GAP - Gabinete de Apoio Psicológico

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13/02/2026

Durante muitos anos, ir ao psicólogo era algo que quase se escondia. Havia vergonha, havia preconceito, havia aquele "ninguém precisa de saber".
Mas está semana senti exatamente o contrário: senti orgulho. Orgulho nela. Orgulho no processo. Orgulho na saúde mental estar, cada vez mais, a deixar de ser um tabu.
Quando alguém assume que está em acompanhamento psicológico com naturalidade, isso signif**a que a terapia deixou de ser sinal de fraqueza e passou a ser sinal de coragem.
E quando um jovem diz isto com alegria… signif**a que se sente seguro, que se sente acompanhado e que não tem vergonha de cuidar de si.
E é isto que eu quero normalizar: pedir ajuda não é um segredo. É um ato de autocuidado.

Para mim, como psicóloga, são estes pequenos momentos que fazem tudo valer a pena.

12/02/2026

A importância da normalidade em tempos difíceis

Em momentos de crise ou calamidade, uma das coisas mais importantes para a saúde mental é manter o máximo possível… a normalidade.
O nosso cérebro precisa de previsibilidade para se sentir seguro.
Rotinas, horários, refeições, ir à escola, trabalhar, dormir ,tudo isto envia ao corpo uma mensagem: há coisas que continuam estáveis.
Para as crianças, esta normalidade é ainda mais essencial.
Ajuda a reduzir a ansiedade, os medos e a sensação de caos.
Normalidade não é fingir que nada está a acontecer.
É reconhecer a situação… e ao mesmo tempo continuar a viver, dentro do possível.

Cuidar da saúde mental também é isto: manter rotinas, limitar notícias, estar com quem gostamos e focar no que está sob controlo.
Em tempos difíceis, a normalidade é uma forma de proteção.

10/02/2026

As crianças percebem muito mais do que imaginamos. Mesmo quando não entendem tudo, sentem o clima emocional à sua volta.
Quando há perigo, tensão ou incerteza, o sistema nervoso das crianças também entra em alerta.
E isso pode aparecer de formas diferentes:
Em crianças pequenas:
maior apego aos pais;regressões (voltar a fazer xixi na cama, falar como bebé);birras mais intensas;
medos novos;dificuldades em adormecer.
Em crianças em idade escolar:
dores de barriga ou cabeça;irritabilidade;dificuldade de concentração;perguntas repetidas sobre o que está a acontecer;necessidade de controlo;medo de sair ou de se separar.
Em adolescentes:
isolamento;irritação constante
;discurso fatalista;consumo excessivo de notícias
comportamentos de risco;desvalorização;ataques verbais.
Tudo isto pode ser stress e medo, não “mau comportamento”.
Porque é que reagem assim?
As crianças ainda estão a aprender a regular emoções.
Quando o ambiente parece perigoso, procuram:
proteção
previsibilidade
adultos calmos
explicações simples
sentir-se seguras
Se os adultos estão muito ansiosos, o corpo delas capta isso — mesmo que ninguém fale.
O que os pais e cuidadores podem fazer?
Algumas estratégias essenciais:
falar a verdade de forma simples e adequada à idade;
evitar exposição excessiva às notícias;
manter rotinas (horas, refeições, escola);
validar emoções (“percebo que estejas assustado”);
evitar minimizar (“não é nada”);
não dramatizar;
dar espaço para perguntas;
brincar — o brincar regula;
abraços e proximidade física;
mostrar que os adultos estão a cuidar da situação.
Sinais de alerta para procurar ajuda:
Se os sintomas:
durarem várias semanas
piorarem
interferirem muito na escola ou sono
houver pânico frequente
regressões marcadas
isolamento intenso
agressividade persistente

A segurança emocional das crianças constrói-se menos com respostas perfeitas e mais com adultos presentes, previsíveis e disponíveis.

07/02/2026

Quando o medo sai em forma de crítica
Em situações de crise, não é raro vermos pessoas mais irritadas, críticas, intolerantes ou agressivas nas palavras. Muitas vezes isso não é falta de carácter. É medo.
Quando nos sentimos ameaçados, o cérebro entra novamente em modo de sobrevivência.
E nem toda a gente reage com choro ou recolhimento.
Algumas pessoas reagem com:
críticas constantes
ataques verbais
impaciência
necessidade de apontar culpados
conflitos familiares
discussões nas redes sociais
desvalorização do outro
sarcasmo ou ironia
Isto chama-se externalizar a ansiedade.
Em vez do medo vir para dentro, sai para fora — em forma de tensão, controlo ou julgamento.
Porque é que a crítica aumenta?
O medo ativa:
sensação de perda de controlo
hipervigilância
pensamento rígido (“é assim ou nada”)
intolerância à incerteza
procura urgente de responsáveis
Criticar dá uma falsa sensação de controlo:
“se eu atacar, se eu explicar, se eu corrigir, fico menos impotente”.
O impacto nas relações
Em contextos de calamidade, aumentam:
conflitos entre casais
discussões familiares
tensão no trabalho
intolerância social
polarização
É importante lembrar:
A pessoa pode parecer agressiva, mas por baixo muitas vezes está alguém assustado.
Isso não signif**a aceitar comportamentos abusivos mas ajuda a compreender de onde vêm.
O que podemos fazer quando o medo vira crítica?
Algumas orientações práticas:
👉pausar antes de responder
👉 respirar e baixar a ativação corporal
👉 perguntar: o que é que estou mesmo a sentir agora?
👉nomear a emoção (“estou assustado”, “estou exausto”)
👉 limitar discussões improdutivas
👉 escolher onde gastar energia
👉procurar diálogo em vez de confronto
👉afastar-se quando a conversa escala
Em tempos difíceis, precisamos de menos ataques e mais compreensão.
O medo aproxima quando é falado e afasta quando é descarregado no outro.

01/02/2026

Estado de calamidade, medo e pânico.
Porque reagimos todos de forma diferente
Estamos a viver um momento difícil na nossa região. Situações de calamidade, incerteza e perigo ativam algo muito básico em nós: o nosso sistema de sobrevivência.
Quando o cérebro percebe ameaça, entra em modo de alarme.
E é aí que surgem reações como:
ansiedade intensa
sensação de aperto no peito
pensamentos catastróficos
dificuldade em dormir
irritabilidade
vontade de fugir ou controlar tudo
bloqueio, choro ou sensação de desligamento
Nenhuma destas reações signif**a fraqueza.
São respostas humanas, automáticas, do corpo e da mente perante o perigo.
Porque reagimos todos de forma diferente?
Cada pessoa reage de acordo com:
experiências anteriores (traumas, perdas)
personalidade
idade
rede de apoio
sensação de controlo
informação que consome
estado emocional prévio
Há quem fique hiperalerta.
Há quem tente negar.
Há quem fique em silêncio.
Há quem entre em pânico.
Tudo isto são formas de tentar lidar com a ameaça.
Medo vs. Pânico
O medo é adaptativo — ajuda-nos a proteger.
O pânico surge quando o sistema de alarme f**a sobrecarregado: o corpo acredita que o perigo é imediato, mesmo quando já estamos relativamente seguros.
O problema não é sentir medo.
O problema é quando ele toma conta de tudo e impede a pessoa de funcionar.
O que podemos fazer nestes momentos?
Algumas estratégias simples e ef**azes:
reduzir consumo excessivo de notícias
manter rotinas básicas (sono, alimentação, horários)
respirar lentamente — ajuda a desligar o alarme interno
falar com alguém de confiança
validar as emoções em vez de as combater
focar-se no que está sob controlo
procurar ajuda profissional se o sofrimento for intenso ou persistente.
Em momentos de crise, não precisamos ser fortes o tempo todo. Precisamos ser humanos, pedir apoio e cuidar uns dos outros.
Se sentir que o medo ou o pânico estão a dominar o seu dia-a-dia, isso é um sinal ,não de fraqueza mas de que precisa de suporte.

Amanhã voltamos ao nosso espaço.
29/01/2026

Amanhã voltamos ao nosso espaço.

24/01/2026

Não se trata de incentivar crianças a usar saia.
Trata-se de como os adultos falam quando surge a diferença.
Existe um texto escolar sobre um menino que usa saia.
Mas, do ponto de vista psicológico, o foco não está na roupa ,está na reação do adulto.
Quando a mensagem é calma e respeitosa, protege-se a autoestima.
Quando é alarmista ou punitiva, cria-se medo e vergonha.
Educar não é impor.
É ajudar a criança a sentir-se segura para crescer.
Não é sobre incentivar.
É sobre como os adultos falam da diferença.
A forma protege — ou fere — a saúde mental das crianças.

20/01/2026

“Psicólogos não choram. Não têm problemas. Tudo é zen.”
Claro… porque o diploma vem com um manual de imunidade emocional, certo?
Pois mas não, os psicólogos sentem. Choram, frustram.
A diferença não é não sentir — é saber cuidar.
Humanos que estudam humanos.
Existe um mito de que psicólogos vivem em equilíbrio constante.
A verdade?
Também choramos, erramos e temos dias difíceis.
O que a psicologia ensina não é ausência de dor,
mas recursos para atravessar.
Ser psicólogo não é ser zen é ser humano com ferramentas.

É sobre contextualizar..aliviar.. mais uma vez o adulto.
17/01/2026

É sobre contextualizar..aliviar.. mais uma vez o adulto.

Porque é que “todos” os adolescentes de 15 anos têm dificuldades de concentração?

Porque são adolescentes e têm 15 anos. Porque têm a cabeça a funcionar a uma velocidade estonteante e as hormonais aos saltos. Porque têm a tentação de ser um bocadinho multifunções, e estudam enquanto ouvem música, trocam mensagens, dão uma olhadela ao telefone e às redes sociais, e vão até à cozinha para espreitarem uma série qualquer e, quando dão conta, viram três episódios. Porque procrastinam como ninguém enquanto cultivam a ideia que funcionam melhor sob pressão. Porque não acham graça nenhuma a algumas disciplinas e, ao darem por isso, bloqueiam num teste qualquer, sem perceberem muito bem como é que isso aconteceu. Porque ninguém os ensina a estudar e eles se “matam” a puxar pela cabeça duma forma repetitiva e mecânica. Porque vivem a escola numa espécie de atmosfera do género “quero muito mas tenho medo”, o que faz que estejam tensos nas aulas, tensos nas avaliações e, às vezes, tensos nos recreios. Porque mascaram uma auto-estima um bocadinho frágil com uma infinidade de “eu sou capaz!”. Porque vivem agarrados a ecrãs, redes sociais e videojogos e isso lhes dá, mais do que parece, cabo da cabeça. Porque dormem de fugida e gastam uma parte grande na noite a dar apoio a uma amiga ou a trocar mensagens mais ou menos tolas uns com os outros.

É claro que tudo isso é normal e saudável aos 15! Por mais que lhes traga dores de cabeça e algumas trapalhices com a mãe e com o pai. Daí que eles elejam os défices de atenção e as dificuldades de concentração como um diagnóstico por medida. Como se fosse um “defeito de fabrico” e nele se afunilassem todos os motivos das suas dificuldades, como se não houvesse outros motivos para elas, fazendo com isso um bocadinho de vítimas.

Que os adolescentes, aos 15, façam isso não é preocupante. Que os pais e os educadores não reparem no mau uso que eles fazem das suas inacreditáveis capacidades e na sua bondade dêem cobertura a alguisso, sim, é preocupante.

16/01/2026

Não é só desorganização externa…

Quando tudo está desarrumado ao nosso redor, a cabeça também f**a assim?
Organização é mental também:
Organizar o ambiente ajuda o cérebro a desacelerar, focar e respirar melhor.
Menos caos, mais clareza.
Quando nós organizamos o espaço, a mente entende que está tudo sob controle. E isso reduz ansiedade e aumenta a clareza.
Vamos experimentar?
Começe com uma gaveta, uma mesa, cinco minutos. A mudança começa aí.
Organização não é perfeição.
É cuidado com a mente.
Um espaço organizado traz mais leveza, foco e tranquilidade pro dia a dia.
Vocês sentem a diferença quando organizam?

13/01/2026

Muitos pais dizem-me: "Eu tento falar com o meu filho adolescente, mas ele não fala comigo."

E a verdade é esta: comunicar com adolescentes é difícil… para quase todos os pais.
Um erro muito comum é querer ser o melhor amigo do filho.
Os adolescentes não precisam de amigos em casa ,precisam de adultos que saibam ouvir sem invadir, orientar sem controlar e estar presentes sem exigir.
Às vezes, comunicar é simplesmente estar disponível… e saber esperar.
Comunicar não é forçar conversas, nem contar tudo, nem entrar em todas as áreas da vida deles.
É criar um espaço seguro para quando eles quiserem falar.
E isso exige paciência… e limites.
Há muitos pais que chegam à consulta exaustos, porque tentam ser tudo para os filhos adolescentes.
Mas quando os pais assumem um papel que não é deles, os filhos f**am sem o adulto de que precisam.
Comunicar com adolescentes não é carregar emoções que não nos pertencem.
É escutar, orientar e lembrar: eu sou o adulto aqui.
Notas importantes:
Ser pai não é ser amigo;
Presença não é invasão;
Limites também são cuidado.
BOM ANO
(Vale até 31 janeiro ☺️)

04/01/2026

Estamos no GAP a renovar pormenores ❤️🙏

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3100483POMBAL

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