que se passa.
Mas na avaliação de uma criança… as coisas não funcionam assim.
Uma consulta não chega para conhecer uma criança.
Nem o seu comportamento, nem as suas emoções, nem a sua história.
Um diagnóstico responsável precisa de tempo.
Precisa de observação, de contexto, da escola, da família…
E, acima de tudo, precisa de não rotular demasiado cedo.
Porque às vezes… aquilo que parece um problema
é só uma criança a tentar lidar com o que ainda não sabe explicar.

24/03/2026

A depressão não é uma escolha. E, definitivamente, não é sinal de fraqueza.
É fácil falar de fora, mas quem vive uma depressão sabe que não se trata de “querer ou não querer f**ar bem”. Trata-se de um estado profundo que envolve o corpo, a mente e as emoções. Muitas vezes há alterações químicas no cérebro, desequilíbrios hormonais, défices nutricionais (como ferro, vitamina D ou B12), cansaço extremo e uma sensação de vazio difícil de explicar.
Dizer que a depressão é “para fracos” só aumenta a culpa e o isolamento de quem já está a sofrer. Na verdade, é preciso muita força para continuar quando tudo parece pesado, para pedir ajuda, para enfrentar cada dia.
A depressão deve ser olhada de forma séria e completa ,não só do ponto de vista psicológico, mas também fisiológico. Avaliar o corpo, os hábitos e o contexto de vida é essencial para um acompanhamento adequado.
Se está a passar por isto, saiba: não está sozinho/a, não é culpa sua e há caminho para melhorar. Procurar ajuda é um ato de coragem.

20/03/2026

Dia do Pai
quando há ausência
O Dia do Pai pode ser um dia bonito… mas também pode ser um dia difícil para muitas crianças.
Normalizar sentimentos explica que nem todas as crianças vivem esta data da mesma forma:
Pai ausente (divórcio, falecimento, abandono)
Relações difíceis
Outras figuras de cuidado
Há crianças que, neste dia, sentem tristeza, desconforto ou até vergonha… e isso é totalmente válido.
Como ajudar as crianças
Validar emoções
Evitar frases como "não fiques triste" o mais importante é dizer: "Percebo que este dia possa ser difícil para ti".
Dar alternativa simbólica:
Celebrar outra figura importante (mãe, avô, tio, padrasto)
Ou até “alguém que cuida de mim”
O importante não é o papel, é o vínculo.
Dar escolha
A criança pode querer participar… ou não
Respeitar se não quiser fazer prenda ou atividade
Preparar previamente (especialmente em contexto escolar)
Professores podem abordar o tema com sensibilidade antes
Evitar imposições rígidas (“todos têm que fazer algo para o pai.
Mais do que celebrar um papel, o Dia do Pai deve ser um dia de cuidado emocional. Porque cada criança tem uma história e todas merecem ser respeitadas."

16/03/2026

Aos 4 anos, este tipo de comportamento é mais comum do que parece, mas também é uma fase importante para ensinar regulação emocional e limites claros.
Importante:
Dar nome às emoções (antes da explosão)
Muitas crianças batem ou dizem asneiras porque não sabem explicar o que sentem.
Quando perceber sinais de frustração, tente antecipar:
“Estás zangada porque querias brincar com esse brinquedo.”
“Ficaste triste porque a amiga não quis.”
Isto ajuda o cérebro da criança a ligar emoção á palavra, em vez de emoção a agressão.
Regra clara e curta sobre bater
Nesta idade as regras têm de ser simples e repetidas muitas vezes.
Exemplo:
“Não batemos. As mãos são para ajudar.”
Quando acontecer:
Pare o comportamento imediatamente.
Fale firme mas calma.
Afaste-a um pouco da situação.
Evite discursos longos ,o cérebro dela não consegue processar.
Ensinar alternativa ao bater
Não basta dizer para não bater, é preciso ensinar o que fazer em vez disso.
Pode treinar em casa:
“Quando estás zangada podes dizer: não gosto.”
“Podes pedir ajuda à educadora.”
“Podes vir ter comigo.”
Treinem isto em momentos tranquilos, como um jogo.
Asneiras: retirar poder
Asneiras nesta idade muitas vezes acontecem porque geram reação dos adultos.
Estratégia:
Não dramatizar muito.
Dizer calmamente:
“Essa palavra não é bonita. Em nossa casa não usamos.”
E mudar de assunto.
Quanto menos palco tiver, mais rápido desaparece.
Reforçar muito o comportamento positivo
As crianças repetem aquilo que lhes dá atenção.
Sempre que ela:
resolve algo sem bater
pede ajuda
controla frustração
Diga logo:
“Gostei de como resolveste.”
“Foste muito calma.”
O cérebro aprende com isto.
Verif**ar cansaço ou excesso de estímulos. Bater e perder controlo pode aumentar quando há:
sono insuficiente
fome
muitas atividades
mudanças na rotina
Às vezes ajustar rotina e descanso melhora muito.
Importante:
Se isto acontece principalmente na escola, pode ser porque o ambiente social exige mais competências emocionais do que ela ainda tem.

13/03/2026

Quando é que podemos falar em bullying?
O bullying tem três características essenciais:
Intencionalidade – existe intenção de magoar ou humilhar.
Repetição – acontece várias vezes ao longo do tempo.
Desequilíbrio de poder – a criança que agride tem alguma vantagem (força, popularidade, idade, grupo).
Sem estes três elementos, normalmente não falamos de bullying, mas sim de conflitos ou comportamentos agressivos pontuais.
E nas crianças pequenas (3-5 anos)?
Aos 4 anos, a maioria dos comportamentos como bater, empurrar ou morder está muito ligada a:
dificuldade de regulação emocional
frustração,linguagem ainda em desenvolvimento
impulsividade, aprendizagem das regras sociais ou seja, muitas vezes não existe intenção de humilhar ou dominar, mas sim incapacidade de lidar com emoções fortes.
Por isso, nesta idade falamos mais em:
comportamentos agressivos
dificuldades de autorregulação
aprendizagem social
e não tanto em bullying.
Quando devemos f**ar mais atentos?
Mesmo em idade pré-escolar, vale a pena observar se:
a criança "atira"sempre para o mesmo colega
parece retirar prazer em dominar ou assustar
não mostra qualquer empatia depois
o comportamento é muito frequente e escalado
Nestes casos pode ser útil trabalhar mais de perto com a escola e com estratégias de regulação.
O mais importante aos 4 anos
O foco não é rotular a criança.
É ensinar competências:
nomear emoções;
esperar pela vez;
pedir ajuda;
usar palavras em vez do corpo;
aprender a reparar (pedir desculpa, ajudar o colega)
A autorregulação ainda está em construção nesta idade.
Uma frase que costumo dizer aos pais:
Antes de sabermos controlar o comportamento, precisamos de aprender a controlar as emoçõe.

O seu filho faz bullying?
Antes do castigo, faça isto.
Pare de ver apenas o comportamento. Veja a função.
Pergunte-se:
O que é que o meu filho ganha com este comportamento?
Poder? Atenção? Pertencer a um grupo?
Está a descarregar frustração?
Muitas crianças que fazem bullying:
Têm baixa autoestima escondida
Sentem-se impotentes noutros contextos
Vivem críticas constantes
Sofrem rejeição ou humilhação
Estão expostas a conflito familiar
O bullying pode ser uma tentativa desajustada de regulação emocional.
Não negue. Não minimize. Não ataque.
Evite:
“O meu filho nunca faria isso.”
“São coisas de miúdos.”
“Que vergonha me estás a fazer passar!”
A vergonha paralisa.
A responsabilização educa.
Consequência não é vingança
Perguntas chave:
O que aprendeste com isto?
O que achas que a outra criança sentiu?
Como podes reparar?
A consequência deve:
Ser proporcional
Estar ligada ao comportamento
Incluir reparação
Não é só retirar privilégios.
É ensinar empatia.
Trabalhe o que está por trás
Observe:
Como está o clima emocional em casa?
Como lidamos com o erro?
Como resolvemos conflitos?
Existe crítica excessiva? Ironia? Comparações?
As crianças aprendem muito mais pelo modelo do que pelo discurso.
Ensine competências
Algumas crianças que fazem bullying:
Não sabem expressar frustração
Não sabem pedir ajuda
Não sabem integrar-se socialmente
Ensinar:
Linguagem emocional
Resolução de conflitos
Estratégias de regulação (pausa, respiração, pedir espaço)
Empatia através de histórias e reflexão

Uma criança que magoa pode estar a pedir ajuda da única forma que sabe.

Corrigir o comportamento é essencial. Cuidar da dor por trás dele é transformador.

11/03/2026

Sabia que muitas das coisas que evitamos na vida… não são falta de capacidade?
Muitas vezes é a ansiedade a falar mais alto.
A ansiedade faz-nos acreditar que não vamos conseguir…
que algo vai correr mal…
que é melhor nem tentar.
E sem percebermos, começamos a reduzir a nossa vida:
evitamos lugares, conversas, desafios… e até sonhos.
Mas a ansiedade não é uma sentença.
Quando é compreendida e trabalhada, deixa de controlar a nossa vida.
A ansiedade pode proteger-nos em alguns momentos, mas quando passa a limitar as nossas escolhas, pode estar na altura de olhar para ela com mais atenção. Compreender o que sentimos é o primeiro passo para recuperar espaço na nossa vida.

08/03/2026

Ser Mulher

Hoje fala-se muito sobre o Dia da Mulher.
Mas ser mulher é muito mais do que um dia no calendário.
É ser forte… mesmo quando se está cansada.
É cuidar de todos… e muitas vezes esquecer-se de si.
É carregar expectativas, culpas, pressões… e continuar.
Muitas mulheres vivem em piloto automático:
entre o trabalho, a casa, os filhos, as relações…
e pouco espaço sobra para perguntar:
Como é que eu estou?”l
Talvez o verdadeiro signif**ado deste dia
seja lembrar que a mulher também precisa de espaço, de voz e de cuidado.
Porque cuidar de si
não é egoísmo.
É saúde emocional.

Ser mulher não é sobre dar conta de tudo.
É também sobre aprender a parar, sentir e cuidar de si.
Hoje, no Dia da Mulher, f**a a pergunta:
quando foi a última vez que se colocou em primeiro lugar?

05/03/2026

Bullying. Vamos falar dele.

03/03/2026

Há pessoas que parecem superiores… mas estão apenas a tentar sobreviver.

A arrogância muitas vezes é um mecanismo de defesa.
Por trás do “eu sei tudo”, pode existir:
insegurança profunda;
medo de não ser suficiente;
vergonha;
necessidade intensa de validação.
Quando alguém aprendeu que mostrar fragilidade era perigoso, pode ter aprendido a vestir “armadura”.
A arrogância é muitas vezes uma armadura. E ninguém veste armadura quando está confortável.
Convite à consciência:
O comportamento pode ser desafiador.
Não é desculpabilizar atitudes.
Mas compreender ajuda-nos a não reagir apenas à superfície.
Entender não é aceitar tudo. Mas é perceber que, muitas vezes, o que parece ego é medo.
Por trás de muita arrogância, há uma criança que aprendeu que não podia falhar.
A verdadeira segurança não precisa de se impor.

03/03/2026

Esclarecimento.

01/03/2026

Luto nas crianças
como falar sobre a morte?
Começar por desmistif**ar
Proteger não é esconder.
As crianças percebem que algo mudou. Quando não explicamos, elas imaginam e muitas vezes imaginam pior.
Como abordar a morte com crianças?
Usar linguagem simples e concreta
Evitar: “foi dormir”, “foi viajar”, “foi para o céu descansar”
Preferir:
“O avô morreu. O corpo dele deixou de funcionar. Não vai voltar.”
As crianças (especialmente até aos 7/8 anos) interpretam tudo de forma literal.
Validar emoções
“É normal estares triste.”
“Também estou triste.”
Mostrar que o adulto sente ajuda a criança a perceber que é seguro sentir.
Responder ao que perguntam sem dar mais do que precisam
Elas processam aos bocadinhos.
Devem ir a funerais?
Não é uma resposta de sim ou não é uma decisão consciente.
A criança:
Quer ir?
Sabe o que vai acontecer?
Vai ter um adulto de referência só para ela?
Pode sair se quiser?
Se for preparada e acompanhada, pode ser saudável.
Se for obrigada ou deixada “ao abandono emocional”, pode ser assustador.
O problema não é o funeral.
O problema é a falta de preparação.
“O avô virou uma estrela?”
Aqui é importante ter cuidado.
Metáforas podem:
Confundir
Criar medo (“as estrelas caem?”)
Dificultar a compreensão da irreversibilidade
Se a família tem crenças espirituais, podem partilhá-las, mas sempre diferenciando:
“O corpo morreu. Na nossa religião acreditamos que…”
Separar o biológico do simbólico ajuda muito.

A verdade dita com amor é sempre mais segura do que o silêncio cheio de medo.
Não é a morte que traumatiza. É a forma como os adultos a escondem.

27/02/2026

Falamos muito de cansaço… mas burnout não é só estar cansado.
É acordar já exausto.
É perder o entusiasmo por algo que antes fazia sentido.
É sentir que, por mais que faça, nunca é suficiente.
O burnout acontece quando o stress se torna crónico e deixa de haver recuperação.
Não é fraqueza. Não é falta de competência.
É um sinal de que os nossos limites foram ultrapassados durante demasiado tempo.
Cuidar da saúde mental também é produtividade.
Descansar não é desistir é preservar-se.

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